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Com Futebol, Esquerdas fazem o jogo da Direita

Quem visitou nesta semana os sites de esquerda percebeu que o futebol passou a ser o principal assunto na mídia alternativa. Pior: do mesmo jeito que é feito na mídia corporativa, com os mesmos pontos de vista. E ainda pior: com direito a exaltações ao direitista Neymar, tucano assumido e frequentemente usado como prova de que a meritocracia "dá certo". Só faltava a esquerda pedir para Neymar mudar de lado na orientação política. O que não deve demorar para acontecer.
A Direita é que foi responsável por criar e desenvolver o fanatismo futebolístico. Goste ou não da realidade, o fato é que o gosto pelo futebol foi ensinado através da mídia corporativa e consagrado pelos costumes sociais. Inclusive os que seguem ideais de esquerda e vivem falando mal da mídia corporativa tem que admitir isso.
O futebol tem características típicas de direita. É um trampolim seletivo para alguns jovens pobres, que com o tempo, graças a subida rápida de classe social, passam a exaltar ideais de …
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Copa do Mundo une mídia de direita e mídia de esquerda

Futebol em copas sempre foi uma desculpa esfarrapada para tentar confraternizar uma população amplamente diversificada e que não concorda consigo em quase nada. O futebol foi escolhido como o consenso oficial do povo brasileiro e isso tem sido mantido durante muitas décadas, na marra.
Mas parece que isso já começa a extrapolar. Por render lucros financeiros graças ao espirito de manada que se instala nestas épocas - "quem não gosta de futebol bom sujeito não é e fica sozinho porque quer" - não apenas a mídia oficial que apoiou o golpe, mas o seu oposto, a mídia alternativa, entrou na onda futebolística para atrair gente para o seu campo. 
Desde 2016 não vimos a grande mídia e a mídia alternativa unidas em prol de um único interesse, que é o d perpetuar o artificial vício do brasileiro pelo futebol. Não temos dignidade, soberania e muito menos direitos. Mas tempos o futebol, aquela boia pequena que nos apoiamos durante o naufrágio em alto mar. 
Graças a isso, a mídia oficial…

Guilherme Boulos usa futebol para tentar se eleger

No Brasil, futebol é prioridade máxima. Agregador social, ele é considerado obrigação para a grande maioria dos brasileiros. Os famosos e influentes têm ainda mais obrigação de estimular o gosto pelo futebol como se não existisse quem não gostasse. É como acontece na religião, quando pessoas influentes esquecem a existência de ateus e agnósticos.
Boulos, assim como outros esquerdistas como Miguel do Rosário e Rui Costa Pimenta, fanáticos por futebol, fez questão de comentar a escalação de Tite para a copa como se fosse um assunto de segurança nacional, como se fosse importante para a diginidade nacional. Nem vamos colocar o comentário dele, de tão fútil e inútil.
Boulos se esqueceu de duas coisas: estava falando de um assunto fútil, sem importância séria. Ficou a impressão que ele usará o resultado da copa para favorecer a sua campanha à presidência, atraindo torcedores para o seu eleitorado. O que não é errado totalmente, visto que desta forma ele atrairá um grade número de pessoas.
Out…

No Rio de Janeiro, você É OBRIGADO a gostar de futebol e ponto final!

Uma sociedade diversificada como a brasileira precisava de um "cabresto" a evitar que a variedade de gostos e pensamentos pudesse criar uma violenta discórdia. O sistema teve que escolher um aspecto a ser estimulado como "consenso comum". O futebol foi escolhido como este falso consenso.
Estimular o futebol como hobby comum de todos os brasileiros tem sido o grande esforço do sistema como um todo para manter uma população com vocação a diversidade concentrada em um interesse único. 
O Rio de Janeiro, como capital cultural do país ganhou a missão de regulamentar a imposição do futebol no gosto popular dos brasileiros. Por isso mesmo que no Rio, quem está aqui é obrigado a gostar de futebol. Quem se recusa é punido severamente com desprezo ou até mesmo a exclusão social. 
Não adianta inventar que "ninguém é obrigado a gostar". Não existe democracia na hora de impor o gosto pelo futebol. Ou você adere, ou sai fora. Ou "veste a camisa" ou não atrapalhe…

Pelé pode até ser o craque do futebol. No apoio às classes oprimidas, quem ganha é o Maradona.

Existe a famosa discussão sobre quem é o melhor jogador de todos os tempos: o brasileiro Pelé ou o argentino Maradona. Tecnicamente, preferimos o Pelé (apesar de nossa equipe não gostar e muito menos entender de futebol). Dizemos isso com base no que observamos superficialmente. No futebol, Pelé parece ser mesmo o melhor.
Mas se o assunto e defender o povo, os mais oprimidos,a classe que pertenceu originalmente boa parte dos jogadores de futebol, Maradona ganha. Pelé,assim como muitos jogadores que descambaram para a direita que após enriquecerem, se esquecem as suas origens e demonstram uma nítida ausência de consciência de classe, resolveu virar direitista também e assumir o lado magnata que não faz parte de sua origem humilde.
Parabéns a Maradona por seu compromisso com a consciência de classe e permanecido fiel do lado dos mais humildes. O jogador argentino faz um golaço e ganha de barbada a disputa pelo jogador mais a favor da população que frequenta as torcidas do esporte mais pop…

Porque cariocas se incomodam quando ouvem pessoas afirmarem que não curtem futebol?

Embora poucas pessoas comentem sobre isso, é sabido que os cariocas transformaram o futebol em regra de etiqueta social. Para quem vive no estado do Rio de Janeiro, sobretudo na região metropolitana, é uma ofensa assumir o desprezo pelo esporte supostamente mais popular do país.
Afirmar que não torce para nenhum dos quatro principais times locais (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo) e garantir que estará fazendo outra coisa durante os jogos da "seleção" durante a copa é considerado uma ofensa para muitos cariocas que ficam perplexos em sem reação.
Esta transformação do futebol em regra social, resultante do mito de civismo agregado à modalidade, faz com que a recusa pelo hobby supostamente mais popular do país soe como se estivéssemos falando mal de algo precioso oferecido por algum anfitrião. É como dizer ao dono de uma pizzaria que não gostou da melhor pizza produzida por ele.
Cariocas usam o futebol como meio de sociabilizar pessoas que possam ter diferenças em outros se…

Neymar não pode ficar sozinho em ano de copa

Não deu outra: Neymar retomou o namoro publicitário com a "menina boa-moça" Bruna Marquezine. Ambos sabem muito bem que juntos rendem muito mais dinheiro do que separados. E Marquezine tem lucrado bastante com o namoro, que a fez conhecida em outros países. 
Só isso explica uma moça de família a se unir a um traste sem qualidades, de péssimo gosto cultural, péssima posição política e que nem sabe falar direito, com nível intelectual abaixo do discutível. Mas ele é rico, ele é a principal estrela de um esporte hipnotizador. O herói nacional da meritocracia burguesa. E um péssimo exemplo para quem decide estudar para vencer na vida.
Os publicitários que gerencial a carreira do jogador entenderam que em anos de copa, Neymar não pode ficar solteiro. Para completar o conto de fadas em torno do sapo magricela, tem que haver uma princesa. Foco das atenções até mesmo de quem finge odiá-lo, Neymar deve ter alguém doce na plateia gritando por ele, para que a novelinha da copa possa ter …