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domingo, 31 de março de 2013

Futebol e racismo: uma reflexão

Esta postagem está sendo escrita com o maior cuidado. Eu não sou branco, não sou racista, odeio racismo e qualquer forma de preconceito que possa impedir qualquer cidadão de ter acesso aos benefícios que a vida oferece. 

Mas é preciso tocar neste tema para que ao mesmo tempo que possamos garantir o direito a todos, estimular também a evolução de todos, pois tão ruim  quanto ser considerado inferior e usar essa mesma condição de inferior par obter vantagens e se estagnar na evolução sobretudo intelectual.

Apesar de condenável, o racismo muitas vezes é usado como desculpa para fugir de críticas construtivas. Os brasileiros são um povo que odeia se evoluir, odeia intelectualidade e prefere ser chamado de inteligente, evoluído e outras qualidades, sem ser de fato, já que para ser exige esforço e uma mudança radical de costumes e convicções.

Origem pobre reforça racismo

Os jogadores de futebol em sua maioria vem de classes humildes. usando o discernimento e despidos de qualquer preconceito, somos obrigados a aceitar que os pobres de hoje são bem emburrecidos. A evolução tecnológica não soube educar melhor os pobres, despejando uma avalanche de informações que não são muito bem trabalhadas pelas pessoas mal escolarizadas, que, além de embolar as informações, mantém todos os valores sociais que mantem o sistema injusto e atrasado. Será que ninguém vê que não estamos evoluindo de fato, que tudo está na mesma? Que o acesso aos benefícios do consumo não tem feito dos pobres pessoas mais intelectualizadas, já que para eles a tecnologia não passa de meros brinquedos para se divertir a todo momento?

E aproveitei para falar isso porque algo curioso acontece com os jogadores: pulam das classes mais baixas para as mais altas sem escalas, diretamente. A desvantagem disso é que eles não tem tempo de se prepararem intelectualmente para a elevação social, mantendo intactos praticamente todos os seus defeitos que são apenas burilados por assessores contratados pelos times. O que não muda nada, apenas adapta os jogadores as regras de etiqueta social exigidas pela elite. Quanto a gostos, convicções e ideias, tudo continua na mesma.

E o que isso tem a ver com o racismo? No Brasil, o racismo é agravado pela origem pobre. Uma pessoa não-branca (eu sou um não-branco, vale a pena frisar) sempre encontra obstáculos maiores para vencer na vida que um branco. O futebol parece ser uma das poucas formas de elevação sócio-econômica dos não-brancos. O sucesso dos jogadores de futebol tem estimulado famílias a educar suas crianças pobres, direcionando-as ao futebol, já que por outras vias a conquista seria mais difícil.

Futebol é ainda a melhor oportunidade para não-brancos

Para os não-brancos, o futebol é um excelente forma de conquista social. excelente como nenhuma outra oportunidade. Ainda mais no Brasil que, somado ao prestigio profissional e artístico (sim, o esporte é uma arte! Não é educação, do contrário que muitos pensam, mas é arte e é cultura) e dos bons ganhos financeiros em times prestigiados, ainda tem a admiração de uma imensa multidão, estimulada pelo fanatismo futebolístico imposto pela mídia e pelas regras socais. Costumo dizer que os jogadores de futebol são os homens mais amados do Brasil, por homens e mulheres, vistos como heróis postiços de uma nação tradicionalmente carente do verdadeiro heroísmo.

Mas muita gente, sobretudo em outros países, se incomoda com uma multidão de não-brancos se impondo socialmente através do futebol. Aí gera o racismo. Ficou comum em jogos cujos times tem uma maioria de não-brancos de torcedores jogarem bananas em cima dos jogadores como se quisesse chamar os mesmos de primatas. Apesar de cruel e ofensiva, a manifestação tem a sua razão de ser.

De fato, primatas nós somos. Com o diferencial que usamos o raciocínio. Há quem diga que não somos animais e sim algo a parte, humanos. É meio polêmico isso, mas é tradição para a ciência, pelo menos até agora, nos considerarmos animais sim, mas racionais. Racionais... talvez aí esteja a razão da polêmica desta postagem.

Há quem se esforce para mudar isso, embora quase ninguém saiba

Lembram que eu falei que os jogadores em sua maioria são de origem pobre e sobem de classe sócio-econômica sem se preparar para tal, mantendo praticamente o mesmo nível intelectual que tiveram em sua vidas de pobre (há exceções, mas raras)? Será que não seria interessante combater esses atos de racismo se intelectualizando? Se os jogadores são chamados de macacos, o melhor jeito de provar que não são macacos é fazendo o que os macacos não fazem: se intelectualizar.

Claro que muitos jogadores, sobretudo os menos populares que jogam nos exterior, se aproveitam para se intelectualizar. Isso não é muito visto nos jogadores mais populares. 

Os jogadores de menor popularidade, talvez por não serem muito bajulados pela mídia e não serem muito convidados para festas fúteis, além de satisfazer as exigências de sociedades evoluídas, que exigem que homens influentes tenham o mínimo de intelecto (o mínimo deles é muito maior que o "mínimo" no Brasil, já que os brasileiros confundem precário com básico), se esforçam para que possam usar a oportunidade para o crescimento pessoal. Estes, voltam ao Brasil bem melhores, muitas vezes dando honradas lições a sociedade. Pena que os jogadores mais bajulados não aproveitem a oportunidade da mesma forma como se observou no popularíssimo jogador Adriano, que voltou da Itália (país economicamente evoluído, mas culturalmente atrasado), pior do que já estava.

E se alguém criticar o jogador Adriano por suas atitudes irresponsáveis, é racismo? Ele não é assim porque é não-branco, é assim porque é imaturo, burro mesmo. Não canso de ver exemplos, fora do futebol, de não-brancos intelectualizados e que enriquecem de forma colossal a nossa cultura e dando valiosos exemplos de vida. Para mim, os não-brancos é que deveriam desprezar Adriano, por ser uma péssimo exemplo aos não-brancos.

Intelectualizar-nos é a melhor maneira de combater o racismo

Por isso, penso que os jogadores que se sentirem ofendidos por atos de racismo, seja aqui ou lá fora, ao invés de somente processar racistas (o que é necessário, mas não a única coisa a ser feita), deveria mudar de atitude, transformar o ato de racismo em uma crítica construtiva e mostrar para estes racistas ignorantes (o que é uma redundância: todo racista é ignorante, pois racismo nasce da ignorância) que macacos são os racistas. 

Quem sofre racismo deve se intelectualizar, rever seus valores e se afastar da cultura medíocre que sempre marcou a sua vida de pobre, lendo mais, se informando mais (não acumulando e sim processando ideias) e se possível, juntar um grupo para que juntos possam criar uma campanha de conscientização que possa acabar, não aos poucos, como tem sido, mas de uma vez por todas de nossos valores.

O racismo é nojento, mas enquanto os não-brancos continuarem medíocres em sua ideias, gostos e hábitos chinfrins, continuarão sendo alvo fácil de chacotas de tudo quanto é tipo, pois a mediocridade tira o nosso direito de nos sentirmos superiores. 

Até porque macacos são realmente medíocres, pois só fazem o que lhes ensinam, imitando. Seres humanos, não: evoluem por conta própria, se intelectualizam, criam ideias e objetos, divulgam, discutem, transformam o mundo. Somos capazes de superar qualquer mediocrização, basta queremos, rompendo com o que as tradições erradas sempre empurraram para nós.

É nosso dever mudar isso. Permanecer na mediocridade intelectual é dar razão a um bando de ignorantes que só por terem uma pele mais clara e traços mais finos se acham melhores do que a gente. E com os obviamente nocivos atos racistas, provam justamente o contrário.

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