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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eu não quero que o Brasil seja conhecido pelo seu futebol. Temos muito mais do que isso

Pode parecer chocante para a maioria das pessoas ter que ouvir alguém dizer que o Brasil não deve ser conhecido pelo seu maior símbolo, por aquilo que o faz famoso lá fora: o seu futebol. O Brasil é um país com diversidades variadíssimas e não pode ficar marcado por causa de um mero esportezinho que sequer é o mais divertido que existe.

A mídia colocou na cabeça de todo mundo que Brasil e futebol são sinônimos: que torcedor de futebol e brasileiro significam a mesma coisa. Muita insistência publicitária e uma certa rigidez nas regras sociais consagrou o futebol como nossa identidade, sendo facilmente confundido com patriotismo e com dever social. Em muitos lugares no país, por exemplo, só tem direito a ter amigos quem curte futebol: quem não curte, é excluído.

Mas todo o esmero em transformar o futebol no melhor que podemos oferecer ao outro é inútil. Até porque isso é uma farsa. Não é o nosso melhor. O futebol, esporte mediano, tão mediano que é praticado por atletas de baixíssima escolaridade e personalidade submissa e passiva, em nada interessados em melhorias reais para o país, a não ser aquela caridade estereotipada que algumas instituições de caridade já fazem: uma caridade que conforta mas não muda nada.

O Brasil tem muitas atrações para os estrangeiros muito melhores que o inútil e fútil futebol (fútil-bol?). Paisagens naturais, variedade de comidas, de etnias, de cultura e de costumes que nos faz pensar que vivemos não em um país, mas em um continente bem variado. Temos cidades bem diferentes cada uma com sua peculiaridade, quase todas com vocação turística, pois até na menor das cidades, pode se encontrar algo interessante para se admirar e que não é visto em outro país do mundo.

Porque superestimar o futebol? Futebol só interessa aos torcedores. Futebol não deve ser empurrado goela abaixo da população. A nossa Constituição Federal, felizmente, não obrigou ninguém a gostar de futebol para se considerar brasileiro. Então porque muitos preferem fingir que gostam como se isso fosse uma obrigação cívica?

Não quero mais que o Brasil seja a pátria de chuteiras. Não quero que o futebol seja a nossa cara lá fora. Brasil não tem uma cara, tem muitas e nenhuma delas é uma bola de futebol. Até porque nem brasileiro o futebol é. Futebol é inglês e em sua pátria natal, por mais fanatizado que seja, nunca é confundido com dever cívico e nem é obrigação para ninguém.

Quero que o Brasil seja o país da diversidade, da variedade. Que o Brasil seja o país de muitas coisas não apenas de uma única modalidade esportiva. Temos muito do que nos orgulhar de nosso país e o futebol, sinceramente, não é uma delas. Até porque nunca serviu para nada, além de um mero passatempo para quem não tem nada melhor para fazer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Time bom não precisa de torcida!

E aí, meu amigo? Quando você está para se envolver em alguma oportunidade que irá mudar a sua vida, você faz questão que uma multidão torça para que você aja? Ou dá para ir sozinho aproveitar a oportunidade que na verdade só depende de sua atitude? Você não vai ficar esperando que um monte de gente venha urrando para te estimular a fazer se o objetivo a alcançar já serve como estímulo.

Desta forma que deveriam pensar os jogadores de futebol. Que idiotice é essa de querer que a torcida esteja sempre presente, como se ela estivesse em campo? Ainda mais em tempos de copa, onde estádios caros tiram vários jogos de suas regiões nativas.

E o que dizer dos times pequenos, onde a quantidade de torcedores é quase nula? Vocês acham que a falta de uma grande torcida desestimula os jogadores? Nada disso. Eles continuam lutando já que o objetivo é o jogo em si, não um monte de bestas berrando sem parar.

Esse negócio de 12º "jogador" é uma tolice sem tamanho. Torcedor é somente espectador. Alegra, mas não tem nenhuma responsabilidade durante os jogos, que segundo a lógica, nada impede que ocorram com arquibancadas vazias.

Apenas fracos recorrem ao 12º "jogador" para competir, pois quem é realmente bom, confia em si mesmo, sem depender de ajuda. 

Se é assim na vida, teria que ser assim também no futebol.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A responsabilidade social dos jogadores de futebol

É conhecido de todos que a grande maioria dos esportistas, sobretudo os jogadores de futebol são alienados, submissos e com senso crítico, senão ausente, mas atrofiado. Nunca vi, pelo menos no Brasil, algum esportista em plena carreira, se utilizar de sua influência para alguma atitude considerada subversiva. Rebeldia, só a estereotipada, palavrões, cabelos esquisitos e dancinhas ridículas. Fora isso, nada que incomode políticos, empresários e pessoas conservadoras.

Há os que fazem assistencialismo social. Mas nada que mude a sociedade, apenas dando conforto a jovens carentes, mas estimulando neles o respeito ao sistema como ele é: injusto, problemático e teimoso, sem chances de melhorias reais, permitindo apenas as melhorias paliativas.

Mas porque falo nisso? Apesar de notar esse comportamento carneirinho em todos os esportistas - interessante, ainda não apareceu uma exceção, pelo que eu saiba - vou me ater aqui aos jogadores de futebol, pois a sua influência na sociedade é muito maior do que os outros esportistas.

Aproveitando a influência para mudar o país

Quando aconteceu a Copa das Confederações, uma espécie de aperitivo para a copa de futebol, houve uma onda de protestos que surpreendeu a todos. Apesar de ter sido fogo de palha, durando apenas um mês e meio, os protestos pareciam indicar que a sociedade estava mudando. Mas como os partidos políticos reivindicavam o controle das manifestações, o movimento acabou enfraquecendo, se dissipando, voltando ao que estava antes.

Os jogadores de futebol da "seleção", agiram de forma confusa, como se estivessem diante de um ataque nuclear. Não apoiaram os movimentos (apesar de declarações posteriores apoiarem superficialmente os protestos - para ficar bem na fita, sabem como é), atitude coerente com o baixo nível intelectual da maioria que também sempre esteve muito mais interessado em usar o futebol para enriquecer rapidamente.

Tudo bem, não precisa ser intelectual para chutar uma bolinha, mas os jogadores poderiam usar a poderosa influência que possuem na sociedade para tentar mudar o país. Poderiam ler mais, se informar mais, melhorar suas referências culturais (que tradicionalmente são péssimas), desenvolver a capacidade de análise, etc..  Sei que é um risco, pois os patrocinadores do futebol que mandam nos jogadores, sempre estiveram interessados no atraso do país, pois isso mantém empresários (os tais patrocinadores) e políticos no poder absoluto. 

Futebol é alienação: é a sua vocação e não se fala mais nisso

O futebol, como instrumento de hipnose coletiva, é um excelente instrumento de alienação. Ter jogadores tão alienados quanto seus torcedores é muito bom. Com o poder de influência que os jogadores possuem, seria perigoso que, por exemplo, um Neymar desse publicamente declarações que pudessem confrontar os interesses da CBF, de autoridades e de seus patrocinadores. Jogadores carneirinhos inspiram torcedores a serem carneirinhos.

Acredito até que, aproveitando a baixíssima escolaridade de grande parte dos jogadores e a personalidade ingênua, a CBF os treine para justamente evitarem declarações subversivas. A única forma de rebeldia permitida é a estereotipada, a da aparência. Cabelos estranhos, língua pra fora, dancinhas ridículas, piercings, tatuagens e coisas que por mais que choquem aos olhos, não incomodem o sistema tranquilo, muito mais interessado na vitória de uma equipe de amarelados sem cultura e sem senso crítico do que na melhoria real de sua população.

E melhorar a sociedade, só com paliativos e ONGs criadas para dar mero conforto a crianças carentes, mas mantê-las na tradicional alienação que os faz aceitar tranquilamente tudo de errado que está em nosso país. Querer mudanças radicais na sociedade é um violento tabu a ser proibido aos ingênuos jogadores de futebol, poderosamente influentes diante de uma sociedade que os tem como supostos "heróis". Uma oportunidade jogada no lixo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"Sangue Bom" encerra sem repercutir futebol

A novela Sangue Bom se encerrou na sexta passada como uma novela romântica como outra qualquer. A ênfase ficou mesmo na formação de casais e no destino dos personagens. A parte futebolística da novelinha foi direto para o ralo, com repercussão totalmente nula.

Foi criado um núcleo de torcedores fanáticos pelo Corinthians na tentativa de popularizar ainda mais o futebol e principalmente o "time da Globo", cujo dirigente está sendo "educado" para ser o "novo Ricardo Teixeira", um supercartola a ditar (e lucrar muito com isso) os rumos do esporte mais popular do país.

E não é só. A meta era aumentar a popularidade entre as mulheres, já que para a Globo, o futebol deve ser curtido por 100% da população brasileira, seja de que raça, credo, sexo e ideologia for. A personagem Giane, integrante feminino do núcleo futebolístico interpretada pela atriz mais linda da geração pós-adolescente, Isabelle Drummond, foi escalada para tal missão. 

Missão solenemente fracassada, já que, mesmo com popularidade crescendo rapidamente entre as mulheres, o futebol não precisou de Giane para fazer as mulheres gostarem da modalidade esportiva. O caráter de obrigação social dado ao futebol, já cumpre essa "missão".

Giane acabou servindo mesmo para cumprir o estereótipo "gata borralheira" tão comum nas novelas mexicanas e brasileiras, em que uma mulher meio desajeitada se transforma em princesa encantada (no caso de Isabelle: e que princesa!!! Mesmo de cara lavada ela supera qualquer outra musa que esteja maquiada). Um clichê tão repetitivo que ficou chato por se tornar previsível.

Mesmo em crescimento entre as mulheres, o futebol se encontra em franca queda de popularidade entre os homens, o que pode transformar o futebol em esporte para mulheres. Resta saber após a copa organizada "em casa", se o Brasil vai continuar na monotonia de usar uma única modalidade esportiva como "único" motivo de orgulho para os brasileiros, mesmo em um país cheio de coisas maravilhosas para nos orgulhar.