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domingo, 26 de maio de 2013

Triste é o país em que seu maior herói é um bobo da corte

Este final de semana não se fala em outra coisa: na possível transferência de Neymar, o maior hype da atualidade, para o Barcelona. A mídia está eufórica, pois somente o assédio do famoso time espanhol serve como "atestado de qualidade" do jogador que na história do futebol, é o primeiro a ser totalmente construído pela mídia. Um craque de proveta, com todos os acessórios que se tem direito.

O hype em torno do jogador, que segundo especialistas nem é tão bom jogador assim (ele é considerado como tal na era da mediocridade em que vivemos), é tão grande que todo o cuidado na construção de imagem de Neymar está sendo tomado para que ele possa servir de "herói máximo da pátria" para um povo que acha futebol melhor do que qualquer coisa. Melhor até do que a própria vida.

Até alguém para fazer o papel de "princesa encantada" tiveram que arrumar, já que apesar da cara de sapo magricela, o jogador, para completar a sua imagem de "herói absoluto", foi transformado em "príncipe encantado", o primeiro galã feioso não fictício da historia brasileira. "If I had a thousand of women, au, au, au, au".

E a jovem atriz Bruna Marquezine foi a escolhida para fazer o papel de "primeira dama da bola", já que teria que ser alguém com possibilidade de aceitação maciça da população, já que o objetivo é transformar o Neymar (assim como já fazem com seu esporte) em unanimidade, com rejeição zero. Há sinais claros de que o namoro foi arranjado com objetivo de favorecer a exploração midiática tanto do jogador quanto da jovem atriz em franca ascensão.

Claro que quem tem discernimento sabe que a eterna paniquete Nicole Bahls é que teria todas as condições de ser a verdadeira princesa do Neymar. Além dela ter declarado mais de uma vez que é apaixonada pelo "arroz de festa", os dois tem muitas afinidades, repartindo até os fãs, pois normalmente quem gosta de Neymar, gosta de Nicole e vice versa. 

Neymar e Nicole Bahls são um casal que se combina perfeitamente, do contrário da jovem atriz arranjada pelos empresários que patrocinam o excessivamente bajulado jogador. Mas como para  Marquezine as chances de rejeição são quase nulas (do contrário da paniquete, que "goza" de alguma rejeição), os patrocinadores de Neymar o empurraram para Marquezine. 

A bajulação que é tão grande que a mídia não cansa de comparar a Pelé, forçando a barra para que Neymar seja visto como o máximo de "heroísmo" brasileiro, na comparação com um jogador de qualidade comprovada, o que não significa heroísmo, visto que o futebol é só uma distração fútil, algo criado para passar o tempo. Claro que Neymar nunca teve nem terá a qualidade futebolística do ex-jogador mineiro. Mas a mídia quer forçar a associação, fazer o quê?

Toda essa pataquada está sendo feita para tentar elevar Neymar a condição de "guerreiro na luta da dignidade do povo brasileiro", o que é uma gigantesca tolice, digna de retardado, já que o futebol é um mero lazer e que apesar de sermos campeões mundiais 5 vezes, continuamos sendo os piores em aspectos mais sérios e realistas. Mas como acostumamos (mal) a ser felizes com ilusões, Neymar é perfeito para a função de falso herói.

Um autêntico favelado sem cultura, de péssimo gosto musical e opiniões superficiais, submisso à mídia e aos seus donos, que enriqueceu sem ler uma única página de um livro, enquanto boa parte dos seus fãs, tolamente lutam para ganhar um salário que mal paga um almoço de tão baixo: esse é o "herói" que a mídia quer empurrar para ser cultuado como tal pela população. 

Um bobo da corte que só existe para fazer as pessoas berrarem, alçado a uma posição que só seria digna se fosse exercida por um intelectual. Neymar é o perfeito falso herói. Um tolo a enganar tolos com uma falsa valentia, só porque chuta uma bola em uma rede. Como se isso fosse a coisa mais importante para o brasileiro. Como se a simples entrada de uma bolinha pudesse substituir a dignidade cotidiana tão negada pelas mesmas autoridades que preferem gastar os impostos recebidos com futebol. 

Provavelmente vão querer que Neymar seja Presidente da República, como quem deseja que o bobo da corte suceda o rei para quem trabalha. O dia em que isto acontecer, podem anotar: o país estará falido, completamente encerrado, finado, extinto. E aí a dignidade desejada pela otária torcida amarela irá para o ralo, sem escalas e sem retorno. Pobre de quem acredita no Neymar. A ilusão é a sua ideologia.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O respeito a quem não curte futebol

Por ser o futebol uma obrigação social, qualquer um que defenda o direito de não gostar de futebol, sofre muito preconceito social. Quando não é tentado por algum torcedor a aderir ao futebol e escolher um time para chamar de "seu", é humilhado, ou na melhor das hipóteses, desprezado. Isso se não bastasse todo o barulho feito pelos torcedores que encontram no futebol a oportunidade de barrar feito alces. Não está mais do que na hora de acabar com isso?

Futebol é apenas uma forma de lazer e como tal, não deve ser uma obrigação. Só deve aderir quem tem a capacidade de sentir prazer com o mesmo e não apenas para se sentir "incluído" na sociedade. Quem vira torcedor só porque necessita de socialização está negando seu direito à liberdade de escolha e se assumindo como um verdadeiro Maria vai com as outras, o nome que dão às pessoas que não tem vontades nem ideias próprias, preferindo imitar a maioria.

Eu, como um grande número de pessoas invisíveis para a mídia e autoridades, tenho o direito de ser respeitado quando assumo que não curto futebol. Nunca gostei e nem vou gostar. Respeito quem gosta, embora:

- Admita que a maioria não gosta de fato. Está nessa para "se jogar para a plateia".
- Os torcedores não precisam do meu respeito, pois os já tem fartamente vindo de toda a sociedade, da grande mídia e de autoridades, inclusive governamentais.

Deveria surgir uma ampla campanha para estimular o respeito a  pessoas que não curtem futebol. Temos o direito de recusar aquilo que não nos dá prazer, mas queremos a inclusão social, mesmo assim. É um direito que nunca poderemos recusar.

domingo, 19 de maio de 2013

O aumento do desprezo ao futebol nas redes sociais

Quando não existia internet, opinião era a que aparecia na TV, jornais e revistas. Qualquer coisa que fosse contrária ao que era vinculado nesses meios era solenemente ignorado ou reprovado. Com a internet, novas ideias e formas de pensamento começaram a aparecer, já que pessoas de ideias e gostos diferentes ganharam a oportunidade de expor publicamente as suas convicções, antes privilégio exclusivo dos empresários donos dos meios de comunicação.

E com a internet, o gosto pelo futebol, antes encarado como unanimidade (a grande mídia ainda pensa assim), passou a revelar várias pessoas que preferem estar alheias ao mesmo, o que é uma heresia, se lembrarmos que vivemos em uma sociedade que trata o futebol como uma obrigação social e cívica, o que nada tem a ver com o que o esporte representou no início e deveria representar.

Nas redes sociais aumenta a quantidade de pessoas que preferem se assumir alheios ao futebol, muitas delas assumindo um ódio, não pelo esporte, mas pela maneira que é tratado, como uma obrigação. Uma das comunidades anti-futebol do Facebook, a que eu administro, não para de receber novos pedidos de inclusão, a maior parte de São Paulo (??!!). Algo que a grande mídia e as agências de publicidade prefere ignorar com solenidade.

Graças a internet, único meio legitimamente democrático, temos o conhecimento de gente que prefere seguir sua própria razão e não aderir ao que a mídia e as regras sociais impõem, provando que lazer, acima de tudo, é seguir o que se dá prazer e não cumprir uma tola obrigação, imposta por quem não conhece e nem respeita quem pensa diferente.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mídia trata escalação de jogadores com seriedade exagerada: parece que é uma convocação de soldados para a guerra


Brasil é um país infantilizado. Nunca passou por uma guerra de verdade, como as outras nações. Por isso, elegeu uma guerra de mentirinha para além de se sentir incluída, dar a impressão que nosso povo é "bravo" e "heroico".

O futebol, que já é objeto de fanatismo doentio do povo brasileiro, fanatismo este que é estimulado insistentemente pela grande mídia, é associado frequentemente a patriotismo, se tornando um dever cívico social que pega muito mal ser recusado.

E a cada escalação de jogadores para a copa, a mídia dá uma exagerada importância, chegando a transmitir as declarações do técnico, tratado como se fosse um "general" que convoca os "soldados" para uma "batalha" que garantirá a dignidade do povo brasileiro. Quanta besteira em um só evento.

A sociedade brasileira só irá se amadurecer quando entender que futebol é só lazer, não traz a real dignidade a população (servindo apenas de fonte de ilusão lúdica) e não deve ser unânime, pois, como lazer é gerador de prazer, algo muito pessoal, e nem todo mundo sente prazer com o futebol, devendo a não adesão ser respeitada inclusive pela mídia.

Guerrinha de brincadeira parece coisa de criança. Se querem guerra de verdade, que a população toda se una para derrubar os patrimônios dos governos e das elites. Aí sim , uma verdadeira batalha que, embora violenta, irá garantir a dignidade de toda a população.

domingo, 12 de maio de 2013

Juíza suspende concessão do Maracanã por ver 'ilegalidades'

OBS: Com certeza Eike vai recorrer. O homem mais rico do Brasil quer por que quer ser o dono do Rio de Janeiro de qualquer maneira, para além de agradar seus amiguinhos Eduardo Paes e Sérgio Cabral Filho, manobrar a população carioca para que seja submissa a seus ditames, satisfazendo a alegria do mega-empresário-estrela do momento.

Até porque, para os poderosos, estimular a permanência do fanatismo futebolístico é prioridade absoluta. Os Grandes Empresários, como Eike (patrocinador do jogador-fantoche Neymar), sabem muito bem que, pelo "amor" ao futebol, a população brasileira é capaz de fazer qualquer coisa, inclusive encher os bolsos desses homens ricos de mais e mais dinheiro. O mesmo que a população ganha com dificuldade, mas gasta com irresponsabilidade e que também dá poder ilimitado a homens que pouco se importam com o desenvolvimento do país, preferindo lucrar com o objetivo de "ser melhores" que o resto da população.

Juíza suspende concessão do Maracanã por ver 'ilegalidades'
Do G1 Rio - Portal Globo.com

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) obteve, nesta sexta-feira (10), uma liminar que impede a contratação do consórcio vencedor da licitação para a concessão do complexo do Maracanã devido a "ilegalidades" no processo. Segundo a decisão da juíza Gisele Guida de Faria, da 9ª Vara de Fazenda Pública, o estado não pode conceder a terceiros o direito de exploração da área do entorno do complexo. Em caso de descumprimento da determinação, a multa será de R$ 5 milhões. O Governo do Rio informou que vai recorrer.

O consórcio Consórcio Maracanã SA, formado pelas empresas Odebrecht (90%), IMX (5%), de Eike Batista, e AEG (5%), foi anunciado como vencedor na tarde desta quinta (9). Procurado pelo G1, o grupo informou que não vai se posicionar sobre a decisão.

A ação civil pública do MP-RJ foi ajuizada em 9 de abril pela 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital. A decisão da juíza viu "a presença de ilegalidades que contaminam a licitação em apreço", como diz o texto da liminar.

O MP-RJ, por meio do do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, no dia 3 de maio, havia recorrido da decisão do Tribunal de Justiça, que manteve a licitação para a concessão do Complexo do Maracanã.

No dia 10 de abril, a promotoria havia conseguido uma liminar suspendendo a abertura dos envelopes com as propostas para administrar o estádio, depois de entrar com uma ação civil pública demonstrando irregularidades no processo licitatório. A liminar, no entanto, foi cassada pela presidente do TJ, desembargadora Leila Mariano, e o processo de licitação foi concluído na quinta-feira (9).

Vencedor

O Consórcio Maracanã SA venceu a licitação por decisão unânime da Comissão de Licitação, que considerou o grupo habilitado. Nenhum recurso foi apresentado pelo concorrente, o Consórcio Complexo Esportivo Cultural do Rio de Janeiro.

Essa foi a terceira fase da licitação para a concessão realizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul.

Reabertura

O estádio foi parcialmente reaberto no dia 27, para um evento-teste. Com presença de comitiva liderada pela presidente Dilma Rousseff, cerca de 25 mil pessoas — 30% da capacidade final — assistiram a um espetáculo de luzes e som antes da vitória dos Amigos de Ronaldo por 8 a 5 sobre os Amigos de Bebeto, com direito a dois gols do Fenômeno, um deles após um "elástico", drible que lembrou os bons tempos do craque.

Do lado de fora e até dentro do estádio, manifestantes se mostraram contrários à privatização do estádio. Durante o jogo, policiais chegaram a usar bombas de efeito moral para dispersar um protesto de um grupo que é a favor da permanência do antigo Museu do Índio ocupado por indígenas. No novo projeto, o atual espaço dará lugar a um museu olímpico.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Globo e Corinthians: Quem ganhou com a implosão do grupo dos 13

OBS: Parcial como ninguém, as Organizações Globo tem o seu time. Apesar de sediada no RJ, o seu time do coração é o Corinthians. E não é por "paixão" lúdica, não. É porque os cartolas do time são muito bem relacionados com a CBF, principal instituição do esporte no Brasil e que pertence a Globo (claramente acionista da CBF, informação que só eu tenho a coragem de divulgar). 

Andres Sanchez ("primo" de Yoani e Pedro Alexandre?), cartolão do "Timão", é o pupilo de Ricardo Teixeira e com certeza seu herdeiro na CBF e quiçá na FIFA. Ou seja, todos os conchavos que favorecem o time do coração da Globo, com direito a manipulação ideológica a favor dele em uma certa novelinha das 19 horas. Se depender da Globo, somente o Corinthians ganha e fim de papo.

Globo e Corinthians: Quem ganhou com a implosão do grupo dos 13

por Cosme Rímoli, no R7

Ninguém ganha como o Corinthians em São Paulo, no Brasil. O Flamengo e seus R$ 750 milhões em dívidas não é páreo. Graças a Globo, os corintianos já começaram seu reinado. E, omissos, todos os rivais fingem não perceber…

Os quatro clubes de São Paulo divulgaram seus balanços. E os números não deixam dúvidas. Principalmente nas receitas. O Corinthians já deixou seus rivais para trás. Bem para trás.

O tratamento diferenciado que recebe da Globo é impressionante. Dos R$ 310,9 milhões, R$ 153,8 milhões vieram da tevê. Esse dinheiro é maior do que o total que o Palmeiras arrecadou em 2012.

Somando cotas de tevê, patrocínio, venda de jogadores e bilheteria. O São Paulo, segundo colocado, faturou R$ 220,7 milhões. Ou seja, R$ 90 milhões a menos. Isso tendo seu próprio estádio somando jogos e shows. Situação que o Corinthians ainda não tem.

Foram, como já foi escrito, R$ 153,8 milhões. O São Paulo recebeu R$ 112,4 milhões. O Santos, R$ 89,3 milhões. E o Palmeiras, foi o patinho feio, R$ 73,4 milhões. Menos da metade oferecida ao clube do Parque São Jorge.

Com o final do Clube dos 13 a negociação deixou de ser conjunta. É cada um por si. E a Globo pagando mais para quem lhe interessa. Em São Paulo, já fez sua escolha e ponto final. O Corinthians é o clube que será o mais visto porque dá maior audiência.

Como no país ibérico, mais dinheiro ao clube significa melhor elenco, mais estrelas. Maior visibilidade arrasta maiores patrocínios. O clube da Zona Leste é o que mais faturou também com anunciantes. Ganhou R$ 64,6 milhões. O Palmeiras conseguiu R$ 44,2 milhões. O Santos, R$ 40,4 milhões. O São Paulo apenas R$ 25,4 milhões.

Maior visibilidade, maior patrocínio, melhores jogadores e… Mais torcedores. O Corinthians arrecadou R$ 35,1 milhões em bilheteria. O São Paulo, R$ 25,4 milhões. O Palmeiras, R$ 18,4 milhões. Já o Santos, R$ 17,4 milhões.

O São Paulo só vence o Corinthians no item venda de jogadores. Conseguiu R$ 46,3 milhões. Não contabilizada a centenária venda de Lucas. Os R$ 108 milhões entrarão este ano. O Corinthians conseguiu R$ 33,8 milhões. O Santos conseguiu R$ 27,3 milhões. E o Palmeiras apenas R$ 6,3 milhões.

O resumo da ópera.

Em 2012, o Corinthians arrecadou R$ 310 milhões. 24% a mais do que em 2011. O São Paulo chegou a R$ 220,7 milhões. Cresceu 38,5%. O Santos R$ 175,1 milhões. 12,9% a mais. E R$ 121,1 milhões entraram no Palmeiras. 23,6% a mais do que há dois anos.

O Corinthians ganhou mais R$ 90 milhões do que o São Paulo. R$ 135 milhões do que o Santos. E R$ 161 milhões do que o Palmeiras. Isso sem o Itaquerão.

Projeções apontam que o estádio levará ao clube R$ 100 milhões por ano. Entre jogos e shows. A direção busca R$ 400 milhões pela venda dos naming rights. O Corinthians tem até acordo inédito com a Globo.
Assim que fechar com o patrocinador, a emissora divulgará o seu nome. O que nunca fez em décadas de patrocinadores de times de basquete e vôlei. Isso pela quantia de 10% do acordo que os corintianos conseguirem.

Como na Espanha, a Globo, emissora dona dos direitos de transmissão, desequilibra o futebol. Torna a vida corintiana bem mais fácil. Tudo começou em fevereiro de 2011.

Com Andrés Sanchez implodindo o Clube dos 13. Veio a recompensa, com o Corinthians, ao lado do Flamengo, ganhando mais do que os outros. Sendo mais mostrado, atraindo maiores patrocinadores.
O clube carioca não incomoda o corintiano.

Até porque é aquele com maior dívida no país: R$ 750 milhões. Por trás do campeão da Libertadores e do mundo há o que todos desconfiam. Muito dinheiro a mais do que os concorrentes. Exatamente como acontece com Barcelona e Real Madrid.

No Brasil, o momento é espetacular para as finanças corintianas. Ele desfruta os privilégios sozinho.
Já que o Flamengo precisa se livrar de suas dívidas. Isso vai levar anos. Enquanto isso, a distância aumentará.

Todos os dirigentes de outros clubes se calam. Pensam que nada podem fazer. Mas se não fossem tão omissos, covardes poderiam se unir. E exigir uma mudança de rumo. Fingem que não percebem. E vão aceitando passivamente ficar para trás.

Como um dia já fizeram os outros clubes da Espanha. Agora se arrependem amargamente. Enquanto acompanham admirados nos noticiários, as milionárias transações. Nunca deles, mas do Real Madrid e do Barcelona. Qual clube no Brasil teria condições de brigar por Pato? Quem teria R$ 40 milhões para dispor pelo atacante? Trazer de quebra Renato Augusto e Gil?

O Corinthians gastou R$ 60 milhões em reforços. Com o dinheiro entrando a mais, vai continuar comprando. E cada vez melhor. Tendo um time cada vez mais atrativo para a Globo. Com mais audiência. A emissora cobrará mais dos seus patrocinadores.

E dará sempre mais ao Corinthians. A bola de neve já está a todo vapor. Todos fingem não enxergar.
Depois, quando se tornar uma avalanche, será tarde…

Ao contrário do Flamengo, o Corinthians retribui à Globo. Em 2012, as maiores audiências no futebol foi com o clube. Não com a Seleção Brasileira.

Na final da Libertadores contra o Boca, chegou a 41 pontos. Cerca de 65% dos televisores estavam ligados na Globo. Na final do Mundial diante do Chelsea, 32 pontos.

Em 2013, o Corinthians já está na frente. Na partida contra o rival Boca nesta semana, 29 pontos. Recorde para o futebol no ano. Ou seja, uma mão está mesmo lavando a outra…

domingo, 5 de maio de 2013

Explicando a obrigatoriedade social do futebol

Para os brasileiros, futebol não é apenas uma forma de diversão. É um tipo de orgulho nacional que gera obrigação cívica e social, se inserindo na etiqueta social e fazendo com que a adesão seja maciça, quase total. 

Mas porque no Brasil uma mera forma de lazer é tratada desta forma, obrigando a quase todo mundo a aderir a essa modalidade esportiva, mesmo sem gostar de fato? Há uma explicação para isso.

O ser humano é um animal social. Depende da coletividade de da organização dessa coletividade para obter os benefícios que garantirão a sobrevivência e a conquista de algumas metas. Todos sabemos que as necessidades básicas são conquistadas com maior facilidade se tivermos maior contato com outras pessoas.

Como cada ser humano é diferente, cada um com sua própria experiência de vida, convencionou-se que teria que surgir uma espécie de ponto de concórdia para que pessoas de diferentes mentalidades pudessem se unir. E para esse ponto de concórdia, o papel foi dado ao futebol.

Desconheço os motivos que levaram a essa escolha, mas a intenção é essa mesmo, criar um ponto de concórdia entre os brasileiros. Tanto é que o campeonato mundial conhecido como "copa do mundo" é tratado no Brasil como se fosse uma grande confraternização entre os brasileiros, tendo a adesão de gente que normalmente passa longe de futebol. Claro que há gente, como eu, que nem em tempos como esse adere ao dito esporte, mas a maior parte prefere isso para intensificar a sociabilização.

Claro que o ideal que não precisássemos de um ponto de concórdia para tornarmos fraternos.Mas como ainda não aprendemos a respeitar o outro de maneira adequada, com altruísmo e aceitação das diferenças, dependemos de artifícios para que incluamos e sejamos incluídos nesta sociedade em aprendizado constante. Quando amadurecermos, não precisaremos mais dessa obrigação.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Após escândalo, Havelange deixa cargo de presidente de honra da Fifa

OBS: Não pensem que a corrupção no futebol se resume a isso. Todas as tentativas de transformar o futebol em unanimidade envolvem muita falcatrua e armações, pois o futebol é uma galinha dos ovos de ouro, com lucros garantidos e estimular a unanimidade, incluindo o desprezo aos que se assumem alheios ao esporte, é chave importante para que muito dinheiro continue entrando.

Tolos os que acham que futebol é um bando de garotos da favela a se reunir por conta própria para alegrar os brasileiros. A mídia até difunde essa lenda, principalmente em épocas de copa. Mas quem não é trouxa sabe que nada é como esse conto de fadas afirma.

O que aconteceu com Havelange é só um grão de areia nesse festival triste que se esconde por trás do futebol. Pois se o futebol fosse realmente honesto, a "seleção" brasileira nem teria ido a copa de 2002, onde a CBF comprou o pentacampeonato, pagando adversários para perder. Uma vitória mentirosa que até hoje ilude os brasileiros, cegamente confiantes no suposto heroísmo de um bando de analfabetos mulherengos.

Após escândalo, Havelange deixa cargo de presidente de honra da Fifa

Estadão ConteúdoPor AE-AP | Estadão Conteúdo – 12 horas atrás

João Havelange anunciou oficialmente a sua renúncia do cargo de presidente de honra da Fifa. O comunicado da saída ocorre depois de o dirigente ter o seu nome envolvido em um escândalo de corrupção que manchou de forma significativa a reputação da entidade que controla o futebol mundial. Apesar de ter confirmado a saída somente hoje, Havelange já havia deixado o cargo há duas semanas.

O presidente da câmara decisória do Comitê de Ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, anunciou nesta terça, por meio de um comunicado, que o brasileiro de 97 anos de idade renunciou ao seu posto na Fifa no último dia 18 de abril.

E a renúncia oficial de Havelange ocorre no mesmo dia em que a Fifa publicou um relatório do seu Comitê de Ética sobre o caso de corrupção envolvendo a ISL, extinta empresa que foi parceira de marketing da entidade.

Com a sua decisão, Havelange se livrou de receber qualquer punição por seu envolvimento no escândalo da ISL, que declarou falência em 2001. Após suspeitas de corrupção levantadas há mais de uma década, o caso voltou a ser investigado pela Fifa depois que a rede britânica BBC publicou uma reportagem, no ano passado, denunciando que a extinta empresa de marketing subornou membros da Fifa para ganhar os direitos de transmissão de várias Copas do Mundo.

Havelange foi presidente da Fifa de 1974 a 1998 e um documento divulgado pela Justiça da Suíça recentemente também sugeriu que Joseph Blatter, que sucedeu o brasileiro no cargo, sabia sobre um pagamento de 1 milhão de francos suíços para o ex-mandatário da entidade em 1997.

O caso de Havelange também envolve Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, com pagamentos que totalizaram US$ 22 milhões entre 1992 e 2000. Pressionado pelas denúncias, Teixeira renunciou aos seus cargos no futebol no ano passado.

No relatório que apresentou nesta terça, Hans-Joachim Eckert escreveu que Havelange e Teixeira agiram com uma "conduta moralmente e eticamente reprovável", mas enfatizou que aceitar propina não era considerado um crime na Suíça na época do ocorrido. Ao mesmo tempo, o juiz alemão pontuou: "Entretanto, é claro que Havelange e Teixeira, como dirigentes de futebol, não deveriam ter aceitado qualquer dinheiro de suborno, e deveriam ter de devolvê-lo desde que o dinheiro estivesse em conexão com a exploração de direitos de mídia".

Também acusado de receber propina, o paraguaio Nicolás Leoz, de 84 anos, deixou a presidência da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) na semana passada, assim como o seu posto no Comitê Executivo da Fifa. A decisão também teria sido tomada para evitar possíveis punições, embora o dirigente tenha alegado razões de saúde para renunciar aos seus cargos no futebol. Ele teria recebido US$ 730 mil em subornos, mas nunca enfrentou uma investigação da Fifa.

Pelo fato de Havelange ter renunciado, Eckert disse, por meio do relatório publicado nesta terça-feira, que qualquer medida ou sugestão de punição a ser tomada contra o brasileiro teria caráter "supérfluo", e o mesmo acaba valendo para Teixeira e Leoz.

Agora oficialmente fora da entidade máxima do futebol mundial, Havelange já havia renunciado, em dezembro de 2011, ao posto de membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), do qual fez parte por 48 anos. Na época, ele também alegou problemas de saúde para a renúncia, mas a decisão teve claro caráter político, pois ocorreu dias antes de a entidade olímpica definir se iria suspendê-lo por causa das denúncias de corrupção durante a investigação sobre o caso da ISL.