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quinta-feira, 29 de março de 2012

MMA, a nova barbárie da TV Globo

OBS: Em tempos de mediocrização cultural e queda definitiva dos valores, é "natural" que as coisas estejam caminhando para a trogloditização no Brasil. Porrada na cara dos outros é muito mais legal para esta sociedade decadente do que ideias coerentes. A mesmoa sociedade que quer resolver os problemas da educação dando palmadas em filhos. Uga! Uga!

MMA, a nova barbárie da TV Globo

Por Gianni Carta, na CartaCapital - quarta-feira, 28 de março de 2012

Eles choram, cozinham, fazem faxina e conversam. São seres humanos como nós. É isso que The Ultimate Fighter, o novo reality sobre os lutadores de MMA (sigla para artes marciais em inglês) quer provar.

O reality é transmitido pela tevê Globo aos domingos à meia-noite. Os 12 remanescentes episódios servirão como um excelente substituto para soníferos. Pelo menos funcionou para mim na estreia, no domingo 25.

Inspirado no Big Brother Brasil, The Ultimate Fighter consegue ser ainda mais fastidioso. Isso porque vemos 32 brutamontes confinados numa casa no Rio de Janeiro. E não tem biquíni. E nem sexo – consta que ontem não houve nenhuma cena de duplas ou grupos se cobrindo com edredons nas suas camas.

Vai saber o que ainda vai rolar naquela casa.

Essas artes marciais envolvem jiu-jitsu e aqueles golpes de luta greco-romana nos quais os valentes lutadores, todos a expor seus torsos nus, ficam enroscados por longos períodos com objetivo de imobilizar o rival. Claro, há momentos mais viris em que trocam socos, cotoveladas, aplicam joelhadas e chutes.

Os 32 atletas do reality são divididos em dois grupos de 16, um capitaneado por Vitor Belfort, o outro por Wanderlei Silva. O prêmio será um contrato para lutar no UFC, o principal campeonato mundial de MMA.

Só haverá uma luta por edição, o que é uma pena para aqueles telespectadores sequiosos por cenas de violência inaudita. Mas pelo menos se contentarão vendo os seus ídolos a jogar pebolim e sinuca, na piscina, a meditar na área zen (alguns deles meditam), e dando murros em sacos de areia. Os atletas só podem sair da casa para inflar ainda mais seus músculos em uma academia.

Não causa maiores surpresas o fato de The Utimate Fighter, lançado nos EUA em 2005, ter sido exportado pela primeira vez para o Brasil. De fato, o pessoal da Globo neste país macdonalizado sequer mudou o título do reality, já que aqui The Ultimate Fighter tem maior impacto nos brasileiros com complexo de vira-lata. Da mesma forma, essa turma agora prefere dizer, ao encomendar uma pizza, “é para delivery”.

Na França, onde o MMA é proibido, a pizza “para entrega”, como se dizia em tempos idos, é ainda “pour emporter”. Mas aqui, como naquele país, temos, felizmente, pessoas sensatas.

Uma delas responde por José Mentor, deputado federal (PT-SP) que quer proibir a cobertura do MMA na tevê. O projeto de lei que propôs em 2009 continua em tramitação na Câmara.

Em recente texto no diário Folha de São Paulo, Mentor lembra que o “MMA não tem a ver com as lutas de judô, taekwondo ou boxe, modalidades com regras previstas em competições olímpicas ou mesmo profissionais.

Mentor lembra, ainda, que Éder Jofre, o bicampeão mundial de boxe, “é um dos veementes opositores do MMA, que tem pouco de esporte e muito de ‘briga de rua’, onde vale tudo”.

Mentor escreve que ainda não há levantamentos sobre quantos lutadores de MMA perderam a vida. O deputado sabe, porém, de três casos de mortos, dois deles nos EUA, em 13 anos de luta. Em dezembro, o brasileiro Antônio Rodrigo Nogueira, mais conhecido como o Minotauro, quebrou o braço, no qual foram inseridos 17 pinos metálicos.

Por que Mentor não consegue acabar com o MMA?

De saída, o “esporte” tem enorme audiência. Certamente com inclinações sádicas, os fãs dessa “briga de rua” amam a violência perpetrada por modernos gladiadores. E o UFC, avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, e a Globo têm muito poder.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Neymar, Michel Teló e o amor

OBS: Os dois exemplares da espécie "arroz de festa" de cabelo em pé, conseguiram ter notoriedade na mídia praticamente sem fazer algo importante graças a mediocrização em que vivemos, que idolatra qualquer imbecil que coloque sua cara diante das câmeras, fazendo bobagens que qualquer imbecil faz nas esquinas de qualquer rua.

Abaixo, outra mostra do "talento" dos dois jovens popularescos inúteis.

Neymar, Michel Teló e o amor

Sidney Rezende | 18/03/2012 15h09

Chegam a ser bizarras as notícias envolvendo celebridades como Neymar e Michel Teló. O cantor foi proibido pela sua assessoria de apresentar qualquer affair em público para não prejudicar a carreira.

Já Neymar, a ordem é não engravidar mais ninguém.

Não por acaso, uma das cinco reportagens mais lidas do SRZD é justamente a que trata do filho de Neymar, craque do Santos e da Seleção Brasileira. Com apenas 19 anos, o jogador engravidou uma garota, na época com 17, que mora na mesma cidade dele, Santos. Neymar assumiu a paternidade e entrou em acordo com a família de Fernanda Barroso. Mas daqui para frente "chega" de bobagens assim, teria dito uma parente próxima ao atacante.

A razão para os dois movimentos que mexem com a vida de Teló e Neymar é financeiro. Teló entrou na casa dos milionários depois dos seus sucessivos sucessos. O papo de "humilde residência" é só na música.

E Neymar, que amealha entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões por mês entre o salário fixo e propagandas, não pode mais dar mole.

segunda-feira, 26 de março de 2012

A mídia começa a alimentar o fanatismo para 2014

Embora os criadores e produtores de televisão defendam que as novelas não influenciem a sociedade e sim o contrário, na prática, o que observamos é que as obras televisivas guiam a sociedade, consagrando pontos de vista e ditando costumes, transformando os telespectadores como meros robôs programados pelos programas de televisão (trocadilho proposital: entenderam a similaridade entre "programas" de televisão e "programas" de computador?).

A Rede Globo, que chegou a dar indícios de que é acionista majoritária da CBF, sonha com o dia em que o futebol se tornará unanimidade entre os brasileiros, quase como uma necessidade biológica indispensável. Para isso ela não se cansa de criar associações de fatos do cotidiano com o esporte bretão. Até na morte de Chico Anísio, houve oportunidade para legitimar o fanatismo alienante do ludopédio.

E da mesma forma que a minissérie Anos Rebeldes serviu de "inspiração" para o carnavalesco protesto pela saída de Fernando Collor da presidência (cujo verdadeiro motivo de "queda", embora poucos saibam, não foi a corrupção e sim o confisco da poupança, que prejudicou até os ricos), a emissora chefiada pela auto-exaltada Famiglia Marinho já prepara atiçar a já sequiosa "fome de gol" da população brasileira, para deixá-la bem calibrada para a histeria da primeira copa moderna sediada no mitológico "País das Maravilhas".

E para isso, criou um núcleo futebolístico na novela que se inicia hoje, Avenida Brasil, talvez na tentativa de empurrar o fanatismo futebolístico para o público feminino (embora seja evidente que a faixa das 21 h é que se situa as novelas de maior audiência da Vênus Platinada). Interessante que o público feminino, nada feminista em seu gosto futebolístico, prefere cultuar o mesmo futebol masculino cultuado pelos "machões" de plantão.

A produção da novela, prevendo críticas, já que apesar de ainda hegemônico, o fanatismo futebolístico já começa a ser criticado na internet (primeiro meio de comunicação a mostrar que a unanimidade do futebol era uma farsa), já se apressou em dizer que a novela "não é sobre futebol", que a protagonista "não pertence ao 'núcleo da bola' ", etc.. Tudo bem, tem outras tramas. Mas conhecendo o interesse típico do povo brasileiro, já dá para perceber qual trama vai se destacar perante as outras, com direito a possíveis participações dos astros da bola (os encrenqueiros do Flamengo vão participar?).

E com isso estamos muito, mas muito longe de ver o futebol sendo devolvido a sua condição de mera diversão, firmando a sua postiça função de dever cívico e obrigação social que faz com que o país inteiro pare durante um mês, de quatro em quatro anos para cultuar algo que comprovadamente nada oferece de útil para a nossa sociedade tão problemática, presa nesse fanatismo tipicamente infantil.

domingo, 25 de março de 2012

Torcedores de futebol não precisam de mais respeito. Eles já tem em abundância

Interessante. Quando eu peço o meu direito de não curtir futebol, ao invés de me apoiar, um torcedor qualquer reage na defensiva, exigindo o direito dele de gostar de futebol. Como se o direito dele fosse ameaçado por alguém que não curte.

Eu sabia que torcedores de futebol fossem em sua maioria, tolos. Mas não a ponto de se sentirem "ameaçados" por alguém sem visibilidade e que não tem o poder para mudar nada. Até porque, no Brasil, o poder está nas mãos de quem curte futebol.

Não só o poder, mas o respeito, os direitos e qualquer tipo de privilégio é dado a quem curte esse esporte que, em nossa sociedade, é vista como algo muito maior que uma simples forma de lazer. Para muitos, muitos mesmo, chega a ser a razão de viver do povo brasileiro.

E o culto ao futebol garante um respeito totalmente protegido de qualquer tentativa de desrespeito. Até porque quem gosta de futebol já tem integralmente o respeito de toda a sociedade, toda a mídia e até mesmo de todas as autoridades que criam as leis pensando que todos os brasileiros gostam de futebol, abandonando definitivamente os que não curtem.

Quem tem motivos de sobra para exigir respeito sou eu e as pessoas que não curtem futebol, completamente ignorados e que de quatro em quatro anos, durante um mês inteiro, tem que se virar para encontrar uma forma de lazer que compense a absoluta solidão em que se encontra nesse período, já que quase todas as atenções estão sempre voltadas para os 11 trogloditas de cabelo em pé que só sabem correr atrás de uma bola, embora todos achem isso o máximo.

Portanto, torcedor, duas coisinhas que você nunca deve esquecer:
- Primeiro, o seu direito de gostar de futebol é mais do que garantido por lei e defendido até por autoridades e toda a mídia.
- Segundo, eu não tenho poder de estragar o seu "prazer"de ficar cultuando o futebol. Eu sou um Zé Ninguém, sem amparo e sem visibilidade.

Podem ficar tranquilos quando ouvirem as minhas críticas. O direito à futilidade é garantido para a população brasileira.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Lei da Copa não quer bebidas alcoólicas em estádios

A Lei das Copas não quer que sejam vendidas bebidas alcoólicas dentro de estádios.

Acho isso errado.

O ideal é liberar a venda de álcool no interior dos estádios.

Será que as autoridades não sabem que o futebol é uma diversão catártica, feita para berrar muito, extravasar e que sem uma bebida alcoólica, como a cerveja, fica difícil agir feito troglodita durante uma partida?

Agir como troglodita é a graça do futebol, que dá a oportunidade do homem se comportar de uma forma que não é permitida em outras situações.

Proibir um torcedor de beber álcool é o mesmo que um carro tentar rodar sem combustível. Não rola.

Portanto, dona Fifa e governantes: parem de carolice e liberem a bebida nos estádios. Soa como hipocrisia de quem acha que futebol é coisa de gente calminha.

Cerveja e futebol são duas coisas que sempre combinam. Opinião da maioria dos brasileiros.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Hoje é 21 de Março, Dia do Meu Aniversário



E vocês acham que eu ia colocar esporte chato com gente feia, burra e sem classe, no dia de hoje? Um dia especial para mim?!!!

E perder a oportunidade de colocar a deusa da perfeição, Maria Sharapova, dançando, com a roupa toda coladinha?

Ah, futebosteiros, vão se catar e vão beijar o Neymar!

Enquanto eu me derreto com a deusa russa. Sharapova, ai, ai...

segunda-feira, 19 de março de 2012

"Não digam que isso é sobre futebol"

Estranho. Mais estranho impossível. Os produtores e diretores da novela Avenida Brasil e o filme Heleno, encanaram em dizer nas entrevistas que essas obras, explicitamente calcadas no futebol, não são sobre futebol.

Ué, não é "orgulhoso" falar sobre futebol em nossa sociedade tão viciada neste esporte? Será que a sociedade está evoluindo e de repente ficou "vergonhoso" falar sobre futebol? Será que já aparece uma disposição para acabar com o secular monopólio fanatista do futebol? Será que já começam a perceber que o futebol é apenas uma forma de diversão e não o "maior motivo de orgulho nacional" que o transforma numa obrigação cívico-social, fazendo o país parar durante as copas?

Mas que é muito estranho, é, pois a natureza não dá saltos e apesar da internet ter mostrado a "novidade" de que o futebol não é uma unanimidade como quase todos pensavam, o fanatismo e a alienação ainda são muito fortes e a criação dessas obras mostra que, por mais que seus responsáveis neguem, futebol ainda é um poderoso chamariz que hipnotiza todos aqueles que querem fugir dos problemas cotidianos que nunca conseguem - ou nunca querem - resolver.

Futebol move muito dinheiro. Estimular o fanatismo ainda é o melhor meio de garantir muita renda em nosso país, pois não falta quem pague para ver 11 analfabetos inúteis correndo atrás de uma bolinha.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Ricardo Teixeira larga CBF. E isso muda alguma coisa?

Foi noticiado que o grande responsável pela entrada e pela vitória da "seleção" na copa de 2002 (que abriu as portas para a copa de 2014), Ricardo Teixeira, renunciou à presidência da CBF. os futebosteiros, sempre desinformados com o que acontece nos bastidores do poder, comemoraram. Mas o que muda com isso? Nada. Simplesmente nada.

Pra começar, quem tomou o lugar foi um político da linha malufista, José Maria Marin, capaz de fazer tantos estragos quanto Teixeira era capaz de fazer.

Segundo, que isso não vai mudar o fanatismo doente e alienado do povo brasileiro, que trata o futebol como prioridade absoluta, "sinônimo" de qualidade de vida, numa exageradíssima importância que um simples divertimento, como é o esporte gerenciado pela CBF, não merece ter.

Até porque os torcedores, alienados como sempre, pouco estão interessados nos bastidores do próprio esporte que cultuam, mais preocupados com títulos, mesmo sabendo que os prêmios conquistados pelos seus times nunca vão parar nas mãos dos próprios torcedores. É muita vibração energética e muito barulho por nada.

Para mim, nada mudou. É como trocar seis por meia-dúzia. E assim a nossa população caminha alegremente torcendo para que 11 analfabetos milionários tragam mais um "caneco", como crianças que ficam encantadas ao verem um velhinho de barba e casaco vermelho todo o final de ano. Senso do ridículo não é especialidade do povo tupiniquim, todos filhos dos degredados do além-mar.

Ricardo Teixeira largou a CBF? Grande coisa. Isso não vai mudar bulhufas...

domingo, 11 de março de 2012

Futebol não substitui meus sonhos

Um dos argumentos que os defensores do fanatismo do futebol mais dizem é que o futebol traz alegria para o povo, que compensa as mazelas do cotidiano, patati, patata, blá, blá e blá.

Mas usar o futebol para canalizar os desejos que não são conquistados em outros setores é um ato de comodismo e de alienação. Como é que algo que só consegue trazer alegrias concretas para os seus envolvidos e investidores, pode substituir as verdadeiras alegrias concretas não conquistadas pela população?

A alegria do futebol é puramente abstrata. É apenas um título. Um titulo vai melhorar as condições de vida de uma pessoa? Obviamente que não.

Nem o papo de que o povo "trabalha mais" quando a seleção ou seu time ganha algum campeonato. Pelo contrário. O que o torcedor quer é comemorar e para comemorar ele tem que não-trabalhar, ou seja, ficar de folga. E para piorar, os adultos, que tem o desagradável hábito de só divertirem com bebidas alcoólicas (outro costume alienado), ficam embriagados após a comemoração e não há quem trabalhe "de pileque".

Talvez a derrota é que estimule o trabalhador a trabalhar mais, nem que seja para esquecer a dor abstrata da derrota. Abstrata porque vitórias e derrotas no futebol nada influem na vida de uma pessoa normal.

Eu pessoalmente, não curto futebol. Tenho o direito de não curtir, pois futebol não me dá prazer. mas nada tenho contra o esporte, algo que as pessoas não conseguem entender. Acham que todo aquele que não curte, odeia o futebol e deseja exterminá-lo. nada disso. O meu desinteresse por futebol é similar ao desinteresse da maioria dos brasileiros por curling. Nem por isso os brasileiros estão querendo matar os jogadores e torcedores de curling.

Assim como acho a existência do futebol perfeitamente admirável. O que não gosto é do fanatismo que coloca o esporte fora de seu contexto, num patamar infinitamente superior ao da realidade. Pois futebol é apenas diversão e diversão não é patriotismo e nem é obrigação cívica e nem social. Rotular alguém que não curte futebol de antipático é um preconceito tão cruel quanto o racismo.

Voltando, mesmo que eu gostasse de futebol, nunca utilizaria o resultado de um jogo, a vitória de um time ou da seleção, como motivos de imensa alegria. Tenho os meus desejos e sonhos particulares, que são insubstituíveis. Futebol não vai me trazer emprego, casa, comida, namorada e o que for. A alegria do futebol nada tem a ver com o povo, nada tem a ver comigo. A vida dos jogadores e equipe técnica não me interessa. Vivos ou mortos, os jogadores em nada interferem em meu cotidiano.

Eu não troco meus sonhos por uma vitória da seleção no futebol. Se ela vencer ou se espatifar, dá no mesmo, em relação à minha vida. nada muda.

Portanto a vitória da seleção na copa não vai trazer alegria, nem a mim, nem ao povo. Alegria é vida digna, com dinheiro justo todo fim do mês, com moradia, amigos de verdade e todos os direitos básicos que a constituição garante e as autoridades e empresários insistem em ignorar.

Não usem a alegria do futebol para substituir a verdadeira alegria. É isso que a aleite quer, para que nada seja feito em prol da população e que os privilégios dessa mesma elite sejam mantidos. Até porque a tristeza da população, mascarada por essa alegria abstrata do futebol, é o combustível para a verdadeira felicidade dessa elite infeliz.

sábado, 10 de março de 2012

Midia estrangeira destaca a expulsão de moradores para favorecer obras para a copa. E a mídia nacional?

OBS: Mino carta, experiente jornalista, fez uma bela observação sobre a repercussão midiática das expulsões de moradores de seus lugares, para que ocorram as obras para a copa. Muita gente vive dizendo que essas obras são "para o benefício da população". Como, se além de mal planejada, de características explicitamente feito apenas para o agrado de turistas, ainda depende da expulsão de moradores, feita de maneira agressiva e sem o pagamento justo da indenização.

Os defensores dessa copa ridícula e inútil não sabem o que os espera: uma gigantesca recessão que vai assolar o país em 2015. Se o mundo não vai acabar em 2012, o Brasil certamente vai acabar após o encerramento da copa.

Esperamos que com essa recessão, a decepção surgida com ela possa acabar de vez com o infantil fanatismo futebolístico que nunca consegue sair da mente tola dos brasileiros, sempre iludidos com falsas alegrias.

Indignação, nunca

Por Mino Carta, na Carta Capital

Violência. Tábula rasa nos caminhos da Copa e das Olimpíadas.

O The New York Times na segunda 5 publicou com destaque uma reportagem sobre a situação dos cidadãos brasileiros enxotados de suas moradias por se encontrarem no caminho das obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A história não envolve somente o Rio, mas também outras cidades-sede do Mundial de Futebol. CartaCapital denunciou as remoções forçadas na edição de 20 de abril do ano passado. Poucos dias depois, a Relatora Especial da ONU, Raquel Rolnik, denunciou as autoridades municipais envolvidas na operação, que desrespeita a legislação e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil para a defesa dos direitos humanos.

Já então a relatora apontava diversas violações, “todas de grande gravidade”. Multiplicaram-se de lá para cá, inexoravelmente. Maus-tratos generalizados, “zero dias” de tempo para deixar a moradia, 400 reais de “aluguel social” enquanto o enxotado espera ser contemplado por algum demorado plano de habitação. Antes do diário nova-iorquino, nos últimos tempos levantaram o assunto outros jornais e sites estrangeiros, como The Guardian, El País, o Huffington Post. CartaCapital voltou a tratá-lo em janeiro passado, com uma larga reportagem assinada por Rodrigo Martins e Willian Vieira, intitulada “Os retirantes das favelas” para focalizar, entre outros aspectos, uma das consequências das remoções forçadas.

E a mídia nativa? Não foi além de raros e ralos registros. Para saber das coisas do Brasil, recomenda-se amiúde recorrer à imprensa estrangeira. Ou melhor, seria recomendável o recurso. No mais, vale reconhecer, a mídia tem sido eficaz na manipulação das informações quando não na omissão dos fatos, de sorte a se fortalecer na convicção de que eventos por ela não noticiados simplesmente não se deram. É o resultado inescapável do conluio automático, tácito, instintivo eu diria, que se estabelece entre barões midiáticos e fiéis sabujos quando consideram ameaçado seu desabusado apreço pelo status quo.

Encarada deste ângulo, é mídia de mão única, daí a eficácia da doutrinação. E esta, de certa forma, transcende as expectativas, pois os próprios doutrinadores se tornam doutrinados, ao acreditarem, eles mesmos, na situação definida por aquilo que relatam ou deixam de relatar. Não é necessário espremer as meninges para perceber o quanto o Brasil emburrece, não bastassem as taxas de ignorância atingidas por nosso ensino em todas as suas instâncias. Este que escreve tem a frequente oportunidade de constatar que os nossos universitários, em diversos rincões, ignoram a história recente, e nem se fale da antiga, salvo surpreendentes exceções.

A aposta, no entanto, é esta exatamente, na ignorância da plateia, e nela se afogam em perfeita concomitância os jornalistas e seus patrões, em proveito do “deixa como está para ver como fica”. Certo é que o caminho das obras da Copa e das Olimpíadas se escancara com o sacrifício de incontáveis cidadãos para a felicidade de empreiteiros, políticos e quejandos. Quanto aos enxotados, disse cidadãos, mas terão eles consciência da cidadania? Vexado por uma opção fortemente populista, haverá quem consiga abrir os olhos para assistir ao assalto aos cofres públicos, de proporções nunca dantes navegadas. A maioria, entretanto, mais uma vez ou não enxerga ou se resigna, como se o enredo estivesse escrito nas estrelas.

A indignação não é uma característica dos humores verde-amarelos, genuína manifestação da alma brasileira. Aceitamos que Ricardo Teixeira permaneça incólume à testa da CBF, ou que as denúncias formuladas no livro do repórter Amaury Jr. a incriminarem José Serra candidato à prefeitura de São Paulo sejam letra morta, ou que a Operação Satiagraha seja sumariamente enterrada a bem do onipresente orelhudo, o banqueiro Daniel Dantas, aparentemente sem o menor abalo nos precórdios, ou apenas e tão somente porque privados das condições mínimas para entender o significado disso tudo.

Neste pântano a mídia nativa chafurda, em meio a uma pretensa redemocratização em um país que jamais conheceu a democracia, vincado por desequilíbrios sociais ainda monstruosos, incapaz de apagar de vez uma dita Lei da Anistia imposta pela ditadura e entregue a uma chamada Justiça destinada a proteger os ricos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Brasil, país dos Marias-vão-com-as-outras

Interessante como a maioria só faz, pensa ou gosta de acordo com a maioria, sem medir consequências ou utilidades. Um caso crônico de "Maria-vai-com-as-outras", doença incurável de nossa população.

" - Se a maioria adere ao modismo do momento, vou aderir também.

- Se a maioria compra carro, vou comprar também.


- Se a maioria se casa, vou me casar também.


- Se a maioria gosta de apartamentos e casas enooormes, vou gostar também.


- Se a maioria tem filho, vou ter meu filho também.


- Se a maioria toma cerveja, vou tomar também.


- Se a maioria sai à noite para festar, vou sair à noite também.

- Se a maioria odeia acordar cedo, vou odiar acordar cedo também.


- Se a maioria segue uma religião, vou seguir uma também.


- Se a maioria quer criar cachorro em casa, vou criar o meu também.

- Se a maioria torce para a "seleção" na copa, com camisetinha amarela, vou torcer também com a minha camisetinha amarela.


- Se a maioria tem um time de futebol, vou ter o meu time também.


- Se a maioria vê TV Globo, vou ver também.


- Se a maioria acha que Michael Jackson é gênio, vou achar que ele é gênio também.


- Se a maioria acha que Bob Dylan é um chato ranzinza, tenho que achar também.

- Se a maioria acha que a Ivete é a melhor cantora do Brasil, vou achar também.


- Se a maioria coloca tatuagem no corpo, vou colocar a minha também.


- Se a maioria acha que homem velho é galã e mulher velha é baranga, vou achar também.


- Se a maioria quer Neymar na "seleção", vou querer também.


- Se a maioria acha justa a má distribuição de renda em nosso país, vou achar também.

- Se a maioria acha que empresários são gente do bem e que só político não presta, vou achar também.


- Se a maioria acha que 100% dos políticos não prestam, vou achar também.


- Se a maioria acha a Valesca Popozuda uma gata linda, vou achar também.


- Se a maioria detesta música clássica e cinema de intelectual, vou detestar também.

- Se a maioria acha que Emulsão de Scott tem gosto ruim, vou achar também.


- Se a maioria pensa que tem as melhores mulheres estão sozinhas e são maioria, vou achar também.

- Se a maioria acha que todos se casam por amor, vou achar também.

- Se para a maioria, ônibus é transporte de pobre, vou concordar com isso.


- Se a maioria acha que mulher bonita é a de bunda grande e homem bonito deve ter mais de 1,75m, vou achar também.


- Se a maioria acha que Salvador, na Bahia, é um paraíso, vou achar também.

- Se a maioria acha que ser pobre é motivo de orgulho, vou pensar da mesma maneira.


- Se a maioria só consegue se alegrar com bebida alcoólica, vou encher a minha cara também.

- Se a maioria acha que um babaca tem direito de ficar com uma determinada mulher, tenho que aplaudir essa união.

- Se a maioria quer que eu namore uma garota chata, só porque ela está a fim de mim, tenho a obrigação de aceitá-la.

- Se a maioria acha que a solução do transporte brasileiro está nos BRTs e nas vias exclusivas para ônibus, vou achar também.

- Se a maioria acha que a salvação do Brasil está na realização da copa e da olimpíada, com inuteis e gigantescos gastos financeiros, tenho que concordar com isso.

- Se a maioria odeia este blog e acha que o Marcelo Pereira é um maluco subversivo que não deve ser ouvido, não darei ouvidos a ele, também."

E assim caminha a humanidade brasileira. "Eu vou, eu vou, pro ralo agora eu vou..."

segunda-feira, 5 de março de 2012

Posar de ofendido é tática dos medíocres

Os organizadores brasileiros da Copa de 2014 não gostaram nada quando um representante da Fifa, Jérôme Valcke, disse que os mesmos mereciam um chute no traseiro por causa dos atrasos e do mau planejamento das obras exigidas para a realização da copa. Muitos pedem inclusive a demissão deste membro, que é secretário-geral da famosa entidade. Alegam que se sentiram ofendidos por Valcke.

Mas o que Jérôme Valcke falou não foi mentira. E se ele usou termos pesados por causa da justa irritação. Afinal faltam menos que dois anos e são muitas obras, várias de longa duração, que nunca terminam, além de gastarem um dinheiro exorbitante (que muitas vezes não é usado nas obras e sim para o bel-prazer dos próprios organizadores). Valcke está certo em agir desta forma e teve que falar grosso para ver se o pessoal daqui acorda e acelera tudo para acabar no prazo certo.

É a mediocrização do povo brasileiro contagiando nossas autoridades, num projeto malfeito e enganador de urbanização que claramente tem finalidade puramente estética. Faz parte da índole dos medíocres posar de ofendidos, já que além de não exigir esforço, não admitir erros, não desenvolver potencialidades, ainda serve para jogar a culpa em quem criticou o medíocre. Assim, o medíocre continua medíocre e nada muda. Com isso as obras devem continuar se arrastando desta forma, sem data para acabar. Ou terminar no prazo de maneira apressada com obras malfeitas que poderão por em risco os que se utilizarão delas.

Lembrando que essas obras são meras exigências da FIFA para garantir o conforto dos torcedores estrangeiros que virão assistir aos jogos. Essas obras nada tem a ver com o bem estar dos brasileiros, mesmo que os benefícios permaneçam, já que é tradição de nossas autoridades ignorar o bem estar da população.

Se fosse para o bem da população, os projetos seriam outros, mais eficientes, mais baratos e fáceis de serem concluídos. Mas para "aparecer" para os de fora, foi decidido que seriam coisas pomposas e bem caras, distantes da realidade de nosso país.

Palmas para Valcke, que no fundo fez a coisa certa. Brasileiro merece e muito, vários puxões de orelha e muitos chutes no rabo. Povo imbecil merece ser sacaneado mesmo. Da pior forma.

Ah! Valcke ainda disse que os brasileiros estão muito mais preocupados em vencer o campeonato em casa - um orgulho infantil - do que em organizar bem o evento com um gigantesco porte como a copa.

Futebol é realmente o esporte oficial dos alienados.

domingo, 4 de março de 2012

Torcedores não gostam de serem chamados de alienados. Mas deveriam gostar

Muitos torcedores de futebol não gostam de ser chamados de alienados. Se sentem ofendidos e alguns até tentam forjar provas de que "são politizados", de que "estão por dentro dos problemas mundiais", etc.. Mas se esquecem que não adianta ser esclarecidos em política e qualidade de vida se continuam fanáticos por futebol.

A Alienação do futebol não está apenas no desvio que o mesmo faz em relação a outros assuntos. A Alienação do futebol está em levar o mesmo a sério, pois esse esporte - assim como qualquer outra modalidade esportiva - não passa de mero divertimento feito apenas par distrair. uma brincadeira para nunca ser levada a sério.

O tradicionalíssimo hábito do brasileiro em tratar assuntos de futebol com extrema seriedade é que caracteriza a alienação. Discutir sobre a escalação de um time, se a jogada foi boa ou não, "sofrer" por um time, se estressar com resultados, odiar técnicos, além de achar que um título é de extrema importância para a população da localidade de um time ou da "seleção" é que são os sintomas dessa alienação.

Curtir futebol sem alienação é curtir sem dar muita importância a ele, respeitando aqueles que não curtem e não utilizá-lo como meio de desabafar dos problemas que nunca consegue resolver.

Futebol é apenas uma diversão e não tem nenhuma importância social e nem serve de catarse para frustrações não-resolvidas.

sábado, 3 de março de 2012

Brasil precisa de 'chute no traseiro', diz Fifa sobre atrasos da Copa

OBS: Os organizadores - no caso prefeituras e comitês - metidos, querem enganar a população e usar a copa como pretexto para angariar mais dinheiro para o seu patrimônio pessoal, inventando que essas obras são para o "benefício da população".

Balela! Se fosse para o benefício da população, as características dos projetos seriam outras. Se essas obras já não estão satisfazendo as exigências dos turistas, normalmente mais bem tratados que a população local, imagine os próprios cidadãos acostumados a serem desprezadas pelas autoridades?

Brasil precisa de 'chute no traseiro', diz Fifa sobre atrasos da Copa

DA REUTERS - 02/03/2012 - 20h20 Extraído da Folha SP

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fez na sexta-feira um duro ataque aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ele disse que "não há muita coisa se mexendo" e que os organizadores precisavam levar "um chute no traseiro".

A Fifa disse estar particularmente preocupada com transportes e alojamento, e também com a demorada tramitação pela burocracia brasileira de leis relacionadas à venda de álcool nos estádios. Após vários adiamentos, a Lei Geral da Copa deve ser votada na terça-feira na Comissão Especial criada para analisar este tema.

O secretário-geral, que está na Inglaterra para a reunião anual da International Board, entidade que trata das regras do futebol, declarou para os jornalistas: "Não entendo por que as coisas não estão avançando. Os estádios não estão mais no prazo, e por que muitas coisas estão atrasadas? A preocupação é que nada é feito ou preparado para receber muita gente. Lamento dizer que as coisas não estão funcionando no Brasil".

Ele afirmou que a Fifa deveria ter recebido documentos assinados em 2007, mas que ainda isso não aconteceu. "Vocês precisam se pressionar, levar um chute no traseiro e fazer a Copa do Mundo."

Confirmou que a Copa será mantida no Brasil, mas alertou que os torcedores podem sofrer. "Não há hotéis suficientes", destacou. "Você tem mais do que suficientes em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas se você pensar em Manaus, precisa de mais. Digamos que você em Salvador tenha Inglaterra x Holanda, e você tenha 12% do estádio com torcedores ingleses, e 12 % holandeses, são 24% de 60 mil torcedores. Onde todos eles vão ficar? A cidade é bacana, mas a forma de chegar ao estádio e toda a organização de transporte precisa ser melhorada."

A Fifa inicialmente queria concentrar cada equipe em uma determinada região, para minimizar as viagens, mas os organizadores preferem que os jogos sejam espalhados pelo país. Valcke apontou que isso abre exigências extras.

"Tomamos a decisão de movimentar os times, e isso implicou que fôssemos criticados. Se você acompanhar um time, terá de voar 8.000 quilômetros. Fizemos isso a pedido do Brasil."

Para Valcke, o Brasil parece mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizar um bom torneio.

"Nossa preocupação é que nada é feito ou preparado para receber tanta gente, porque o mundo quer ir ao Brasil. Essa é a grande diferença entre a África do Sul em 2010 e o Brasil. As pessoas não se preocupam com a segurança, não se preocupam com o clima, é incrível. Na África do Sul era inverno. No Brasil o clima será perfeito. Mas posso dizer a vocês, por outro lado, que a organização não é exatamente assim."

Na sua última viagem ao Brasil, em janeiro, Valcke já havia pedido pressa na aprovação das leis para a Copa, porém havia elogiado os estádios. A Fifa manifesta particular preocupação com as restrições para a venda de álcool e com a meia-entrada para estudantes e idosos.

Mas agora as preocupações da entidade parecem estar aumentando. "Temos pouco mais de um ano até a Copa das Confederações, e dois anos antes da Copa do Mundo", declarou Valcke. "A prioridade da África do Sul era organizar a Copa do Mundo, em vez de ganhá-la. Parece que tudo o que o Brasil quer é ganhá-la, e isso precisa mudar." Os sul-africanos foram eliminados na primeira fase do Mundial de 2010, torneio vencido pela Espanha.