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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Futebol é patriotismo? NÃÃÃÃÃÃOOOO!!!!!!

Não somente autoridades, mas também a mídia e setores mais conservadores da sociedade ficaram com o rabo encolhido, sem saber como reagir ao comportamento inédito da população brasileira, que preferiu trocar a ilusão do futebol pela realidade da luta por melhores condições de vida.

A grande mídia ainda se esforça e vai continuar se esforçando para tentar manter acesa a chama do suposto amor popular à "seleção", considerada pelos seus defensores como símbolo cívico da nação. O que de fato não é verdade, já que futebol é somente uma diversão.

Mas associar futebol a patriotismo é algo que favorece e muito os organizadores, patrocinadores ou qualquer dos envolvidos diretamente com o futebol. Transformando em patriotismo, o futebol se torna uma obrigação e como tal, significa lucro garantido com absoluta certeza. Os envolvidos com futebol contam com os lucros financeiros vindos dessa obrigatoriedade. Por acreditar estar beneficiando a pátria, até então, pessoas gastavam dinheiro e geravam audiência a eventos esportivos, sem recusar e sem medir esforços ou gastos, o que fazia com que uma gorda fatia de dinheiro chegasse de modo garantido às mãos dos envolvidos.

Os protestos mostraram uma repentina maturidade do povo brasileiro, que descobriu que uma forma de lazer, uma simples brincadeirinha, não pode ser considerada como dever cívico, resolveu focar sua atenção a coisas mais sérias, que tragam benefícios reais a toda a sociedade. Os envolvidos com futebol, que lucravam com essa falsa unanimidade, ficaram revoltados com o desprezo da população e reagiram da pior forma, fortalecendo o desprezo e mostrando a verdadeira cara da CBF, da FIFA e de seus jogadores (que do contrário que seus defensores dizem, tem muito a ver com a CBF, pois são funcionários dela, pagos com a grana dos patrocinadores que sustentam a entidade), interessados muito mais nos lucros financeiros resultantes do fanatismo até então estimulado pela falsa ideia de o futebol é a única coisa onde que somos os melhores.

As declarações que disseram que deveríamos esquecer as manifestações e torcer pela "seleção", metaforicamente soam como "não estude, a brincadeira do recreio é mais importante!", o que representa claramente um sinal de imaturidade e de medo da realidade. Futebol, além de ser uma diversão, em nada serviu (e nem servirá) de benefício aos brasileiros. A "seleção" é campeã 5 vezes (a última, de forma fraudulenta) e isso em nada serviu para melhorar o nosso cotidiano. Pelo contrário, por ser somente lazer, estimulou a alienação e a inércia, além de servir de esconderijo para os cidadãos que se recusavam a lutar por melhores condições de vida.

Mas agora as mudanças começam a ocorrer. A população brasileira abandona a infância e encara agora a sua puberdade. O futebol prepare-se a retomar  a sua vocação original, puramente lúdica, deixando de ser vista como um dever cívico, para a alegria da população, que agora continuará curtindo futebol, mas com o real prazer de uma verdadeira diversão, sem a prótese patriótica que há anos tentaram embutir a sadia modalidade esportiva.

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