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Agora é de verdade. Revista francesa detona a Copa no Brasil1046

Do UOL, em São Paulo Atrasos e incidentes ocorridos nas obras da Copa são criticados pela revista "So Foot" Desta vez é verdade. Um mês depois da polêmica gerada por um texto falso atribuído à revista France Football que criticava fortemente a organização da Copa do Mundo no Brasil, o site da revista esportiva francesa "So Foot" publicou uma extensa reportagem sobre a preparação do Brasil para o Mundial. O texto, carregado de sarcasmo e humor ácido, mostra a que veio já no título: "Viva a Bagunça Brasileira!" (Vive Le Bordel Brésilien!). Em francês, a palavra bordel serve tanto para designar casas de prostituição quanto uma grande bagunça. A reportagem divide as cidades-sede em três grupos: as que realmente deveriam estar sediando a Copa e que valem a viagem, mas que nem por isso estão livres de problemas (Les villes où ça devrait le faire), as sedes em que inevitavelmente a Copa será uma bagunça ("Les villes dans lesquelles ce sera forcément le borde...

Mídia usa morte de cinegrafista para promover futebol

Chega a ser irônico, se lembrarmos que rojões são muito comuns nas torcidas de futebol: a mídia está usando a morte infeliz do cinegrafista Santiago Andrade para promover o futebol. Em ano de copa, mídia e publicidade nunca perdem a oportunidade de estimular o culto à maior galinha dos ovos de ouro do Brasil, a única coisa que convence qualquer brasileiro, mesmo o mais pobre, a torrar fortunas, que chegam garantidas nos bolsos dos mais ricos de nosso país. Todas as reportagens se esforçaram em enfatizar o gosto do cinegrafista pelo futebol. O cara torcia pelo Flamengo. Como era carioca, sabemos que o gosto pelo futebol tem um quê de obrigação social. Sendo um dever social, o gosto pelo futebol sinaliza, mesmo falsamente, simpatia e respeito pelo próximo. Não gostar de futebol é considerado por muitos cariocas como sinal de antipatia e quem se assume alheio a mais famosa modalidade esportiva, perde muitos direitos sociais, sendo excluído em muitos casos do convívio coletivo. O gosto de ...

Itaú faz propaganda cruel sobre a copa

Ontem tive a infelicidade de ver no intervalo de um seriado favorito, um anúncio do banco Itaú (tinha que ser um banco) sobre a copa de 2014. A propaganda traz uma subliminar mensagem que sugere que quem é brasileiro é obrigado a gostar de futebol. A propaganda é a seguinte: mostra o cotidiano dos brasileiros e nas fronteiras surge aos poucos a arquibancada de um estádio de futebol cercando o país. Como se quisesse dizer: se você está no Brasil, vai ter que assistir a copa. É um jento moderno de "ame ou deixe-o" em versão futebolística. Um ofensa para quem não curte a famosa modalidade esportiva. A publicidade, trabalhando a serviço de Grandes Empresários, sempre trabalhou a ideia do futebol como uma obrigação cívico-social, já que isso transforma qualquer lucro relacionado ao futebol,  seus eventos e produtos relacionados (TV, cerveja, etc.) em lucro garantido, que chega com absoluta certeza, nunca sendo adiado. Como as taxas obrigatóriasque são pagas ao governoi para a obet...

Maracanã, Neymar e como o futebol nos faz idiotas

Pensem comigo: o que há de tão importante em uma bola de couro entrar em uma rede presa em um aro quadrado de ferro? Em que isso traz dignidade e prosperidade ao país? Nesta semana, dois acontecimentos considerados importantes para quem curte futebol marcaram as notícias, com direito a muita bajulação, martelando as mentes dos telespectadores de todo o país: a venda de Neymar para o Barcelona e a reinauguração do Maracanã, símbolo maior do futebol brasileiro, além da Seleção Amarelão. Neymar relutou em sair do Santos. Nem o seu time era favorável a sua saída. Mas os patrocinadores do bajulado jogador entenderam que seria bom uma experiência no exterior para que completar a construção de sua imagem de "herói máximo da nação". Convém lembrar que Neymar é o primeiro jogador totalmente fabricado pela mídia, com os objetivos de atrair cada vez mais do garantido dinheiro que o futebol tem condições de gerar. Neymar é o que os ingleses chamam de hype, hipérbole, melhor do que realme...

Pelo direito de não gostar (mais) de futebol

Por Aurélio Munhoz, Sócio Capital* - Revista Carta Capital Na adolescência, ostentava a camisa do clube do coração com orgulho, mesmo depois das derrotas do meu onze favorito. Colecionava álbuns de figurinhas da equipe. Tinha time de futebol de botão, pôster colado na parede do quarto, chaveiro e, claro, bandeira do clube. Acompanhava todos, rigorosamente todos, os jogos da equipe. Mas, assim como as espinhas que eu tinha no rosto naquela época, a paixão acabou. E me divorciei da minha antiga equipe do coração. Anos depois, já nos anos 90, o mesmo aconteceu com o próprio futebol. Descontentamento com a mediocridade e o mercenarismo de muitas cepas de jogadores. Frustração com a conversão do futebol em negócio, muito mais que em esporte e arte. Irritação com o banditismo das quadrilhas de cartolas que vampirizam o futebol. Violência e estupidez de muitas torcidas organizadas. Tudo isso, junto, explica meu afastamento das arquibancadas, onde estive pela última vez em um jogo no qual quas...

Fim do mundo com a narração de Galvão Bueno

Arrumaram um jeito de tornar o fim dos tempos ainda mais desagradável. Isso sim é que se pode chamar de "Fim do Mundo". Se bem que, como disse o seriado que encerrou ontem , o mundo vai acabar mesmo no meio de 2014. Explodido pelo Ricardo Teixeira.

Por obras da Copa, prefeito de Belo Horizonte vai ao STF pedir corte do orçamento de educação

NOSSO COMENTÁRIO: Isso eu já sabia e havia falado há muito tempo. Educação nunca foi e nunca será prioridade para governo nenhum , pois qualquer político e empresário sabe que povo educado é povo indomável, não-submisso, impossível de manobrar. Como o povo livre, autoridades perdem poder e privilégios. Além do mais, a copinha é importante, pois fará o inverso da Educação: emburrecerá ainda mais a sociedade brasileira já tradicionalmente emburrecida. Por obras da Copa, prefeito de Belo Horizonte vai ao STF pedir corte do orçamento de educação Carlos Eduardo Cherem - Do UOL, em Belo Horizonte O prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB), por meio de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira (14) ter recorrido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender dispositivo da Lei Orgânica do Município que determina a aplicação de 30% do orçamento municipal em educação. No projeto 2378/2012, da Lei Orçamentária do município para 2013, enviado por Lacerda à Câmara Municipal de Belo Hori...