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sábado, 24 de maio de 2014

Petistas querem a unanimidade do futebol de volta

Sites que defendem os petistas e o governo estão publicando postagens e mais postagens em apologia à copa e ao futebol. Já era observado nos sites ditos "progressistas" (mas que defendem um Brasil retrógrado) um certo apreço pelo futebol, já que é coerente com o projeto de Brasil medíocre que os petistas querem.

Dois motivos fazem com que os petistas queiram muito que esta copa ocorra: primeiro, dá oportunidade de visibilidade para os petistas, ou seja, fazer algo visível para que os governantes do partido tenham mais fama e poder através de um evento que todos possam perceber a sua ocorrência. Segundo, futebol é esporte de pobre e é muito mais fácil agradar a pobretada com um "show de bola" do que distribuir renda e tirá-los de uma condição que deveria ser provisória. Enganar a população carente com espetáculos de luz e cores é mais fácil e muito mais sedutor.

Mas mesmo sem copa, noto um excessivo proselitismo pró-futebol por parte dos petistas e simpatizantes. É triste saber que nem mesmo um partido que se diz "progressista" está disposto a romper com o monopólio de lazer que o futebol representa, o que sugere que no setor de lazer esportivo, a democracia ainda não chegou para nós. 

Democracia? Aonde? Pessoas que assumem não curtir futebol se sentem mais abandonadas nesta época do ano, pois autoridades, publicitários e grandes empresários sempre preferiram acreditar que brasileiros e torcedores são sinônimos. O resto que se vire para se divertir.

Monopolizar o futebol nada tem de progresso. Muito pelo contrário, representa um retrocesso inquestionável. Mas aí vão dizer: "mas o futebol nos simboliza", "o futebol é a nossa identidade". O samba também é a nossa identidade e não vejo monopólio do samba no meio musical. Porque o futebol tem que ser monopolizado?

Claro que agora, os petistas vão defender esta copa até o fim. Eles estão puxando a brasa para a sua sardinha, já que eles são os anfitriões. E vão também defender a unanimidade do futebol, já que eles querem que TODO MUNDO VÁ. Até porque, mais gente, mais dinheiro e mais visibilidade.

Só que os petistas estão colocando suas cabeças na guilhotina ao se proporem priorizar uma forma de lazer, lançando mão de um festival de mentiras para justificar a sua realização. Resta saber que tipo de país teremos após o encerramento desta copa. Mesmo que a "seleção" ganhe o campeonato (para a alegria de petistas e de alienados), com absoluta certeza sabemos que Brasil, o país, vai perder feio diante dos outros países. 

A realidade é sempre mais feia, cruel e dolorosa que a fantasia. Quem viver, chorará.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Torcedores morrem de medo de serem criticados

Os torcedores de futebol sempre reagem de forma incômoda quando são criticados pelo seu exagerado fanatismo. Sabem muito bem que curtem algo supérfluo como se fosse necessário, como se fosse algo sério, importante como um assunto de segurança nacional. Mas se sentem bem em agir desta forma, pois colocar "seriedade" no futebol lhes dá maior prazer em seu hobby esportivo.

Mesmo sabendo que o que eles fazem é exagerado, pelo fato do futebol ser considerado uma regra social em nosso país, como uma forma de confraternizar brasileiros completamente diferentes, as críticas metem medo por sinalizarem ameaça de exclusão social. Quem gosta de futebol possui benefícios sociais que os não-torcedores não tem e perder isso não parece bom.

Criticados por terem como hobby favorito algo que é claramente ridículo, mas que é respaldado por quase toda a sociedade, além de celebridades, empresários poderosos e autoridades de governo, torcedores nunca reagem bem à essas críticas, preferindo devolvê-las acusando os não-torcedores de "anti-sociais".

E o que é mais engraçado que há uma inversão de papéis de vítima e algoz, já que os torcedores ao serem criticados, pedem 'respeito" pelo fato de gostarem de futebol. O mesmo respeito que eles se recusam a dar para que não curte futebol. O mesmo respeito que eles já recebem em franco excesso de autoridades, da mídia e de toda a sociedade. Pelo jeito eles não estão satisfeitos com o respeito que recebem de 99% da sociedade. Querem mais. Querem o respeito de 100%.

Chega a ser trágica e cômica essa reação dos torcedores, pois eles agem como se fosse uma minoria a ser excluída, o que está em oposição ao que se observa de fato. Pedem o respeito que já possuem, querem os direitos que já possuem, querem não apenas o direito de gostar de futebol, mas que esse mesmo gosto seja compartilhado por todos.

O que lhes incomoda na verdade é saber que o futebol não é mais uma unanimidade que sempre acreditaram ser. Só o fato de conhecer uma única pessoa a tentar desvincular o futebol do mito de "dever cívico" que ainda é arraigado em nossa sociedade, lhes dá revolta, já que esse mesmo mito é que faz com que o futebol seja mais "emocionante".

Só mesmo em uma sociedade com a brasileira que uma simples forma de lazer rudimentar cause tanto barulho, tanto do lado dos quem a amam, quanto do lado de quem as despreza. E é muito barulho por nada. Uma polêmica tola que desvia o foco de discussões mais amadurecidas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Contrato se cumpre com rigor

Todo mundo sabe que o grande protagonista desta próxima copa será o Neymar, tido pelos ingênuos como "herói máximo da nação". Toda a imagem dele está sendo construída para ele ser uma espécie de "redentor", um semi-deus a guiar os rumos da nação. Há inclusive quem acredite que se a "seleção" ganhar a copa, evitará o país de entrar nesta crise. Algo que o bom senso e a lógica diz ser impossível, pois futebol é só lazer, uma brincadeirinha, que no Brasil é levada muito a sério.

E como "herói máximo da nação", Neymar deve ter uma "primeira dama". Não qualquer uma, mas uma que tenha aceitação maciça da população e que não possui uma reputação capaz de ser rejeitada. Embora combine mais com estas siliconadas que só abrem a boca para falar besteira, Neymar teria a sua imagem manchada se unisse as suas "almas gêmeas". Portanto, seus assessores trataram de escolher alguém que tivesse as seguintes características:

- Ter imagem de boa moça de família;
- Mas que também tivesse uma beleza capaz de enlouquecer os torcedores masculinos;
- Que fosse uma estrela em ascensão.

Com base nesses critérios, a escolhida foi Bruna Marquezine. Depois do anunciado fim do namoro da bela e talentosa atriz com o songamonga com cérebro de pudim, foi revelado agora que os dois continuam, sim namorando. Os assessores do fútil (fútil-bol?) e inútil (para a nação) jogador logo se apressaram em tentar manter o namoro pelo menos até terminar a copa para que o "maior herói da humanidade brasileira" pudesse ter uma princesa encantada ao seu lado quando segurar a tão comprada (sim comprada - no país do jeitinho, tudo se dá jeito) taça. 

Os dois estão se encontrando às escondidas e isso vai ser muito bom profissionalmente para ambos. Afetivamente não pois os dois não se combinam de jeito nenhum. São até opostos (a bela e a fera?). A copa servirá de consagração para o alienado mais famosos do Brasil e a atriz deve contabilizar uma boa parte dessa consagração. 

Um recadinho para a Bruna Marquezine: porque não conversa com a Sthefany Britto sobre a "maravilhosa" experiência de namorar um jogador de futebol? Ela lhe poderá dar boas dicas de como lidar com um verdadeiro banana (socorro, Daniel Alves!), como o superestimado jogador, o super poderoso herói dos alienados. Que obviamente não salvará seus súditos da mesmice.

Tudo para cumprir rigorosamente os contratos que a FIFA e a CBF estabeleceram com patrocinadores e investidores. Pois (muito) dinheiro é o que interessa, o resto não tem pressa.

domingo, 4 de maio de 2014

Novelas não vão ignorar futebol durante a copa

Como dona da CBF e principal beneficiada com os lucros de todas as copas, a Rede Globo sempre se esforça para que o fanatismo futebolístico se mantenha em alta. Por isso mesmo a ordem é colocar futebol em toda a sua programação, nem que seja apenas uma citaçãozinha e desprezar completamente qualquer telespectador que não curta a modalidade esportiva.

Por isso mesmo a ordem é mencionar o futebol em todas as suas novelas para que o telespectador continue atribuindo ao fato de gostar de futebol um senso postiço de humanidade e orgulho "cívico", como se gostar de futebol fosse em si um sinal de simpatia e de amor ao próximo. O que a lógica e o bom senso provam de maneira inquestionável que NÃO é verdade.

Tão cedo não vamos ver o futebol senso tratado como mera forma de lazer. Para muitos ele ainda será o nosso maior motivo de orgulho e estopim para atos insanos de devoção fanática e de alienação que consegue travar qualquer cérebro pensante. Uma verdadeira razão que, ao invés de nos orgulhar, deveria nos envergonhar, pois somos motivos de piada por achar que futebol é mais importante que tudo. Inclusive de coisas mais importantes, como a nossa própria sobrevivência.

Mesmo com o aumento da quantidade de pessoas que se assumem desprezar o futebol e da intensa campanha pelo fim do fanatismo no futebol, os cães de guarda da CBF estão sempre a postos para que o futebol continue sendo essa obrigação social que faz com que todos, obrigatoriamente gastem muito dinheiro, enriquecendo cartolas, patrocinadores e qualquer um que dependa do futebol para ganhar muito, mas muito dinheiro.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vitória na copa de 1994 nada teve a ver com a morte de Senna

A mídia, sobretudo a Rede Globo, sempre arruma um jeito de mostrar o futebol como se ele fosse muito melhor do que ele é. para isso muita pompa, valores positivos e até uma boa dose de ativismo, são embutidos como próteses para que a magia do futebol-civismo seja mantida, para que os lucros vindos através do futebol sejam garantidos.

A emissora lançou, em sua chamada para uma homenagem pela lembrança dos 20 anos de morte do corredor de Fórmula 1, Ayrton Senna, uma teoria conspiratória que soa muito agradável para quem é fanático pelo futebol. Usando a ex-atleta e jornalista Glenda Kozlowski como porta-voz, a cúpula da emissora lançou a alucinada tese de que a vitória da "seleção" na copa de 1994 foi inspirada no sucesso de Senna, além de ser uma forma de homenageá-lo. 

Defensores do futebol costumam ser excessivamente delirantes, mas desta vez a Globo extrapolou. Dois fatos completamente diferentes, ocorridos no mesmo ano senso ligados artificialmente, para promover ainda mais o futebol. Em ano de copa, como este que estamos, é ótimo forçar a barra, pois futebol é a mais valiosa galinha dos ovos de ouro e quanto mais gente gostando dele, mais gente vai dar o seu dinheirinho suado por ele.

Nada disso. A vitória de 1994, que não foi fraudulenta como a de 2002, nada tinha a ver com Ayrton Senna. Forçar a barra para que alienados e analfabetos jogadores de futebol sejam vistos como ativistas, como fizeram este ano com Daniel Alves, é um cacoete muito cometido pela mídia, que faz de tudo para que o futebol não seja visto como uma forma de lazer e sim como o nosso maior motivo de orgulho. 

E dizer que alienados que não costumam gostar de automobilismo (este sim, um esporte sem analfabetos) são "ativistas sociais", fazendo da vitória banal uma homenagem a alguém que vários deles não admiravam é realmente sonhar muito alto. Mais delirante que isso, só se fazer isso chapado.

Senna morreu no dia 1º de maio de 1994 , esbarrando em uma mureta durante o treino para o Grande Prêmio de Ímola. A "seleção" venceu a copa no mesmo ano, na copa que aconteceu nos EUA, país que despreza o mesmo futebol que a maioria adora, mas gosta que o nosso povo fique distraído pelo mesmo, pois assim o Brasil não se evolui, deixando de ser uma ameaça a soberania dos ianques.

Sinceramente, Rede Globo! Que mania você e as outras emissoras forçarem a barra para transformar futebol em "conscientização social". Os burros, que gostam de serem tratados como sábios e rebeldes sem serem de fato (para ser exige esforço e abnegação), agradecem a bajulação.