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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

OBS: Após essas denúncias, mesmo depois de duvidar delas, a FIFA prometeu combater a corrupção no futebol. Mas acho difícil. O futebol é um excelente meio de manipulação social e também excelente fonte de renda. A vitória de um determinado time pode gerar muitos lucros para os interessados e não se medem esforços nem escrúpulos para facilitar a vitória desejada.

A Copa de 1998 e a de 2002 deram sinais claros disso, embora isso fosse pouco comentado. As seleções campeãs ganharam bem facilmente e suas vitórias serviram para favorecer autoridades desses países para que pudessem ter cargos privilegiados dentro da instituição esportiva que controla o futebol.

Há quem diga - e eu acredito fortemente nesta tese - que a vitória de 2002 favoreceu muito para que a Copa de 2014 fosse no Brasil, aumentando o poder de Ricardo Teixeira na FIFA, poder nada abalado com as denúncias que sofreu e que forçaram a sua demissão do cargo. De nada adiantou, pois Teixeira ainda é bem influente e pode ser o próximo chefão da FIFA, para fortalecer o mito de "melhor futebol do mundo" para os brasileiros e impedindo que o Brasil vença em outros setores mais essenciais, fazendo com que a "pátria do futebol" não seja mais forte que outras nações em áreas mais sérias de desenvolvimento.

A corrupção no futebol vai continuar existindo enquanto houver interesses em utilizar a citada modalidade esportiva como instrumento de manipulação das massas. Enquanto o povo não se educar e tratar o futebol como supérfluo, as coisas continuarão desta maneira. Para o bem exclusivo dos diretores da FIFA e dos empresários que a patrocinam.

Fifa tenta livrar a Copa e duvida das denúncias de corrupção no futebol

Jamil Chade - Correspondente - O Estado de São Paulo


GENEBRA - Temendo um impacto para seu principal torneio, a Copa do Mundo, e preocupada com a repercussão nos acordos com patrocinadores, a Fifa optou por colocar em dúvida algumas das conclusões das polícias europeias na investigação feita sobre manipulação de resultados no futebol. Citando seu diretor de Segurança, Ralf Mutschke, a entidade garante que casos de corrupção em jogos de Eliminatórias são quase impossíveis.

"Como regra geral, é difícil que os jogos de qualificação para a Copa do Mundo sejam arranjados, já que é o maior evento para as equipes e, acima de tudo, para os jogadores'', reagiu a Fifa, por comunicado. "Estamos, obviamente, acompanhando bem de perto as partidas, mas ainda não há suspeitas de manipulação.''

O fato é que a polícia europeia passou por cima da Fifa, e também da Uefa, deixando em evidência o fato de que as organizações do futebol simplesmente têm fracassado em lidar com os casos de manipulação de resultados. A investigação, de 18 meses, em nenhum momento foi informada à Fifa que, surpreendida, teve como primeira reação anunciar pela enésima vez que estava criando um disque-denúncia e um e-mail para receber informações sobre corrupção.

A Fifa só passou a duvidar do resultado de parte da investigação no final do dia, ou seja, depois de refeita da surpresa.

Inicialmente, a entidade insistiu que estava lutando contra a corrupção. "Toda a informação será mantida em anonimato e tratada com a maior confidencialidade'', garantiu. Caso receba informações concretas, a Fifa promete acionar a polícia. "Os desafios que o futebol enfrenta não têm precedentes'', declarou a entidade, que garante tratar o crime com "tolerância zero''.

A Uefa também está numa posição desconfortável, mas ontem apenas informou que vai aguardar o recebimento do dossiê elaborado pela Europol, para que possa apurar os casos.

A entidade recebeu a notícia do escândalo com frieza. "A Uefa teve conhecimento das declarações da Europol sobre suposta manipulação de partidas de diferentes competições e espera receber mais informações nos próximos dias'', informou a entidade. "Assim que a Uefa tiver em mãos detalhes da investigação, serão repassadas às instâncias disciplinares competentes com a finalidade de que se tomem medidas adequadas'', completou.

A Europol prometeu entregar à Uefa o resultado de seu trabalho.

Segundo a investigação, uma parte importante dos apostadores vem da Ásia. "Temos evidências de que, dos 700 jogos (suspeitos de manipulação), cerca de 150 deles tiveram suas operações realizadas a partir de Cingapura, pagando propinas de 100 mil (cerca de R$ 269 mil) por jogo para garantir os resultados", afirmou Fridhelm Althans, da polícia de Bochum e um dos líderes da Operação Veto.

Banimento. O árbitro húngaro Kolos Lengyel, que apitou a partida entre as seleções sub-20 de Argentina e Bolívia em dezembro de 2010 - investigada sob suspeita de manipulação -, foi banido do futebol em 10 de agosto de 2011. Ele e outros cinco juízes da Hungria foram punidos por suspeita de corrupção.

Lengyel foi preso ao retornar a seu país após apitar dois amistosos na Turquia, disputados no mesmo dia, em fevereiro de 2011. Nada menos do que sete pênaltis foram marcados nos jogos em que a Bolívia perdeu para a Letônia por 2 a 1 e a Estônia empatou com a Bulgária por 2 a 2

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