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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pausa para o intervalo



Durante um tempo não teremos postagens. Sabe como é, exercícios físicos às vezes cansam um pouco. Vamos dar aquele aquecimento e voltaremos em breve. Aguardem e continuem torcendo por este blog campeão!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O futebol como obrigação social

No Brasil - e mais ainda no Rio de Janeiro - o futebol não é visto como mero lazer. Tem a sua importância bastante exagerada. Ganha status de dever, de algo que gera honra para aquele que segue. A supervalorização chega a tal ponto de transformar o futebol, uma mera forma de lazer, como integrante da etiqueta social. Não curtir o futebol é muito mal visto pelos que gostam.

A grande queixa daqueles que se acham no direito de não gostarem do esporte trazido por Charles Miller, é que quando assumem essa postura, notam que outras pessoas fazem cara feia, ficam incomodadas e num ato explícito de preconceito puro, chegam a tratar aquele que não gosta como "antipático", "doente", "anti-social" e até como uma ameaça à sociedade. No mínimo, o "anti-futebol" é tratado como um estranho.

O curioso é que se você chagar a essa pessoa e acusá-la de estar obrigando a gostar de futebol, ela vaio negar. Mas o incômodo que a mesma demonstra deixa claro que estava obrigando, sim, mesmo sem admitir.

A mídia e as regras sociais reforçam a crença de que é um dever do brasileiro ter algum time "no coração" e parar para torcer para o "Brasil" durante as copas. Isso é visto não como forma de diversão, mas como uma condição para que alguém mantenha-se sociabilizado e possa usufruir dos benefícios da vivência em grupo.

Por isso mesmo que muita gente que normalmente não curte futebol, sobretudo as mulheres (que com medo de ficarem sozinhas, vem aderindo em massa ao esporte bretão), passa a "curtir" em eventos importantes, para que não perca o direito de viver em sociedade. Algo que na minha opinião soa bastante hipócrita, pois significa abrir mão da personalidade para agradar aos outros, em troca de benefícios.

Eu prefiro ser eu mesmo, fazer aquilo que me dá prazer e não ligar para a opinião alheia. A Constituição Federal me garante a liberdade de não curtir futebol - que a mesma constituição nunca define como "dever" em um artigo sequer - e as pessoas que me obrigam a gostar são alienadas, preconceituosas e não sabem a diferença entre direitos e deveres.

Que o futebol seja apenas para os que apreciem de verdade.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O futebol, a busologia e as melhorias de fachada



Péssimo momento para organizarmos essa copa. A maior parte dos problemas cotidianos em nosso país nem começaram a serem analisados e as autoridades irresponsavelmente lançaram a candidatura do Brasil para esta inútil copa do mundo de futebol.

Os alienados celebraram, pois, graças ao tradicional fanatismo comumente associado ao - que deveria ser apenas um - esporte, acreditam que toda a humanidade virá para gastar em nosso país durante o evento, já que acreditam ingenuamente de que o "futebol está no sangue da humanidade". Tolinhos...

E nessa crença infantil vem junto a ideia de que teremos muitas melhorias por causa do evento. Que melhorias? Vão tapar o esgoto da minha rua por causa da copa? Os ricos vão doar suas fortunas aos pobres por causa da copa? O serviço hospitalar será mais eficiente por causa da copa? Bandidos passarão a ser mais bonzinhos durante a copa? Nada disso.

Nenhuma dessas melhorias reais acontecerão por causa da copa. Nem os empregos prometidos poderão ser utilizados como exemplos de melhoria, já que serão temporários, provisórios. Muitas dessas melhorias reais serão inclusive adiadas, para que o dinheiro destinado a elas possa ser transferido para a bela maquiagem que farão para tornar a cidade palatável para os - poucos - turistas que virão assistir.

Eu disse "poucos turistas"? Claro. Do contrário que muitos acreditam, copa do mundo é um evento específico. Só virão aqueles que curtem futebol. E nem é "toda a humanidade", como acreditam. Muito menos os mais classudos - futebol é esporte de gente jeca em qualquer parte do mundo -, que nos países evoluídos certamente não correspondem a maioria. Portanto, esperem um retorno financeiro infinitamente menor ao que passa na cabeça das autoridades que gastam sem medir para maquiar as cidades.

Busólogos felizes com a maquiagem

Dentre as propostas de maquiagem, está o conjunto de projetos conhecidos com o belo nome de "Mobilidade urbana". Um espetáculo adaptado para o trânsito que promete - e só promete - melhorar o sistema de transporte do país. Minhocas gigantes de aço rodando por vias exclusivas, é uma beleza. Como achar que os rebolados do Michael Jackson e os robôs do Spielberg pudessem tornar a sociedade mais inteligente e engajada.

Mas o transporte lindo que serve para fascinar os busólogos, que em sua maioria também são fanáticos por futebol - chamados pejorativamente por quem não curte, de Futebosteiros -, que unindo os dois fanatismos, defendem que o "futebol melhora a sociedade", está sendo usado para reforçar esse argumento e manter ainda mais o fanatismo que é interessante para as classes dominantes, que querem ver as massas ocupadas com aquilo que é fútil e inútil, para que não possam se rebelar contra as elites.

E dá-lhe mais minhocões de prata para alegrar as massas e dar a ilusão de que o futebol é cidadania, maquiagens são melhorias e que o Brasil vai renascer como uma fênix após ter gasto quase toda a sue verba nessa maquiagem inútil que só irá beneficiar aqueles que estão envolvidos com a organização desse festinha infantil. Grande , mas infantil.

E aí todos são enganados por melhorias de fachada, que junto com a alienação de um esporte criado apenas para ser uma forma de lazer e não um símbolo cívico, como está sendo, mantém a população inerte, crente nas ilusões que representam a falsa alegria de um povo de baixa auto-estima, que não consegue ser feliz de verdade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando os brasileiros irão aprender?

O futebol ainda é muito levado a sério pelos brasileiros, que o veem não como esporte ou forma de lazer, mas como "orgulho nacional" e "razão de viver", chegando a transformá-lo numa obrigação cívico-social que marginaliza quem não se interessa pelo esporte.

A provável origem de fanatismo incontrolável é graças ao - atualmente falso - mito de que somos os melhores do mundo no futebol - e apenas no futebol. Mas isso começa a ruir, com ídolos cada vez mais toscos, resultados manipulados e muito dinheiro e corrupção rolando nos bastidores. Algo que os fanáticos ainda não abriram os olhos para enxergar.

Quando Charles Miller trouxe o futebol para o país, certamente não foi com a intenção de transformá-lo em algo grandioso, algo que pudesse se sobrepor a qualidade de vida da população, desviando atenção e preservando uma letárgica alienação que ajuda a manter problemas e injustiças no lugar onde estão.

O futebol nasceu apenas como forma de diversão, para fazer com que as pessoas deem alguma risada durante 90 minutos e depois cuidar de sua vida. Seria legal que o futebol fosse visto desta forma, pois foi para isso que ele foi criado.

Mas isso não acontece. O futebol ainda é a razão de viver para muitos brasileiros e a mídia ainda explora isso com insistência, para ajudar a vender produtos, a criar gírias e transformar o futebol na carteira de identidade do brasileiro, que sem a auto-estima necessária para orgulhar de si mesmo, usa a fictícia alegria do futebol como motivo para orgulhar e se sentir feliz.

Enquanto o futebol não recuperar a sua vocação de lazer puro e continuar tomando o lugar de coisas realmente importantes para o país, a sociedade brasileira nunca se evoluirá, perpetuando problemas e se mantendo numa baixíssima auto-estima que daqui a alguns anos, nem a vitória de um time conseguira elevar.

Quem acha que futebol, que é de fato um mero lazer, extremamente importante e sério, ainda está preso na infância. Precisa amadurecer urgentemente.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ridículo, Ridículo, Ridículo!!!



O fanatismo do futebol não tem limites. Além de obrigar quase toda a população do país a aderir ao esporte, mesmo com boa parcela dela não gostando de fato, como se fosse um "dever cívico-social", os jogadores, um bando de analfabetos cuja única qualidade é chutar a bola em uma trave, tratado como se fosse um grande feito pela massa abestalhada, estão dando de lançar modismos imbecis que são imediatamente copiados pelos torcedores.

Ronaldinho veio com aqueles cordões ridículos que imitam os que os rappers americanos, um bando de grosseirões que pensam que fazem música, enquanto o Neymar(keting) veio com seu topete de pica-pau.

Para completar a festa, um anúncio de cerveja mostra os torcedores em coro cantando a excelente música Balada de um Louco, dos Mutantes. Eles conhecem mutantes? Claro que não.

E eu é que sou tachado de louco por estar totalmente a margem da obrigação futebolística.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desprezado por brasileiros, Mundial de handebol atrai turistas

OBS: Além da tradição facilitar a quase exclusividade do futebol na atenção esportiva do povo brasileiro, em tempos de apologia da pobreza, onde os pobres e analfabetos passam a dominar a "cultura" do país, favorecem ainda mais a perpetuação do futebol.

Esportes mais sofisticados, de público mais intelectualizado não tem vez em tempos de emburrecimento do povo brasileiro. Devem achar que handebol é esporte de "gente metida". Metida? Para mim, metidos são o poveco que quer mandar na cultura e aparecer na TV ser saber sequer o básico da história e da cultura brasileira e mundial.

Mas fico com o handebol, com suas belas jogadoras vindas de lugares evoluídos como a Escandinávia. Melhor do que cultuar o futebol e seus feiosos jogadores analfabetos que nem falar sabem e que só gostam de música brega e penteados ridículos.

Em tempo: com a escassez de mulheres interessantes disponíveis, acho urgente importar muitas mulheres escandinavas para alegrar os homens solitários. As autoridades deveriam incentivar o turismo feminino escandinavo para favorecer a vinda delas em massa para o Brasil.

As escandinavas que vieram assistir aos jogos deveriam fazer o mesmo que - infelizmente - muitos homens estrangeiros fazem quando vem pra cá: permanecer no Brasil.

Desprezado por brasileiros, Mundial de handebol atrai turistas

DANIEL BRITO - FOLHA DE SÃO PAULO

Um campeonato recebido com frieza nórdica pelos brasileiros ferve nas casas de Dinamarca, Noruega e Suécia.

Brasil é encarado como mercado a ser explorado
Torcedores recebem apostila com dicas de segurança em SP
Beldades nórdicas atraem brasileiros em Mundial de handebol

O Mundial feminino de handebol, disputado em São Paulo desde 2 de dezembro, foi capaz de trazer turistas europeus para cidades com pouco ou quase nenhum potencial turístico no Estado.

São Bernardo do Campo é a sede de Dinamarca e Suécia, que contam com o apoio de pelo menos 50 torcedores no ginásio Adib Moyses Dib.

Os noruegueses tiveram mais sorte. Caíram na chave em Santos, que possui mais atrativos para um turista escandinavo do que o ABC Paulista --são cerca de 250 fãs.

Cada torcedor desembolsou US$ 5 mil (cerca de R$ 8 mil) por transportes e hospedagem no Guarujá. Pelos ingressos para nove jogos, contando que a Noruega chegue à final, eles pagaram US$ 250. Um tíquete para um escandinavo custou US$ 27, ou seja, R$ 23 reais a mais que para um brasileiro. No site do Mundial, é possível comprar uma entrada por R$ 20.

"Não fosse por nossa torcida, esse ginásio estaria vazio", lamentou a ponteira norueguesa Camila Herrem, uma das melhores do último Mundial de 2009, na China.

A seleção feminina da Noruega é capaz de mobilizar quase um quarto da população do país diante da TV.

Pelos cálculos da TV2, cerca de 900 mil noruegueses assistiram à vitória da equipe sobre a Islândia, por 27 a 14, na última sexta, em Santos. O país tem aproximadamente 4,9 milhões habitantes.
Danilo Verpa - 6.dez.11/Folhapress
Torcedores da Dinamarca pintam o rosto com a bandeira do país no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo
Torcedores da Dinamarca pintam o rosto com a bandeira do país, em São Bernardo do Campo

Os dinamarqueses rivalizam com os noruegueses como mais fanáticos. Pleiteiam para si o título de inventores da modalidade. Mas não conseguem mobilizar tamanha torcida fora da Europa.

Os irmãos Emilie, 20, e Anders Harritse Winther, 24, interromperam a volta ao mundo quando estavam na Guatemala para assistir ao torneio.

"Não estamos torcendo loucamente como fazem os noruegueses porque só estamos em três aqui", justificou Anders, ao lado da amiga Pernille Gotze Johansson, 20.

Eles pintaram o rosto com a bandeira dinamarquesa e incentivaram sua seleção na vitória por 23 a 19 sobre a Croácia, na última terça-feira.

O grupo de fãs suecos tem 200 pessoas a menos que o norueguês e é composto por pais e parentes das atletas. Com chapéus de vikings e caras pintadas, eles chamam a atenção no ginásio.

Frequentemente foram chamados para tirar fotos na arena. "É legal o Mundial em um país sem tradição. Desperta o interesse dos jovens", disse Jan Johansson, pai da sueca Ana Maria Johansson.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Internet mostra que existem muitos que detestam o futebol e que o número deles aumenta cada vez mais

Realmente a internet é o meio de comunicação mais democrático que existe. Na rede temos a oportunidade de conhecermos pontos de vista que não aparecem em outros meios, sobretudo na televisão, onde aparece apenas o ponto de vista dos donos.

Zarpando a procura de vários textos na internet para postar aqui, fiquei sabendo que aumenta cada vez mais pessoas que assumem não curtir futebol, se incomodando com o fanatismo maciço que é imposto à sociedade brasileira, que insiste em pensar que gostar de futebol é um dever cívico-social que nunca deve ser recusado. Ideia, aliás, defendida pelas redes de televisão.

Para quem usa a lógica, sabe que a maneira com que o torcedor de futebol se comporta é bastante ridícula. Isso pode, com o amadurecimento da sociedade, aumentar ainda mais o número de não-torcedores, fazendo com que aos poucos, a marca de "identidade nacional" do futebol possa desaparecer com o tempo, devolvendo a modalidade esportiva a sua função de origem: um mero passatempo para as horas de lazer.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Torcedores de Futebol: essa gente muito estranha...

Você conhece a fauna. Eles berram, pulam, bebem até cair. Para eles, seus times e a seleçoca são as coisas mais importantes do mundo. Apesar de fazerem questão de ter mulher, eles são mais fiéis aos seus times do que a elas, que são colocadas sempre em plano abaixo do futebol. Eles são os... TORCEDORES DE FUTEBOL!!!!

Gente teimosa que insiste em colocar o seu hobby favorito acime até mesmo da qualidade de vida. Para eles, só uma cerveja, uma TV de plasma (ligada no futebol, é claro!) e um carrinho para se divertir depois em engarrafamentos, é o que eles entendem como "qualidade de vida".

Como não costumam usar o cérebro, geralmente aposentado após uma dura semana de trabalho, passam a agir feito animais irracionais, grunhindo e pulando sem se preocupar se quem está por perto está gostando ou não do "espetáculo" gratuito oferecido pelo primata ensandecido.

E essa espécie geralmente mostra uma plumagem característica, nas cores de seu time "do coração". Aliás, eles só tem coração para os seus times. Pode-se trocar de esposa, mas mudar as cores de seu time, jamais. O Flamengo tentou mudar de cor, mas o rubro-negro teve que conviver com o azul-louro, para agradar a torcida que não goste de cor nem de hino, mas de qualquer coisa que sirva de identificação de seu time favorito.

Aliás o uso do cérebro dessa turma é tão inerte, que muitos desses, um pouquinho mais inteligentes, conseguem reverenciar os jogadores de futebol que, como sabemos, em sua maioria é uma classe composta por analfabetos que nunca pisaram em uma escola e não conhecem o significado da palavra "livro". Impressionante como muito torcedor com diploma de nível superior consegue abaixar a sua cabeça diante de um desses analfabetos que nem falar sabem.

E é essa espécie que domina em nosso país. E o fato deles serem torcedores lhes dá um privilégio marcante na sociedade brasileira. Eles ditam as regras sociais. A eles estão reservados os melhores empregos e as gatas mais belas. Autoridades e meios de comunicação dão o devido e - farto - respeito a eles. Torcedores mandam na sociedade.

Cuidado com eles. Não tente contrariá-los. Além de agitados e teimosos, eles mordem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jogador de futebol nenhum é "gênio" ou "herói": nada além de um palhaço de circo

Quando lemos algum texto na mídia sobre algum jogador de futebol, o mesmo é sempre associados a elogios faraônicos, grandiosos, ligados a valores de honra, quando na verdade se trata apenas de um mero divertidor de pessoas. Um entertainer.

Jogadores de futebol nada tem a ver com "heroísmo" ou "genialidade". Chutar uma bolinha em uma trave nunca deve ser visto como algo que irá salvar as vidas das pessoas e nem como resultado de um esforço intelectual que só poucos tem. Qualquer retardado consegue chutar uma bola na trave, desde que tenha uma coordenação motora boa nas pernas.

Pelo que eu aprendi, herói é o que salva as pessoas e gênio é o que faz tudo com raciocínio intenso. E a função dos jogadores de futebol passa muito longe disso.

Esse negócio de transformar jogador de futebol - ou mesmo qualquer esportista - em grande coisa é desviar o esporte de sua finalidade original, divertir quem assiste e melhorar a saúde de quem pratica. Coisas que, sinceramente, não exigem nenhuma qualidade fora do comum.

Para mim, o que os jogadores fazem nada é mais do que os palhaços fazem no circo: divertir as pessoas e fazê-las soltar os seus ânimos. Nada mais. E isso não é atributo de nenhum gênio ou herói, normalmente ocupados com coisas que possam ser úteis a humanidade.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho: Tem futebol demais na TV

OBS: Também acho. O ideal é não ter nenhum. Quem quiser assistir, que vá ao estádio, que além de ser mais divertido, não enche o saco dos vizinhos que não curtem futebol.

Tem futebol demais na TV, diz Boni

NELSON DE SÁ - ARTICULISTA DA FOLHA - 04/12/2011 - 08h11

O Corinthians vai a campo neste domingo para resolver uma disputa que surgiu no final do Campeonato Brasileiro, não entre clubes, mas entre Globo e Band, que transmitem os mesmos jogos.

A penúltima rodada, que poderia ter decidido o campeão, registrou audiência baixa para a Globo, 20 pontos de média na Grande São Paulo, com Corinthians x Figueirense. A Band alcançou a metade, 10.

Neste ano, o Corinthians deu à Globo as cinco maiores audiências do Campeonato na Grande São Paulo, praça de maior interesse para o mercado publicitário. Em setembro, registrou o ibope mais alto, 30 pontos.

Cinegrafista trabalha na transmissão de um jogo do Campeonato Paulista deste ano, no Pacaembu
Cinegrafista trabalha na transmissão de um jogo do Campeonato Paulista deste ano, no Pacaembu

Também na Band o Corinthians liderou, mas o ibope mais alto foi exatamente o do último domingo, 10 pontos. Questionado sobre os motivos para a queda neste final de campeonato, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que comandou a Globo na fase de maior audiência, diz que a transmissão deveria ser mais seletiva.

"Tem muito futebol, muito jogo de má qualidade", afirma o executivo, hoje diretor da TV Vanguarda, retransmissora da Globo.

"A gente está transmitindo para cumprir tabela. E acho que a gente devia transmitir somente os bons jogos, os jogos mais interessantes. Eu sei que tem o custo disso, sei que é para diluir o preço dos direitos [de transmissão pagos pela rede aos clubes]. Mas eu acho que tem futebol demais".

Já a emissora rebateu, em resposta da Central Globo de Comunicação: "Em 2010, o Brasileirão registrou média de 20 pontos no PNT [Painel Nacional de Televisão, que indica a audiência nacional] e neste ano está com média de 21 pontos, sem contar a rodada final, que costuma gerar mais curiosidade do torcedor. Portanto, os dados acumulados até a penúltima rodada estão absolutamente dentro da média".

ÍDOLOS

Boni não vê maior problema no conteúdo. "As transmissões de futebol melhoraram muito, equipamentos, tudo. Estão muito próximas do que deve ser feito", diz.

"Mas eu acho que podem ser melhores, como espetáculo", acrescenta. "Como hoje os times trocam muito de jogadores e você não tem uma identidade com seus ídolos, você tem que promover mais. Tem que ter uma promoção maior, esforço para criar ídolos em cada time. A gente não pode viver só do Neymar".

Para a transmissão da rodada final, além do ex-ídolo corintiano Neto como comentarista, a Band anuncia "novidades" para manter sua ascensão. Vai despachar para o Pacaembu "mais câmeras, grua, 'steady-cam', câmera dando visão panorâmica do estádio". Começa às 14h30.

Já a Globo informa que, além do ex-ídolo corintiano Casagrande como comentarista, "estarão envolvidos mais de cem profissionais". No Rio, o mesmo número.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Novo técnico da seleção feminina deu palestra em meu curso

Soube ontem que a seleção feminina de futebol tem um novo técnico, Jorge Barcelos. Legal que tive a oportunidade de falar pessoalmente com esse cara, que deu, meses atrás, uma excelente palestra sobre liderança no auditório de meu curso de Técnico Administrativo no SENAC, em Niterói. Outras turmas também estiveram assistindo a palestra, promovida por um professor amigo dele que nos ensinou a disciplina de Organização de Empresas.

Barcelos usou sua experiência de treinador esportivo em várias categorias (ele ainda nunca treinou a principal categoria, conhecida como "a seleção", excessivamente idolatrada no Brasil) para mostrar como deve agir um líder ou um administrador. Ele preparou um ótimo slide de Powerpoint e como a maioria dos alunos gosta de futebol, eles entenderam direitinho as lições.

Após a palestra tivemos um lanche e todos foram tietar Barcelos. Até eu que não curto futebol aproveitei a oportunidade, já que Barcelos, pessoa humilde e bastante coerente e realista - ele não aprova o fanatismo, mesmo envolvido com o esporte - deu uma palestra impecável. Eu pessoalmente o parabenizei pela palestra, e recebi um agradecimento sincero e carinhoso de Barcelos, que é uma simpatia de pessoa.

Com larga experiência no exterior, ele aproveitou para contar para o pessoal do curso algumas curiosidades sobre o funcionamento de estádios nos EUA e Europa e realmente o poderio dos "cartolas" é impressionante também por lá. Mas isso não é assunto para agora. As curiosidades e as fotos que ele trouxe prenderam a nossa atenção.

Desejo boa sorte nesta nova fase de Barcelos e novamente agradeço a ele por ter nos proporcionado um dia muito agradável, que ajudou a quebrar a rotina do curso, além de facilitar bastante o entendimento da função de um líder em uma administração.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Premiação dos melhores do futebol é marcada or muitas gafes

OBS: Para um esporte marcado pela supervalorização de analfabetos que nem sabem falar direito, cujo único talento é chutar uma bola, é natural que hajam muitas gafes. Ninguém deveria se incomodar com isso, já que quem não sabe fazer, sempre dá mancada.

E sinceramente, nada mais "chocho" do que colocar o malaço do Huck para apresentar, com direito à presença de outro mala, o capo Teixeirinha, o melhor "jogador" da "seleção".

'Chocha' e com gafes, festa da CBF só premia dois corintianos

THIAGO BRAGA - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA - 05/12/2011 - 23h30
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A festa organizada pela CBF para premiar os melhores do Campeonato Brasileiro foi 'chocha'. Muito formal e sisuda. Até os apresentadores, os globais Tiago Leifert e Luciano Huck, citaram que o público não estava nada animado.

A noite teve direito a uma grande gafe. Escolhido craque da galera, com 46% dos votos, o vascaíno Dedé não subiu ao palco para receber o prêmio porque estava dando entrevista para Galvão Bueno, o narrador da Rede Globo.

Outro momento de desencontro foi quando o ministro do Esporte, Aldo Rebelo foi entregar o troféu para Ney Franco, técnico do sub-20 do Brasil campeão mundial, o político ficou perdido na hora de ler o roteiro no teleprompter (aparelho que fica acoplado à câmera de tv e permite ler textos).

Na hora de entregar o prêmio para o melhor meia, a atriz Christine Fernandes provocou uma saia-justa ao falar que o seu gol preferido era o de Bebeto, na final da Copa União de 1987, que ela disse ser mais um título da equipe carioca. Mas a CBF reconhece o Sport como campeão daquele ano.

Outro momento constrangedor foi quando o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi entregar o prêmio para o outro meia. O envelope com o vencedor não estava nas mãos dos apresentadores, que tiveram que improvisar e acabaram se enrolando. Depois que o envelope apareceu, o vascaíno Diego Souza venceu.

Um dos pontos altos foi a homenagem ao ex-jogador Sócrates e ao radialista Luiz Mendes, mortos. O ídolo corintiano, inclusive, foi aplaudido efusivamente.

Pentacampeão brasileiro, o Corinthians não se deu bem na entrega do prêmio Craque do Basileiro.

Dos cinco indicados --o goleiro Júlio César, o zagueiro Leandro Castán, os volantes Ralf e Paulinho e o técnico Tite--, apenas a dupla de marcação no meio de campo, unanimidade durante toda a competição por sua regularidade, saiu do Auditório do Ibirapuera na noite desta segunda-feira.

O Vasco, segundo colocado, teve o lateral direito Fagner, o zagueiro Dedé e o meia Diego Souza escolhidos para o onze ideal segundo os jornalistas, além da dupla Ricardo Gomes e Cristovão Borges, escolhidos como os treinadores do ano, prêmio entregue por Mano Menezes, comandante da seleção brasileira.

Para melhor árbitro, foi escolhido o gaúcho Leandro Vuaden. Na hora de entregar o troféu de campeão para o Corinthians, outro momento hilário. Primeiro Ronaldo foi chamado ao palco e demorou a aparecer. Depois, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira ouviu um gracejo de Huck, após a sua dificuldade para ler o texto do envelope.

"O senhor, como apresentador, é um ótimo dirigente", falou o apresentador.

Para finalizar a noite desastrosa, na hora de entregar a taça, o Teixeira, ao invés de passar o troféu para o capitão do time, o lateral direito Alessandro, entregou-o nas mãos de Andres Sanchez, mandatário alvinegro.

Os vencedores, que formarão a seleção do brasileirão de 2011:

Jefferson (Botafogo)
Fágner (Vasco)
Dedé (Vasco)
Réver (Atlético-MG)
Bruno Cortês (Botafogo)
Ralf (Corinthians)
Paulinho (Corinthians)
Diego Souza (Vasco)
Ronaldinho (Flamengo)
Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)

Técnico: Cristóvão Borges e Ricardo Gomes
Craque: Neymar

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Explicando a polêmica aos amigos

No Facebook, postei isso:

Como é que não cansam? Só se fala nesse tal de "Vasco e Flamengo", como se a vitória de um pudesse melhorar a vida de seus torcedores!

Se o brasileiro tivesse, nos assuntos sérios, a mesma dedicação que tem no futebol, o Brasil se desenvolvia e os problemas acabariam.

Como isso não acontece, coloca-se a ilusão do futebol no lugar da qualidade de vida. E perpetuam-se os problemas, arrastando-os feito cachorro doente.

Aí vieram as respostas, primeiro a de Leonardo Ivo:

Marcelo, é impressão minha ou você está gostando de futebol? Como fica tudo o que Outra, espero que vc na esteja dando uma de Bruno Melo.

Marcelo Delfino escreveu outra depois:
Caramba, xará! O que você escreveu agora não foi o que você escreveu no mural do Ernesto Pina nesta semana, inflando a torcida doente dele pelo Vasco, como se fosse em defesa da ética contra Ric Teixeira e a CBF (a tal ética por conveniência). Como se não houvesse figuras como José Serra no lado do Vasco/Palmeiras e figuras como o saudoso Sócrates no lado do Corinthians.

Minha explicação, postada também no Facebook:

Calma, Ivo, não estou gostando, não. Respeito o futebol em si, mas o que não gosto é do fanatismo em torno dele. Leia todo o blog "Footilidades" e saberá. O futebosta era muito debochado e ofensivo. Criava muitas polêmicas com ele. Footilidades é mais sensato.

Se eu estivesse numa de "Bruno Melo", não teria colocado o q vc leu no Facebook.

Não estou torcendo pelo vasco por razões esportivas e sim por razões políticas. Ricardo Teixeira é um monstro e principal estimulador da alienação futebolística. Derrotar Teixeira é a meta. O presidente do Corinthians é seu herdeiro. Entenderam?

Se eu gostasse de futebol estaria com a cara grudada na TV neste momento. Estou no PC com o fone nos ouvidos, tentando fugir da gritaria.

Comentários anexos não publicados no Facebook:

Não curto futebol desde criança. Não é agora, aos 40 anos que vou passar a gostar.

Mas não vejo nada de errado no esporte em si, mas vejo na transformação do futebol em "identidade nacional", que coloca o meso num contexto muito acima do que realmente lhe foi atribuído. Um misto de orgulho nacional, compromisso cívico e obrigação social, que força muitos a aderirem quase que a força, por medo da solidão e da perda de privilégios sociais.

Mas não posso condenar o esporte em si, que se fosse cultuado de maneira moderada, seria mais salutar.

Além disso, temos que condenar as atividades dos cartolas, já que estes são os maiores beneficiados pelo fanatismo futebolístico estimulado pelas regras sociais.

Uma coisa: não tive a intenção de estimular o fanatismo do Ernesto Pina. Assumo que foi um erro meu escrever aquilo na postagem dele. Se ele se mata por causa do futebol, o problema é dele. Se ele vir a ter problemas um dia, ele que peça ajuda ao Vasco da Gama.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ex-jogador de futebol Sócrates faleceu

Hoje recebi a notícia do falecimento do ex-jogador de futebol Sócrates, por causa de danos causados pelo alcoolismo.

Sócrates era um dos raros jogadores de futebol realmente intelectualizados, de mentalidade progressista, politizado e que sabia como poucos discutir sobre tudo o que estava ao redor. Infelizmente a sua excelente capacidade intelectual e compreensão do mundo, não conseguiu desviar o jogador do triste, mas certeiro caminho traiçoeiro do consumo frequente de bebidas alcoólicas.

Sócrates deixa duas lições: uma pela sua capacidade intelectual de enxergar o mundo como ele é, não de maneira ilusória, como acontece na maioria dos jogadores, chegados a carros caros, farras e mulheres gostosas. Outra é que a vida irresponsável das drogas (álcool é uma droga, saibam disso), lícitas ou não, sempre leva a consequências desagradáveis.

Que Sócrates possa continuar em paz na dimensão espiritual.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Galvão, o Bobão da Corte da Rede Globo

OBS: Como é que a Globo ainda insiste em colocar o Galvão Bueno como narrador dos eventos esportivos mais importantes se ele, considerado o locutor mais chato da televisão brasileira, desagrada até quem é fanático pelos esportes que ele é colocado para a narração?

Saiba o que o ‘amigo da Rede Globo’ ouviu de Galvão no GP Brasil de F1

Por Rogerio Jovaneli | Blog da Redação Yahoo OMG! – 3 horas atrás


Com Galvão, 'a chuva é o Brasil na Formula 1'.

Título decidido beeem antes em favor do alemão Sebastian Vettel, sobrou pouca ou nenhuma emoção para o GP Brasil de Formula 1 deste ano. Mas a TV Globo se esforçou. Por toda a manhã, várias entradas ao vivo direto de Interlagos, entrevistas com personagens, Glenda e Tande andando de bicicleta na pista e... Galvão Bueno. E, com ele, o destaque da prova: a chuva, que o frustrou e não deu as caras no autódromo paulista.

O blog pretendia contar todas as vezes que a palavra foi pronunciada antes, durante e após a corrida, mas foi impossível, tantas foram as vezes que alguém da transmissão da emissora carioca disse "chuva". Não deu, mesmo. Perdemos a conta. Mas fizemos algo, digamos, mais divertido. Destacamos os "melhores momentos" (se é que se pode chamar assim) de Galvão Bueno e seus companheiros, Reginaldo Leme e Luciano Burti ao longo das 71 voltas do GP Brasil. Haaaaaja coração, amigo. Divirtam-se...

Antes de largar:
Galvão interrompe Luciano Burti: "Atenção. Vamos ouvir o rádio". "Desculpe. Não deu", responde, sem graça, o ex-piloto, lamentando não ter entendido o áudio, que é talvez a sua principal atribuição na transmissão das corridas de F1 na Globo.

Largada:
Galvão começa: "Primeira, luz, segunda, terceira, sob o giro dos motores, valeu, vambora. Felipe ganhou uma posição, Vettel vem na ponta, Bruno Senna querendo manter a nona posição, que largada linda, Rubens Barrichello perdendo muitas posições. Caiu para 20ª posição. Rubinho vai ter que remar".

Volta 2:
Galvão elogia manobra do hepta-campeão mundial de F1: "Olha o Schumacher. Êee Schumi".

Volta 9
Galvão lê informação para os telespectadores: "Não teremos chuva nos próximos 30 minutos". E comenta: "a chuva vai driblar o computador. Driblou ontem e vai driblar hoje".

Volta 10
Galvão: "Schumacher foi por fora. Bruno falou 'aqui não, tô em casa". Olha o Bruno. Schumacher ficou". E Reginaldo comenta: "Furou o pneu".

Volta 19
Galvão, defendendo piloto brasileiro: "Punição pro Bruno Senna. Eu discordo. Não concordo em hipótese alguma. No mínimo, [decisão] duvidosa dos comissários de prova. Pesa muito ser Schumacher. Sempre pesou".

Volta 24
Galvão elogia pista: "Interlagos é uma das três melhores pistas da Formula 1, juntamente com Spa-Francorchamps, na Bélgica, e Suzuka, no Japão. Não são esses circuitos modernos que andam fazendo".

Volta 35
Galvão e a meteorologia: "Chuva esperada a partir das 14h55. Se eu vi bem, então é daqui a sete minutos. Bom, vamos explicar direito. É entre 14h55 e 15h05. Dá uma confusão, amigo. Aí muda essa história toda. E chega a informação: em algum ponto lá na represa, já chegaram alguns pingos".

Volta 41
Galvão implora: "Webber vai pro boxe. Então é o seguinte: dos seis primeiros, só o Felipe não trocou. Cadê a chuva? Já chove em São Paulo nas zonas norte, leste e oeste. Onde nós estamos agora, mesmo? Ah tá, Zona Sul".

Volta 42
Galvão convoca a torcida: "Agora, sabe o que você [aí de casa] tem que fazer? Bate um tambor aí. Bate um tambor legal, amigo. Vamos pedir chuva. Tá faltando um minuto para as 3h [da tarde]. Cadê a chuva?"

Volta 45
Galvão na torcida pelo melhor para o piloto brasileiro: "Queremos o Felipe brigando por título em 2012. Queremos o Felipe assim...". E, de repente, a imagem corta para o piloto Maldonado, sentado, após abandonar a prova.

Volta 46
Galvão, após Massa sair do boxe na frente Hamilton: "E tome briga do Felipe contra o Hamilton". Burti alerta: "Problema com o Hamilton". Galvão: "Galera bateu o tambor legal. Hamilton abandonando".

Volta 52
Galvão se irrita com a falta de... chuva: "Não tô falando? A chuva driblou todo mundo, de novo. A informação que chega agora é que não chove nos próximos 20 minutos. Isso é Interlagos, amigo".

Volta 66
Galvão se confunde na hora de falar sobre a classificação dos pilotos no campeonato: "Quanto mais eu olho para o computador, mais maluco eu fico. Ah não, isso é posição que eles largaram na corrida. Primeiro [na classificação] é o Vettel, o segundo é o Button, o terceiro é o Webber, o quarto é o Alonso, o quinto é o Hamilton e o sexto é Felipe Massa. Essa é a posição do campeonato. Volta 66 e o Button vai abrindo caminho. É o terceiro colocado e, por enquanto, é o grande vencedor dessa batalha que serve para estabelecer o vice-campeão mundial".

Volta 69
Galvão, lamentando a falta de... chuva: "E não tem chuva nos próximos 30 minutos. Ê computador que tomou um passeio da chuva no fim de semana inteiro. Foi 10 a 0 para chuva contra o computador".

Antes do pódio
Galvão se anima com "zerinho" do brasileiro: "E o Felipe Massa fez uma graça pra galera, já que completou 100 corridas na Ferrari. Olha a gracinha dele. Fez um zerinho. Levantou fumaça e girou pra galera. Rrrrrecebeu os aplausos e foi pro boxe".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Esporte estimula o egoísmo

Os praticantes e defensores de qualquer esporte vão ficar bastante revoltados com o título acima, mas quero dizer que se eles estão revoltados é porque não usaram a lógica. Esporte realmente estimula o egoísmo. Sabem como? Através da competitividade.

Competir é algo bastante primitivo. Significa impedir algum outro indivíduo de conquistar algum benefício desejado. Competição existe quando um determinado benefício é único ou escasso e não há possibilidade e nem vontade em repartir esse benefício.

Competir na verdade é empurrar o outro, para que ele caia e com isso, perca, de alguma maneira, a oportunidade de conquistar tal benefício. Curto e grosso: competir é não querer que o outro seja feliz.

A competitividade é, sem dúvida, a principal causa da violência no esporte, pois muitos acabam brigando por um benefício que só será concedido a um dos participantes. Se todos pudessem ter o mesmo benefício, ninguém brigaria.

Mas como ainda estamos na infância evolucional da humanidade, apesar da evolução tecnológica dar-nos a ilusão de que "estamos prontos e amadurecidos", muitos aspectos da vida instintiva dos povos primitivos ainda se mantem (mas adaptados ao nível evolucional atual) e muitos ainda acreditam em sua manutenção.

O ideal seria tirar o caráter competitivo dos esportes. Mas isso tiraria a graça dos esportes, embora fosse mais coerente com os argumentos de quem defende a atividade esportiva como forma de sociabilização.

O jeito é esperar ainda a humanidade a desenvolver e compreender o que é realmente amar ao próximo para entender que não podemos mais menter essa contradição "competitividade x sociabilização" nas atividades esportivas.

Pois nesse jogo "competitividade x sociablilização", a competitividade continua ganhando, excluindo muita gente através de derrotas de todos os tipos, o que só aumentará a violência, nem, que seja meramante psicológica, inerentes às atividades esportivas.

Agora, veja esse vídeo abaixo e reflitam comigo. Como é que portadores de Síndrome de Down, tidos como supostamente "retardados", possam agir com mais maturidade e inteligência que todos os "normais"? Esse vídeo mostra que dá para tirar a competitividade do esporte, fonte certa do sentimento de egoísmo que causa tantas perdas.

sábado, 26 de novembro de 2011

Esporte e patriotismo: um erro que todos insistem em manter

A humanidade leva muito o esporte a sério. Mas a sério demais. Algo que foi criado para ser uma mera diversão, ganhou contornos de importância exagerada que desviou de seu foco originalmente lúdico.

Talvez pelo caráter competitivo (que infelizmente estimula o sentimento de egoísmo, do contrário que os defensores do esporte como instrumento de socialização argumentam), as pessoas, com aquela ilusão infantil de imaginar benefícios fictícios, resolveu que em jogos de competidores ou seleções nacionais (principalmente em esportes coletivos, o que dá a ilusão de "compromisso social"), deve se tocar o hino do país de cada time/atleta, como se fosse o hino do esportista em si.

Ora bolas, porque cada seleção ou atleta não tem seu próprio hino? Associar esporte a hinos não seria uma ofensa à pátria, através da futilização de um de seus símbolos? Os jovens de hoje, por exemplo, acham que o Hino Nacional Brasileiro é o hino da CBF, de tanto ouvirem em jogos da "seleção", pode?

E isso não acontece só no Brasil e só no futebol. Nos EUA é muito comum celebridades cantarem o Star Spangled Banner, o hino nacional deles, em eventos esportivos. Esta semana, no Dia de Ação de Graças, o mais importante feriado ianque, há o hábito de realizar várias partidas esportivas, com muita gente famosa cantando o tal hino.

Essa associação entre patriotismo e esporte dá um caráter sério para isso, dando a impressão de que, além de divertir e melhorar o físico, a vitória de um time/atleta, vai salvar a humanidade. Como se a tola vitória da "seleção" fosse me dar melhores condições de vida, o que a experiência provou ser impossível.

Sempre é bom lembrar que os atletas não representam o país. É um erro de interpretação. Eles representam na verdade o esporte do país. Isso é que deveria estar claro. Não é o país que está indo competir, nem a sociedade desse país, mas alguns meros atletas. Algo bem específico.

Mas temos que esperar a humanidade aparecer. Estamos ainda na infância da humanidade e como sabemos, crianças sempre priorizam diversão. Levar uma brincadeira a sério é um grande sinal de que ainda estamos engatinhando e que existe muita coisa para se aprender.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Caio Martins é nosso!!!

Finalmente foi confirmada a permanência do Complexo Esportivo Caio Martins, importante área de lazer da redondeza onde eu moro. Desistiram de demolir e ainda vão melhorá-lo.

O CAIO vai ser reformado para se tornar um complexo esportivo a ser utilizado pera as Olimpíadas de 2016. O campo de futebol obsoleto será desativado e dará lugar a um polo de atletismo.

Ficamos felizes com a decisão, já que o complexo , como eu disse, é uma importante área de lazer e seus cursos gratuitos de atividades esportivas beneficiam muita gente que não pode pagar uma academia ou um clube.

Um belo presente que Niterói ganha no dia de seu aniversário, saber que o seu mais importante complexo esportivo não será destruído. É um patrimônio da cidade.

sábado, 19 de novembro de 2011

Essa equação está correta



A população brasileira só irá amadurecer quando entender esta equação. Por enquanto, na flor da infância dos quinhentos e poucos aninhos, priorizando as brincadeiras, a sociedade brasileira ainda continua confundindo a "seleção" com o país Brasil.

E é uma pena saber que a "seleção" terá que perder inúmeras vezes para tirar o povo brasileiro do adormecimento amaldiçoado de muitas décadas.

Pois a derrota da "seleção" é a vitória da sociedade brasileira. E isso é fato.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Provocador: Quero ser indenizado por quem vendeu o Neymar ao Real Madrid

OBS: O novo produto do futebol-marketing anda enchendo tando o saco que são capazes até de inventar grandes mentiras sobre ele para mantê-lo em alta popularidade. Bah!

OBS: O ponto de vista dele não é o do nosso blog. O provocador é futebosteiro.

Quero ser indenizado por quem vendeu o Neymar ao Real Madrid

Por Marco Antonio Araujo - Blog do provocador - 10 novembro 2011

Agora que está mais do que confirmada a permanência do Neymar no Santos, fica uma pergunta singela: e os jornalistas que há meses juram que o jogador já estava vendido ao Real Madrid? Quando vão se retratar?

Leia mais sobre a renovação do jogador com o Santos aqui!

Esses fanfarrões que praticam jornalismo de várzea deviam pedir pra sair! Chamem o capitão Nascimento! São uns picaretas que vivem de reciclar boatos, quando não partem para a mentira pura e simples.

Ingênuos, não são. Sabem com quem estão lidando. Cartolas e empresários de futebol pertencem ao mundo animal, são vertebrados e possuem o dom da palavra. Mas daí a serem considerados humanos vai uma longa distância. Eles simplesmente não prestam.

Menos ainda quem se dispõe a ser manipulado por essa escória de parasitas que enriquece explorando atletas (e plantando informações). Imaginem se um político fosse pego num blefe de R$ 103 milhões, valor da multa rescisória do craque santista. Os jornalistas o empalariam como a um ditador sírio.

Mas o jornal O Estado de S.Paulo, por exemplo, se vangloriou de ter dado o furo da venda aos espanhóis. Botaram banca com tamanha convicção que levaram o restante da mídia a dar como verdade o que era apenas especulação. E agora? Vão dar uma minúscula errata de pé de página? Nem isso, podem apostar.

E publicaram essa notícia, que se provou mentirosa, sem apresentar uma única prova do negócio. Assim como muitas vezes é feito em denúncias contra políticos. Como nossos governantes são odiados (com razão) fica por isso mesmo.

Vamos aproveitar que o povo brasileiro dá mais valor a jogadores de futebol e pagodeiros do que aos que nos governam. Que tal ficarmos indignados, cobrar explicações, exigir punição a esses maus profissionais da informação?

Agiram como irresponsáveis, serviram a interesses inconfessáveis, enganaram seus leitores, induziram a erro milhões de pessoas.

Merecem algum tipo de punição. Ou jornalistas são inimputáveis? Deveriam provar da mesma fúria que eles reservam àqueles que perseguem ou denunciam. Errou, tem que pagar.

Também fui enganado. Aceito minha parte em dinheiro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Futebol é a axé-music do carioca

Quando eu morava em Salvador, notei um costume meio chato que existe por lá: se você fala mal da axé-music ou de algum ritmo derivado, você sofre preconceito, é rotulado de antipático e o nativo se sente ofendido, capaz inclusive de tomar atitudes agressivas diante quem assumiu não gostar da música favorita do nativo.

Ao voltar para Niterói, já amadurecido, notei algo similar que não havia me tocado antes de morar na capital baiana: os cariocas fazem o mesmo, só que em relação a futebol. Aqui no Estado do Rio, se você diz que não tem time de futebol é considerado ofensivo. Como se a não adesão ao futebol fosse uma atitude do tipo "eu não quero ter amigos". Como se o torcedor achasse que um não-entusiasta do futebol fosse uma ameaça à sociedade.

Isso é ao mesmo tempo um preconceito e uma falta de respeito a liberdade do outro. Não existe lei que obriga uma pessoa a gostar de futebol, mas existe lei que não obriga ninguém a fazer algo quer a lei não obrigue. Ou seja, a liberdade é um direito. Viver diferente da maioria é um direito e deve ser respeitado.

Quem não respeita os não-torcedores, não merece respeito. Respeito aliás, que os torcedores tem a rodo, abundantemente, de toda a sociedade, mídia e autoridades.

Quem precisa de respeito é quem não gosta de futebol. A esses, respeito é uma palavra tão rara...

sábado, 29 de outubro de 2011

Como se contrata um jornalista esportivo no Brasil

OBS: apesar do futebol ser tratado como algo além do esporte, quase um misto de dever cívico-social com religião, muita gente acha que esporte no Brasil é só o futebol, se esquecendo da existência das outras modalidades.

E é baseado nessa ideia que os jornalistas esportivos são formados e também contratados. Ignorar o futebol parece ser o maior pecado em nosso país, quase um crime.

Como se contrata um jornalista esportivo no Brasil

Bob Smith - Extraído do Orkut



TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 1: Eu gosto de Tennis, Atletismo e Karate!
TV CONTRATANTE: tchau!

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TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 2: Sou Eclético, gosto de todos os esportes sem nenhuma preferencia!
TV CONTRATANTE: Tchau!

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TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 3: FUTEBOL!
TV CONTRATANTE: Fale mais sobre isso!
CANDIDATO 3: Eu amo futebol mais que tudo, desde criancinha sempre vivi chutando bola, jogando pelada na rua, sou muito fanatico pelo meu time!...teve um dia que meu time perdeu e eu quebrei a TV!
TV CONTRATANTE: Interessante.... mas vc conhece outros esportes, ou se interesa por outros esportes?
CANDIDATO 3: Não me interesso por nenhum outro esporte...Só conheco futebol, sei tudo, sei o nome de todos os jogadores de todos os times do brasil e do mundo, sei o que cada jogador faz nas suas folgas, sei qto cada jogador pesa, sei qto cada jogador come, sei aonde o jogador vai de fim de semana!
Tv CONTRATANTE: Genio! Genio!..olha o que ele fez! olha o que ele fez!
TV CONTRATANTE: gostamos do seu perfil é isso que nos buscamos...mas para finalizar, o que vc acha da seleção brasileira?
CANDIDATO 3: Eu amo! é a melhor seleção do mundo, são 190 milhoes de corações batendo na ponta da chuteira!!!
TV CONTRATANTE: Ta contratado!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

OBS: O futebol está arraigado na personalidade do brasileiro, que já nem considera mais o tal como esporte e sim como expressão máxima do seu jeito de ser. É triste ver que um simples lazer sem importância é a razão de ser para a maioria esmagadora dos brasileiros.

Parabéns para quem escreveu o belo texto, bastante didático.

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

Lemão - Extraído do Orkut - 16:22

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

Eu Daria Como Resposta Que O Futebol É A Distração Do Povo Brasileiro E É De Facílimo Incentivo Por Parte Do Poder Público. Também Desvia A Atenção Sobre A Realidade Do Pais. (CORRUPÇÃO, Aumento De Impostos, Etc).

Para Justificar, Primeiramente, Temos Que Analizar O Porquê Da Falta De Incentivos À Outros Esportes.

Alguém Já Se Perguntou Quanto Gastaria Com Politicas Públicas Para Incentivar, Por Exemplos:

1° O Tênis De Mesa. Seria Necessário Duas Raquetes, Uma Mesa E, No Mínimo Uma Bola Que Por Sinal Quebra Fácil. Com Isso Seria Possivel, Em Uma Partida, Distrair Apenas Dois Brasileiros E Em Um Campeonato Apenas Três São Premiados Com Três Medalhas (OURO, Prata E Bronze).

2° Da Mesma Forma O Judô Que Seria Necessario Tatamis, Kimonos , Faixas E Medalhas.

3° A Natação Então Nem Se Fale O Quanto Seria Gasto.

Pois Bem, No Futebol É Diferente, Politicas Públicas Nem É Mais Necessario Para Que O Brasileiro Goste Deste Esporte. A Propria Cultura Já Nos Direciona A Ele.

E O Que É Necessario Para Uma Partida?

Apenas Uma Bola, Que Pode Ser Feito Uma “VAQUINHA” Para Comprar, Ou Então, Uma Bola De Meia Mesmo, Quatro Tijolos Ou Chinelos E Um Pequeno Espaço Que Pode Ser, Um Terreno Ou Mesmo Na Rua (QUEM Ai Nunca Viu Quatro Tijolos Atrapalhando O Transito De Veículos Em Uma Rua ?).

Quanto A Premiação Nestas “PELADINHAS” É Apenas Status. “NÓS Somos Melhores Do Que Vocês”. Pronto, Começa Aí A Rivalidade Entre O Próprio Povo. Interessando, E Muito, Ao Poder Público, Pois Povo Desunido Não Se Rebela Contra O “REI”.

Cabe Também Reportar Que Os Times Oficiais Também Dividem O Povo E O Distraem. É Muito Comum Observarmos Discussões Sobre Um Time E Outro, Mas Muito Difícil É Ver Alguem Discutindo A Realidade Do Pais Ou Se Mobilizando Para Se Manifestar Sobre Algo. Sem Contar O Consumismo Que Os Patrocinadores Destes Clubes Proporcionam.

Em Segundo Lugar, A Fraca Educação Pública Também Contribui. É Mais Facil Entender De Futebol, Do Que De Politica Ou Cidadania, Embora Essa Conta Matemática De Classificação Em Um Campeonato Seja Complexa Para O Público Alvo. Mas O Que Importa Mesmo É A “FINAL”.

Já Vai, No Conteúdo Deste Texto, O Motivo De Eu Não Gostar De Futebol. Não É Nada Contra O Esporte E Sim Contra O Monopólio E A Alienação Causada Pela Falta De Politicas Públicas, Bem Como O Uso Dele Para Distrair Um Povo, Em Geral, Sem Cultura.

Considerando Que Essa Comunidade É Destinada À Pessoas Politizadas E Inteligentes, Recomendo Que Vejam Este Video E Façam Uma Análise.

---- (Video bloqueado pelo autor do vídeo) ---- 

Um Grande Abraço E Acoooooooorda Brasil !!!!!!!!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

João Revolta: cancelem a copa

Apesar de discordar de algumas coisas, gostei do vídeo. É o João revolta contra o João Sorrisão.

O Brasil não está nem em condições de organizar uma copa de futebol de botão, imagine uma copa de verdade.

Que ninguém se ofenda com os palavrões finais. A indignação é que permitiu isso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Blindagem do ministro Orlando Silva representa mais uma desmoralização para o Brasil na imprensa internacional

OBS: O pior é que as beatas do futebol querem que ocorra a copa de qualquer maneira, pois para eles representa o prazer de ver o maior evento de seus esporte favorito acontecendo na sua "casa".

Mas quem é esclarecido sabe que depois de uma grande festa, sempre há destruição. Quem assistiu às comédias americanas sobre festas de jovens sabe o que estou dizendo. Em 2014 o Brasil vai acabar!!!!

Blindagem do ministro Orlando Silva representa mais uma desmoralização para o Brasil na imprensa internacional

Carlos Newton - Tribuna da Imprensa, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 | 05:00

A preservação do ministro do Esporte, Orlando Silva, no cargo, em meio a gravíssimas acusações de corrupção que envolvem também seu antecessor, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal, representam mais um vexame internacional para os brasileiros.

Sem ter como responder, somos obrigados a aturar importantes jornais estrangeiros, como o espanhol “El Paíz” e o inglês “Financial Times”, a publicarem matérias que nos desmoralizam, dizendo que o governo do Brasil precisa combater a corrupção, o que significa afirmar que atualmente não o faz.

O pior é que, como dizia o genial cineasta Orson Welles quando esteve no Brasil, “it’s all true”, ou seja, é tudo verdade. Não há dúvida de que Lula fez um bom governo, superando inclusive uma grave crise internacional, e a sucessora Dilma Rousseff também está indo bem, administrativamente, se não levarmos em conta o problema da corrupção sistemática. E é tudo verdade.

A desmoralização do país se agrava em função da Copa do Mundo de 2014, que torna ainda mais escandalosas as notícias sobre gravíssimas irregularidades justamente no setor que cuida dos preparativos do campeonato esportivo mais importante do mundo. A imprensa britânica, ainda mordida porque a Fifa não aceitou fazer as próximas Copas na Inglaterra, vai deitar e rolar. Sexta-feira, o jornal “The Guardian” já repercutia as más notícias sobre o Brasil.

Os britânicos, que deveriam se contentar em difamar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, nos últimos tempos vivem a acusar também João Havelange, o dirigente esportivo internacional mais importante da História, como se ele fosse tão corrupto quanto seu ex-genro. Não sabem (ou não querem saber) que Havelange sempre foi um empresário de sucesso, um homem rico, dono da Viação Cometa, uma das maiores transportadoras do país, e de várias outras empresas. Jamais precisou se corromper para ganhar dinheiro, o maior erro de sua vida foi colocar o genro na CBF, e hoje paga caro por essa falha.

Na sexta-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já considerava decidida a demissão do ministro Orlando Silva. Em coletiva para jornalistas de vários países, na sede da entidade em Zurique, Valcke disse que está pronto para conversar com um novo interlocutor da presidente Dilma, em novembro, quando virá ao Brasil para discutir a organização da Copa do Mundo de 2014.

“Terei um encontro com a nova pessoa indicada pela presidente para conduzir a Copa no plano governamental. Tenho a confiança de que a presidente tomará a decisão correta, independentemente do que acontecer com o ministro Orlando Silva”, anunciou.

O maior escândalo esportivo do Brasil, na verdade, não são as fraudes com as ONGs no Ministério do Esporte. O que mais nos desmoraliza são os inacreditáveis gastos com a construção e reforma dos estádios de futebol, que sairão quatro ou cinco vezes mais caros do que obras semelhantes que acabam de ser realizadas na Itália e na Alemanha.

Quase todas as reformas estão sendo feitas sem projeto previamente detalhados. Consequentemente, sem licitações sérias e disputadas com lisura. Os aditivos aos contratos se multiplicam, impunemente, enquanto os órgãos responsáveis pela fiscalização (os Tribunais de Contas da União e dos Estados) fazem seguidas denúncias que não adiantarão nada.

Em matéria de corrupção, ninguém tirará do Brasil o título de campeão mundial. Neste particular, a Copa de 2014 realmente está destinada a ficar na História. E repetindo Orson Welles, é tudo verdade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Neymar perde a noção do ridículo e vira modelo de cuecas.

OBS: Esse moleque não tem o senso do ridículo e obedece direitinho a mídia que quer transformá-lo em uma onipotência, mesmo sem ter as qualidades de um homem de opinião e decisão.

Ou alguém ainda acha que chutar uma bolinha em uma trave é um grande feito para a humanidade?

Duro vai ser comprar uma cueca em uma loja e der de cara com o feioso quase pelado na embalagem. Um bom estímulo para um belo e grosso vômito. Eca!!!

Aviso: em respeito aos leitores deste blog, nenhuma foto da campanha será postada aqui. Deixo as fotos do Neymar de cueca para as festas de Halloween. Vai combinar direitinho.

Neymar posa só de cueca e fecha contrato de R$ 4 milhões com marca

Do EGO, em São Paulo - Segunda, 24/10/2011 às 9:29 atualizado há 5 horas

Jogador de futebol é garoto-propaganda da Lupo.

Neymar mostrou a barriga de tanquinho em ensaio só de cueca boxer para a marca de meias e roupas íntimas Lupo, realizado na quinta-feira, 20, em um estúdio de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa, o contrato do jogador com a empresa é de R$ 4 milhões, até 2014.

Veja os comentários:

Vera GamaBelém, PA - Meu Deus, que falta de senso, o cara é ridículo... imaginem esse corpo exposto nos audoors que horroooorrr!!!!

Mari Luz - Muleque. A única pessoa que colocou ele em seu devido lugar foi Eike Batista. ei, mulheres, vamos gritar por Homens, não por projetos de Dinei!

Marina Oliveira - meu deus como ele teve coragem de tirar essas fotos ridiculoooooooo o pirralho feioooooooooooo ainda tem mulher q grita por isso bizarro

Rafael Soares, Joinville, SC - MUSCULOS ? KKKKKKKK ta mais pra ossada hahahaha, eu li que tiveram que fazer maquiagem no corpo dele para parecer definido

Raimundo Silva - só por que o cara ta cheio do dinheiro ele é bonito, bando de mulheres interesseiras

Suelen - Inveja do que , não tem nada nele que faz sentir inveja.. queria ver se ele fosse um gari se a galera iria sentir inveja.. Hipocresia mesmo rs...

Rossana DaitxTorres, RS - q horror...bonito não sei daonde..purfa!!!!


Natalia Arruda - Tá brincando?! Pelo amor de Deus, dá onde foi que tiraram que este criatura é bonito/lindo, sei lá o que.... Pessoal, fala sério! Concordo com a Rosa Filho, coloca uma essa foto dele aí do lado de Cauã Reymond, etc. Neymar com essa sunguinha tá mais pra o SID da Era do Gelo!! kkkkkkkkkkkkkk

Janaina Ferreira - PUTS QUE HORROR TINHA COISA MELHOR NÃO???

Renata Oliveira - EIIII LUPO ACHO QUE NEYMAR COMO GAROTO PROPAGANDA FOI UM TIRO NO PÉ...HOMEM QUE É HOMEM DE VERDADE, NÃO GOSTA DE USAR E NEM DE SER COMPARADO À ELE.COMO FALTA HOMEM DE VERDADE NO BRASIL..MEU DEUSSSS

Caroline Braz, Rio de Janeiro, RJ - Estrainho d +!!!!

Bruninho Costa - Não, dá liscensa, logo a Lupo... Bizarro isso, e pior que ainda tem "pessoas" que gritam, ficam loucas por isso, agora se me falarem que é por causa da fama e não por ele (que é obvio), aí sim eu acredito! tiariti dangerous

Rosa Filho - As mulheres que acham o neymar "lindo", coloquem ele do lado do Cristiano ronaldo, beckham, kaká... Assim dá pra ver o quanto ele é lindo... Cegas.

Suelen - Hahahahah.. não gostei, acho ele feioso pra caramba...

Rosa Filho - Fala sério. Coisa bizarra...

Charlotte So - Será que foi nesta foto a polêmica de que foi usada maquiagem para fazer músculos no jogador?

sábado, 22 de outubro de 2011

Precisa berrar para se sentir feliz?

Na comunidade do Orkut anti-futebol, muitos membros reclamavam do comportamento dos torcedores, comparando-os com a brutal plateia das lutas de gladiadores da Idade Antiga, o que demostrar que desde séculos e séculos, nada havia mudado. Futebol passou a ser uma diversão de catarse: quem gosta, adere para "soltar demônios", se liberar de instintos reprimidos em outras situações.

Mas isso incomoda quem convive com algum torcedor fanático e quer uma vida sossegada. Você quer estudar ou até meditar e vem um cara berrando feito um gorila no cio interrompendo o seu sossego. Porque ao invés de berrar, os torcedores não aplaudem? Não é melhor assim?

Ah, mas aí não tem graça. Até porque há uma suspeita que é justamente por isso que o futebol é bastante popular no país: ele dá a oportunidade do brasileiro agir como um animal selvagem, uma besta feroz, sem que isso pareça uma gafe ou desobedeça alguma regra de convívio social.

Se bem que ao gritar e acabar com o sossego alheio, embora não seja considerada gafe, fere as leis de silêncio. Pois ninguém é obrigado a escutar um "gorila" berrando em sua jaula porque alguém de seu time favorito (que não irá dar comida ou nenhum benefício ao "gorila" iludido) chutou uma mera bolinha em uma rede, algo que o bom senso poderia classificar como fútil e banal.

Ah, peço desculpas aos gorilas. Me esqueci que eles são mais civilizados que qualquer torcedor de futebol.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Globo sabota jogos Pan-Americanos

OBS: Pra quê reclamar. os olhos da Globo estão virados para a copa de 2014!!! Futebol sempre foi prioridade para a "Vênus Platinada". Qualquer coisa que difere de futebol será tratado com menos carinho e menos cuidado.

Globo sabota jogos Pan-Americanos

Por Altamiro Borges - segunda-feira, 17 de outubro de 2011

No momento em que setores da sociedade discutem a urgência de um novo marco regulatório da mídia, é emblemática a postura da prepotente TV Globo na cobertura dos jogos Pan Americanos, que ocorrem em Guadalajara, México. A emissora, que cochilou e perdeu o direito de exclusividade da transmissão para a TV Record, simplesmente decidiu invisibilizar o torneio. Ela está sabotando o Pan!

O caso é tão cavernoso que gerou protestos de telespectadores. Nas redes sociais, a emissora foi bombardeada. Diante da reação, o Jornal Nacional só rompeu o silêncio no sábado e reservou “longos” 20 segundos para falar das medalhas já conquistadas pelos brasileiros. Renata Vasconcelos, âncora do programa, relatou friamente as conquistas das medalhas no taekwondo e no pentatlo.

O crime será apurado?

Foi a primeira vez que o JN tratou dos jogos de Guadalajara - em pauta há vários meses. Na sexta-feira (14), dia da cerimônia de abertura oficial do Pan, a emissora simplesmente se fingiu de morta. Os jogos viraram “não notícia”, penalizando milhões de brasileiros que ainda assistem esta concessionária pública. Um crime que mereceria apuração, caso houvesse um órgão regulador da mídia no Brasil!

No artigo “O Pan olimpicamente ignorado”, publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Rogério Christofoletti já havia alertado para a gravidade do assunto. Reproduzo alguns trechos da sua crítica:

*****

O fato de a emissora de TV do Jardim Botânico não ter os direitos de transmissão da competição tem feito com que o evento seja simplesmente tratado como dispensável na pauta do seu noticiário. Pior que não ter comprado os direitos de transmissão é ter perdido a exclusividade para o grupo de comunicação que mais vem ‘incomodando’ com índices crescentes de audiência...

Alguém aí pode achar natural que não se coloque azeitona na empada alheia, já que estamos tratando de competidores em audiência e de rivalidade de mercado. Mas informação é um bem diferente de azeitonas em conserva ou empadas. Informação é uma mercadoria de alto valor agregado, que não se degrada com a sua difusão ou compartilhamento e que, muitas vezes, auxilia o seu portador a tomar decisões, escolher caminhos, reorientar-se no mundo.

Isto é, informação é um bem de finalidade pública, embora seja cada vez mais freqüente que empresas controladas por grupos privados a produzam e a façam circular. Independente disso, o produto carece de cuidados e atenções distintas.

Então, cobrir o Pan de Guadalajara é mais do que rechear a empada alheia. É garantir que o público tenha acesso a informações que julga relevantes e interessantes. Afinal, convenhamos, não se pode ignorar os Jogos Pan-Americanos. É uma competição tradicional – existe desde 1951 –, é importante – pois funciona como uma prévia regionalizada dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – e é abrangente por ser continental e reunir 29 modalidades esportivas. Esses argumentos bastariam para colocar o evento na pauta de qualquer veículo de comunicação que se preze.

No caso das Organizações Globo, ignorar a efeméride é simplesmente deixar de lado seus recém-anunciados Princípios Editoriais. No documento, os veículos do grupo se comprometem a produzir um jornalismo calcado no que consideram ser os atributos da informação de qualidade: isenção, correção e agilidade. No item que trata de isenção, os princípios são bastante claros, e cito alguns trechos que colidem com o atual comportamento do grupo:

... “(d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”…

“(n) As Organizações Globo são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos”…

“p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses”

Este é um caso típico de descolamento entre o dito e o feito. Claro que as Organizações Globo podem estar preparando coberturas especiais sobre o evento ou correndo para apresentar um material diferenciado às suas audiências. Tomara. Mas se for assim, os veículos do conglomerado estarão atrasados, contrariando outra lei de ouro de seus Princípios Editoriais, a agilidade.

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O exemplo da Argentina

Só para refrescar a memória e irritar os barões da mídia nativa: por motivos semelhantes, o governo da Argentina decidiu retirar do Grupo Clarín – tão arrogante e poderoso como a Rede Globo – o direito de exclusividade nas transmissões do campeonato de futebol. Uma concessão pública não pode realçar ou omitir o que lhe interessa. Daí a urgência da regulação da mídia no Brasil!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ricardo Teixeira comemora denúncias contra Orlando Silva

OBS: Era o que eu suspeitava. A cilada em que Orlando Silva, Ministro dos Esportes se meteu pode ter sido uma arapuca armada pela CBF para que ele perca o poder e saia do caminho para que a CBF, satisfaça seus interesses particulares e faça desta copa de 2014 a sua maior fonte de enriquecimento.

Muitos torcedores nem sabem disso. Se soubessem, abandonariam o futebol e passariam a gostar de outros esportes. CBF tem mais sujeira do que toda a politica no Brasil.

Ricardo Teixeira comemora denúncias contra Orlando Silva

Enviado por luisnassif, seg, 17/10/2011 - 15:28

Com escândalo, Fifa e CBF pretendem isolar Orlando Silva - Esporte - Notícia - VEJA.com

Envolvimento do ministro em caso de corrupção chegou a ser comemorado
O ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na abertura do Seminário das Sedes da Copa do Mundo, no Hotel Grand Bittar, em Brasília - 22/2/2011

Orlando Silva e Ricardo Teixeira: escanteado pelo governo, presidente da CBF agora quer dar o troco (André Coelho/Agência O Globo)

Na Fifa, Orlando Silva é visto como um obstáculo aos interesses da entidade. Jerome Valcke já vinha evitando ter de negociar com ele

A Fifa e a CBF usam a crise que assola o Ministério dos Esportes por conta das suspeitas que pesam contra o ministro Orlando Silva para reconquistar o espaço que havia sido ocupado pelo governo na definição de leis da Copa do Mundo de 2014 - e, assim, impor suas exigências, que vinham sendo combatidas por setores do governo.

Na semana considerada como a mais crítica para a definição do Mundial no Brasil, o governo não foi sequer convidado a participar dos encontros em Zurique, que começam nesta segunda-feira. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ainda levará propostas que driblam a posição do governo. A situação fragilizada de Orlando Silva já abre espaço para que as ideias defendidas pelo Planalto enfrentem uma dura resistência.

Depois da publicação da reportagem de VEJA que envolve Orlando Silva numa suspeita de desvio de dinheiro, a cúpula da Fifa teme que o novo escândalo envolvendo o Ministério dos Esportes cause problemas para a definição de leis fundamentais para a Copa. A manobra da Fifa e da CBF, portanto, é a de isolar Orlando Silva e reduzir sua influência. Segundo fontes na Fifa, essa estratégia já começou a ser implementada.

Definições - Nesta semana, a Fifa anunciará as sedes da Copa, a agenda de jogos e mais detalhes sobre a Copa das Confederações. Apesar de toda a pressão política, o governo federal sequer foi convidado a participar das reuniões. Em Zurique, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, já vinha evitando ter de negociar com o ministro. Agora, a tendência é de que seu peso nas decisões seja reduzido.

Valcke não entendeu até hoje porque o ministro apresentou um projeto da Lei Geral da Copa no início do ano e, meses depois, modificou a proposta. Na Fifa, Orlando Silva é visto como um obstáculo aos interesses da entidade. Não por acaso, a crise no ministério chegou a ser comemorada em Zurique. Na prática, medidas que foram sugeridas pelo ministério já começam a ser desafiadas.

Benefícios - Ao contrário do que o ministro indicou à presidente Dilma Rousseff, a Fifa não irá aprovar nove sedes para a Copa das Confederações de 2013. Fontes na entidade garantem que serão apenas cinco ou seis e que levar o torneio para Cuiabá ou Manaus encareceria ainda mais o evento. A Copa das Confederações jamais deu lucros para a Fifa e a meta agora é a de reduzir custos.

Na Fifa, o alto escalão acusava Orlando Silva de tentar ampliar o torneio, justamente para garantir benefícios financeiros e políticos a outras prefeituras. Outra posição defendida pelo governo e que passa a ser minada é a da meia-entrada para os ingressos da Copa do Mundo. Teixeira vai propor que essa exigência do governo seja limitada a apenas alguns jogos e setores do estádio.

Repercussão - Teixeira, que na última reunião entre a presidente Dilma e Valcke não foi chamado a participar, dá agora seu troco no governo. Em Zurique, a polêmica envolvendo o governo brasileiro chamou a atenção dos parceiros comerciais da Fifa. A entidade já recebeu consultas de seus patrocinadores, querendo saber de que forma as suspeitas no Brasil afetam seus planos.

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domingo, 9 de outubro de 2011

Blog não entrará de férias, mas vai diminuir postagens

Em novembro encaro mais uma prova de concurso. E para isso vou ter que me dedicar mais aos estudos e menos aos blogs.

O concurso que farei tem um excelente número de vagas e para a prova cairá assuntos que já venho estudando há anos. O salário é ótimo e o regime é estatutário, que garante estabilidade.

O blog não vai papar, mas terá muitos dias sem postagens. É que sou postarei aqui se achar necessário ou interessante e mesmo assim, tendo tempo para isso. Será um ritmo de postagens sazonais.

De qualquer modo, continuem prestigiando. Após o concurso volto ao ritmo de postagens diárias.

Agradeço a compreensão.

O Responsável.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Texto em jornal O Globo reconhece que futebol não é mais hegemônico

OBS: Apesar do claro tom de melancolia, como se o inútil fanatismo futebolístico fosse algo bastante positivo para nosso país, como uma criança que descobre que Papai Noel não existe, é o primeiro texto em um veículo das Organizações Globo que admite a decadência do mito da hegemonia e unanimidade do futebol brasileiro, sobretudo o da mitológica "seleção", considerada por muitos incautos como mais um de nossos símbolos pátrios, apesar de sua inutilidade para o desenvolvimento cotidiano de nossa população.

É um bom texto, mesmo com o tom de lamento, já que os autores, segundo o que afirmam no que foi escrito, preferissem que o fanatismo doente continuasse, como se fosse a "verdadeira felicidade" do povo brasileiro. Mas admite, mesmo tristemente, o fim da hegemonia da "seleção" no coração da população. Será o início do fim da paixão infantil pelo futebol: um sinal de amadurecimento da sociedade brasileira, que finalmente irá largar o seu brinquedinho favorito?

Que venha a democracia esportiva no Brasil e que reconheçam de uma vez por todas que futebol é apenas lazer e não melhora a vida de nenhum torcedor.

O país do futebol

Por Ronaldo Helal e Cesar Gordon - O Globo - 02/10/2011



Frequentemente escutamos e lemos na mídia o epíteto “Brasil, o país do futebol”. Repetido diversas vezes e vendido para o exterior como uma das imagens que melhor retratam o país, o epíteto merece uma investigação mais cuidadosa. Primeiro, por conter expressiva força simbólica que contribuiu para a construção da idéia de identidade brasileira. Segundo, porque até pouco tempo costumávamos rejeitar outras formas de nos reconhecer como nação. E terceiro porque, paradoxalmente, em certos momentos, o epíteto é usado com valor negativo, do tipo “este não é um país sério”.

É especialmente nas Copas do Mundo que o “país do futebol” ganha dimensão mais notável. A derrota na final para o Uruguai em 1950 e a conquista do tricampeonato em 1970 foram sentidas como derrota e vitória da própria nação brasileira. Recentemente, porém, as narrativas jornalísticas já não retratam o futebol como metonímia da nação. Os triunfos em 1994 e 2002 e os reveses em 1998, 2006 e 2010 não transcenderam o campo futebolístico e foram comemorados e sofridos como vitórias e derrotas esportivas. Comparando a situação atual com a carga emocional de 1950 e 1970 especulamos se estaríamos assistindo a um declínio do futebol como emblema da nação.

Capa do livro de Gilberto Freyre

O “país do futebol” foi uma construção social realizada por jornalistas e intelectuais em um momento de consolidação do “estado-nação”, acompanhada por formulações acadêmicas sobre a sociedade. Na obra clássica de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala, de 1933, a mistura racial passa a ser entendida como um valor positivo e força maior do povo brasileiro. Dentro do projeto nacionalista e integracionista do Estado Novo, esta forma de entender a cultura brasileira se consolida. Mário Filho, um dos fundadores do nosso jornalismo esportivo, foi fundamental nesse uso do futebol como meio de construir uma ideia de nação. Filho era amigo de Freyre, que prefaciou sua obra mais conhecida, O Negro no Futebol Brasileiro, onde a junção do futebol com a nação é evidente. A paixão pelo futebol é um fenômeno que ocorre em diversos países do mundo. O que nos diferencia, talvez, é a forma como nos utilizamos dele como matriz ideológica de nossa identidade imaginada.
Capa do livro de Mário Filho

Capa do livro de Mário Filho

Não negamos a força dessa representação, tampouco sua eficácia simbólica, mas questionamos seu papel nos dias de hoje. As vitórias e derrotas da seleção em Copas do Mundo ainda produzem celebrações e tristezas coletivas. No entanto, não são mais vividas como vitórias ou derrotas da nação brasileira como um todo. A seleção não é mais a “pátria de chuteiras” nos termos de Nelson Rodrigues, que cunhou e imortalizou a expressão. Há um conjunto complexo de razões para isso. E haverá os que lamentam e os que celebram. Mas seguramente o processo de consolidação da democracia e da organização da sociedade civil, nas últimas décadas, tem influência no declínio da pátria de chuteiras.

A modernização do país, a expansão do consumo e a segmentação das camadas médias refletem-se nas preferências esportivas. O futebol não reina mais absoluto, dividindo suas glórias com outros esportes. As identidades regionais e clubísticas também sobressaem. Hoje, notamos que alguns torcedores preferem ver o seu time campeão brasileiro do que a seleção ganhar a Copa.

Resta saber como os brasileiros irão se comportar diante de um evento como a Copa do Mundo organizada no país. Seremos testemunhas de um resgate simbólico de um nacionalismo exacerbado ou a espetacularização do evento nos moldes do capitalismo do século XXI diluirá a identificação nacional?

De todo modo, a sensação é que tão importante quanto a conquista do Hexa, será demonstrar nossa capacidade de organizar um evento desta grandeza dentro de um espírito republicano e com transparência democrática.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Gilberto Gil: "Façamos mais festas. Elas ajudarão a arruimar a casa" (sic)

Leia a frase acima, citada pelo cantor e ex-Ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil. O que ele quis dizer com "arrumar a casa". Arrumar a casa seria deixá-la mais bonita ou mais confortável? Embora as pessoas que digam isso não assumam, a resposta fica com certeza com a primeira alternativa.

Arrumar a casa não significa deixar ela mais pomposa, mas empetecada. Nada a ver com maquiagem. É resolver os problemas desta casa. é consertar a janela quebrada, a prateleira solta, é ver se falta águia, se a pia está vazando, se há poeira nas estantes,se o lençol não está amassado. Mas o que a população brasileira entende como "arrumar a casa" se limita a pintá-la e colocar artefatos tecnológicos na mesma.

O que adianta colocar BRTs, VLTs, monotrilhos e o escambau se não conseguimos resolver os tradicionais problemas do transporte que já existe. Acham que o BRT vai resolver tudo? Gosto do BRT, mas o BRT só vai resolver o BRT. O BRT será inútil se nada for feito para resolver outros tipos de transportes, sobretudo os ônibus. Colocar uma minhoca de aço gigante somente para maravilhar busólogos infantilizados é um desperdício incalculável. Há soluções mais baratas, mas de aparência mais modesta, o que pode parecer sem graça para quem espera coisas espetaculares.

O que faremos com os estádios? Bom, seria válido se os estádios pudessem ser multi-funcionais, de uso constante, pólos de lazer que não agradem apenas a quem curte futebol. Que possam ser utilizados também para eventos não-esportivos, como forma de interação social a pessoas de todos os tipos, inclusive quem despreza o futebol.

Mas "façamos mais festas para arrumar a casa", justificando que antes das festas costuma-se "arrumar a casa", não me parece convincente. Antes de qualquer festa, só se arruma as coisas que estão relacionadas com esta festa. Ninguém vai transformar, por exemplo, o Salgado Filho num hospital de primeiro mundo por causa dessa copa. É um gasto que, na opinião de autoridades, é supérfluo, já que a prioridade, infelizmente, é totalmente voltada para a copa. Para uma festa, é muito mais importante comprar um equipamento de som potente do que consertar, por exemplo, uma rachadura em uma parede que não é visível.

Precisamos de BRTs? Precisamos de Estádios? De Hotéis? Se essas obras são "para a população" porque ela não foi consultada para se conhecer a real necessidade? Será que realmente vão durar após os eventos? O Brasil não tem tradição de conservar aquilo que foi feito para uma "necessidade" momentânea.

A frase de Gil não foi uma frase feliz, pois se não tivéssemos festa, consertaríamos outros problemas desta "casa". Corremos o risco de ver uma belíssima casa colorida e high-tech com torneiras vazando, comento caindo e botijões de gás explodindo, já que os seus donos preferiram embelezá-la para satisfazer os frequentadores desta enorme festinha que só irá dar problemas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Porque eu gosto de "Uma Partida de Futebol", divertida canção do Skank

Estranho. Eu não curto futebol e me enojo com o fanatismo dado ao esporte, que o transforma em algo ultra-importante, como se fosse um compromisso e não uma forma de lazer. Mas adoro a música Uma partida de Futebol, composta por Samuel Rosa e Nando Reis e gravada pela banda mineira Skank, banda liderada por Rosa.

Com boas rimas e uma letra ágil que se encaixa com perfeição na melodia - algo que começa a não ficar mais comum, ela não estimula o fanatismo futebolístico, se limitando a descrever o prazer de que curte futebol. Curtir o futebol de maneira sadia é bem legal. Pena que o brasileiro não sabe curtir futebol com moderação, sempre resvalando para o fanatismo doente que coloca o futebol acima da própria vida.

A música é um dos maiores sucessos da fase alegre do Skank, que considero a melhor fase da banda mineira. Não que a outra fase fosse ruim - é ótima também. Mas ouvindo Uma Partida de Futebol e outras da mesma fase, percebe-se que a vocação do Skank é criar canções alegres, dançantes, animadas, feitas para fazer a plateia pular (como aconteceu em um show deles que pude assistir - muito legal). Nesta fase a criatividade do Skank aflora e sai verdadeiros clássicos como Uma partida de Futebol, uma canção perfeita, que diverte tanto que consegue sensibilizar inclusive pessoas que como eu, não curtem futebol.

Boa sacada de Samuel Rosa e Nando Reis que, inspirados, souberam criar uma das mais legais músicas que nosso país já conheceu. Canções como essa que consagraram de vez o Skank como uma de nossas melhores e mais honestas bandas.