Seguidores

domingo, 29 de setembro de 2013

Futebol é usado para confraternizar misses

Não tem jeito. O fanatismo futebolístico ainda não deu sinais de que irá se acabar. O maior meio de fuga dos problemas brasileiros ainda mostra que está cada vez mais forte, ainda mais com a proximidade da alienante, inútil, onerosa e corrupta copa de 2014.

E não é que para entreter as participantes do concurso Miss Brasil e do Miss Universo, que aconteceu aqui no ano passado (nosso país já pode ser considerado a potência do entretenimento, o quintal do mundo), a organização criou uma partida de futebol para as moçoilas participarem? Virou tradição confraternizar misses em partidas arranjadas de futebol.

A elite de nosso país não perde a oportunidade de utilizar o famoso esporte para continuar alienando ainda mais a população, colocando o mesmo num patamar infinitamente superior ao que ele se encontra. Por isso mesmo que a gigantesca parcela imbecil população aguarda a copa de 2014 como a solução definitiva para seus problemas. Algo que, sinceramente, foge de qualquer lógica.

Aqui é o País das Maravilhas. A Pátria das Ilusões.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Estranho: quando um time ganha, a responsabilidade é dos jogadores, quando perde é do técnico...


Um mito estranho existe dentro do futebol: a responsabilidade pelo que acontece com um time durante um jogo. Quando um time ganha, os jogadores são responsabilizados. Ninguém se lembra do técnico, a não ser a imprensa durante as entrevistas. 

Mas quando perde, a coisa se inverte e os "coitadinhos" dos jogadores são liberados da culpa, que é jogada totalmente no técnico. Muitos até são demitidos após derrotas importantes.

Parece que para os torcedores é muito forte o ilusório mito de que os jogadores são "gente como a gente", como se representassem a população, o que agrava ainda mais o alienante fanatismo cego que transforma o futebol em dever cívico e social. É isso que faz com que os jogadores nunca sejam culpados pelos maus momentos de um time.

Coitados mesmo são os técnicos, lembrados apenas nas derrotas de seus times.

domingo, 22 de setembro de 2013

Se a "seleção" não é a CBF, ela é o quê?

Quando algo irracional começa a ganhar força, muitos absurdos são ditos a respeito, na ânsia de defender certos absurdos. Durante os protestos de junho, um desses infelizes que adoram raciocinar errado, pediu respeito aos jogadores da "seleção"argumentando que eles não eram da CBF. Como assim? O que é aquele símbolo estampado em destaque na camiseta?

Para os fanáticos futebolísticos que confundem futebol com patriotismo, a "seleção" "pertence" ao povo. Num país sem guerras sérias, totalmente pacífico, há a necessidade de forjar guerras na tentativa de se sentir incluído entre os países sérios que construiram sua dignidade após muitos danos pós guerras. Por isso mesmo, os jogadores - de brincadeirinha, creio eu - são vistos como "corajosos soldados em luta pela dignidade e honrada nação brasileira". É tolice, mas muita gente, inclusive marmanjos bem crescidos, acredita nisso, já que é o "tempero" para tornar o futebol mais divertido.

Mas porque dissociar a "seleção" da CBF. mesmo que quem pague o grosso de seus gordos salários sejam os patrocinadores, eles trabalham em nome da CBF, que creio eu, deve pagar alguma ajuda de custo, além de servir de intermediário durante o pagamento recebido pelos patrocinadores. E o uniforme sempre deixa claro que a "seleção" é a CBF, atua em nome da confederação e é esta que acaba ficando com títulos e troféus guardados em suas dependências. Tolice acreditar que a "seleção" é a população.

Do contrário que os torcedores de outras seleções, os brasileiros demonstram ter vergonha de sua confederação. Os argentinos adoram o logo da AFA. Os ingleses se orgulham dos três leões do logo de sua confederação. Já os brasileiros, incrementando ainda mais a confusão entre futebol e patriotismo, preferem usar a própria bandeira nacional como símbolo da "seleção" e de seus jogadores. Isso não é mau. Isso é péssimo.

Mas a "seleção" é sim a CBF: trabalha em nome dela, segue as suas orientações e só ganha a sua gorda remuneração por decisão da CBF que vai atrás dos patrocinadores. O uniforme "canarinho" tão amado pelos brasileiros já deixa claro: a "seleção" é a CBF sim! Dissociar a "seleção"de sua confederação é o mesmo que dizer que a "seleção" não joga futebol. Joga outra coisa. Essa estranha modalidade esportiva que a população insiste em chamar de "patriotismo".

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Para os brasileiros, futebol ainda tem a obrigação de ser levado a sério

Quando aconteceu os surpreendentes protestos de junho, muita gente aproveitou para pedir "respeito" para os jogadores da "seleção" e para o futebol como instituição, como se isso nada tivesse a ver com a construção de estádios para a copa. 

Na verdade, as pessoas queriam a todo o custo proteger o futebol brasileiro, sobretudo a "seleção" de ser visto como algo supérfluo (o que, cá para nós, é de fato). A maioria dos brasileiros cresceu, sonhou e até amou com o mito de que o futebol é nosso maior orgulho, é algo sério, necessário e seu culto, além de obrigatório, é extremamente indispensável. Isso é uma crendice puramente irracional, mas imagine milhões de pessoas educadas com este pensamento, martelado com frequência durante muitas décadas. Quase impossível demover a população desta crença absurda.

Para estes, os protestos poderiam até continuar, desde que direcionados exclusivamente aos políticos e aos "antipáticos" cartolas, os gestores dos times e confederações esportivas. Aos jogadores, todo o carinho do mundo pois, segundo essa crendice, são "soldados a lutar pelo bem estar dos brasileiros e pela honra de nossa pátria". Mais patético impossível. 

É um verdadeiro forçamento de barra para que o fanatismo do futebol permaneça e que nada se resolva. O futebol é ainda uma verdadeira rota de fuga para quem se recusa a resolver os problemas sociais que a cada dia se tornam mais crônicos e difíceis de se resolver.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Blogues em férias

Desculpem-nos, mas não teremos postagem por um tempo. Entraremos em um pequeno recesso, mas voltaremos em breve. Aguardem-nos.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Maldição! "Seleção" joga no Dia da Pátria!!!

Foi assim no ano passado e está sendo este ano. Será que vai virar tradição colocar jogo da "seleção" no Dia da Pátria. A mídia ainda não alertou sobre a "coincidência" se limitando a dizer que o jogo ocorrerá no sábado. Mas se fizermos a associação, soará delirante para os fanáticos torcedores que em sua ignorância pensam que o futebol é patriotismo e que a "seleção" é o país. Só faltava a bobagem de "200 milhões de técnicos". Me excluo entre estes.

Torcemos para que essa seja a última vez, pois se virar tradição, vai reforçar ainda mais o mito tolo de que futebol é dever cívico, e que transforma o mesmo em uma obrigação irrecusável.

A CBF e seus asseclas, incluindo mídia e patrocinadores gostam muito dessa associação, pois faz com que a adesão ao futebol seja compulsória e quase absoluta, tornando os lucros relacionados ao mesmo bastante garantidos. É por isso que reforçam o mito do futebol-pátria, que faz com que a população pense ser o nosso maior orgulho, desviando as atenções de assuntos mais sérios que poderiam realmente significar algum tipo de maturidade nas almas dos brasileiros.

Mas gostamos de ser um povo que prioriza uma mera forma de lazer, servindo de chacota para os estrangeiros, não é? Continuemos, assim, como "pátria de chuteiras"! Com um monte de gente rindo de nossas tolas caras.

domingo, 1 de setembro de 2013

Comunidade do Facebook contra futebol é marcado por gente inteligente e de bom gosto

Sem querer ofender quem curte futebol, mas vamos reconhecer: futebol é hobby de gente burra. Pode ser até que haja inteligentes que se interessem por futebol, mas é hobby típico de gente de escolaridade baixa e de senso critico atrofiado (não apenas os torcedores, mas jogadores também, salvo raras exceções). Se nem todos os que curtem futebol são burros, pelo menos todos os burros curtem futebol.

Mas e quem não curte. Se livrar das amarras de um hobby considerado obrigatório pela mídia e pelos costumes sociais não é tarefa para qualquer um. Deixar de gostar de futebol exige uma abnegação e também a coragem de assumir uma solidão compulsória, já que o futebol também é um dever social, considerado inclusive item de etiqueta em alguns lugares como a Região metropolitana do Rio de Janeiro. Negar o futebol é tarefa para os fortes.

Ir contra a correnteza é uma boa metáfora para explicar como é difícil fugir do pensamento da maioria. Para quem prefere seguir a correnteza, tudo flui, vai rápido e não exige esforço. Mas a desvantagem é que geralmente a correnteza leva para um penhasco e muita gente pode se dar mal nisso. Ir contra a correnteza pode significar salvação, por mais difícil que seja.

E por isso mesmo, a principal comunidade anti-futebol do Facebook, em que sou - com o maior prazer - moderador e administrador, está sendo marcada como a comunidade mais inteligente do Facebook, por não apenas estimular discussões inteligentes sobre o tema (a aversão ao hobby mais popular do país), como ter como integrantes gente acostumada a pensar, questionar e analisar sobre os mais diversos temas, sem aceitar facilmente o que a ampla maioria defende cegamente.

Sei que não é para fazer propaganda de nada, mas se você quiser conhecer gente inteligente, que sabe o que quer, que pensa e tem bom gosto, visite este link e irá se surpreender com a presença de muita gente boa, mesmo em tempos alienados em que vivemos.