Seguidores

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Torcedores de futebol acusam quem não curte futebol de causar confusões em estádios

Numa sociedade que considera o futebol como maior orgulho e por consequência, uma obrigação social, é tradicional haver um rotineiro preconceito contra aqueles que não curtem futebol. 

A coisa é tão séria que muitas pessoas, principalmente as mulheres, para não serem excluídas da sociedade, fingem gostar de futebol, assumindo torcer para times cuja escalação é totalmente desconhecida. Imagine a sua história...

O preconceito contra quem não curte futebol parece não ter limites. Até porque ele é respaldado por autoridades, pela mídia e por setores respeitáveis da sociedade. É um preconceito socialmente aceito e por isso mesmo, nada combatido.

Mas parece que está indo longe demais. Se não bastasse que quem assume estar alheio a futebol é tratado como se fosse um mau caráter, agora quem não curte está sendo acusado de se infiltrar em torcidas organizadas para causar tumulto, se esquecendo que o fanatismo (gostar demais de futebol) pode causar violência, sim, como fatos ocorridos na Inglaterra podem comprovar.

Ora, imagine só, se eu vou perder meu tempo me infiltrando em torcidas ou em jogos para "desmoralizar" o futebol. Primeiro porque não sou contra o futebol (acusação frequente contra quem não curte - não curtir não significa condenar, sabiam?) e sim contra a mania constante e incessante de transformá-lo em dever cívico. Segundo, porque sou contra violência e tenho coisas muito mais interessantes para fazer do que estragar um jogo de futebol. Aliás, eunquanto od outros matam e morrem em nome de seus times, estou eu fazendo outra coisa totalmente diferente e bem mais pacífica.

Futebol como manifestação dos instintos masculinos

Interessante que é mais fácil acusar um torcedor de violento e não quem não curte. Os torcedores tem o hábito de berrarem e agirem de maneira agressiva durante os jogos. Mesmo os mais pacíficos. E não precisa nem machucar os outros. O modo de falar e as atitudes de qualquer torcedor durante qualquer jogo já sinaliza a testosterona vazando pelo sangue, com uma atitude que, se não é violenta, é no mínimo agressiva, pois não dá para discordar que para a maioria dos homens, o futebol serve para extrapolar seus instintos de masculinidade. Ou seja, é o auge da masculinidade, para quem curte.

E quem não curte, pelo contrário, costuma ser pacifista e adora sossego. Detesta esse comportamento barulhento de gritaria e fogos que há nos jogos. Porque então justamente quem não gosta é acusado de bagunçar os jogos se o comportamento belicosamente viril está presente até mesmo nos torcedores mais pacíficos. Afinal, se torcedor fosse mesmo "da paz" não berraria em plena madrugada durante os jogos das quartas-feiras.

Parem com este preconceito e aprendam a controlar seus instintos. Que tal substituir a gritaria insana por palmas, como nos shows musicais? Ou assumam mesmo que a grosseria inerente ao instinto de agressividade tipicamente masculina faz parte do futebol e de maneira enrustida é a verdadeira graça deste esporte tratado como motivo de orgulho para os brasileiros que querem se assumir socialmente como "perfeitos machos", supostos exemplos de virilidade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sorteio de sexta feira favorece que "seleção" não seja eliminada na primeira fase

Todo mundo sabe que é muito vergonhoso para uma seleção anfitriã sair da festa logo no início. Mas sabem também que escapar desta vergonha pode exigir um esforço que nem mesmo o anfitrião é capaz de fazer. Então, nesta copa deu se um jeitinho para que a seleção anfitriã não cometa a vergonha de sair logo no início, vaiada por seus compatriotas.

O sorteio ocorrido na última sexta em Costa do Sauípe não fugiu da regra de todos os sorteios para a copa, onde a "seleção" de amarelos sempre saí em vantagem, enfrentando sempre seleções fracas na primeira fase para que possa garantir a sua presença nas fases seguintes e evitar o mico de ser eliminada no início.

Os organizadores se preocuparam em favorecer a "seleção" do país do jeitinho, marcando devidamente os papeizinhos a serem sorteados para que as seleções fortes fiquem devidamente separadas da brasileira no grupo da primeira fase. Tem sido assim sempre e foi assim em Costa do Sauípe.

É de interesse mundial que a "seleção" brasileira de amarelos seja considerada a melhor do mundo para que sendo melhor no futebol, a alienação do país mais ameaçador aos interesses das elites mundiais se mantenha intacta. Afinal, sendo o melhor em um supérfluo, o Brasil poderá ser o pior em assuntos mais necessários.


sábado, 7 de dezembro de 2013

Macunaímas, uni-vos

OBS: A sociedade brasileira é praticante do "jeitinho", não quer resolver problema, não age quando deve, mas quando quer se dar bem em algo, arma tudo de maneira improvisada e às vezes desonesta para que algum objetivo seja alcançado. Foi assim na desonesta campanha que resultou na conquista do pentacampeonato e está sendo desde já, na realização desta copa supérflua. 

Claro que o hexa está garantido, ainda mais com seleções fracas como adversárias. Mas após finada a copa, a ressaca será bem dolorida para a cabeça dos brasileiros, tão dolorida que nem um troféu de hexacampeão ira servir para amenizar as dores que serão beem fortes.

Povo tolo metido a esperto, praticante do "jeitinho", sabe muito bem que após a copa, não há quem dê jeito, jeitinho e jeitão para fazer o Brasil se recuperar da grave crise que o país espera.

PS: Como Ronaldo tá gordo! Pelo jeito os zilhões pagos a ele no quadro de emagrecimento do Fantástico só serviram para atrair audiência. Só isso.

Macunaímas, uni-vos

Postado por José Antonio Lima em 05/12/2013 - Carta Capital

Determinados setores da sociedade devem estar se regozijando com as palavras de Bebeto, Ronaldo e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, sobre os preparativos para a Copa do Mundo. Elas são exemplo do mais pútrido tipo de nacionalismo, um que viceja no Brasil com a aproximação do mundial.

Na quarta-feira, enquanto jornalistas estrangeiros riam da situação dos estádios, Aldo comparava a construção das arenas a casamentos e dizia nunca ter visto um não ocorrer por conta do atraso da noiva. Uma tranquilidade inusitada, tendo em vista que o estádio da abertura está parcialmente destruído.

Bebeto, por sua vez, pareceu chateado com as críticas que seu ex-companheiro de ataque na seleção, o agora deputado federal Romário (PSB-RJ), tem feito à organização do mundial. “A luta é de todos nós brasileiros. (…) É o nome do nosso país que está em jogo. Temos que lutar para o Brasil fazer um dos melhores Mundiais de todos os tempos”, disse. Romário luta criticando e pedindo melhorias. Bebeto luta escondendo a sujeira embaixo do tapete.

Ronaldo, que se apresentou para uma Copa do Mundo dez quilos acima do peso, foi mais anedótico. “O gringo, no geral, não conhece o nosso jeitinho brasileiro de ser e fazer as coisas. É muito característico isso no brasileiro, de fazer as coisas no último momento e começar uma correria, mas a gente tem todas as garantias de que todos os estádios estarão prontos para a Copa”, disse Ronaldo. “Não compromete em absolutamente nada se atrasar um mês ou dois”, afirmou. O fato de Joseph Blatter estar pedindo a ajuda a Deus não corrobora os comentários do Fenômeno.

Há algumas semanas, escrevi um texto alertando sobre a possibilidade de as comemorações com dancinhas serem a face visível de uma mudança de comportamento por parte dos jogadores da seleção brasileira. Ali tratei do “espírito macunaíma”, uma parábola que serve para identificar fatos como a ironia de Rebelo, o comportamento de Bebeto e o jeitinho do qual fala Ronaldo. Impedir críticas a este estilo de agir, que muitas vezes se manifesta não só no futebol, mas na política, na educação, na saúde e arrasta o Brasil para trás, é lutar para manter o status quo, que no caso deste país é lastimável.

Na Copa, o vexame está posto. Tristemente, prevalece a supressão às críticas ao Brasil e à organização. É preciso “ousar ser brasileiro”, mas não esquecer da regra do “ame-o ou deixe-o”. Os macunaímas estão vencendo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Para o mercado publicitário, a copa já começou!

Quem assiste TV já deve ter notado. Discretamente já começam a aumentar aos poucos a quantidade de propagandas em que aparece o futebol. Mesmo algumas com bastante sutileza, já mostram o famigerado esporte, para estimular o consumismo de copa.

Publicitários e empresas todo o custo tentam impor através da sugestão e do estímulo, o gosto pelo futebol, para que os produtos relacionados com a modalidade esportiva, principalmente em tempos de copa, possam render muito lucro financeiro para quem investe maciçamente neste tipo de persuasão. 

São propagandas dos mais variados produtos, alguns não relacionados diretamente com o futebol, mas que aproveitam para inserir algo relacionado, para forçar a associação, transformando o consumismo de copa em uma obrigação praticamente cívica, garantindo os lucros.

Para isso, eles não abrem mão de forjar o patriotismo e de tentar criar uma unanimidade para fazer com que não haja um só brasileiro que se recuse a gastar com futebol, há muito tempo a maior e mais garantida fonte de lucros para os empresários brasileiros.

Vai ser um ano chato, eu sei. Muita propaganda falando de futebol. O jeito é aguentar e não gastar com futebol. Quem sabe, perdendo torcedores e dinheiro a cada ano, esses publicitários prefiram encher o nosso preciosos saco com algo um pouco mais edificante do que o futebol.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu não quero que o Brasil seja conhecido pelo seu futebol. Temos muito mais do que isso

Pode parecer chocante para a maioria das pessoas ter que ouvir alguém dizer que o Brasil não deve ser conhecido pelo seu maior símbolo, por aquilo que o faz famoso lá fora: o seu futebol. O Brasil é um país com diversidades variadíssimas e não pode ficar marcado por causa de um mero esportezinho que sequer é o mais divertido que existe.

A mídia colocou na cabeça de todo mundo que Brasil e futebol são sinônimos: que torcedor de futebol e brasileiro significam a mesma coisa. Muita insistência publicitária e uma certa rigidez nas regras sociais consagrou o futebol como nossa identidade, sendo facilmente confundido com patriotismo e com dever social. Em muitos lugares no país, por exemplo, só tem direito a ter amigos quem curte futebol: quem não curte, é excluído.

Mas todo o esmero em transformar o futebol no melhor que podemos oferecer ao outro é inútil. Até porque isso é uma farsa. Não é o nosso melhor. O futebol, esporte mediano, tão mediano que é praticado por atletas de baixíssima escolaridade e personalidade submissa e passiva, em nada interessados em melhorias reais para o país, a não ser aquela caridade estereotipada que algumas instituições de caridade já fazem: uma caridade que conforta mas não muda nada.

O Brasil tem muitas atrações para os estrangeiros muito melhores que o inútil e fútil futebol (fútil-bol?). Paisagens naturais, variedade de comidas, de etnias, de cultura e de costumes que nos faz pensar que vivemos não em um país, mas em um continente bem variado. Temos cidades bem diferentes cada uma com sua peculiaridade, quase todas com vocação turística, pois até na menor das cidades, pode se encontrar algo interessante para se admirar e que não é visto em outro país do mundo.

Porque superestimar o futebol? Futebol só interessa aos torcedores. Futebol não deve ser empurrado goela abaixo da população. A nossa Constituição Federal, felizmente, não obrigou ninguém a gostar de futebol para se considerar brasileiro. Então porque muitos preferem fingir que gostam como se isso fosse uma obrigação cívica?

Não quero mais que o Brasil seja a pátria de chuteiras. Não quero que o futebol seja a nossa cara lá fora. Brasil não tem uma cara, tem muitas e nenhuma delas é uma bola de futebol. Até porque nem brasileiro o futebol é. Futebol é inglês e em sua pátria natal, por mais fanatizado que seja, nunca é confundido com dever cívico e nem é obrigação para ninguém.

Quero que o Brasil seja o país da diversidade, da variedade. Que o Brasil seja o país de muitas coisas não apenas de uma única modalidade esportiva. Temos muito do que nos orgulhar de nosso país e o futebol, sinceramente, não é uma delas. Até porque nunca serviu para nada, além de um mero passatempo para quem não tem nada melhor para fazer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Time bom não precisa de torcida!

E aí, meu amigo? Quando você está para se envolver em alguma oportunidade que irá mudar a sua vida, você faz questão que uma multidão torça para que você aja? Ou dá para ir sozinho aproveitar a oportunidade que na verdade só depende de sua atitude? Você não vai ficar esperando que um monte de gente venha urrando para te estimular a fazer se o objetivo a alcançar já serve como estímulo.

Desta forma que deveriam pensar os jogadores de futebol. Que idiotice é essa de querer que a torcida esteja sempre presente, como se ela estivesse em campo? Ainda mais em tempos de copa, onde estádios caros tiram vários jogos de suas regiões nativas.

E o que dizer dos times pequenos, onde a quantidade de torcedores é quase nula? Vocês acham que a falta de uma grande torcida desestimula os jogadores? Nada disso. Eles continuam lutando já que o objetivo é o jogo em si, não um monte de bestas berrando sem parar.

Esse negócio de 12º "jogador" é uma tolice sem tamanho. Torcedor é somente espectador. Alegra, mas não tem nenhuma responsabilidade durante os jogos, que segundo a lógica, nada impede que ocorram com arquibancadas vazias.

Apenas fracos recorrem ao 12º "jogador" para competir, pois quem é realmente bom, confia em si mesmo, sem depender de ajuda. 

Se é assim na vida, teria que ser assim também no futebol.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A responsabilidade social dos jogadores de futebol

É conhecido de todos que a grande maioria dos esportistas, sobretudo os jogadores de futebol são alienados, submissos e com senso crítico, senão ausente, mas atrofiado. Nunca vi, pelo menos no Brasil, algum esportista em plena carreira, se utilizar de sua influência para alguma atitude considerada subversiva. Rebeldia, só a estereotipada, palavrões, cabelos esquisitos e dancinhas ridículas. Fora isso, nada que incomode políticos, empresários e pessoas conservadoras.

Há os que fazem assistencialismo social. Mas nada que mude a sociedade, apenas dando conforto a jovens carentes, mas estimulando neles o respeito ao sistema como ele é: injusto, problemático e teimoso, sem chances de melhorias reais, permitindo apenas as melhorias paliativas.

Mas porque falo nisso? Apesar de notar esse comportamento carneirinho em todos os esportistas - interessante, ainda não apareceu uma exceção, pelo que eu saiba - vou me ater aqui aos jogadores de futebol, pois a sua influência na sociedade é muito maior do que os outros esportistas.

Aproveitando a influência para mudar o país

Quando aconteceu a Copa das Confederações, uma espécie de aperitivo para a copa de futebol, houve uma onda de protestos que surpreendeu a todos. Apesar de ter sido fogo de palha, durando apenas um mês e meio, os protestos pareciam indicar que a sociedade estava mudando. Mas como os partidos políticos reivindicavam o controle das manifestações, o movimento acabou enfraquecendo, se dissipando, voltando ao que estava antes.

Os jogadores de futebol da "seleção", agiram de forma confusa, como se estivessem diante de um ataque nuclear. Não apoiaram os movimentos (apesar de declarações posteriores apoiarem superficialmente os protestos - para ficar bem na fita, sabem como é), atitude coerente com o baixo nível intelectual da maioria que também sempre esteve muito mais interessado em usar o futebol para enriquecer rapidamente.

Tudo bem, não precisa ser intelectual para chutar uma bolinha, mas os jogadores poderiam usar a poderosa influência que possuem na sociedade para tentar mudar o país. Poderiam ler mais, se informar mais, melhorar suas referências culturais (que tradicionalmente são péssimas), desenvolver a capacidade de análise, etc..  Sei que é um risco, pois os patrocinadores do futebol que mandam nos jogadores, sempre estiveram interessados no atraso do país, pois isso mantém empresários (os tais patrocinadores) e políticos no poder absoluto. 

Futebol é alienação: é a sua vocação e não se fala mais nisso

O futebol, como instrumento de hipnose coletiva, é um excelente instrumento de alienação. Ter jogadores tão alienados quanto seus torcedores é muito bom. Com o poder de influência que os jogadores possuem, seria perigoso que, por exemplo, um Neymar desse publicamente declarações que pudessem confrontar os interesses da CBF, de autoridades e de seus patrocinadores. Jogadores carneirinhos inspiram torcedores a serem carneirinhos.

Acredito até que, aproveitando a baixíssima escolaridade de grande parte dos jogadores e a personalidade ingênua, a CBF os treine para justamente evitarem declarações subversivas. A única forma de rebeldia permitida é a estereotipada, a da aparência. Cabelos estranhos, língua pra fora, dancinhas ridículas, piercings, tatuagens e coisas que por mais que choquem aos olhos, não incomodem o sistema tranquilo, muito mais interessado na vitória de uma equipe de amarelados sem cultura e sem senso crítico do que na melhoria real de sua população.

E melhorar a sociedade, só com paliativos e ONGs criadas para dar mero conforto a crianças carentes, mas mantê-las na tradicional alienação que os faz aceitar tranquilamente tudo de errado que está em nosso país. Querer mudanças radicais na sociedade é um violento tabu a ser proibido aos ingênuos jogadores de futebol, poderosamente influentes diante de uma sociedade que os tem como supostos "heróis". Uma oportunidade jogada no lixo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Sangue Bom" encerra sem repercutir futebol

A novela Sangue Bom se encerrou na sexta passada como uma novela romântica como outra qualquer. A ênfase ficou mesmo na formação de casais e no destino dos personagens. A parte futebolística da novelinha foi direto para o ralo, com repercussão totalmente nula.

Foi criado um núcleo de torcedores fanáticos pelo Corinthians na tentativa de popularizar ainda mais o futebol e principalmente o "time da Globo", cujo dirigente está sendo "educado" para ser o "novo Ricardo Teixeira", um supercartola a ditar (e lucrar muito com isso) os rumos do esporte mais popular do país.

E não é só. A meta era aumentar a popularidade entre as mulheres, já que para a Globo, o futebol deve ser curtido por 100% da população brasileira, seja de que raça, credo, sexo e ideologia for. A personagem Giane, integrante feminino do núcleo futebolístico interpretada pela atriz mais linda da geração pós-adolescente, Isabelle Drummond, foi escalada para tal missão. 

Missão solenemente fracassada, já que, mesmo com popularidade crescendo rapidamente entre as mulheres, o futebol não precisou de Giane para fazer as mulheres gostarem da modalidade esportiva. O caráter de obrigação social dado ao futebol, já cumpre essa "missão".

Giane acabou servindo mesmo para cumprir o estereótipo "gata borralheira" tão comum nas novelas mexicanas e brasileiras, em que uma mulher meio desajeitada se transforma em princesa encantada (no caso de Isabelle: e que princesa!!! Mesmo de cara lavada ela supera qualquer outra musa que esteja maquiada). Um clichê tão repetitivo que ficou chato por se tornar previsível.

Mesmo em crescimento entre as mulheres, o futebol se encontra em franca queda de popularidade entre os homens, o que pode transformar o futebol em esporte para mulheres. Resta saber após a copa organizada "em casa", se o Brasil vai continuar na monotonia de usar uma única modalidade esportiva como "único" motivo de orgulho para os brasileiros, mesmo em um país cheio de coisas maravilhosas para nos orgulhar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Empregos para a copa de 2014 serão temporários

Mania das pessoas que adoram futilidades, que na hora de se defenderem das críticas vindas de pessoas mais esclarecidas, para não parecerem burras ou alienadas, lançam mão de justificativas "nobres" para dar uma postiça consistência à futilidade que defendem.

Está sendo assim com muitas coisas e principalmente com a copa de 2014, um evento que veio num momento errado e mostrou a imaturidade de nossas autoridades, muito mais preocupadas em dar uma festinha do que melhorar as condições de vida da população. Quem é coerente sabe que as "melhorias" que virão com a copa de 2014 nada passam de mero consumismo e que serviços essenciais poderão ter a verba cortada para favorecer as obras para agradar os turistas - que não são "todas as pessoas do mundo" - que virão assistir aos jogos.

Mas os fanáticos pelo futebol se orgulham de sediarem o maior evento de seu esporte favorito. E para isso, farão de tudo para defender a decisão - equivocada , de fato, mas não para os torcedores fanáticos - tomada pelas autoridades.

Um dos argumentos favoritos para a defesa de realização da copa de 2014 em nosso território é que o evento irá trazer muitos empregos. Empregos, até vai, porque os organizadores precisarão de muita gente para atender aos turistas que virão aqui (embora boa parte desses empregos não seja remunerada, pois contratará voluntários - escravidão?).

Mas não repararam que os empregos abertos em sua maioria estão diretamente ligados ao evento? Ou seja, acabando a copa de 2014, ainda no final de julho do mesmo ano, os contratados serão "gentilmente" convidados a irem para o olho da rua, pois não haverá mais motivo para mantê-los trabalhando. Como se a copa acabou?

É ingenuidade dos defensores da realização do evento - aliás, ingenuidade é com eles mesmo - comemorar o aumento dos empregos para essa copa besta. O Brasil terá uma nova cara após o encerramento dos eventos: e não será uma cara bonita.

Conselho para aqueles que irão trabalhar nestes empregos temporários da copa: invistam o que ganharem de salário para que possam arrumar nova fonte de renda com o fim do evento.

E uma pergunta que me paira a mente: porque será que da noite para o dia todo mundo passou a confiar em nossas autoridades, acostumadas a mentir e roubar? Estranho...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O que Neymar fez para ser tããão influente?

Um gurizinho de cabelo em pé chega. Multidões ficam histéricas. Homens copiam seu visual, antes rejeitado por estar associado a - verdadeira - rebeldia. Mulheres morrem de amores, mesmo sabendo que ele é feio pra cacete, com a inconfundível "cara de pobretão". Ele dá entrevistas, posa com celebridades, fala com autoridades. É respeitado, idolatrado, seguido, obedecido! Tudo que ele fala vira ordem. Ganha um gigantesco salário, acrescido de merchandising, participações em programas e o que vier. Ele tem poder. Atende pelo estranho nome de pobretão: Neymar.

Como uma nulidade dessas, de baixo nível intelectual, de péssimas referências culturais, vira uma espécie de "autoridade" só porque sabe chutar uma bolinha em uma trave? Somente o fanatismo de uma população de baixa auto-estima, que acha que o futebol vai salvar o país, sendo a "única alegria" dessa mesma população, pode justificar o culto maciço e intenso dedicado a uma nulidade chamada Neymar.

E se preparem. O primeiro ídolo fabricado do futebol, o primeiro da era do marketing tecnológico, um robô de carne-e-osso, será a grande estrela da copa de 2014. O que não se sabe é aquela questão "Tostines": Neymar foi feito para a copa de 2014 ou a copa de 2014 foi feita para Neymar? Talvez sejam as duas coisas.

Sinceramente fico triste em saber que Neymar é o homem mais idolatrado e seguido pelos brasileiros neste último ano. Uma população que ignora artistas verdadeiros, intelectuais, cientistas, filósofos, gente que pensa e se esforça para fazer desse país um lugar melhor, todos trocados por um mero rapazinho, só porque ele corre atrás de uma bola e chuta para uma trave. Como se a vida dos brasileiros dependesse de um chute dele.

Mas não nos preocupemos. Quem não tem consistência, some. Talvez ele seja a pessoa certa para acabar com o secular fanatismo futebolístico que tanto entorpece a nossa população. Talvez o futebol tenha que ter pessoas ridículas em seu meio para que esta ridicularização faça com que os fanáticos torcedores tenham a vergonha de serem fanáticos. Tenham a vergonha de trocarem suas vidas por um mísero momento de ilusão de apenas 90 minutos.

Talvez o Neymar seja o grande palhaço deste circo inútil. Resta saber o que ele fará, após o circo pegar fogo. Já estou sentindo a brasa arder...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Copa de 2014: todos juntos vamos... pela corrupção

Os brasileiros só vão aprender apanhando. Não sabem que prevenir é melhor que remediar. A submissão a mídia e às regras sociais estão atingindo níveis assustadores. O senso crítico e a coerência saíram de moda há muito tempo e todos preferem justificar com bobagens a realização dessa copa ao mesmo tempo inútil e onerosa.

Ninguém consegue perceber, além dos mais esclarecidos, é claro, que o verdadeiro interesse das autoridades na realização desse evento é ganhar muito dinheiro com ele e projetar a imagem das mesmas autoridades para o mundo como "aqueles que organizaram a grande copa de 2014". Nas propagandas, tiveram a audácia de inventarem que a copa de 2014 foi para o interesse do povo.

Tradicionalmente, em sociedades atrasadas, autoridades não governam para o povo. Governam para os empresários que financiam suas campanhas. Tanto é que os grandes empresários são os únicos que podem falar grosso com autoridades do executivo. E é visando os interesses dos detentores do poder e da maior parte da renda do país, que esta copa está para a acontecer no Brasil.

E a população, cega pela parca educação e pela s informações desencontradas que são despejadas nos meios de comunicação, sem saber realmente o que está acontecendo, aplaude a realização desse evento (mesmo que finjam o oposto nas redes sociais), sem mesmo saber que as autoridades que governam o país agirão como "Robins Wood às avessas", tirando o suado e pequeno rendimento do trabalhador para colocá-lo nas mãos dos já abastados ricaços que verdadeiramente mandam em nosso país. O poder executivo, na verdade, vem das grandes empresas.

Para piorar, há o fanatismo futebolístico, câncer da sociedade brasileira, que cega mais que raio ultra-violeta, que faz ainda mais a população ficar a favor da realização desse evento. Para quem acha que pátria é a "seleção" brasileira de futebol e que os jogadores são heróis que nos representam, nada mais - infelizmente - natural que a população quase toda seja a favor da realização dessa copa.

Como já é tarde demais para recuar, o jeito é nos preparamos para os danos que certamente aparecerão ao encerrar a tal copa. Se bem que já estamos sofrendo as consequências , com a redução de investimentos em setores sérios da sociedade, como saúde e educação, esta com redução ainda maior, além do emperramento das obras que, cá para nós, só surgiram por causa da necessidade de usá-las para superfaturar fortunas.

Até quando a população vai deixar de perceber que está sendo enganada por autoridades, empresáriado e mídia?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Não adianta, está difícil dissociar futebol de patriotismo

O mercado publicitário sabe que o mito de patriotismo tempera o gosto pelo futebol tornando o "mais divertido" e "mais emocionante". Os brasileiros entendem o futebol como única oportunidade de demonstrarem seu amor pelas coisas do país e gerou os apelidos pejorativos de "Pátria de Chuteiras" e "Patriotas de Copa", que nos transformam em objeto de chacota pelo mundo afora.

Futebol gera muito dinheiro. Confundido como uma obrigação, e por isso mesmo sendo visto como um bem de primeiríssima necessidade, ele se torna uma fonte de renda certeira, cujos lucros podem ser previstos com absoluta garantia. Brasileiro gasta muito com o futebol e parece não se importar com isso. A crendice no futebol como fonte de maior orgulho do brasileiro e consequentemente, de seu bem estar, transformam os gastos em nome da citada modalidade esportiva em obrigações irrecusáveis e motivo de honra.

E é um dever que ninguém se importa em cumprir. Um lazer transformado em obrigação? Ora é que o que quase todo mundo nesta sociedade infantilizada quer! Imagine um professor chegar aos seus alunos e obrigá-los a irem para o recreio? Não há coisa melhor. Sem contar que o rótulo de "obrigação" transforma esta forma de lazer em inadiável e irrecusável, não permitindo que alguém critique ou proíba as "crianças" de irem "brincar".

Esse pensamento faz com que o futebol se torne lucrativo. Por isso mesmo, a publicidade não mede esforços para associar futebol a patriotismo. E tão cedo não deixará de fazer isto. Se o mercado publicitário não fizer isso, o brasileiro, tradicionalmente obediente ao mercado publicitário, se esquecerá da associação, devolvendo ao futebol o seu aspecto de lazer supérfluo, fazendo com que os lucros dessa gigantesca galinha dos ovos de ouro não seja mais garantido.

Essa associação com patriotismo é tão urgente para autoridades e empresários que lucram com o futebol, que de uns anos para cá, se tornou obrigatório marcar jogos da "seleção" em dias cívicos como o 7 de setembro e agora no próximo dia da padroeira do Brasil, 12 de outubro. A imprensa ainda não enfatizou a "coincidência", mas para bom entendedor, um pingo é letra.

Não sabemos até quando vamos ter que engolir este mito falso do futebol-civismo. Talvez quando a população brasileira deixar de ser submissa ao que dizem e passar a usar melhor o seu raciocínio, possa perceber que sua forma de lazer favorita nada tem a ver com o nosso orgulho e o bem estar da população.

Até porque é um grave sinal de baixa auto estima usar uma forma de lazer como "nosso maior motivo de orgulho". Sinaliza que estamos ruins em assuntos de maior necessidade.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Porque a grande maioria dos esportistas são alienados?

Muita gente pode até não reparar, até porque toda a magia que cerca o esporte no Brasil acaba cegando a consciência, mas quase todos os atletas brasileiros, de qualquer modalidade esportiva, são alienados, seguem ideais conservadores e pulam fora de qualquer tipo de campanha ou manifestação que pretenda fazer alguma mudança social ou no sistema em que vivemos. No máximo, campanhas de "solidariedade" que se limitem a caridade estereotipada que consola mas não melhora nada. 

Mas porque pessoas estigmatizadas como "heróis" e cultuadas por imensas multidões perdem essa oportunidade única de usar o prestígio e a popularidade para tentar de fato melhorar a vida para a coletividade? Há uma explicação para isso.

O esporte, pelas suas características, por incrível que possa parecer, é tipicamente conservador. Sua função é através da catarse (explosão de tensões - "adrenalina"), criar uma espécie de "fuga" para permitir a permanência da estrutura do poder que existe em nosso sistema. O esporte, junto com a religião, é um grande aliado na tentativa de alienação das grandes massas.

Além disso, qualquer esporte carrega em si a defesa de valores conservadores que são interessantes para as classes dominantes:
- Valorização e estímulo à competitividade, ou seja, o forte age em prejuízo do fraco (egoísmo);
- Obediência cega e submissa a regras;
- Perfeição física e a aquisição de privilégios condicionada a isto.

Isso tudo faz com que o esporte se torne algo bastante conservador. Tanto é que em épocas de grave alienação coletiva, como na época do AI5 e nos dias de hoje, o esporte encontra seu auge. Pessoas de ideias conservadoras normalmente superestimam o esporte e muitos até acham que deve substituir a educação. O que seria de fato catastrófico, com graves danos sociais, já que além de esporte não ter sido criado para educar, suas características não permitem a sua utilização na educação de pessoas. O esporte estimula a submissão ideológica, o excesso de confiança, o egoísmo e a utopia da perfeição física, valores contrários ao de uma pessoa bem educada.

Talvez isso tudo, somado ao fato de que políticos e empresários, interessados na permanência de tudo que está de errado na sociedade, patrocinam o esporte, faz com que os atletas se tornem intelectualmente passivos, politicamente alienados e submissos ao sistema. Poucos atletas na historia mundial se envolveram em ativismos (não confundam com campanhas de "solidariedade" frouxa, a caridade estereotipada) e muitos só o fazem após a aposentadoria, como o excelente e raro exemplo do ex-jogador Romário, hoje um ativista sério, envolvido em várias causas humanitárias.

Talvez este texto tenha ajudado a entender a tão costumeira alienação de nossos atletas, verdadeiros leões durante as partidas, mas verdadeiros carneirinhos medrosos fora de suas atividades esportivas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Futebol é usado para confraternizar misses

Não tem jeito. O fanatismo futebolístico ainda não deu sinais de que irá se acabar. O maior meio de fuga dos problemas brasileiros ainda mostra que está cada vez mais forte, ainda mais com a proximidade da alienante, inútil, onerosa e corrupta copa de 2014.

E não é que para entreter as participantes do concurso Miss Brasil e do Miss Universo, que aconteceu aqui no ano passado (nosso país já pode ser considerado a potência do entretenimento, o quintal do mundo), a organização criou uma partida de futebol para as moçoilas participarem? Virou tradição confraternizar misses em partidas arranjadas de futebol.

A elite de nosso país não perde a oportunidade de utilizar o famoso esporte para continuar alienando ainda mais a população, colocando o mesmo num patamar infinitamente superior ao que ele se encontra. Por isso mesmo que a gigantesca parcela imbecil população aguarda a copa de 2014 como a solução definitiva para seus problemas. Algo que, sinceramente, foge de qualquer lógica.

Aqui é o País das Maravilhas. A Pátria das Ilusões.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Estranho: quando um time ganha, a responsabilidade é dos jogadores, quando perde é do técnico...


Um mito estranho existe dentro do futebol: a responsabilidade pelo que acontece com um time durante um jogo. Quando um time ganha, os jogadores são responsabilizados. Ninguém se lembra do técnico, a não ser a imprensa durante as entrevistas. 

Mas quando perde, a coisa se inverte e os "coitadinhos" dos jogadores são liberados da culpa, que é jogada totalmente no técnico. Muitos até são demitidos após derrotas importantes.

Parece que para os torcedores é muito forte o ilusório mito de que os jogadores são "gente como a gente", como se representassem a população, o que agrava ainda mais o alienante fanatismo cego que transforma o futebol em dever cívico e social. É isso que faz com que os jogadores nunca sejam culpados pelos maus momentos de um time.

Coitados mesmo são os técnicos, lembrados apenas nas derrotas de seus times.

domingo, 22 de setembro de 2013

Se a "seleção" não é a CBF, ela é o quê?

Quando algo irracional começa a ganhar força, muitos absurdos são ditos a respeito, na ânsia de defender certos absurdos. Durante os protestos de junho, um desses infelizes que adoram raciocinar errado, pediu respeito aos jogadores da "seleção"argumentando que eles não eram da CBF. Como assim? O que é aquele símbolo estampado em destaque na camiseta?

Para os fanáticos futebolísticos que confundem futebol com patriotismo, a "seleção" "pertence" ao povo. Num país sem guerras sérias, totalmente pacífico, há a necessidade de forjar guerras na tentativa de se sentir incluído entre os países sérios que construiram sua dignidade após muitos danos pós guerras. Por isso mesmo, os jogadores - de brincadeirinha, creio eu - são vistos como "corajosos soldados em luta pela dignidade e honrada nação brasileira". É tolice, mas muita gente, inclusive marmanjos bem crescidos, acredita nisso, já que é o "tempero" para tornar o futebol mais divertido.

Mas porque dissociar a "seleção" da CBF. mesmo que quem pague o grosso de seus gordos salários sejam os patrocinadores, eles trabalham em nome da CBF, que creio eu, deve pagar alguma ajuda de custo, além de servir de intermediário durante o pagamento recebido pelos patrocinadores. E o uniforme sempre deixa claro que a "seleção" é a CBF, atua em nome da confederação e é esta que acaba ficando com títulos e troféus guardados em suas dependências. Tolice acreditar que a "seleção" é a população.

Do contrário que os torcedores de outras seleções, os brasileiros demonstram ter vergonha de sua confederação. Os argentinos adoram o logo da AFA. Os ingleses se orgulham dos três leões do logo de sua confederação. Já os brasileiros, incrementando ainda mais a confusão entre futebol e patriotismo, preferem usar a própria bandeira nacional como símbolo da "seleção" e de seus jogadores. Isso não é mau. Isso é péssimo.

Mas a "seleção" é sim a CBF: trabalha em nome dela, segue as suas orientações e só ganha a sua gorda remuneração por decisão da CBF que vai atrás dos patrocinadores. O uniforme "canarinho" tão amado pelos brasileiros já deixa claro: a "seleção" é a CBF sim! Dissociar a "seleção"de sua confederação é o mesmo que dizer que a "seleção" não joga futebol. Joga outra coisa. Essa estranha modalidade esportiva que a população insiste em chamar de "patriotismo".

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Para os brasileiros, futebol ainda tem a obrigação de ser levado a sério

Quando aconteceu os surpreendentes protestos de junho, muita gente aproveitou para pedir "respeito" para os jogadores da "seleção" e para o futebol como instituição, como se isso nada tivesse a ver com a construção de estádios para a copa. 

Na verdade, as pessoas queriam a todo o custo proteger o futebol brasileiro, sobretudo a "seleção" de ser visto como algo supérfluo (o que, cá para nós, é de fato). A maioria dos brasileiros cresceu, sonhou e até amou com o mito de que o futebol é nosso maior orgulho, é algo sério, necessário e seu culto, além de obrigatório, é extremamente indispensável. Isso é uma crendice puramente irracional, mas imagine milhões de pessoas educadas com este pensamento, martelado com frequência durante muitas décadas. Quase impossível demover a população desta crença absurda.

Para estes, os protestos poderiam até continuar, desde que direcionados exclusivamente aos políticos e aos "antipáticos" cartolas, os gestores dos times e confederações esportivas. Aos jogadores, todo o carinho do mundo pois, segundo essa crendice, são "soldados a lutar pelo bem estar dos brasileiros e pela honra de nossa pátria". Mais patético impossível. 

É um verdadeiro forçamento de barra para que o fanatismo do futebol permaneça e que nada se resolva. O futebol é ainda uma verdadeira rota de fuga para quem se recusa a resolver os problemas sociais que a cada dia se tornam mais crônicos e difíceis de se resolver.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Blogues em férias

Desculpem-nos, mas não teremos postagem por um tempo. Entraremos em um pequeno recesso, mas voltaremos em breve. Aguardem-nos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Maldição! "Seleção" joga no Dia da Pátria!!!

Foi assim no ano passado e está sendo este ano. Será que vai virar tradição colocar jogo da "seleção" no Dia da Pátria. A mídia ainda não alertou sobre a "coincidência" se limitando a dizer que o jogo ocorrerá no sábado. Mas se fizermos a associação, soará delirante para os fanáticos torcedores que em sua ignorância pensam que o futebol é patriotismo e que a "seleção" é o país. Só faltava a bobagem de "200 milhões de técnicos". Me excluo entre estes.

Torcemos para que essa seja a última vez, pois se virar tradição, vai reforçar ainda mais o mito tolo de que futebol é dever cívico, e que transforma o mesmo em uma obrigação irrecusável.

A CBF e seus asseclas, incluindo mídia e patrocinadores gostam muito dessa associação, pois faz com que a adesão ao futebol seja compulsória e quase absoluta, tornando os lucros relacionados ao mesmo bastante garantidos. É por isso que reforçam o mito do futebol-pátria, que faz com que a população pense ser o nosso maior orgulho, desviando as atenções de assuntos mais sérios que poderiam realmente significar algum tipo de maturidade nas almas dos brasileiros.

Mas gostamos de ser um povo que prioriza uma mera forma de lazer, servindo de chacota para os estrangeiros, não é? Continuemos, assim, como "pátria de chuteiras"! Com um monte de gente rindo de nossas tolas caras.

domingo, 1 de setembro de 2013

Comunidade do Facebook contra futebol é marcado por gente inteligente e de bom gosto

Sem querer ofender quem curte futebol, mas vamos reconhecer: futebol é hobby de gente burra. Pode ser até que haja inteligentes que se interessem por futebol, mas é hobby típico de gente de escolaridade baixa e de senso critico atrofiado (não apenas os torcedores, mas jogadores também, salvo raras exceções). Se nem todos os que curtem futebol são burros, pelo menos todos os burros curtem futebol.

Mas e quem não curte. Se livrar das amarras de um hobby considerado obrigatório pela mídia e pelos costumes sociais não é tarefa para qualquer um. Deixar de gostar de futebol exige uma abnegação e também a coragem de assumir uma solidão compulsória, já que o futebol também é um dever social, considerado inclusive item de etiqueta em alguns lugares como a Região metropolitana do Rio de Janeiro. Negar o futebol é tarefa para os fortes.

Ir contra a correnteza é uma boa metáfora para explicar como é difícil fugir do pensamento da maioria. Para quem prefere seguir a correnteza, tudo flui, vai rápido e não exige esforço. Mas a desvantagem é que geralmente a correnteza leva para um penhasco e muita gente pode se dar mal nisso. Ir contra a correnteza pode significar salvação, por mais difícil que seja.

E por isso mesmo, a principal comunidade anti-futebol do Facebook, em que sou - com o maior prazer - moderador e administrador, está sendo marcada como a comunidade mais inteligente do Facebook, por não apenas estimular discussões inteligentes sobre o tema (a aversão ao hobby mais popular do país), como ter como integrantes gente acostumada a pensar, questionar e analisar sobre os mais diversos temas, sem aceitar facilmente o que a ampla maioria defende cegamente.

Sei que não é para fazer propaganda de nada, mas se você quiser conhecer gente inteligente, que sabe o que quer, que pensa e tem bom gosto, visite este link e irá se surpreender com a presença de muita gente boa, mesmo em tempos alienados em que vivemos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não é o futebol que aliena. É o que vem junto com ele...

Os torcedores de futebol não gostam de ser chamados de alienados. Apesar de não provarem nada que inviabilize o fato de serem chamados como tais, batem o pé no chão se recusando a admitir  a alienação que é claramente visível.

Claro que esses torcedores se revoltam porque não entenderam  as acusações de alienação. Na verdade, se os torcedores são realmente alienados, não é pelo fato de gostarem de futebol e sim por achar que o seu esporte favorito, criado para não ser nada além de uma forma de diversão, é o símbolo de orgulho e de identidade nacional, quase como uma forma de patriotismo, de amor à pátria.

É aí que se vê a alienação. É nessa confusão entre futebol e dever cívico, "seleção" e nação, jogador de futebol e herói, que caracteriza a verdadeira falta de bom senso e de lógica, caracterizando o fanatismo alienante que é muito criticado por quem não curte futebol.

O que estes torcedores precisam saber é que não é o futebol e nem o fato deles gostarem dessa modalidade esportiva que está sendo criticado. É a exagerada importância dada a esse esporte, transformando-o em dever cívico, baseado na ideia fantasiosa de que é a única coisa que nos faz melhores que os outros.

Quanto a isso, um aviso. Se o fato de querer ser melhor do que o outro já é altamente reprovável, quero lembrar aos torcedores que o Brasil também se destaca em outros setores, muito mais sérios, como em alguns aspectos científicos e econômicos, porem mais "desinteressantes" para as grandes massas acostumadas a não pensar, engolindo as ideias que a mídia e as tradições sociais empurram goela abaixo. Legal mesmo é ser o melhor no futebol. O resto não tem graça.

Para encerrar esta conversa eu digo que no Brasil, o culto ao futebol é sim, alienado. Se não fosse, o futebol seria tratado como supérfluo e não como "símbolo máximo da identidade brasileira". Para que o culto ao futebol não seja alienante nem alienado, é preciso que se devolva o caráter lúdico ao futebol. Transformá-lo em dever cívico e em dever social foi a pior coisa já feita no país, desde que Pedro Álvares Cabral aportou por estas terras.

Alienado não e aquele que gosta de futebol. Nada disso. Alienado é aquele que gosta de futebol, pensando que está cumprindo um dever cívico e agradando a sociedade. Este sim, é um perfeito idiota.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fabricante de TV coloca botão para futebol em controle remoto

Palhaçada desnecessária, mas que ainda sinaliza que, para os empresários, assim como ocorre com as autoridades, há o enorme interesse em estimular o fanatismo futebolístico que, além de imobilizar a população, transformando-a em carneirinhos dóceis e submissos ("pra quê melhorar o Brasil, se bom mesmo é ganhar no futebol? " - Quanta asneira!), ainda garante uma grande fortuna, que chega aos cofres dessas empresas sem qualquer tipo de adiamento.

A Samsung decidiu colocar um botão de futebol no controle remoto de um dos modelos mais recentes de TV. Esse botão varre algum canal que esteja passando algum jogo de futebol. Um botão desnecessário até para quem gosta de futebol, já que o fanatismo estimula a iniciativa de procura por parte dos torcedores que, certamente já conhecem a programação de seus jogos favoritos na TV antes mesmo de sentar no sofá e berrarem feito alces a cada gol.

Mesmo que os torcedores não necessitem de tal botão, eles agradecem. Pois todo o estimulo ao vício dos viciados é bem vindo para aqueles que não tem a coragem de largar seu vício.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Explicando novamente a relação entre alienação e futebol...

Já publicamos aqui vários textos tentar colocar na cabeça da população o fato de que não é o futebol em si que é alienado, mas a maneira que o brasileiro curte futebol, colocando nele uma exagerada importância que não lhe pertence, transformando-o em símbolo pátrio e motivo maior de orgulho para o brasileiro, que o coloca acima até da qualidade de vida ou de coisas ainda mais sérias.

O futebol, para quem não sabe (e muita gente não sabe disso), foi criado APENAS para ser uma forma de diversão. A mídia, patrocinada por empresas interessadas em desviar o foco da sociedade para coisas mais supérfluas, estimulando o consumo de produtos ligados a modalidade esportiva, é que inventou essa "tradição" do "futebol-pátria", que transformou aquilo que foi criado como simples passatempo em uma obrigação cívico-social quase unânime. 

Esta transformação é que deve ser considerada como fonte de alienação, pois superestima uma forma de lazer supérflua, encarada com absoluta seriedade por quase toda a população, gerando inclusive muitos preconceitos e alguns problemas (principalmente pela "necessidade" de parar serviços essenciais para que se possa assistir aos jogos), que acabam gerando transtornos à sociedade.

Se a população aprendesse a tratar o futebol como mera diversão, sem obrigar ninguém a gostar, sem colocar acima de outros valores, seria uma forma sadia de se curti futebol. Mas não é assim. Os brasileiros que gostam de futebol curtem de maneira exagerada, como se estivessem cumprindo um dever cívico. Largam tudo e todos pelo prazer supérfluo de quase duas horas apenas. Acham sadio esse fanatismo (não existe fanatismo sadio) e chegam a considerar como "doido" quem se abstém a esse fanatismo.

Quando os torcedores são criticados pelo seus excessos, principalmente por quem não curte futebol, é para que sintam como é horrível ser criticado por causa de gostos pessoais, já que os torcedores vivem criticando quem não gosta. Quando a "pontaria" vira para o lado deles eles não gostam.

Será que não dá para eles pararem de levar a sério o futebol? Será que vão continuar amando mais a seus times do que a seres humanos? Será que vão continuar esperando a dignidade vir da forma de um título mundial no futebol? Isso é comparável a alguém que acha e vive esperando para que a vinda do Papai Noel fosse mudar as suas vidas.

A população que se amadureça. Não peço para que deixem de gostar de futebol. Peço para que deixem de levar o futebol a sério. Se houver necessidade, desliguem suas mentes do futebol, e façam algo mais importante. Amem mais as pessoas do que seus times, ainda mais se essas pessoas não curtem futebol. Temos mais títulos no futebol que outras seleções e já foi provado que isso não melhora a vida de ninguém (só da própria CBF, seus envolvidos e patrocinadores). 

Esperar que a dignidade venha na forma da vitória de um time ou da "seleção" é como se recusar a largar a chupeta, prorrogando a infância, esta sim, o que nos prende a alienação de que nossa população de "técnicos de mentirinha" é acusada.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Garota escreve resposta dura a comentário alienado de Pelé sobre os protestos

Este vídeo, que já tem algum tempinho, é o mais duro e direto contra o fanatismo do futebol, aproveitando o triste comentário de Pelé, durante a supérflua copa das confederações, de que deveríamos abandonar os protestos ocorridos na época e torcer pela "seleção" porque a "'seleção' é o país". Quanta besteira, "Majestade"!...

Seleção não é o país, ô alienado!!! Seleção é só um timinho de futebol. É lazer, diversão, brincadeira!!! Futebol é nada para ser levado a sério, viu? Séria é a qualidade de vida da população brasileira! Sério é tudo aquilo que o futebol, uma mera forma de diversão pura (e nada além disso), nunca teve, nunca tem e nem terá condições de representar! O resto (incluindo o futebol neste resto) é brincadeira de criança bem pequeninha. Entende?!!! 

Parabéns a esta corajosa professora, que teve a coragem de dizer tudo em um só vídeo de poucos minutos, acabando de vez com a fantasia irracional de que o "futebol é patriotismo". Valeu!!!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Feliz com a copa do mundo na nossa nação?

OBS: Finalmente tinha que haver essa gastança toda na inútil copa para que as pessoas começarem a amadurecer e reconhecer a não-prioridade do futebol em nossas vidas. O futebol é nada mais que uma forma de lazer e deve ser encarada como tal. Chega de passarmos mais anos e anos pensando que futebol é patriotismo e que jogadores são heróis. Futebol é supérfluo e deve satisfazer apenas a quem gosta dele, não representando motivo de orgulho de povo nenhum. Até porque o futebol não foi feito para ser motivo de orgulho de nada, por ser apenas um mero passatempo para quem não tem algo mais importante para fazer.

Este texto apareceu no Facebook e mostra uma garota indignada com tudo o que envolve o futebol e a alienada ideia de que o mesmo é nosso maior orgulho patriótico. Trouxas, vejam só o que é o patriotismo de bosta em que vocês acreditam!

FELIZ COM A COPA DO MUNDO NA NOSSA NAÇÃO?
APENAS OS QUE GANHAM EM CIMA DE TODA ESSA ALIENAÇÃO!
OS FELIZES DO TIME DA CORRUPÇÃO!

Raquel Santana - Revoltados on Line

O Presidente da FIFA pela primeira vez admite que a escolha do Brasil como sede da próxima Copa do Mundo; talvez tenha sido um erro. Por conta da onda de protesto que iniciou na Copa das Confederações, e pelo que tudo leva a crer, não acabará tão cedo!
Com seu pico total durante a Copa do Mundo!

Bem feito!!!

Quem mandou ser tão esperto ao lado dessas raposas do Brasil?

Ao invés de levarem em consideração as NOSSAS opiniões, ouvirem as nossas PRIORIDADES sociais. Foram logo combinando entre si, toda essa SAFADEZA em nome desse evento?
" Um país de samba, e futebol"...pensaram que seria para sempre desse jeito?
Que toda a nação brasileira "dançaria" enquanto vocês CONTAVAM os lucros em cima dos NOSSOS INVESTIMENTOS?

Investimentos esses, que JAMAIS veremos a cor de uma nota de dinheiro sob forma de pagamentos em cima de todas essas OBRAS!

A PresidANTA ao receber essa "herança" do seu GURU Lula, também pensou assim: "Basta seguirmos com esse circo..."

Os "palhaços" nem perceberão que são eles, que estão PAGANDO todas essas contas!
Pagam pelas obras super-faturadas!
Pagam por ingressos caríssimos!
Pagam com total AUSÊNCIA dos seus mínimos direitos de cidadãos!

Guarda bem essa foto na memória PresidANTA, dificilmente a senhora irá tirar uma foto dessas: feliz em uma dessas ARENAS DA VERGONHA!
Da sua total falta de RESPEITO por essa população!

Depois das vaias nas Copa das Confederações.
Quem sabe a próxima foto será da senhora em choro compulsivo!

FORA FIFA!!
FORA DILMA!!
O BRASIL É NOSSO!!!
REVOLTA E AÇÃO!!

domingo, 21 de julho de 2013

Pouca repercussão do "Dia do Futebol" pode ser sinal de maturidade do povo brasileiro

A última sexta-feira, dia 19, foi o Dia do Futebol. A razão da escolha da data é a fundação do clube mais antigo do país, o Sport Club Rio Grande. Mas por pouco a data não passa despercebida.

Os protestos ocorridos durante a copa das confederações surpreenderam a todos por colocar o futebol, pela primeira vez, em segundo plano, abaixo de interesses bem mais sérios como qualidade de vida. Parecia que, de uma hora para outra, ficou ridículo priorizar o futebol.

E pelo que eu notei, a repercussão foi bem fraca. Mais fraca ainda que a do Dia do Rock (lembrando que rock hoje em dia perdeu muito em popularidade). No Facebook, somente poucas empresas resolveram usar a lembrança da data para vender seus produtos. Fora isso, nenhum sinal. Até porque a vinda do Papa, a acontecer na semana que vem, tem desviado bastante a atenção.

Pode ser que o brasileiro finalmente entendeu que o futebol, embora muito válido, não passa de um mero lazer e sua associação com patriotismo não passa de uma fantasia típica de contos de fada, ilusória e infantil, a ser abandonada com a observação dos fatos.

Vamos ver como será a copa de 2014. A internet tem ajudado muito em desfazer essa imatura associação entre futebol e patriotismo, coisa que a TV aberta ainda nem começou a fazer, já que ganha dinheiro com a transformação do futebol em "dever cívico". Vai depender da reação da população em relação à copa de 2014, já que , como tem sido em todos os anos, desde o início a publicidade irá bombardear anúncios que estimulem o fanatismo futebolístico e sua transformação em "amor cívico".

Pelo menos por enquanto, as coisas aparentam mudar, com uma população insubmissa aos apelos midiáticos. Tomara que continuem assim, pois a rajada publicitária pró-futebol será violenta em 2014.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Quanto mais social a pessoa, maior é a sua adesão ao futebol

No Brasil, por ser considerado um "dever cívico", a adesão de adeptos se torna maciça. Como a transformação de uma forma de lazer em "obrigação" é sempre muito bem vinda ("nós, obrigados a nos divertir? Obaaa!!!), quase todos os brasileiros encaixotaram de virar "boleiros", acreditando naquela palhaçada de "200 milhões de técnicos". Isso transformou o futebol não somente em dever cívico como também em dever social (inclusive em regra de etiqueta em alguns lugares, como no Rio de Janeiro - não gostar de futebol é considerado ofensivo).

E porque dever social? Simples. Por ser um assunto que supostamente interessa a uma grande maioria, o futebol se transformou em elemento conciliador, ou seja, uma opinião fácil de ser convergida. Por acreditar que "todos" gostam de futebol, as pessoas consideram o futebol um assunto fácil de ser falado com pessoas desconhecidas.

Para alavancar ainda mais o caráter socializante do futebol, sabe-se muito bem que ele sempre termina em festa, com muita gente berrando feito alce e muitos fogos, danças, bebidas alcoólicas, exatamente como acontece em qualquer noitada. Resumindo: o futebol se tornou um esporte socializante por excelência.

Não é de se estranhar que pessoas com vida social mais intensa curtam futebol, enquanto entre os que não curtem, a grande maioria é de pessoas tímidas ou de vida social mais difícil por causa da falha em algum aspecto no contato com outras pessoas. 

As pessoas que eu conheço que tem a vida social mais intensa, com muitos amigos e extrema facilidade de conquista afetiva gostam de futebol, utilizado muitas vezes como "cola" social, mantendo as amizades conquistadas. As mulheres com vida social intensa, ao saber dessa facilidade socializante do futebol, resolveram aderir, naquela ideia de "se não pode vencê-los, junte-se a eles". Hoje já é difícil encontrar mulheres que não curtam futebol, mesmo que ainda não entendam suas características e que só curtam em épocas de copas ou em grandes campeonatos. O dever social fala mais alto.

E olhem que incrível. Mulheres, apesar de assumirem o risco de serem desprezadas em prol do gosto futebolístico de seus cônjuges, preferem os homens que gostam de futebol por entenderem que eles, por estarem cumprindo um "dever social", possuem mais facilidade de, através de contatos, resolverem os problemas delas, satisfazendo os aspectos de sustento e proteção que as mulheres sempre esperam deles. Um homem socialmente ativo passa (mesmo erradamente) a imagem de alguém mais esperto, decidido e capaz e o gosto pelo futebol serve como atestado disso. E os torcedores de futebol secretamente sabem muito bem disso, estando em vantagem na conquista feminina.

Essa facilidade de socialização é que tem feito o futebol ser não apenas o esporte, mas a forma de diversão mais popular do país, confundido com a identidade nacional. O dia em que deixar de ser uma obrigação social, certamente irá perder popularidade, pois a dispensa de adesão ao futebol para se ter uma amizade fará com que aqueles que curtem o esporte apenas para se socializar possam desistir do mesmo, até por encontrar outras formas de socialização.

Até porque não deveria ser o gosto pelo futebol que deveria fazer com que alguém fosse visto como simpático e sim o seu caráter e a capacidade de respeitar os outros. O resto é só diversão, nada além disso.

Maracanã estipula ingresso de 100 reais. É por isso que querem tanto que o brasileiro goste de futebol!

Estão felizes agora com a aquisição do Maracanã por um grupo de capitalistas liderados pelo "deus" Eike Batista? O consórcio do qual ele faz parte estipulou que o valor mínimo dos ingressos será de 100 reais. Isso mesmo o que você leu: 100 reais.

Para os ricaços (sobretudo os famosos) que fingem gostar de futebol para parecerem simpáticos para a sociedade, isso não os incomoda. Mas para os pobretões, grande maioria dos torcedores e os únicos (há exceções!), graças a pouca escolaridade, nenhum discernimento e ainda mais escasso senso crítico, a gostarem de fato de um esporte tão medíocre, como vai ser?

Mas até para isso já existe uma solução, pois graças ao fanatismo estimulado pela mídia e pelas regras sociais, os pobres farão de tudo para arrumar este valor, nem que tenham que abrir mão da comida ou de outra coisa necessária. O que importa para eles é "cumprir o dever cívico" de assistir ao futebol. O resto é "acréscimo de misericórdia". palhaçada.

Agora entendem porque querem tanto que os brasileiros gostem de futebol. Ou ainda não sabem que o gosto pelo futebol é induzido hipnoticamente pela mídia?

Sociedade tola essa, a brasileira, né?

domingo, 14 de julho de 2013

Possível queda de popularidade do futebol incomoda a mídia

Os protestos ocorridos durante a copa das confederações foram algo que pegou todo mundo - inclusive eu - de surpresa. E o paralelismo com o evento esportivo, na verdade uma preliminar do grande engodo de 2014, surpreendeu mais ainda, já que é tradição para o brasileiros tratar o futebol como algo mais importante do que tudo, mais importante até do que os próprios brasileiros.

A mídia oficial não gostou nada disso. E mesmo após semanas de encerradas as manifestações, ainda não conseguiu engolir esse fato. Foi muito incômodo para os barões da mídia ver o futebol sendo jogado a segundo plano, mesmo com a audiência maciça da vitoriosa final.

Reportagens sobre os protestos vem sempre com o tom de lamentação, como o pai que lamenta que seu filho não quis lhe obedecer e satisfazer a submissão filial desejada. Nenhuma dessas reportagens comemorou a conscientização coletiva da população, algumas achando que a torcida pelo futebol, do contrário que a lógica e o bom senso sugerem, era um complemento "cívico" para os protestos. Um absurdo sem pé nem cabeça, que muitas reportagens ainda insistiram em afirmar.

Sempre foi um sonho das classes dominantes que o futebol se tornasse uma unanimidade. Há todo um esforçado aparato publicitário, maciço e hipnotizante, para estimular a sociedade brasileira a priorizar o futebol. Ainda há muita gente, socialmente ativa, mas intelectualmente inerte, que não mudou de ideia, ainda dando prioridade ao futebol, pensando ser isto aquilo que nos dá dignidade como brasileiros.

Isso é feito, como falei em outras oportunidades, para que o futebol se transforme da "galinha dos ovos de ouro" midiática, fazendo a população gastar muito para satisfazer a sua tara pelo futebol. Transformar futebol em unanimidade é transformar o mesmo em fonte garantida de muita renda.

E ver que as massas reagiram indiferentemente à hipnose midiática irritou a mídia. Até hoje lamentam aquilo que pode significar um marco na sociedade brasileira: a mídia descobriu que existem brasileiros que não gostam de futebol. Uma novidade que a mais de 60 anos todos fingiam ignorar.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como as outras redes, SBT força a barra para associar futebol a patriotismo

Não é somente a Globo e a Band, claramente comungada com os interesses da CBF e da FIFA que não medem esforços para transformar o futebol em símbolo de patriotismo e dever cívico. O SBT, raramente criticado por sua postura alienada, mas discreta, fez, no último sábado, uma reportagem tentando forçar essa barra.

A reportagem mostrada tentou associar o famosos esporte aos protestos, como se fizesse parte do pacote de conscientização da população brasileira. Chamou jogadores de "não-alienados", tentando provar, por meio de declarações escassas e superficiais uma certa politização por parte deles, que na verdade estavam bem alheios aos protestos, por ignorarem os problemas do país, sofridos no passado pobre deles, mas completamente ausente da fabulosa realidade atual.

Ainda tentaram superestimar o futebol como se estivessem interessados em ainda mantê-lo como nosso maior interesse, embutindo um caráter político na modalidade esportiva.

Ainda questionaram as críticas feitas aos jogadores, acusados de estarem de acordo com os erros da FIFA. Até aí concordo. Os jogadores não tem responsabilidade sobre o que acontece de ruim em nosso país. Mas se esqueceram de dizer que também não são responsáveis por nada de bom, se limitando a meros palhaços a entreter as massas no circo futebolístico. Tentar dar uma responsabilidade política aos jogadores parece ser a cereja desse bolo bolorento que não para de transformar o futebol em símbolo máximo de orgulho do brasileiro.

E infelizmente a população cai no papo da mídia e usa o patriotismo como desculpa para justificar o seu vício - seria bom que o prazer gerado pelo futebol fosse normal, mas não é - que acaba transformando uma mera forma de lazer, criada apenas para divertir e passar o tempo em um assunto sério, de segurança nacional e onde milhares de brasileiros depositam as suas esperanças abstratas, aquelas que não mudam nem melhoram a vida de ninguém.

domingo, 7 de julho de 2013

O Brasil não precisa do futebol para se orgulhar

Somente a ignorância somada à baixa auto-estima para colocar uma forma supérflua de lazer como símbolo máximo de um país, quase como um sinônimo de civismo. Estava na hora de alguém mostrar a todos que o futebol não deveria ser confundido com patriotismo. O Brasil é grande e variado demais para se tornar refém e escravo de uma simples e supérflua modalidade esportiva.

A revolta contra a construção dos estádios de futebol em detrimento ao outros serviços gerou a inédita percepção de que o futebol não é mais nossa prioridade. Nunca deveria ter sido, mas tem gente que está estranhando o futebol ter sido deixado de lado. Há quem considere o futebol o "nosso rosto" e tirá-lo do foco foi uma heresia que está sendo difícil de aceitar, mesmo tipo de reação que os evangélicos tem em relação aos homoafetivos.

Para muitos, Brasil é sinônimo de futebol e vê-lo jogado a segundo plano incomoda, mesmo que algum brasileiro tente aceitar. Muita gente foi educada com a ideia de que o futebol era o nosso maior orgulho, aquilo que nos faz melhores do que os outros. Se já é errado se considerar melhor do que o outro, mais errado ainda usar uma diversão, uma simples brincadeira, para isso.

E para quem cresceu achando que o futebol sempre deve ser prioridade, doeu muito ver a modalidade esportiva ser trocada por manifestações de indignação pela má qualidade de vida que tivemos. celebridades, alheias aos sofrimentos cotidianos da população, logo reagiram mal (exceto os oportunistas), achando que foi um desrespeito ao país (sic) trocar o futebol por reivindicações pelas melhorias em nosso cotidiano.

Mas o mundo muda, ideias mudam. Muito de nossos costumes de séculos atrás se tornou impraticável nos dias de hoje. Antigamente era ofensivo um homem sair nas ruas sem usar terno e gravata. Porque não eliminar a ideia de que futebol é "patriotismo"?

Não precisamos do futebol para nos orgulhar. Temos a melhor área geográfica do mundo, cheia de atrações naturais que não existem em qualquer outro lugar. E num país que se caracteriza por ter diversidade em tudo, porque monopolizar o gosto esportivo? será que somente o futebol é praticado em nosso país?

A publicidade (com uma certa tristeza, creio eu), já aceita a não-unanimidade. Anúncios, embora ainda ufanistas e altamente proselitistas, já falam em milhares de torcedores e não em milhões, como sempre tem sido. Admitir isso é admitir que, não sendo mais uma unanimidade, o futebol deixou de ser uma obrigação "cívica" para o brasileiro. Péssimo para quem contava com esta suposta unanimidade para ganhar rios de dinheiro as custas do fanatismo pelo futebol.

Estamos em novos tempos. Novos tempos exigem novos costumes e novas ideias. Futebol, criado para ser uma mera forma de lazer e nada mais, aos poucos (e distante dos olhos da ainda ufanista mídia tradicional) deixa de ser vista como algo de extrema importância, retomando sua antiga vocação de simples hobby a entreter quem quer apenas se divertir.

Não precisamos do futebol para nos orgulhar de sermos brasileiros. O país é agraciado de coisas lindas e variadas que chega a ser uma mediocridade colocar uma simples modalidade esportiva como "motivo de orgulho cívico". Sendo um país como o nosso, superestimar o futebol é o mesmo que achar que um grão de areia e mais importante que uma praia inteira. Pensem nisso.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Retomamos o soninho?

Brasileiro esquece rápido. Depois de acordar para a realidade, resolveu tirar uma cochiladinha ideológica no domingo, final da copa das confederações e aniversário da conquista do "penta". 

Depois daquele memorável desprezo feito durante o jogo da "seleção" contra o México, a população, como o marido "galinha" que se arrependeu de trair a esposa, retomou o fanatismo futebolístico, sem dissociá-lo do patriotismo, usando o futebol para justificar a "comemoração" de tempos melhores. Quanta palhaçada!

Agora o povo retoma a sua "paixão" pela seleca, já que o viciado nunca larga seu ópio, a não ser com muita coragem. Domingo, do contrário do jogo contra o México, onde o desprezo coletivo - uma abstinência momentânea ao ópio - chegou a entristecer Galvão Bueno, comentaristas e outros jornalistas esportivos. Já o último jogo, contra o Uruguai, a atenção retomada devolveu o clima ufanista alienante que há muitas décadas tem feito o futebol a ser levado a sério demais.

Mas mesmo ainda sendo a "paixão" da maioria, o futebol não está mais em alta como antes. As críticas anti-futebol feitas no Facebook farão com que esse fanatismo, mesmo duradouro, seja vaiado. Se antes era louvável transformar uma simples brincadeirinha em dever cívico, hoje isso é motivo de chacota. A mídia ainda não percebeu o ridículo disso, mas se pensarem um pouco, um dia vão parar com essa publicidade ufanista que coloca o futebol em um lugar que não é dele: o de dever cívico.

E aí eu pergunto: retomamos o soninho de muitas décadas? Voltaremos a ser o gigante bobão que só brinca, come e dorme? Ou um dia vamos entender que o nosso maior orgulho nunca deve ser o da entrada de uma bolinha em uma rede, chutada por algum analfabeto que ganha uma imensa fortuna da maneira mais fácil possível: fazendo o que qualquer cidadão faz em cima de uma grama nos finais de semana? Já não dormiram mais do que deveriam?

domingo, 30 de junho de 2013

Faltou completar o dever cívico!!!

Os protestos ocorridos nas últimas semanas foram um importante marco para a sociedade como um todo. Do nada, os brasileiros resolveram se conscientizar e lutar pelos seus direitos básicos, não um, mas todos. Foi lindo ver multidões gigantescas lutando por um país melhor, como não se via há 45 anos.

Mas tudo isso foi por água abaixo hoje. Como o drogado que não larga seu ópio, o brasileiros retomou o gosto pelo futebol e hoje irá em massa "apoiar" a "seleção" na final da copa das confederações, nome dado ao aperitivo do evento que ocorrerá no ano que vem. 

Ingenuamente acreditando estar completando o dever cívico dos protestos, as pessoas que decidiram dar o seu "apoio" à 11 analfabetos enriquecidos sem estudo, na verdade estão fazendo o contrário. Agem como o aluno que decidiu interromper o seu dever de casa para ir brincar, não completando a tarefa exigida por seu professor na escola.

Seria ótimo se nenhum brasileiro fosse ao Maracanã hoje. Esta forma de protesto seria ainda mais eficiente que os protestos que estavam acontecendo. E seria ao mesmo tempo um protesto sem violência, sem vandalismo, mas com a agressividade necessária para irritar os poderosos que estragam a vida da população com a sua incompetência administrativa e com os atos de corrupção.

Esquecem os brasileiros que ir hoje assistir ao jogo é tudo que as autoridades corruptas querem. Autoridades fazem de tudo para que o fanatismo do futebol, que além de iludir os brasileiros, enriquece financeiramente os já muito ricos poderosos, seja mantido e estimulado. Esquecem os brasileiros que ir ao jogo, num momento como esse, do contrário do que imaginam, é recusar o verdadeiro patriotismo, acreditando que uma forma de lazer irá trazer dignidade ao país.

Isso é a maior prova de infantilidade de nosso povo, algo que precisa ser eliminado de nosso caráter. Futebol é apenas uma diversão e nunca pode ser mais importante do que outras coisas. Ou acham que correndo de um lado para o outro no recreio é que as crianças aprenderão a ser profissionais competentes?

Bola fora da população brasileira, para usar um jargão futebolístico. As autoridades corruptas estão muito felizes hoje, pois com a boa audiência para o jogo, seja nas TVs ligadas ou no Maracanã lotado, o trabalho iniciado pelos protestos foi bruscamente interrompido para que o verdadeiro patriotismo desse lugar ao falso patriotismo, ilusório, infantil e que sempre fez a alegria dos poderosos que nunca se recusam em gastar rios de dinheiro para alimentar essa farsa chamada "patriotismo de chuteiras", algo que deveria ser apenas uma diversão, mas sendo "dever cívico" acaba por cegar a todos.

Infelizmente, perdemos a oportunidade única de irritar de fato as autoridades. Se até ontem fizemos o que eles não queriam, hoje decidirmos satisfazer a vontade dos poderosos, acreditando estar cumprindo um dever. Não tem jeito colocar brincadeira no lugar de assunto sério é uma vocação do brasileiro. Como sinal de  imaturidade, isso irá desaparecer um dia. Pensei que estava desaparecendo. Agora não se sabe quando o tolo fanatismo do futebol irá desaparecer.

Não foi desta vez que o "gigante" acordou. Hoje retoma o seu soninho, sonhando com mais uma inútil "conquista" da "seleção". Que definitivamente não é uma conquista para a sociedade brasileira.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Amarelão amarela diante protestos e se dá mal

Os protestos acontecidos em todo o país pegaram os organizadores da copa e os jogadores ex-jogadores de surpresa. Acostumados a tratar o futebol como prioridade e esperar adesão maciça de quase toda a população ao esporte, foram surpreendidos com o desprezo de grande maioria da população e hostilidade por parte de algumas pessoas. Finalmente, o futebol deixou de ser visto como dever cívico, o que de fato ele nunca foi, a não ser para as mentes mais alienadas.

Como falei antes, é de interesse dos organizadores e patrocinadores da copa que o futebol seja confundido como dever cívico porque transforma o futebol em obrigação, garantindo lucros, além de imobilizar a população que ocupada com o "dever", esqueceria outros deveres. O que desta vez não aconteceu.

E essa surpresa deixou perplexos os jogadores (que preferiram a silenciosa omissão) e irritados a comissão técnica (que incluía ex-jogadores). Pelé e Ronaldo, ao invés de apoiar os protestos preferiram dizer bobagens que irritaram ainda mais a população. Blatter, capo da FIFA, queria obrigar a população a largar os protestos e ir assistir ao futebol.

Na ânsia de querer que a população aderisse aos chamados de jogadores, "cartolas" e comissão técnica, o tiro saiu pela culatra, pois revelou um caráter antipático do  mundo futebolístico, até agora somente percebido por quem nunca curtiu futebol.

Não sabemos o que será daqui em diante. Certo que o futebol não será mais o ópio do povo, deixando de ser uma obrigação pseudo-cívica para ser uma forma de diversão, verdadeira finalidade do esporte. Os que nunca gostavam poderão parar de fingir que gostam em épocas de copa. Os que nem em copa gostavam de futebol poderão ficar tranquilos, pois a algazarra dos fanáticos será menos ruidosa.

O que se sabe é que a longa festa de Cinderela que durou décadas no Brasil acaba de se encerrar. E toda a magia postiça desse esporte monótono de regras simplórias sumiu feito fumaça.

A verdadeira graça do futebol, que é o de ser uma forma de diversão legítima, é retomada e ninguém mais será obrigado a ostentar um time na carteira de identidade para ser incluído socialmente.

Tudo que eu havia falado antes acabou acontecendo. Como uma Cassandra de Troia, eu não fui ouvido. Mas foi o belíssimo cavalo abrir suas comportas que tudo mudou. 

Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Principalmente o Brasil, o país. Aquele que não depende da vitória no futebol para alcançar a felicidade.