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10 motivos para não gostar de futebol

Nada contra o futebol em si mas do fanatismo que faz com que as pessoas confundam uma forma de lazer com obrigação social e cívica. Afinal além de ninguém ser obrigado a gosar de futebol, o futebol nunca melhorou a vida de ninguém, além de jogadores, equipe técnica, cartolas e patrocinadores. Abram o olho: curtam o futebol, mas não desperdicem a sua vida com ele! Futebol é só e SOMENTE uma forma de diversão. Para passar uns 90 minutos e nada mais!

População foi educada a acreditar que futebol é patriotismo

Não se sabe se é por ignorância, ingenuidade ou simplesmente para incrementar, como acontece quando o pôquer é jogado a dinheiro, mas está ainda bastante arraigada a ideia de que futebol em copa é dever cívico, orgulho nacional. Somente nesta época os brasileiros (pensam que) demonstram seu amor pelo país e por suas coisas, achando talvez que a vitória no futebol irá levar a vitória em setores mais sérios. Puro delírio infantil. Apesar do culto ao futebol estar recebendo cada vez mais críticas, já que se trata de um lazer supérfluo tratado como dever, grande parte dos brasileiros ainda acredita no mito da pátria de chuteiras, de que o futebol é o nosso único motivo de orgulho e para ele que todos os focos devem ser desviados. Para acabar com esta absurda crença que faz com que uma atividade puramente lúdica (ludopédio!!!!) seja vista como assunto de segurança nacional, seria necessário que alguém com o poder de persuasão coletiva, um totem midiático, esclarecesse a população sobre essa...

Agora é de verdade. Revista francesa detona a Copa no Brasil1046

Do UOL, em São Paulo Atrasos e incidentes ocorridos nas obras da Copa são criticados pela revista "So Foot" Desta vez é verdade. Um mês depois da polêmica gerada por um texto falso atribuído à revista France Football que criticava fortemente a organização da Copa do Mundo no Brasil, o site da revista esportiva francesa "So Foot" publicou uma extensa reportagem sobre a preparação do Brasil para o Mundial. O texto, carregado de sarcasmo e humor ácido, mostra a que veio já no título: "Viva a Bagunça Brasileira!" (Vive Le Bordel Brésilien!). Em francês, a palavra bordel serve tanto para designar casas de prostituição quanto uma grande bagunça. A reportagem divide as cidades-sede em três grupos: as que realmente deveriam estar sediando a Copa e que valem a viagem, mas que nem por isso estão livres de problemas (Les villes où ça devrait le faire), as sedes em que inevitavelmente a Copa será uma bagunça ("Les villes dans lesquelles ce sera forcément le borde...

Mídia usa morte de cinegrafista para promover futebol

Chega a ser irônico, se lembrarmos que rojões são muito comuns nas torcidas de futebol: a mídia está usando a morte infeliz do cinegrafista Santiago Andrade para promover o futebol. Em ano de copa, mídia e publicidade nunca perdem a oportunidade de estimular o culto à maior galinha dos ovos de ouro do Brasil, a única coisa que convence qualquer brasileiro, mesmo o mais pobre, a torrar fortunas, que chegam garantidas nos bolsos dos mais ricos de nosso país. Todas as reportagens se esforçaram em enfatizar o gosto do cinegrafista pelo futebol. O cara torcia pelo Flamengo. Como era carioca, sabemos que o gosto pelo futebol tem um quê de obrigação social. Sendo um dever social, o gosto pelo futebol sinaliza, mesmo falsamente, simpatia e respeito pelo próximo. Não gostar de futebol é considerado por muitos cariocas como sinal de antipatia e quem se assume alheio a mais famosa modalidade esportiva, perde muitos direitos sociais, sendo excluído em muitos casos do convívio coletivo. O gosto de ...

Itaú faz propaganda cruel sobre a copa

Ontem tive a infelicidade de ver no intervalo de um seriado favorito, um anúncio do banco Itaú (tinha que ser um banco) sobre a copa de 2014. A propaganda traz uma subliminar mensagem que sugere que quem é brasileiro é obrigado a gostar de futebol. A propaganda é a seguinte: mostra o cotidiano dos brasileiros e nas fronteiras surge aos poucos a arquibancada de um estádio de futebol cercando o país. Como se quisesse dizer: se você está no Brasil, vai ter que assistir a copa. É um jento moderno de "ame ou deixe-o" em versão futebolística. Um ofensa para quem não curte a famosa modalidade esportiva. A publicidade, trabalhando a serviço de Grandes Empresários, sempre trabalhou a ideia do futebol como uma obrigação cívico-social, já que isso transforma qualquer lucro relacionado ao futebol,  seus eventos e produtos relacionados (TV, cerveja, etc.) em lucro garantido, que chega com absoluta certeza, nunca sendo adiado. Como as taxas obrigatóriasque são pagas ao governoi para a obet...

Maracanã, Neymar e como o futebol nos faz idiotas

Pensem comigo: o que há de tão importante em uma bola de couro entrar em uma rede presa em um aro quadrado de ferro? Em que isso traz dignidade e prosperidade ao país? Nesta semana, dois acontecimentos considerados importantes para quem curte futebol marcaram as notícias, com direito a muita bajulação, martelando as mentes dos telespectadores de todo o país: a venda de Neymar para o Barcelona e a reinauguração do Maracanã, símbolo maior do futebol brasileiro, além da Seleção Amarelão. Neymar relutou em sair do Santos. Nem o seu time era favorável a sua saída. Mas os patrocinadores do bajulado jogador entenderam que seria bom uma experiência no exterior para que completar a construção de sua imagem de "herói máximo da nação". Convém lembrar que Neymar é o primeiro jogador totalmente fabricado pela mídia, com os objetivos de atrair cada vez mais do garantido dinheiro que o futebol tem condições de gerar. Neymar é o que os ingleses chamam de hype, hipérbole, melhor do que realme...

Pelo direito de não gostar (mais) de futebol

Por Aurélio Munhoz, Sócio Capital* - Revista Carta Capital Na adolescência, ostentava a camisa do clube do coração com orgulho, mesmo depois das derrotas do meu onze favorito. Colecionava álbuns de figurinhas da equipe. Tinha time de futebol de botão, pôster colado na parede do quarto, chaveiro e, claro, bandeira do clube. Acompanhava todos, rigorosamente todos, os jogos da equipe. Mas, assim como as espinhas que eu tinha no rosto naquela época, a paixão acabou. E me divorciei da minha antiga equipe do coração. Anos depois, já nos anos 90, o mesmo aconteceu com o próprio futebol. Descontentamento com a mediocridade e o mercenarismo de muitas cepas de jogadores. Frustração com a conversão do futebol em negócio, muito mais que em esporte e arte. Irritação com o banditismo das quadrilhas de cartolas que vampirizam o futebol. Violência e estupidez de muitas torcidas organizadas. Tudo isso, junto, explica meu afastamento das arquibancadas, onde estive pela última vez em um jogo no qual quas...