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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Vitória na copa de 1994 nada teve a ver com a morte de Senna

A mídia, sobretudo a Rede Globo, sempre arruma um jeito de mostrar o futebol como se ele fosse muito melhor do que ele é. para isso muita pompa, valores positivos e até uma boa dose de ativismo, são embutidos como próteses para que a magia do futebol-civismo seja mantida, para que os lucros vindos através do futebol sejam garantidos.

A emissora lançou, em sua chamada para uma homenagem pela lembrança dos 20 anos de morte do corredor de Fórmula 1, Ayrton Senna, uma teoria conspiratória que soa muito agradável para quem é fanático pelo futebol. Usando a ex-atleta e jornalista Glenda Kozlowski como porta-voz, a cúpula da emissora lançou a alucinada tese de que a vitória da "seleção" na copa de 1994 foi inspirada no sucesso de Senna, além de ser uma forma de homenageá-lo. 

Defensores do futebol costumam ser excessivamente delirantes, mas desta vez a Globo extrapolou. Dois fatos completamente diferentes, ocorridos no mesmo ano senso ligados artificialmente, para promover ainda mais o futebol. Em ano de copa, como este que estamos, é ótimo forçar a barra, pois futebol é a mais valiosa galinha dos ovos de ouro e quanto mais gente gostando dele, mais gente vai dar o seu dinheirinho suado por ele.

Nada disso. A vitória de 1994, que não foi fraudulenta como a de 2002, nada tinha a ver com Ayrton Senna. Forçar a barra para que alienados e analfabetos jogadores de futebol sejam vistos como ativistas, como fizeram este ano com Daniel Alves, é um cacoete muito cometido pela mídia, que faz de tudo para que o futebol não seja visto como uma forma de lazer e sim como o nosso maior motivo de orgulho. 

E dizer que alienados que não costumam gostar de automobilismo (este sim, um esporte sem analfabetos) são "ativistas sociais", fazendo da vitória banal uma homenagem a alguém que vários deles não admiravam é realmente sonhar muito alto. Mais delirante que isso, só se fazer isso chapado.

Senna morreu no dia 1º de maio de 1994 , esbarrando em uma mureta durante o treino para o Grande Prêmio de Ímola. A "seleção" venceu a copa no mesmo ano, na copa que aconteceu nos EUA, país que despreza o mesmo futebol que a maioria adora, mas gosta que o nosso povo fique distraído pelo mesmo, pois assim o Brasil não se evolui, deixando de ser uma ameaça a soberania dos ianques.

Sinceramente, Rede Globo! Que mania você e as outras emissoras forçarem a barra para transformar futebol em "conscientização social". Os burros, que gostam de serem tratados como sábios e rebeldes sem serem de fato (para ser exige esforço e abnegação), agradecem a bajulação.

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