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domingo, 26 de maio de 2013

Triste é o país em que seu maior herói é um bobo da corte

Este final de semana não se fala em outra coisa: na possível transferência de Neymar, o maior hype da atualidade, para o Barcelona. A mídia está eufórica, pois somente o assédio do famoso time espanhol serve como "atestado de qualidade" do jogador que na história do futebol, é o primeiro a ser totalmente construído pela mídia. Um craque de proveta, com todos os acessórios que se tem direito.

O hype em torno do jogador, que segundo especialistas nem é tão bom jogador assim (ele é considerado como tal na era da mediocridade em que vivemos), é tão grande que todo o cuidado na construção de imagem de Neymar está sendo tomado para que ele possa servir de "herói máximo da pátria" para um povo que acha futebol melhor do que qualquer coisa. Melhor até do que a própria vida.

Até alguém para fazer o papel de "princesa encantada" tiveram que arrumar, já que apesar da cara de sapo magricela, o jogador, para completar a sua imagem de "herói absoluto", foi transformado em "príncipe encantado", o primeiro galã feioso não fictício da historia brasileira. "If I had a thousand of women, au, au, au, au".

E a jovem atriz Bruna Marquezine foi a escolhida para fazer o papel de "primeira dama da bola", já que teria que ser alguém com possibilidade de aceitação maciça da população, já que o objetivo é transformar o Neymar (assim como já fazem com seu esporte) em unanimidade, com rejeição zero. Há sinais claros de que o namoro foi arranjado com objetivo de favorecer a exploração midiática tanto do jogador quanto da jovem atriz em franca ascensão.

Claro que quem tem discernimento sabe que a eterna paniquete Nicole Bahls é que teria todas as condições de ser a verdadeira princesa do Neymar. Além dela ter declarado mais de uma vez que é apaixonada pelo "arroz de festa", os dois tem muitas afinidades, repartindo até os fãs, pois normalmente quem gosta de Neymar, gosta de Nicole e vice versa. 

Neymar e Nicole Bahls são um casal que se combina perfeitamente, do contrário da jovem atriz arranjada pelos empresários que patrocinam o excessivamente bajulado jogador. Mas como para  Marquezine as chances de rejeição são quase nulas (do contrário da paniquete, que "goza" de alguma rejeição), os patrocinadores de Neymar o empurraram para Marquezine. 

A bajulação que é tão grande que a mídia não cansa de comparar a Pelé, forçando a barra para que Neymar seja visto como o máximo de "heroísmo" brasileiro, na comparação com um jogador de qualidade comprovada, o que não significa heroísmo, visto que o futebol é só uma distração fútil, algo criado para passar o tempo. Claro que Neymar nunca teve nem terá a qualidade futebolística do ex-jogador mineiro. Mas a mídia quer forçar a associação, fazer o quê?

Toda essa pataquada está sendo feita para tentar elevar Neymar a condição de "guerreiro na luta da dignidade do povo brasileiro", o que é uma gigantesca tolice, digna de retardado, já que o futebol é um mero lazer e que apesar de sermos campeões mundiais 5 vezes, continuamos sendo os piores em aspectos mais sérios e realistas. Mas como acostumamos (mal) a ser felizes com ilusões, Neymar é perfeito para a função de falso herói.

Um autêntico favelado sem cultura, de péssimo gosto musical e opiniões superficiais, submisso à mídia e aos seus donos, que enriqueceu sem ler uma única página de um livro, enquanto boa parte dos seus fãs, tolamente lutam para ganhar um salário que mal paga um almoço de tão baixo: esse é o "herói" que a mídia quer empurrar para ser cultuado como tal pela população. 

Um bobo da corte que só existe para fazer as pessoas berrarem, alçado a uma posição que só seria digna se fosse exercida por um intelectual. Neymar é o perfeito falso herói. Um tolo a enganar tolos com uma falsa valentia, só porque chuta uma bola em uma rede. Como se isso fosse a coisa mais importante para o brasileiro. Como se a simples entrada de uma bolinha pudesse substituir a dignidade cotidiana tão negada pelas mesmas autoridades que preferem gastar os impostos recebidos com futebol. 

Provavelmente vão querer que Neymar seja Presidente da República, como quem deseja que o bobo da corte suceda o rei para quem trabalha. O dia em que isto acontecer, podem anotar: o país estará falido, completamente encerrado, finado, extinto. E aí a dignidade desejada pela otária torcida amarela irá para o ralo, sem escalas e sem retorno. Pobre de quem acredita no Neymar. A ilusão é a sua ideologia.

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