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domingo, 14 de julho de 2013

Possível queda de popularidade do futebol incomoda a mídia

Os protestos ocorridos durante a copa das confederações foram algo que pegou todo mundo - inclusive eu - de surpresa. E o paralelismo com o evento esportivo, na verdade uma preliminar do grande engodo de 2014, surpreendeu mais ainda, já que é tradição para o brasileiros tratar o futebol como algo mais importante do que tudo, mais importante até do que os próprios brasileiros.

A mídia oficial não gostou nada disso. E mesmo após semanas de encerradas as manifestações, ainda não conseguiu engolir esse fato. Foi muito incômodo para os barões da mídia ver o futebol sendo jogado a segundo plano, mesmo com a audiência maciça da vitoriosa final.

Reportagens sobre os protestos vem sempre com o tom de lamentação, como o pai que lamenta que seu filho não quis lhe obedecer e satisfazer a submissão filial desejada. Nenhuma dessas reportagens comemorou a conscientização coletiva da população, algumas achando que a torcida pelo futebol, do contrário que a lógica e o bom senso sugerem, era um complemento "cívico" para os protestos. Um absurdo sem pé nem cabeça, que muitas reportagens ainda insistiram em afirmar.

Sempre foi um sonho das classes dominantes que o futebol se tornasse uma unanimidade. Há todo um esforçado aparato publicitário, maciço e hipnotizante, para estimular a sociedade brasileira a priorizar o futebol. Ainda há muita gente, socialmente ativa, mas intelectualmente inerte, que não mudou de ideia, ainda dando prioridade ao futebol, pensando ser isto aquilo que nos dá dignidade como brasileiros.

Isso é feito, como falei em outras oportunidades, para que o futebol se transforme da "galinha dos ovos de ouro" midiática, fazendo a população gastar muito para satisfazer a sua tara pelo futebol. Transformar futebol em unanimidade é transformar o mesmo em fonte garantida de muita renda.

E ver que as massas reagiram indiferentemente à hipnose midiática irritou a mídia. Até hoje lamentam aquilo que pode significar um marco na sociedade brasileira: a mídia descobriu que existem brasileiros que não gostam de futebol. Uma novidade que a mais de 60 anos todos fingiam ignorar.

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