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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rio de Janeiro: Copa do Mundo todo ano, o ano todo

É fato confirmado o de que é no Rio de Janeiro é que se encontra o povo mais fanático por futebol, graças ao prestígio nacional e até mundial dos times locais. Um fanatismo cego e irracional que acaba por agravar mais ainda a ideia falsa de que o futebol é um dever cívico/social. 

Assumir que não curte futebol no Rio de Janeiro chega inclusive a render inimizades, pois qualquer torcedor prefere fazer amizade com um torcedor do time adversário do que admitir e respeitar quem prefere se manter alheio a citada  modalidade esportiva, já que o nativo local inclui o gosto pelo futebol na lista de regras da etiqueta social.

O fanatismo daqui é tanto, que quem vive no RJ e não curte o tal esporte, além de apreciar uma vida tranquila e sem barulho, como eu, sofre, tendo seu direito ao sossego negado por um bando de fanáticos que acha que berrar por um time é a sua razão de viver. Pelo jeito o povo do Rio detesta sossego e tranquilidade. Ou acha que berrar durante jogos é que significa tranquilidade.

Sensação de Copa do Mundo anual e diária

Para quem não vive no RJ, tem mais acesso a uma vida sossegada. O fanatismo fora das terras de Mem de Sá não é tão forte. Quando eu morava em Salvador, não eram todos os lares que tinham fanáticos dispostos a berrar feito alces, atrapalhando o sossego da vizinhança. E além disso, não havia berros em jogos noturnos de quarta, normalmente protagonizados pelas estrelas cariocas.

Apenas nas épocas de Copa do Mundo, de 4 em 4 anos e durante um mês, é que o sossego era quebrado. Mesmo assim, nota-se que a "seleção" não é uma unanimidade na Bahia, pois até os mais fanáticos futebosteiros preferiam direcionar sua paixão aos mais fortes times locais, Bahia ou Vitória, enquanto a Copa era majoritariamente seguida - acreditem se quiser - por quem não costuma curtir futebol, acreditando estar seguindo um dever cívico. Puro delírio.

Mas no Rio de Janeiro, essa sensação que só ocorre nos quasriênios, ocorre todos os anos. E o pior, não é durante um mês, mas o ano todo. O descanso na verdade só acontece entre o mio de dezembro e o final de janeiro, quando começam os campeonatos regionais, tendo o seu auge no Campeonato Brasileiro e na Libertadores das Américas.

O futebol tem sido uma prova de que não vivemos em uma democracia real, onde todos deveriam ter o seu direito respeitado. A nossa "democracia" é uma democracia de maioria, onde que não prefere acompanhar a correnteza, além de ser excluído da sociedade, ainda tem que arcar com os danos gerados pela maioria protegida pela sociedade, pela mídia e pelas autoridades, estas ultimas que deveriam fazer com que as leis também garantissem o bem estar da minoria, algo que nunca é posto em prática em nosso país, sobretudo no Rio de Janeiro.

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