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domingo, 1 de outubro de 2017

Gostar de futebol favorece emprego e vida afetiva

Vamos ser sinceros. O fato do futebol ser hobby de uma gigantesca, quase totalidade de brasileiros não é orque o esporte em si é bom, divertido e mágico. É porque ele foi estipulado pelo senso comum como um grande agregador social.

O futebol é realmente uma obrigação social e muita gente, gostando ou não de futebol, resolve assumir o gosto pela modalidade para obter uma vida social ativa e obter os favorecimentos que só podem ser obtidos por decisão alheia, como emprego e vida afetiva.

Ninguém assume de feto a submissão a esta regra social, fingindo que gosta de futebol por ele sr supostamente divertido e mágico. Mas as características do futebol indicam que a magia é postiça, obra feita pela mídia para "temperar" aquilo que é tratado como uma obrigação cívica e social.

Mas secretamente, todos sabem que quem se assume alheio ao futebol perde importantes direitos, pois dificulta a vida social e perde os direitos que dependem das decisões de outras pessoas para serem adquiridos.

Isso explica porque o futebol, um esporte meio sem graça e praticado por pessoas oriundas das classes pobres - normalmente desprezadas pelos brasileiros em outras ocasiões - seja extremamente popular. É uma atividade social, meio de confraternização e um agregador a transformar qualquer torcedor em uma pessoas simpática e confiável a merecer o afago de outras pessoas.

É sabido que o futebol favorece profissão e vida afetiva. Torcedores arrumam emprego e cônjuges com muito mais facilidade, graças a esse agregador social, que se torna pretexto para a sociabilização. Segundo o professor Jessé Souza, o futebol é o único assunto capaz de unir pessoas de classes sociais diferentes, inclusive as extremas (magnatas e indigentes) no Brasil.

É por isso que o futebol é tão popular. Esqueça a magia postiça, as dancinhas e os cabelos esquisitos do Neymar e a camisa golpista da CBF. Fica apenas entre nós que todo mundo gosta de futebol para obter amigos e favorecimentos sociais. 

Pois na hora mesmo da diversão, cada um vai para o seu lado procurar pela sua fonte individual de prazer, sem se preocupar se o outro está gostando ou não.

domingo, 27 de agosto de 2017

Golpistas querem que você goste de futebol

Uma coisa que os ingênuos anti-golpe que adoram futebol se esquecem com frequência é que todos os patrocinadores da Seleção brasileira de Futebol patrocinaram os movimentos e a iniciativas que facilitaram o impeachment de Dilma Rousseff, uma presidente honesta para colocar uma verdadeira máfia no comando do país. Máfia patrocinada e apoiada explicitamente pelos patrocinadores da Seleção.

Bom lembrar que o futebol é importante para manter a população anestesiada, perfeitamente conformada com a destruição de direitos e patrimônio de nossa nação que está prestes a voltar a ser uma colônia de exploração com nossa população convertida em um bando de escravos a se esforçar quase de graça em prol dos interesses dos especuladores mais ricos do mundo.

E você aí feliz com a copa de 2018 achando que a vitória da Seleção tratá dignidade para o país, mesmo que o "caneco" fique nas mãos dos cartolas corruptos da CBF. Se esquecendo que os golpistas foram em massa com a camiseta da CBF pensando estar lutando pelo país e não homenageando um time de futebol, que é o que a Seleção é de fato.

Acho que o pessoal anti-golpe deveria largar este esporte golpista e procurar outro esporte mais social para curtir. Ou assuma de vez que além de Pátria de Chuteiras, você concorda que o Brasil nunca foi além de uma República de Bananas e de uma Colônia de Exploração, coisas que não deixarão de estar ligados ao nosso país como maiores "qualidades".

Gostar de futebol e achar que isso é dever cívico é um verdadeiro gol contra o Brasil (o país). Após o apito final do juiz do jogo, que vai competir é o povo brasileiro, em luta feroz pela sobrevivência. A alegria nunca durou mais que 90 minutos de uma supérflua partida de futebol.

Os golpistas que patrocinam a Seleção Brasileira de Futebol agradecem.



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Acidente com a Chapecoense cria histeria coletiva

No Brasil, quando o assunto é futebol, o país para. Um povo ainda imaturo, que não sabe ainda sequer se indignar de forma racional, fazendo isso de forma passional, seja de que lado estiver, ainda considera uma forma de lazer como sua maior prioridade.

O episódio ocorrido com o acidente da equipe da Chapecoense virou o assunto do dia. E olha que o time nem é o dos mais admirados. Sites que deveriam tratar o assunto como um acidente comum, falam do fato como se tivesse morrido algum parente querido ou alguém muito importante a resolver os maiores problemas do país.

Sabe-se que nas favelas morrem inocentes todos os dias sob a desculpa do combate ao tráfico. Direitistas mais radicais desejam a morte de esquerdistas, por motivos que só existem na imaginação fértil dos mais histéricos fascistas. Mas quando morre algum jogador de futebol, o choro é coletivo, e vem de todos os lados, tribos, raças, credos e orientações sexuais ou políticas.

Acidentes aéreos com muito mais vítimas não foram tratados assim tão apaixonadamente. Fico imaginando se ao invés da Chapecoense, tivesse morrido a "Seleção", com o Neymar entre as vítimas fatais. Seria declarado luto oficial, teríamos um feriado e Neymar seria condecorado mártir máximo do patriotismo brasileiro e possivelmente enterrado com honras de chefe de estado.

Triste viver em um país que coloca o futebol como prioridade máxima. Por isso que nunca resolvemos nossas crises. Não somos um país. Somos um estadio de futebol.

domingo, 21 de agosto de 2016

A cheerleader tagarela

Sabe porque o Brasil não tem cheerleaders? Porque tem um jornalista-torcedor que é muito mais eficiente na função de tentar animar a plateia brasileira: Galvão Bueno. E como toda a cheerleader, não consegue parar quieto enquanto exerce a citada função.

E Galvão, que gosta de falar bastante (ele é portador de um fenômeno chamado logorreia) e muitas vezes sem necessidade, não raramente chega a dizer verdadeiras asneiras no ar. Isso sem contar na postura de torcedor excessivamente entusiasmado que demonstra durante suas atuações. Algo que não combina com alguém contratado para ser um jornalista esportivo e não um fanático expectador. Mas Galvão é a cheerleader oficial do Brasil: fazer o quê?

Uma de suas muitas gafes foi falar durante uma competição de natação justamente no momento em que todos deveriam estar calados. Bueno tomou bronca de um colega da BBC (registrada no vídeo abaixo, com legenda). Após o ocorrido, pelo menos Bueno teve a sensatez de assumir o erro e fazer as pazes com o jornalista que o criticou.

Mas personagens como Galvão Bueno são excelentes em uma sociedade como a brasileira, pessimamente educada, avessa a intelectualidade (mas que adora ser rotulada de "inteligente"), que considera como seu maior "orgulho" uma reles forma de diversão chamada futebol, que para os mais ingênuos, é a principal razão de ser do povo brasileiro. O que explica o mimimi pela má atuação de Neymar (cria de Galvão Bueno), como se o jogo dele pudesse salvar as vidas de milhões de pessoas.

Por isso que apesar de ser tido como "chato", muita gente ainda prefere assistir eventos esportivos sob seu comando. Há algo de hipnotizante na chatice de Galvão Bueno...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Futebol está perdendo popularidade? O ato de torcer foi canalizado para a política?

Algo estranho começa a acontecer no país: a "seleção" não desperta mais o interesse popular. pelo menos não tanto quanto antes. Sei que a derrota na última copa, a mais vexaminosa por ter sido uma goleada e em uma copa organizada no Brasil. 

A eliminação na Copa América e a queda de qualidade de nossos jogadores, transformando a "seleção" em um time de um jogador só (só ganha quando Neymar joga) pode finalmente fazer com que a próxima copa, jogada na Rússia, seja a primeira sem os brasileiros. A não ser que patrocinadores comecem a soltar dinheiro para garantir a presença de uma seleção ruim só para manter a tradição brasileira de fazer férias forçadas de quatro em quatro anos.

Os brasileiros parecem ter transferido o clima de torcida para a política. De um lado, os progressistas, defensores dos direitos humanos e eleitores de partidos de esquerda. De outro, os conservadores, defensores das instituições e eleitores de partidos de direita. Ambos digladiando para ver quem "é o melhor". Ambos falando em nome do bem estar coletivo sem de fato lutar pelo mesmo.

A política brasileira não tem sido levada a sério. Tratada como uma novelinha ou campeonato esportivo, ele estimula a exaltação de ânimos e um bloqueio da racionalidade. os partidários e interessam muito mais em defender ideologias do que solucionar os problemas do país, que crescem enquanto a população permanece distraída nesse "Fla x Flu" político.

A intromissão empresarial no futebol e na política

Os grandes empresários e a mídia que os representa quer mais é que este clima alienado se fortaleça. O povo, cada vez mais ignorante, subestima a política, ignora a sua complexidade e escolhe o seu lado favorito para ser o "salvador" da pátria, quando pouquíssimos conseguem perceber que por trás da política existe uma intricada e gigantesca rede de interesses envolvendo pessoas que nunca vemos sequer na TV. Obedecemos as decisões de forças invisíveis que nem sabemos que existem.

O mais risível é que os dois lados, mesmo que o interesse do futebol esteja diminuindo, ignoram a corrupção do mesmo e também o fato de que é essa mesma corrupção que fez com que o futebol se glamourizasse, tornando uma quase unanimidade, uma obrigação cívico-social seguida por pessoas de todas as tribos, etnias, classes e credos. Tirar o futebol das mãos de cartolas e patrocinadores é querer transformar a carruagem em abóbora. Ou seja, ou aceita-se a corrupção ou procuremos um esporte menos corrupto para curtir.

A mesma coisa é a política, pois estamos diante da surreal decisão de tirar uma presidente sem provas de envolvimento em corrupção para colocar no lugar corruptos comprovados que vão aos poucos destruindo conquistas sociais de mais de 60 anos, para que sejamos todos reféns dos empresários que verdadeiramente controlam o país. E a política e o futebol não fogem do controle desses empresários, que agem como donos de nossas vidas e fazem de tudo para que não saibamos disso.

Acordemos para a realidade. Os empresários querem nos manter dopados. E usando futebol ou estereótipos políticos, farão de tudo para que fiquemos deitados eternamente em berços esplêndidos.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Americanos assemelham-se com brasileiros a priorizarem eventos esportivos

Hoje não teve outro assunto: Super Bowl, o campeonato de "futebol" americano que aos poucos vira febre nos EUA e em alguns países de língua inglesa. 

Para reforçar a torcida, praticamente quase todas as celebridades mais badaladas do momento, salvo raríssimas exceções, deixaram tudo de lado para curtir o evento, com aquele fanatismo que a gente vê nos brasileiros na copa do mundo de futebol.

O que significa que os americanos não são assim tããão diferentes de nós e que é uma ilusão acreditar que por ser a nação que "manda" no planeta significa que ela seja a mais evoluída. Não é.

Lá também se transformam em deuses um bando de panacas só porque sabem lançar uma bolinha no "lugar certo", um feitio que nada tem de heroico e muito menos ajuda a sociedade a se evoluir, servindo de mero passatempo para desocupados.

Pena que para muita gente, a diversão alem de prioritária, vira  uma unanimidade, fechando o caminho para qualquer tipo de diversidade. Todos seguem a correnteza, se esquecendo do desfiladeiro lá adiante.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Cariocas escolhem América e Bangu para fingirem gostar de futebol em estado onde hobby é obrigação social

Ninguém assume, mas a realidade mostra na prática. No Rio de Janeiro, gostar de futebol é uma obrigação social. A sociedade é dividida nos quatro times mais bem sucedidos (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco) e toda a interação social é feita utilizando estes quatro times. 

As pessoas nem perguntam se a pessoa gosta de futebol ou não. Pergunta para qual time torce. Ter um dos quatro times na carteira de identidade e sinal de simpatia, de bom convívio e até mesmo de "espírito de equipe". Há casos reais, mas pouco divulgados de pessoas que foram demitidas por não gostarem de futebol, com as empresas alegando que elas "não sabiam trabalhar em grupo".

Por ser uma regra social bem rígida, não é cômodo assumir publicamente o desprezo pelo futebol. Ser não-torcedor para cariocas é o mesmo que ser ateu diante de cristãos fanáticos. Dá briga. Por isso, ao invés de assumir não gostar de futebol, os cariocas que desprezam o futebol resolveram fingir o gosto escolhendo times impopulares e pouco sucedidos como "times do coração".

Pode ser qualquer um desses de cidades do interior cujas sedes parecem campos de várzea e seus jogadores ganhem salários mensais inferiores ao gasto de apenas um dia que Neymar tem com seus cachorros de estimação. Mas para maioria, os times escolhidos são o America e o Bangu, pela relativa facilidade de encontrar alguma informação, para forjar a falsa dedicação.

Como são times que não interessam aos torcedores dos quatro times manjados, é um meio de fingir o hobby com chances pequenas de ser desmascarado. Se escolher um dos quatro bem sucedidos, as cobranças serão maiores e o falso torcedor terá que dedicar boa parte do seu tempo livre ao hobby para poder manter a farsa. Por isso a escolha por times menores é bem mais segura.

E ainda torcemos para que um dia o direito de não gostar e futebol seja respeitado para que as pessoas não tenham o desgosto de serem forçados a se dedicar a um hobby que não lhes dá prazer.