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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Membro do Orkut diz que fanatismo só irá acabar quando o futebol brasileiro for derrotado com frequencia

OBS: Esse texto escrito por um membro da comunidade Eu Odeio Futebol, do Orkut, Diego Silva, que levantou uma coisa interessante neste texto bem bolado. Ele percebeu que o fanatismo vem do mito de "melhores do mundo" que o futebol representa aos brasileiros. Já conversei muito com meu irmão - que também detesta futebol - sobre isso.

Diego está certo. O Brasil tem que amargar derrotas sucessivas no futebol para destruir o fanatismo. Por enquanto issomparece impossível, pois mesmo com jogadores ruins, teremos os cartolas da CBF a pagar adversários para perderem, como aconteceu em 2002. Mas sonhar não custa. Pelo menos com uma ausência em uma copa.

Um possível jeito para acabar com o futebol

Diego Silva CART Series - Extraído do Orkut - Eu Odeio Futebol

Nós sabemos e eis que a alienação e o fanatismo pelo futebol está profundamente cravado no inconsciente de milhões de brasileiros e que esses tratam o que era para ser apenas um esporte saudável em um pseudo-dever cívico. Também alardeiam aos quatro ventos frases do tipo "o Brasil é o país do futebol", "a seleção brasileira é a única seleção penta campeã do mundo" e que "o Brasil é a única seleção do mundo a ir a todas as copas". Foi pensando nessas coisas ultimamente e eu acho (eu disse "acho") que encontrei o "calcanhar de Aquiles" de toda essa alienação: a melhor maneira de acabar com o fanatismo e a alienação do brasileiro pelo futebol é pela via esportiva.

Como pode se dar isso? Explico: todos aqui da comunidade sabem que o povo brasileiro é um povo com baixíssima autoestima, que sempre teve o esporte, principalmente o futebol, como uma "válvula de escape" para todos os seus problemas. Para eles, a vitória de um atleta brasileiro, de preferência se for um jogador de futebol, é vista como um tipo de vitória pessoal, que todos os seus problemas se resolverão a partir daquela vitória. Pura ilusão. Querem um exemplo disso? Ayrton Senna.

Quando ele esteve competindo nas pistas, entre 1984 e 1994, a Fórmula-1 era o segundo esporte predileto dos brasileiros. Toda vez que ele vencia uma corrida o brasileiro (pelo menos, a maioria manipulada pela mídia) comemorava como se fosse ele que estivesse no alto do pódio. Quando Senna morreu no dia 1º de maio de 1994, o interesse pela Fórmula-1 no Brasil praticamente desapareceu. Eu mesmo conheço muitas pessoas que deixaram de assistir Fórmula-1 depois da morte de Ayrton Senna, mas isso é uma outra história. Outro exemplo disso é Gustavo Kuerten, o "Guga". Depois que ele começou a ganhar títulos nos principais torneios de tênis do mundo, o povo brasileiro passou a dar uma certa atenção ao tênis. Depois que ele abandonou as competições, esse interesse desapareceu. Agora voltando ao futebol. Eu disse agora pouco que a maioria dos brasileiros gosta de dizer que "o Brasil é o país do futebol", "a seleção brasileira é a única seleção penta campeã do mundo" e que "o Brasil é a única seleção do mundo a ir a todas as copas", mas é aí que eu acredito ter encontrado esse "calcanhar de Aquiles".

Continuando... Agora pensem por um momento e considerem duas perguntas: a primeira é e se um dia vier a acontecer da "selixão brasileira" não for a uma copa? Com certeza seria uma "tragédia nacional" para todos os alienados pela bola se isso viesse a acontecer. É o argumento predileto de todo futebosteiro, que o Brasil é o único país do mundo a ir a todas as copas, mas houve momentos em que a "selixão" quase não participou de uma copa, se não estiver enganado, isso ocorreu nas eliminatórias de 1993 e 2001.Também vale a pena lembrar que, entre 1976 à 1994, a "selixão brasileira" passou por muitos vexames até conquistar o título de 1994. A segunda pergunta é: e se ela for superada em número de títulos? Atualmente, a maior candidata a realizar tal "façanha" é a seleção italiana, com quatro títulos.

Por isso fica aí a possibilidade: no dia que tais coisas vierem a acontecer, como ele ficar fora de várias copas e for superada em número de títulos, acredito eu que o interesse, e a alienação, por esse esporte tenderá a diminuir.

Bom, sonhar não é pecado, né?

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