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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Como as outras redes, SBT força a barra para associar futebol a patriotismo

Não é somente a Globo e a Band, claramente comungada com os interesses da CBF e da FIFA que não medem esforços para transformar o futebol em símbolo de patriotismo e dever cívico. O SBT, raramente criticado por sua postura alienada, mas discreta, fez, no último sábado, uma reportagem tentando forçar essa barra.

A reportagem mostrada tentou associar o famosos esporte aos protestos, como se fizesse parte do pacote de conscientização da população brasileira. Chamou jogadores de "não-alienados", tentando provar, por meio de declarações escassas e superficiais uma certa politização por parte deles, que na verdade estavam bem alheios aos protestos, por ignorarem os problemas do país, sofridos no passado pobre deles, mas completamente ausente da fabulosa realidade atual.

Ainda tentaram superestimar o futebol como se estivessem interessados em ainda mantê-lo como nosso maior interesse, embutindo um caráter político na modalidade esportiva.

Ainda questionaram as críticas feitas aos jogadores, acusados de estarem de acordo com os erros da FIFA. Até aí concordo. Os jogadores não tem responsabilidade sobre o que acontece de ruim em nosso país. Mas se esqueceram de dizer que também não são responsáveis por nada de bom, se limitando a meros palhaços a entreter as massas no circo futebolístico. Tentar dar uma responsabilidade política aos jogadores parece ser a cereja desse bolo bolorento que não para de transformar o futebol em símbolo máximo de orgulho do brasileiro.

E infelizmente a população cai no papo da mídia e usa o patriotismo como desculpa para justificar o seu vício - seria bom que o prazer gerado pelo futebol fosse normal, mas não é - que acaba transformando uma mera forma de lazer, criada apenas para divertir e passar o tempo em um assunto sério, de segurança nacional e onde milhares de brasileiros depositam as suas esperanças abstratas, aquelas que não mudam nem melhoram a vida de ninguém.

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