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domingo, 31 de março de 2013

Futebol e racismo: uma reflexão

Esta postagem está sendo escrita com o maior cuidado. Eu não sou branco, não sou racista, odeio racismo e qualquer forma de preconceito que possa impedir qualquer cidadão de ter acesso aos benefícios que a vida oferece. 

Mas é preciso tocar neste tema para que ao mesmo tempo que possamos garantir o direito a todos, estimular também a evolução de todos, pois tão ruim  quanto ser considerado inferior e usar essa mesma condição de inferior par obter vantagens e se estagnar na evolução sobretudo intelectual.

Apesar de condenável, o racismo muitas vezes é usado como desculpa para fugir de críticas construtivas. Os brasileiros são um povo que odeia se evoluir, odeia intelectualidade e prefere ser chamado de inteligente, evoluído e outras qualidades, sem ser de fato, já que para ser exige esforço e uma mudança radical de costumes e convicções.

Origem pobre reforça racismo

Os jogadores de futebol em sua maioria vem de classes humildes. usando o discernimento e despidos de qualquer preconceito, somos obrigados a aceitar que os pobres de hoje são bem emburrecidos. A evolução tecnológica não soube educar melhor os pobres, despejando uma avalanche de informações que não são muito bem trabalhadas pelas pessoas mal escolarizadas, que, além de embolar as informações, mantém todos os valores sociais que mantem o sistema injusto e atrasado. Será que ninguém vê que não estamos evoluindo de fato, que tudo está na mesma? Que o acesso aos benefícios do consumo não tem feito dos pobres pessoas mais intelectualizadas, já que para eles a tecnologia não passa de meros brinquedos para se divertir a todo momento?

E aproveitei para falar isso porque algo curioso acontece com os jogadores: pulam das classes mais baixas para as mais altas sem escalas, diretamente. A desvantagem disso é que eles não tem tempo de se prepararem intelectualmente para a elevação social, mantendo intactos praticamente todos os seus defeitos que são apenas burilados por assessores contratados pelos times. O que não muda nada, apenas adapta os jogadores as regras de etiqueta social exigidas pela elite. Quanto a gostos, convicções e ideias, tudo continua na mesma.

E o que isso tem a ver com o racismo? No Brasil, o racismo é agravado pela origem pobre. Uma pessoa não-branca (eu sou um não-branco, vale a pena frisar) sempre encontra obstáculos maiores para vencer na vida que um branco. O futebol parece ser uma das poucas formas de elevação sócio-econômica dos não-brancos. O sucesso dos jogadores de futebol tem estimulado famílias a educar suas crianças pobres, direcionando-as ao futebol, já que por outras vias a conquista seria mais difícil.

Futebol é ainda a melhor oportunidade para não-brancos

Para os não-brancos, o futebol é um excelente forma de conquista social. excelente como nenhuma outra oportunidade. Ainda mais no Brasil que, somado ao prestigio profissional e artístico (sim, o esporte é uma arte! Não é educação, do contrário que muitos pensam, mas é arte e é cultura) e dos bons ganhos financeiros em times prestigiados, ainda tem a admiração de uma imensa multidão, estimulada pelo fanatismo futebolístico imposto pela mídia e pelas regras socais. Costumo dizer que os jogadores de futebol são os homens mais amados do Brasil, por homens e mulheres, vistos como heróis postiços de uma nação tradicionalmente carente do verdadeiro heroísmo.

Mas muita gente, sobretudo em outros países, se incomoda com uma multidão de não-brancos se impondo socialmente através do futebol. Aí gera o racismo. Ficou comum em jogos cujos times tem uma maioria de não-brancos de torcedores jogarem bananas em cima dos jogadores como se quisesse chamar os mesmos de primatas. Apesar de cruel e ofensiva, a manifestação tem a sua razão de ser.

De fato, primatas nós somos. Com o diferencial que usamos o raciocínio. Há quem diga que não somos animais e sim algo a parte, humanos. É meio polêmico isso, mas é tradição para a ciência, pelo menos até agora, nos considerarmos animais sim, mas racionais. Racionais... talvez aí esteja a razão da polêmica desta postagem.

Há quem se esforce para mudar isso, embora quase ninguém saiba

Lembram que eu falei que os jogadores em sua maioria são de origem pobre e sobem de classe sócio-econômica sem se preparar para tal, mantendo praticamente o mesmo nível intelectual que tiveram em sua vidas de pobre (há exceções, mas raras)? Será que não seria interessante combater esses atos de racismo se intelectualizando? Se os jogadores são chamados de macacos, o melhor jeito de provar que não são macacos é fazendo o que os macacos não fazem: se intelectualizar.

Claro que muitos jogadores, sobretudo os menos populares que jogam nos exterior, se aproveitam para se intelectualizar. Isso não é muito visto nos jogadores mais populares. 

Os jogadores de menor popularidade, talvez por não serem muito bajulados pela mídia e não serem muito convidados para festas fúteis, além de satisfazer as exigências de sociedades evoluídas, que exigem que homens influentes tenham o mínimo de intelecto (o mínimo deles é muito maior que o "mínimo" no Brasil, já que os brasileiros confundem precário com básico), se esforçam para que possam usar a oportunidade para o crescimento pessoal. Estes, voltam ao Brasil bem melhores, muitas vezes dando honradas lições a sociedade. Pena que os jogadores mais bajulados não aproveitem a oportunidade da mesma forma como se observou no popularíssimo jogador Adriano, que voltou da Itália (país economicamente evoluído, mas culturalmente atrasado), pior do que já estava.

E se alguém criticar o jogador Adriano por suas atitudes irresponsáveis, é racismo? Ele não é assim porque é não-branco, é assim porque é imaturo, burro mesmo. Não canso de ver exemplos, fora do futebol, de não-brancos intelectualizados e que enriquecem de forma colossal a nossa cultura e dando valiosos exemplos de vida. Para mim, os não-brancos é que deveriam desprezar Adriano, por ser uma péssimo exemplo aos não-brancos.

Intelectualizar-nos é a melhor maneira de combater o racismo

Por isso, penso que os jogadores que se sentirem ofendidos por atos de racismo, seja aqui ou lá fora, ao invés de somente processar racistas (o que é necessário, mas não a única coisa a ser feita), deveria mudar de atitude, transformar o ato de racismo em uma crítica construtiva e mostrar para estes racistas ignorantes (o que é uma redundância: todo racista é ignorante, pois racismo nasce da ignorância) que macacos são os racistas. 

Quem sofre racismo deve se intelectualizar, rever seus valores e se afastar da cultura medíocre que sempre marcou a sua vida de pobre, lendo mais, se informando mais (não acumulando e sim processando ideias) e se possível, juntar um grupo para que juntos possam criar uma campanha de conscientização que possa acabar, não aos poucos, como tem sido, mas de uma vez por todas de nossos valores.

O racismo é nojento, mas enquanto os não-brancos continuarem medíocres em sua ideias, gostos e hábitos chinfrins, continuarão sendo alvo fácil de chacotas de tudo quanto é tipo, pois a mediocridade tira o nosso direito de nos sentirmos superiores. 

Até porque macacos são realmente medíocres, pois só fazem o que lhes ensinam, imitando. Seres humanos, não: evoluem por conta própria, se intelectualizam, criam ideias e objetos, divulgam, discutem, transformam o mundo. Somos capazes de superar qualquer mediocrização, basta queremos, rompendo com o que as tradições erradas sempre empurraram para nós.

É nosso dever mudar isso. Permanecer na mediocridade intelectual é dar razão a um bando de ignorantes que só por terem uma pele mais clara e traços mais finos se acham melhores do que a gente. E com os obviamente nocivos atos racistas, provam justamente o contrário.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mídia já começa a estimular o fanatismo futebolístico

Estamos carecas de saber que para a mídia e mercado publicitário, brasileiro é sinônimo de torcedor de futebol. Eles desprezam a existência de algum brasileiro que se recuse a curtir o famoso esporte, infelizmente transformado em orgulho nacional e por isso mesmo, uma obrigação social, quase uma regra de etiqueta.

Esse desrespeito a quem não curte futebol poderia ser enquadrado em qualquer tipo de preconceito contra o ser humano, já que se a etiqueta social obriga a pessoa a gostar de futebol (com o direito de ter um time de futebol "na carteira de identidade", como se fosse um número de RG), a Constituição Federal não obriga. E no Brasil, felizmente, uma lei nunca pode contradizer a Constituição Federal. 

Mas por ser uma atividade de lazer, fica difícil reivindicar algum tipo de respeito a quem não curte futebol. Até as autoridades do Poder Executivo preferem ignorar a existência de quem não curte futebol. Quem se assume alheio ao mítico esporte fica completamente abandonado, sem apoio nem social, muito menos legislativo. O que resta para quem não curte futebol é se isolar e viver como eremita, procurando se divertir sozinho na base do improviso, já que ninguém está disposto a oferecer alternativas ao futebol.

Por causa do medo de isolamento, muita gente que não curte de fato, resolve aderir, fingindo torcer para determinados times ou se comportar nas copas feito um idiota só para se sentir incluído socialmente. Baseados naquele famoso ditado "se não pode vencê-los, junte-se a eles", muita gente que preferia estar fazendo outra coisa, se transforma em torcedor de proveta só para que possa usufruir dos benefícios da vida social, aderindo a maioria. Até porque para eles, não faz mal algum fingir que se gosta de futebol.

Mas poderia ser diferente, pois se essa camada da população que finge gostar de futebol (composta majoritariamente por mulheres) se unisse aos que se recusam a aderir, poderíamos ter uma verdadeira revolução social, alterando costumes e tirando do futebol o atributo de "obrigação social", devolvendo ao mesmo o caráter de mera forma de diversão.

Mas enquanto isso não acontece, já que brasileiro é povo medroso e prefere obedecer líderes, instituições e maiorias, quem não curte futebol deve aguentar a avalanche de propagandas feitas por inúmeros programas de TV e sites de internet, estimulando o fanatismo futebolístico que transforma o mesmo em obrigação social. Por muito tempo ainda teremos que suportar pessoas nos cobrando ter um time de futebol "no coração" ou agir feito um imbecil em tempos de copa, fantasiando feito crianças que um simples titulo no futebol irá nos trazer a suposta dignidade que não conseguimos ter em setores mais sérios do cotidiano.

Infelizmente, o Brasil é um hospício e quando os loucos estão no poder, os normais é que são considerados loucos e abandonados. E aguentando toda a loucura futebolística vomitada em nossas caras, sem a nossa desprezada permissão.

sábado, 23 de março de 2013

Esporte e consciência social

Infelizmente, apesar da imensa influência que exercem para a sociedade, os esportistas são, em regra, alienados e bastante conservadores. Demonstram claramente o desinteresse em mudar a sociedade e se recusam a derrubar conceitos consagrados e melhorar costumes. Se limitam a exaltar a vitória em competições, se esquecendo que competir é uma prática que estimula o egoísmo, o pior de nossos defeitos e que deveria ter desaparecido há séculos.

Não vejo nenhum exemplo de transformação social que seja conduzida por algum esportista. No máximo, são aquelas instituições filantrópicas que propõem soluções paliativas e se baseiam naquela ideia tosca de que pobre só sabe jogar bola e tocar tambor. Há exceções quanto a isso, mas sobram dedos para contá-las.

Mas um esportista assumir publicamente uma postura considerada subversiva nunca aconteceu no Brasil. Brasileiros tem medo de mudanças e defender valores estabelecidos, mesmo errados, é hábito muito comum e traz tranquilidade para quem evita qualquer ato de subversão. Talvez o medo de perder patrocínio ou voltar a vida estagnada de antes do esporte possa fortalecer ainda mais esse conservadorismo. Até porque são os conservadores que mais investem no futebol. Contrariá-los seria um suicídio: em alguns casos, literalmente.

Um dos poucos casos em que houve um esportista brasileiro dando uma opinião controversa aos conservadores foi há alguns anos, quando o jogador Marcelo Vieira, que joga no exterior. Ele teve a honrada atitude de defender o respeito aos palestinos e teve a conta do Facebook deletada na época. Um ato de coragem e conscientização social que só poderia ser possível em um jogador que joga no exterior. 

Brasileiros que jogam no exterior enfrentam uma realidade totalmente diferente. Por serem influentes socialmente, quando jogam em países mais evoluídos intelectualmente, são obrigados a estudar e se conscientizar. A sociedade desses países não toleram ignorantes influindo na opinião e gosto da população. Do contrário do Brasil, onde qualquer bobagem dita por um jogador ou uma celebridade vira lei.

E isso é mal para nossa sociedade, já que sendo bem influentes, jogam no lixo a oportunidade de conscientizar a sociedade e direcioná-la a uma mudança que pudesse contribuir para o fim das injustiças e dos problemas que permanecem crônicos em nosso país.

Por isso mesmo nem levo a sério os esportistas no Brasil, salvo exceções. A maioria só está interessada em entreter e se entreter, usufruindo dos lucros financeiros e da popularidade que puxa uma gigantesca legião de fãs. Mudar a sociedade passa bem longe da meta deles e o sistema em que vivemos continua sendo o adversário mais difícil que qualquer esportista pode enfrentar. Por isso mesmo, os esportistas preferem fugir de medo do sistema e cuidar de suas vidinhas encantadas. Para o bem deles e para o mal da torcida que o idolatra.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Globo usa jovem atriz para estimular o fanatismo futebolístico às vésperas da copa

Era só o que faltava. Com um monte de atrizes brasileiras abrindo os braços e as pernas para a cultura do povão, não para de surgir alguma que adere com entusiasmo à correnteza que conduz aqueles que não possuem gosto e vontade próprias.

Recententemente teve o caso de Marjorie Estiano, que admitiu gostar de música brega. Agora é a vez da niteroiense Isabelle Drummond, que após virar cantora brega na novela passada, agora vai virar uma tomboy girl (garota hétero de trejeitos masculinos) futebosteira, torcedora do Corinthians, o time da Globo.

Só para alertar, o Corinthians é o time do pupilo da CBF Andrés Sanchez (primo de Yoani e de Pedro Alexandre?), futuro herdeiro de Ricardo Teixeira e maior cartola do país entre os mais jovens. A Globo, acionista da CBF, sempre defendeu o Corinthians e teve que abrir mão da ética para defender também os seus interesses no episódio recente da bomba que puniu integrantes de uma torcida organizada. Ou seja, tudo subjetivo, tudo no pessoal, tudo em família (ou famiglia?)

E é por este time que a personagem, interpretada por uma das mulheres mais lindas e charmosas da atualidade (mesmo agindo como tomboy ela deve exalar algum charme através da bela voz) irá se demonstrar uma fanática, apesar da atriz não ser paulistana.

É mais uma tentativa da Globo de transformar o futebol em unanimidade, se aproveitando da copa das confederações e da vindoura copa de 2014. Claro que para ela, acionista da CBF, isso significa mais dinheiro nas contas dos irmãos Marinho e eles não medirão nem esforços nem pudor para obrigar as grandes massas a manter seu fanatismo cego que transforma uma mera forma de lazer em falso orgulho nacional. 

E muita coisa irá vir aí, pois a mídia val lançar mão de muita coisa para estimular esse alienante fanatismo. Nem que tenham que usar uma bela ex-adolescente como isca para isso.

domingo, 17 de março de 2013

Neymar poderá se tornar um herói: mas não como todos estão pensando

O jogador Neymar certamente foi "educado" para ser o grande astro da copa de 2014. Ninguém pode negar que esta copa foi feita para ele. Muita gente pode até fingir que está de saco cheio do rapaz, mas para todo aquele que gosta de futebol, o franzino santista será o grande "herói" que iludirá as massas na copa que será realizada no país de OZ.

Mas ao meu ver, se o Neymar quer realmente se tornar um herói de fato, sem aspas, e totalmente de acordo com a realidade, ele deveria assumir uma postura inédita, acabando com o encanto de conto de fadas que nunca saí do futebol brasileiro.

Poderia, antes de tudo, interromper a sua carreira, mesmo abrindo mão da copa construída para ele, para poder estudar e servir de exemplo de conscientização para a população. Ele sumiria da mídia e voltaria alguns anos depois, já com a copa de 2014 encerrada, mais intelectualizado e menos farrista, com uma postura digna de ser realmente admirada por todos, incluindo os que não curtem futebol.

Aliás, ele poderia aproveitar e dar declarações púbicas em defesa dos que não curtem futebol. Já seria em si um ato de heroísmo e tanto, já que quem assume não curtir futebol é vítima constante de preconceito, desprezo e até de bullying, perdendo muitos direitos sociais e ficando sozinho, sem amizades e os benefícios que a vida social pode oferecer.

Neymar poderia ostentar ainda menos a riqueza ou ainda distribuir renda, relembrando o passado de pobre que viveu, abrindo mão da vida luxuosa de playboy irresponsável que a maioria dos jogadores adora expor.

São essas atitudes que realmente transformarão Neymar num herói de verdade. Até porque chutar uma bolinha em uma rede não é ato de heroísmo nenhum, a não ser na mente de pessoas infantis e sem motivos reais para se orgulhar do país e de si mesmo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A diferença entre os praticantes de atletismo e os jogadores de futebol

Conversando com uma pessoa sobre o fato dos jogadores de futebol terem origem pobre e baixa escolaridade, a pessoa com quem eu estava conversando rebateu as críticas argumentando que praticantes de atletismo, sobretudo das corridas, eram também pobres e de baixa escolaridade. Na hora não pude contra-argumentar, mas refleti sobre isso depois e cheguei a conclusão que minhas críticas aos jogadores de futebol estavam certas e faziam sentido. Vou explicar porquê.

Realmente o atletismo, em sua maioria, se caracteriza pelos praticantes de origem pobre e baixa escolaridade. Isto é fato. O problema está na influência que o atleta exerce sobre a sociedade. 

Os praticantes de atletismo não possuem a influência social que lhes garanta o poder de formar a opinião da sociedade, algo que é muito visível no jogador de futebol, praticante da mais popular modalidade esportiva do país, confundida frequentemente com patriotismo e obrigação social.

A popularidade imensa e compulsória do futebol estimula e garante um poder aos jogadores de futebol de influenciar as massas em costumes, ideias e para isso deveriam oferecer melhores exemplos de conduta e melhores ideias para quem os admira. 

Creio que para um poder de influência como o que tem um jogador de futebol, se deveria ser melhor que a sociedade, oferecer a ela uma oportunidade de crescimento pessoal, de evolução sobretudo intelectual. Mas a baixa escolaridade e os interesses fúteis dos jogadores jogam fora esta oportunidade. 

Formadores de opinião, os jogadores acabam por estimular ainda mais a estagnação intelectual e a futilização dos interesses de uma sociedade carente de valores e sedenta por  alguém que faça o papel de "herói" ou "líder": uma babá que lhes diga o que fazer.

E tendo uma confiança exagerada nos jogadores, reforçada pelas regras sociais e pela mídia, acaba se seguindo o que o jogador, tão sabido quanto uma criança esperta de 5 anos, pensa e difunde.

Por isso que há essa cobrança por uma maior intelectualização dos jogadores de futebol. A influência deles para a sociedade é grande e poderosa. Entregar as rédeas da sociedade a um bando de semi-analfabetos que mal sabem cuidar de si mesmos é o mesmo que tirar o freio de um caminhão que esteja descendo uma ladeira: desastre na certa.

Ou a sociedade aprende a ignorar os jogadores, tirando-os o prestígio social, ou exija-se deles um melhor preparo intelectual que não se limite a bolar táticas de jogo.

Estou cansado de ver gente burra ditando o que a sociedade deve fazer. São como cegos guiando cegos.

domingo, 10 de março de 2013

Futebol e diversidade

 
O  Brasil é um país com vocação para a diversidade. Enorme e com uma população de origens e características bem diferentes, deveria haver uma priorização à variedade em todos os setores e assuntos.

Mas pelo que parece, a população brasileira tem uma silenciosa raiva de ser diversificado. tenta, através de regras e preconceitos, eliminar a diversidade, padronizando costumes e características. E o auge disso se observa no gosto esportivo, praticamente monopolizado pelo futebol.

Porque numa sociedade que se pretende tão diversificada, no gosto esportivo, ainda queremos ser padronizados, consagrando o monopólio do futebol, desrespeitando aqueles que preferem não aderir a popularíssima modalidade esportiva?

Na verdade, está consagrada a ideia de que o futebol não é uma forma de lazer mas, pasmem, uma obrigação cívico/social. Muitos sem admitir, gostam de futebol mais por obrigação do que por prazer, já que acreditam que se ficarem alheios a essa modalidade, não terão acesso aos benefícios que a vida social traz.

E claro, graças a isso, gostar de futebol facilita a vida social. Até mesmo emprego e namoradas são muito mais fáceis de conquistar quando se gosta de futebol, pois além do fato de gostar ser considerada uma demonstração se simpatia, as oportunidades de conquista de emprego e de vida afetiva são ampliadas.

Por esse poder de facilidade social é que o futebol, mesmo sendo um esporte sem graça, praticado por "profissionais" de baixíssima escolaridade e costumes duvidosos, tem essa capacidade de obrigar a adesão de uma gigantesca parte das massas. E isso dificulta a popularização de outras modalidades, criando um monopólio que nada combina com nossa vocação à diversidade.

Em épocas de copa, por exemplo, quem não curte futebol se sente sozinho e entediado. Autoridades e mídia radicalmente abandonam quem não curte futebol, que tem que se virar para se divertir - e sozinho, já que a maior parte, acreditando estar servindo a um dever cívico, não vai largar o hipnotizante evento por causa de amigos. Futebol não é patriotismo de fato, mas para muita gente é e é uma "honra" largar amigos para "torcer" pela "nação", já que a mídia já se esforça para confundir "seleção" e país para forçar a associação, garantindo a adesão quase total das massas, e consequentemente os lucros financeiros de quem se envolve com a copa e a alienação populacional.

Por isso  também que a olimpíada é muito meno prestigiada que a copa. Estranho, pois a olimpíada tem uma diversidade que não há na copa, já que esta se refere apenas a UMA modalidade esportiva, enquanto a olimpíada é mais democrática em matéria de gostos por esporte.

É melhor que a população medite a respeito disso. Porque temos que ter diversidade em tudo e não no esporte? Não deveríamos respeitar as pessoas que não curtem futebol, dando a elas os mesmos direitos de divertir e de sociabilizar do que as que curtem? 

É chato ver que neste setor ainda não alcançamos a democracia.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Yes, nós temos tênis

OBS: Acredito que a impopularidade do tênis no Brasil se deve em conta a um preconceito por ele ser um esporte típico das elites. No lazer, não só no esporte, convencionou-se a se admirar apenas aquilo que vem das classes excluídas. O MMA e o futebol são populares por causa disso.

Ou seja, rico e/ou intelectual só serve para assuntos sérios (leis, dinheiro, política) e o lazer tem que vir "da rua", das classes pobres (de baixa escolaridade e ainda mais baixa capacidade de discernimento). Igualzinho como na Idade Média, quando os bobos da corte eram recrutados em áreas mais pobres. 

Ficou assim: substitui-se um preconceito (contra pobres/burros) por outro (contra ricos/intelectuais).

Mudando, mas ainda falando sobre tênis, esse é um esporte que eu gostaria de praticar. O tipo de agilidade exigida é compatível com as minhas capacidades.

Yes, nós temos tênis

Álvaro José - Portal R7 (Record)

Os derrotistas de plantão viam um futuro negro para o Brasil na Copa Davis de tênis. A competição começou em 1900 e é a mais antiga disputa entre países de toda história do esporte. Tudo começou quando os norte-americanos, liderados por Dwight Davis, decidiram desafiar os britânicos. Dwight Davis mais tarde se tornaria secretário da guerra nos EUA e governador das Filipinas, mas se tornou conhecido por criar a competição.

Os norte-americanos são os maiores vencedores com 32 títulos, de 1900 a 2007. Assim, quando os brasileiros começaram a disputa na Flórida contra os donos da casa, pouca gente acreditava que uma vitória seria possível. No primeiro dia, dois triunfos norte-americanos, com Sam Querrey e John Isner. Sábado, segundo dia e o jogo de duplas, decisivo.

Bruno Soares e Marcelo Mello pelo Brasil e os irmãos Bryan pelos EUA, a melhor dupla do mundo, campeã do Aberto da Austrália no início deste ano. Inspirados, os brasileiros venceram por 3 x 2. Resultado surpreendente num jogo emocionante. No terceiro e último dia da disputa, Thomaz Bellucci conquistou a mais importante vitória da sua carreira: bateu John Isner, número 1 dos Estados Unidos, dentro de casa. Outro jogo de cinco sets, outra vitória brasileira.

O tudo ou nada ficou para o quinto jogo e Thiago Alves, número 141 do mundo, não resistiu a Sam Querrey que estava no piso certo para seu jogo. A quadra rápida favoreceu o norte-americano,  melhor ranqueado. Três sets a um para Querrey numa demonstração que o Brasil pode ficar sim no grupo mundial. Agora é o playoff.

Durante a segunda rodada do Grupo mundial, teremos a classificação continental. Os vencedores dos zonais enfrentam os perdedores da primeira rodada do Playoff, quem vence joga o Grupo Mundial. O Playoff será jogado de 13 a 15 de setembro e o Brasil tem uma boa chance de ficar na elite do tênis. Essa é a nossa torcida.

domingo, 3 de março de 2013

Futebol pode se tornar um esporte para mulheres, mesmo com jogadores masculinos

O futebol, em nosso país, é um dever social. Para a maioria, gostar de futebol é um sinal de simpatia e respeito ao outro, mesmo que de fato não seja. As regras sociais impuseram essa ideia há décadas. Mesmo assim, nota-se um aumento na quantidade de homens que se assumem não gostar de futebol. Mas na contramão, aumenta o número de mulheres que gostam.

Mulheres, por cultura (não por biologia, como muitos pensam), são mais submissas as regras sociais. É mais difícil encontrar mulheres que tenham opiniões e gostos diferentes da maioria do que homens. Por isso mesmo, incluído o medo de ficarem sozinhas (sem amigos), as mulheres, que tradicionalmente esnobaram o citado esporte, estão cada vez mais aderindo, sobretudo entre as gerações mais novas.

Está acontecendo entre as mulheres mais jovens o que já acontece com os homens idosos: uma quase unanimidade em relação ao futebol. Uma adesão compulsória com características de vício igual ao das drogas. Uma adesão que desconhece-se o motivo real, mas é irrecusável.

Esse fato pode sugerir que o futebol, a longo prazo, pode se tornar um esporte típico de mulher, mesmo que a preferência seja pela categoria masculina do esporte. E não é pelo "galanteio" dos jogadores, já que a maioria esmagadora é de homens feios e sem cultura. É pelo esporte em si, ou pelo menos pela facilidade de sociabilização que a adesão afetiva ao esporte lhes garante.

É uma tendência a ser observada. E que pode inverter alguns estereótipos das relações sociais, transformando-as em uma boa confusão.