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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Esporte e Religião: parceiros fiéis do Capitalismo

O Capitalismo é um sistema excludente. Mas ninguém quer ficar com fama de mau (a não ser o Erasmo na tal música - se bem que ele um cara bem legal, maldade não é com ele, he, he!) e por isso os capitalistas se esforçam em transformar defeitos em qualidades sem alterar o objetivo final deles de eliminar pessoas da concorrência.

Manter a população intelectualmente imobilizada tem demonstrado sucesso na manutenção dos interesses do Capitalismo, já que silenciosamente, como carneirinhos domados, a população tem seguido corretamente as regras que mantém todo o sistema como está, garantindo poderes e lucros para quem exerce função de "liderança", os únicos a terem direitos plenos numa sociedade escassa de benefícios.

E aí entram religião e o esporte, excelentes instrumentos para tirar a imagem de vilania desse sistema na prática tão cruel. Alienar a população é imperativo e estas duas ideologias tem contribuído muito para enganar todas as pessoas e dar a impressão de que somos "justos" e "felizes".

Apesar de existir dentro da religião e do esporte gente simpática ao Socialismo, temos que reconhecer a poderosa e bem sucedida dos dois a legitimação dos conceitos capitalistas.

E ninguém precisa ser intelectualizado para entender como a religião e o esporte contribuem para disfarçar o efeito nocivo do Capitalismo. A religião e o esporte atuam de maneira bem diferente na tentativa de legitimar a prática capitalista.

Medo de Deus e medo dos líderes

A religião atua estimulando o medo e a submissão a líderes. As religiões construíram uma imagem falsa de Deus baseada nos líderes da Terra (autoridades, patrões, capitalistas) e tão falível quanto. Talvez seja esse o motivo de construir um Deus inexistente, mas coerente com o sistema criado para submeter massas.

Até mesmo o conceito de "livre mercado" tem muito a ver com o Deus das religiões, que tem o direito de fazer o que quiser, inclusive o de abusar e o de tirar direitos dos outros. Graças ao temor que temos ao Deus das religiões, acabamos temendo também pessoas que ocupam cargos de liderança, achando que eles tem todo o direito de abusar, pois são como "deuses", supostamente infalíveis mas realmente autoritários.

Estragar a alegria alheia não parece ser tão cruel

O esporte age de forma diferente, mas igualmente cruel. Ele atua através de outro aspecto: o de legitimar a competitividade, dando uma imagem positiva a uma atitude contrária ao altruísmo.

Muita gente se esquece - ou finge esquecer - que competir é tirar do outro o direito a um benefício que não foi bem repartido entre os beneficiários. Competir é esticar a perna para que o outro caia e se machuque. Em muitos casos, competir é matar o outro. De qualquer forma, é impedir o bem estar alheio.

Como a sociedade pode considerar como "valor positivo" algo feito para impedir o bem estar alheio? Mas essa incoerência foi consagrada pelo esporte (que já é nocivo ao estimular outro aspecto: o da perfeição física), fazendo crer que fazer o outro quebrar a cara não é considerado ruim. Afinal, animais competem e num mundo medíocre onde instintos ainda são priorizados, ainda temos orgulho de sermos animais, numa espécie de recusa a evolução intelectual.

E estes dois aspectos, o medo e submissão a líderes e a valorização da competitividade, aparecem consagrados pela influência respectiva da religião e do esporte, para a manutenção de tudo que está errado e que beneficia e muito os simpatizantes e beneficiários do Capitalismo.

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