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domingo, 30 de setembro de 2012

Veja o Gordo

O Fantástico, em crise de criatividade e de audiência, sabe que é preciso apelar para atrair os telespectadores. Os brasileiros de hoje gostam muito de coisas fúteis, músicas ruins e muito entretenimento inútil, daqueles que emburrecem e nada trazem de positivo para o desenvolvimento social.

E nada melhor do que recorrer ao futebol, eterno narcótico da população brasileira, como chamariz para uma atração que vai mal das pernas. No relançamento do quadro Medida Certa, no qual pessoas acima do peso são colocadas em atividades para emagrecimento, quadro que teve a participação dos próprios apresentadores, Zeca Camargo e Renata Ceribelli, resolveram convidar o ex-jogador Ronaldo Nazário, conhecido como o "Fenômeno", garoto propaganda da copa de 2014, para perder seus quilinhos.

Se com a participação dos próprios apresentadores, o quadro foi uma espécie de "salvação" para o programa, graças aos bons índices de audiência, imagine com o rotundo ex-jogador, numa sociedade que acha que chutar uma bolinha em uma rede é sinônimo de felicidade, patriotismo, amizade e qualidade de vida.

Estão dando importância a muita bobagem. Fazer o quê, o Brasil acha que vai se desenvolver dessa maneira...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vasco faz campanha contra o racismo. Louvável. Agora só falta fazer campanha contra o preconceito a quem não curte futebol

O time carioca Vasco da Gama está fazendo uma admirável campanha contra o racismo, afirmando ser o primeiro time a admitir negros e não-brancos no elenco de jogadores. Uma campanha mais do que louvável, que eu apoio sem hesitar e que todos os times, sem exceção deveriam se unir e difundir para o mundo. 

Racismo é uma ignorância e limitar os benefícios por causa da uma cor de pele é uma grande perda de oportunidade de conhecermos grandes pessoas de cor que ajudam a construir a sociedade com sua inegáveis qualidades e seu exemplo resultando de uma experiência de vida única que nos ajuda a crescer mais e mais. Os indivíduos de todas as etnias merecem a total felicidade do mundo. Racismo extinto imediatamente!

Mas outra campanha anti-preconceito deveria ser anexada junto a essa, já que prejudica um grupo de pessoas com a mesma crueldade que o racismo: o preconceito contra quem não gosta de futebol.

No Brasil, quem não curte futebol é desprezado, abandonado, quando não é ridicularizado. Futebol, no Brasil é tratado como obrigação social e por causa disso, muita gente que não curte futebol, se sente na obrigação de curtir e acaba abrindo mão do próprio prazer com medo de se sentir excluído da sociedade, por não "obedecer" a uma obrigação que na verdade, não é citada em uma lei sequer. Não existe lei formal que obriga alguém a gostar de futebol e o lazer deve ser sempre opcional, pelo seu caráter subjetivo.

Vamos parar de preconceito contra quem curte futebol. Mídia e autoridades devem perceber e difundir a existência de quem não está a fim de futebol. Tem que reconhecer que quem não curte futebol é tão alegre quanto quem curte; que existe outras formas de alegria e diversão que passam bem longe do futebol. Futebol é um direito, sim, mas nunca uma obrigação. nem mesmo em copas.

Ninguém é obrigado a deixar de gostar de futebol, mesmo que seja apenas para agradar a sociedade. Mas essa mesma sociedade deveria também respeitar e admirar quem não curte futebol, nunca recusando amizade e oferecendo a estas pessoas alheias ao esporte mais popular do país, opções de lazer, reconhecendo que no país da diversidade, respeitar a diversidade de gostos e de lazer é importante e indispensável.
Recusemos o racismo anti-não-brancos no futebol, mas recusemos também o preconceito contra quem não quer saber de bola rolando. Temos o direito a todos os benefícios da sociabilização, sem precisar seguir a suposta obrigação de gostar de um esporte que apesar de popular, não nos dá o menor prazer.


domingo, 23 de setembro de 2012

Não tem algo melhor do que fazer do que ficar exaltando times no Facebook?

Às vezes tenho medo de abrir o meu Facebook. Nos domingos inclusive criei uma regra de nunca abrí-lo neste dia. os amigos que me perdoem, mas domingo é dia de NÃO me encontrar na rede criada por Zuckerberg. Enquanto o futebol continuar se tornando o maior motivo de "orgulho" (???!!!) do brasileiro, não entrarei no Facebook aos domingos, a não ser em caso realmente necessário.

O motivo disto é o fanatismo pelo futebol que os brasilairos demonstram. Infelizmente, o brasileiro, como povo infantilizado - Brasil não é um país sério - dá excessiva importância a algo que originalmente foi criada para ser uma mera distração para quem não tem nada mais importante a fazer.

Isso irrita quem tem o discernimento um pouco mais desenvolvido. É como acontece com as crianças quando vão à Disneylandia e ficam fascinadas por aquelas pessoas vestidas de personagens dos desenhos animados, fazendo crer que tudo aquilo é real. Para os futebosteiros a vitória de um time ou da "seleção" representa qualidade de vida, por mais absurdo e ilógico que possa parecer.

Aí os fanáticos vem com chuvas de postagens futebosteiras transformando, como tinha dito um cara em uma comunidade anti-futebol no já esquecido Orkut, o Facebook em um "Globo Esporte" )ou seria Globo Futebol?). Seria legal ver essas postagens se vivêssemos em uma sociedade onde o futebol não é obrigação e muito menos motivo de "orgulho" da população. Mas como vivemos num autêntico "Idiot Country", estas postagens ganham status de enchimento de saco, como gritaria de criança malcriada.

Será que esses fanáticos ficariam felizes se eu postasse muitos cartazes e memes sobre automobilismo ou até mesmo de esportes menos populares como beisebol e hockey no gelo?

E não me procurem no Facebook aos domingos enquanto acharem que futebol é "orgulho nacional". Até largarem as chupetinhas, estarei no Facebook somente nos sérios dias úteis onde todos carregam pedras ao invés de chutar bolinhas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Respeitemos os argentinos, nossos irmãos mais esclarecidos

É uma grande bobagem a mania do brasileiro de forjar uma "inimizade" com os argentinos só por causa do futebol. Bobagem e falta de informação. Se os brasileiros olhassem para o próprio rabo, respeitariam os argentinos. respeitariam tanto, a ponto de lamber a sola dos pés dos portenhos.

Os brasileiros se esquecem que, se no futebol os tupiniquins levam a melhor, em matéria de cultura e politização, o povinho da Terra Brasilis leva um verdadeiro banho de cal, perdendo muito feio. Os brasileiros, além de alienados, adoram música ruim e agem feito animais na hora do lazer.

Os argentinos, quando sentem que algum direito essencial não está sendo satisfeito, saem para protestar. E protestam com aquela agressividade típica de quem realmente está inconformado. O presidente Fernando de La Rua foi realmente deposto após os protestos da população. No Brasil, nada disso. O xará Fernando Collor não foi deposto por causa da população. Foi porque incomodou a burguesia, incomodada pelo confisco da poupança que acabou prejudicando os ricaços brasileiros. A corrupção foi só pretexto e a população, sobretudo os jovens, estavam mais interessados em um carnaval extra do que realmente em tirar um "corrupto" do poder. Brasileiro é tão alienado que pensa que está se rebelando quando sua atitude prova o contrário.

E na cultura? Enquanto os argentinos ainda ouvem rock e sofisticaram o tango, acrescentando a tecnologia da música eletrônica e modernizando as suas características, além de ainda continuar gravando as músicas andinas de letras politizadas, os brasileiros descobriram que a "cultura" deveria "evoluir" abaixando as calças e se ridicularizando, numa infantilização de fazer envergonhar qualquer criança de 5 anos de idade que tenha o cérebro em perfeito estado.

Os brasileiros, cansados do - suposto - monopólio cultural "imposto" pelo rock brasil dos anos 80, resolveu "diversificar" a sua cultura através da assimilação de muito lixo cultural, conhecido como "música brega", acreditando na falsa ideia de que, a redemocratização do país e a internet tivessem tornado o povo pobre - ainda muito mal escolarizado até hoje - mais intelectualizado, com condições de produzir uma cultura rica, o que a prática provou ser o contrário. O brasileiro, sem saber vê a sua cultura descendo "tranquilamente" até o esgoto, tirando da juventude a chance de conhecer o que realmente é relevante.

E aí, brasileiros? Ainda dão razão à arrogância de "melhores do mundo" no futebol? O que adianta ser o melhor do mundo em uma atividade inútil, caracterizada unicamente na entrada de uma bolinha em uma rede. Só um povo bem idiotizado para achar "importante" o fato de uma bolinha entrar em uma rede.

Os argentinos são fanáticos por futebol. Mas pelo menos em um aspecto, eles podem isso. Pelo menos sabem que o futebol é apenas uma forma de lazer, não como os brasileiros que tratam o futebol como dever cívico e assunto de segurança nacional. Para os brasileiros, carentes de uma guerra séria - que até mesmo a Argentina passou - as copas do munda são tratadas como tal, com os jogadores fazendo o papel de "soldados" e o técnico de "Ministro da Defesa". mais palhaçada impossível.

Hoje teremos jogo "Brasil x Argentina". Provavelmente os brasileiros irão ganhar, já que há muito dinheiro de patrocinadores envolvido. E os patrocinadores, donos de empresas estrangeiras, estão muito interessados que os brasileiros continuem nessa letargia futebolística que impede qualquer conscientização política e social. Farão de tudo, mesmo desonestamente (como porvaram ser capazes em 2002), para que os amarelos ganhem, para manter intacto o conto de fadas. 

Pode ser que o Brasil ganhe de todos no futebol. Mas nas coisas realmente boas e úteis na vida, ainda vai continuar perdendo feio, com direito a uma dolorosa surra de cinto, dada por sociedades nem tão desenvolvidas como a nossa (que já não é tão desenvolvida). E esse tipo de surra dói pacas.

domingo, 16 de setembro de 2012

Movimento Espírita e Futebol: uma mistura mais do que heterogênea


No Brasil, o futebol, que deveria ser encarado como mera diversão, é tratado como assunto sério, como se o bem estar da população dependesse da entrada de uma bolinha em uma trave com rede. Algo típico de uma população sem discernimento, sem auto-estima e completamente infantilizada.

O Espiritismo brasileiro, tão sem discernimento e tão infantil quanto, achou excelente associar a versão "farofa" da doutrina codificada por Kardec com o famoso esporte, aumentando o caráter de seriedade desta forma de lazer. Já temos o cacoete incurável de colocar o futebol em tudo quanto é assunto, porque os espiritolicos não iriam fazer o mesmo?

Legal porque unem-se dois tipos de fanatismo cego, travando a evolução intelectual da sociedade e colocando-a numa ilusão fantasiosa que só combina com a mais tenra infância, onde fadas e duendes perambulam por nossos imaginários. Crescidos, na ânsia de prorrogar a infância, pelo menos no lazer e na religiosidade, decidimos criar novas fadas e novos duendes.

Chico Xavier:o sacerdote que casou o Espiritismo brasileiro com o futebol

Se não bastasse a considerável quantidade de jogadores com o nome de "Allan Kardec" (com as mais variadas mudanças de grafia) e o fato de que o espírito André Luiz supostamente ter sido presidente de um clube de futebol, a morte de Chico Xavier serviu como uma deliciosa, mas alucinógena cereja no bolo, ao decidir que o falecimento seria num dia de vitória futebolística.

O curioso é que o honesto Xavier morreu num dia em que a "seleção" conquistava a sua vitória de modo fraudulento, numa copa que começou desonesta, desde a eliminatória, onde, no desespero de não faltar a uma copa, a CBF fez de tudo para que a "seleção" entre as últimas, pudesse garantir a sua vaga na copa que trouxe o penta - forjado para favorecer a escolha do Brasil para a copa de 2014 e mais ainda o poder de Ricardo Teixeira, provável próximo presidente da FIFA -, gerando a falsa alegria de um povo que nunca consegue se livrar de seus problemas. 

O mais curiosos ainda é que o comportamento da "seleção" na copa de 2014, que forjou uma invencibilidade mesmo com jogadas fracas e hesitantes, pagando adversários fortes para jogarem mal, favorecendo aquilo que resultou no penta-campeonato. Embora quase ninguém admita, embora esteja visível, a "seleção" da CBF (a FEB do futebol) repetiu em 2002 a mesma atuação da França (país de Kardec e do surgimento do Espiritismo) na copa anterior, esta claramente acusada de fraudulenta, do contrário que os supostamente honestos "meninos do Brasil", nascidos no país do "jeitinho". Quando o Ladrão é de casa, ninguém que acusá-lo de roubo.

Assim como na vida comum, o fútil futebol não deve se meter com o Espiritismo

Futebol só é válido como lazer. Foi para isso que ele foi criado. Não foi algo para ser levado a sério. Levar a sério uma forma de lazer como o futebol é coisa típica de quem ainda não amadureceu e coloca as brincadeiras acima dos estudos.

Não vou entrar na questão do verdadeiro motivo que fez Chico Xavier morrer na mesma data da vitória da "seleção". Até prova ao contrário, prefiro acreditar que foi coincidência. Ainda existe muita polêmica em torno disso, já que até entre os espíritas científicos, é evidente o medo de dissociar a quase divinal imagem de santo do ingênuo médium. Mas associar a morte dele ao futebol, justificando que a população estava "feliz" já é uma verdadeira coletânea de tolas mistificações em um só fato.

Essa associação infeliz só fortalece a alienação e a fé cega, travando o raciocínio e superestimando uma forma de lazer que mesmo campeã, ainda não trouxe de fato a verdadeira alegria para a população, servindo mais de instrumento de estímulo à passividade e cegando as pessoas com sua luz forte, mantendo todos os erros que há muitas décadas nenhum brasileiro, nem mesmo o bondoso Xavier, conseguiu consertar.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"Gostoso é ver um pobrezinho jogar..."

Interessante. No Brasil, os esportes que alcançam alguma popularidade são os que podem ser praticados por pessoas pobres. Não sei se isso é por identificação - esportes que podem ser praticados por qualquer um - ou voltamos à Idade Média, onde os bobos da corte que divertiam as elites vinham das classes menos abastadas. Prefiro acreditar nas duas juntas.

Esportes como automobilismo, tênis, golfe, não tem muita popularidade no Brasil. Há quem goste, mas representam parcela reduzida da população. E normalmente é fácil achar quem critique estes esportes pelo elitismo. E quem critica tem o costume elitista de achar que pobre só pode vencer na vida batendo tambor ou jogando futebol. Advogado, médico, engenheiro e empresário, nem pensar, não é?

Parece que  para a população brasileira tem mais graça ver pobres praticando esportes. Parece novela, é mais emotivo. Dá para fazer aquela associação que acaba transformando atletas em heróis (de si mesmos). Não dá para fazer isso na Fórmula 1 onde os corredores, normalmente nascidos em berço de ouro, saem de suas corridas direto para suas mansões caras em algum litoral europeu. Até mesmo quem não nasceu na Europa, já que até mesmo corredores brasileiro tem castelos e mansões nas paradisíacas paisagens europeias.

Mesmo que enriqueçam depois, os praticantes de esportes de pobre como o futebol e as lutas, as pessoas adoram exaltar a origem humilde de seus atletas, dando um ar de romantismo novelesco que sempre significa final feliz para quem assiste as competições dessas modalidades.

Sinceramente, ô povo piegas e hipócrita o brasileiro. Gosta de ver pobres praticando esportes. Mas detesta ver pobres subindo dignamente por causa do intelecto de atividades mais "elitistas".

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não tinha outra data para esse jogo?

Não se sabe se foi proposital. Uns argumentam que o fato de ser feriado é que foi o verdadeiro motivo. Outros acham importante a "seleção" jogar num dia como hoje. A segunda alternativa se torna bastante perigosa para justificar a escolha da data...

O brasileiro, povo alucinado e alienado, adora associar futebol a coisas importantes. Um povo infantilizado que acha que conquistar uma vitória em uma atividade cuja façanha mais importante é colocar uma mera bola de borracha em uma rede. 

Gente, desde quando colocar uma bola em uma rede é importante para o país. Porque nos orgulhamos de um gesto tão banal e fútil. A vida de muita gente mudou por causa das 5 vitórias por causa da entrada em uma bolinha? Isso é motivo para orgulharmos de um país, que se encontra cheio de problemas e erros?

É uma imaturidade tratar o futebol como orgulho nacional e colocar esse jogo no dia de hoje foi uma atitude infeliz que só favorece o fanatismo cego e a infantilidade do brasileiro, esse povo tão idiotizado que adora inverter as coisas, levando à sério tolices inúteis e desprezando coisas realmente sérias que interferem em nossas vidas.

Fantasia acreditar que o futebol trará dignidade um dia. Bem provável que faça o contrário. 2015 mostrará isso.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Vamos deixar o futebol conduzir as nossas vidas?

O fanatismo no futebol parece não ter limites. Pelo jeito, para a maioria, o futebol é que guia as rédeas sobre o que deve ou não deve ser feito em nosso país. Duas coisas me fizeram pensar a respeito.

Primeiro, a insistência em dizer que as melhorias no transporte são para a copa, são para a copa... Outra é a naturalidade com que espíritas (??!!) e espiritólicos encaram o fato de Chico Xavier ter morrido num dia fantástico para o futebol. Para estas pessoas, o futebol ganha uma importância que vai infinitamente além daquele que esse esporte já poissuí.

Sinceramente, percebo que a população brasileira está cada vez mais emburrecida, mas não achava que seria tanto. Uma mera forma de lazer, fútil e banal, caracterizada pela entrada de uma bolinha em uma rede pode mexer tanto com a população brasileira, a ponto de alterar todo o cotidiano. De decisões importantes estarem submetidas a uma mera entrada de uma bolinha em uma rede.

E é desta forma, emburrecida, que os brasileiros acham que estão prontos para liderar o mundo nos próximos anos, como "maior potencia" e "Pátria do Evangelho". Isso é uma catástrofe. É como entregar a Presidência da República para um doente mental recém nascido, totalmente lesado.

E aí os brasileiros reclamam quando algum nativo de um país desenvolvido ri da cara de nossa população. Eles riem com muita razão. Eles sabem com que tipo de idiota estão lidando.