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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Facebook atingido por uma avalanche de postagens sobre futebol

Ontem, no meu Facebook fui atingido literalmente por uma avalanche de postagens sobre futebol. A maioria esmagadora dos meus "amigos"*, gente que sequer conhece um ao outro, resolveram - como se tivessem combinado - comemorar as vitórias de seus times praticamente ao mesmo tempo e de uma vez só.

 Até quem não costumava colocar postagens sobre o assunto resolveu colocar, naquele papo de que "todo brasileiro tem a obrigação de torcer para algum time de futebol". Ou eram comemorações da vitória do time preferido ou ataques ao adversário que perdeu.

Para quem pensa que usar a internet faz de alguém mais esclarecido do que o outro, vale lembrar que a internet até agora só serviu para os brasileiros conformarem todas as crenças e valores - obsoletos, vale destacar -  que foram aprendidos por outros meios, sobretudo a televisão, ainda o maio de comunicação mais influente no Brasil. Prova disso é que para a maioria dos brasileiros, o aparelho de televisão se transformou em "artigo de primeira necessidade", algo que ele nunca é de fato, já que dá para ter uma vida digna e bem informada sem qualquer aparelho de televisão.

E o futebol é um desses valores retrógrados, tão arraigado na sociedade brasileira que se transformou em obrigação social irrecusável. É como se a pessoa se sentisse socialmente incluída só porque se "alegra" com a vitória de uma agremiação cuja vitória nada traz de concreto em matéria de benefícios. Como falei em outras postagens, o brasileiro sofre e se empolga por causa de uma mera ilusão.

E essa obrigatoriedade que força essa pseudo-unanimidade, que faz com que pessoas de diferentes características se unam em prol dessa ilusão, numa mobilização que não se vê em questões mais sérias e realmente influentes no cotidiano da sociedade. Como se a vitória de algum time pudesse trazer a redenção social, resolvendo - ou compensando - os problemas que nunca queremos resolver.

E as redes sociais, que de fato servem de termômetro para a falência social que se encontra a nossa sociedade, se torna um bom veículo para que pessoas de baixa auto-estima, desprovidas de qualquer valor sólido, achando que através do consumismo é que a sociedade brasileira irá se evoluir, mostrem o seu "amor" a times de futebol que nada fazem de útil, quando na verdade deveriam amar seres humanos, cada vez mais carentes de um verdadeiro afeto, este um sentimento cada vez mais ausente em nossa sociedade, que rede social nenhuma conseguiu suplantar.

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* NOTA: Não sei porque a utilização da palavra "amigo" em redes sociais. Na verdade deveriam ser chamados de "seguidores", pois eles só seguem o meu perfil. Amigos de fato só dois ou três. Para ser amigo de fato, deveria haver um sentimento de afeto que não se observa em nenhuma rede social.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A estranha morte de Chico Xavier

Como todos sabem, o médium Chico Xavier morreu no mesmo dia em que a "seleção" conquistou o - fraudulento, diga-se de fato - pentacampeonato mundial. Segundo o que aparece no filme que fizeram sobre a vida do médium, Xavier teria escolhido a data, para morrer no "dia em que os brasileiros estariam felizes", distraídos e por isso alheios ao falecimento do médium. Mas só esse fato e a declaração puxam um bom questionamento.

Pra começar, se como análises recentes de espíritas científicos mostram, Xavier não era um espírito de máxima grandeza - teria que desenvolver mais o intelecto, pois a ingenuidade era sua característica frequente (e verdadeiros sábios nunca são ingênuos). Então, como ele teve o direito de escolher o dia que iria morrer? Porque lhe foi concedido esse "privilégio"? O comediante Bussunda, que também morreu durante uma copa, teve o mesmo "direito de escolha"?

E como num país católico, em que a religião em que mais cresce é a evangélica - nas suas muitas subdivisões, Chico teria uma popularidade o suficiente para que houvesse a necessidade de falecer com a população devidamente distraída? Celebridades de popularidade muito maior que Xavier morreram em dias comuns, com direito à atenção e comoção populares, sem atrapalhar a ordem do cotidiano.

E porque morrer num dia "importante" para o futebol? Nisso, teremos que fazer uma boa análise, lembrando do caráter ufanista de algumas de suas obras, sobretudo a de Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, onde, a maneira católica, cria o Brazilocentrismo, versão provinciana da ideia medieval de que a Terra era o centro do universo.

O futebol é o esporte mais popular de nosso país. Tão popular que se transformou, graças a muitos erros de interpretação resultantes do fanatismo e da alienação, em um misto de dever cívico e obrigação social. O futebol é tão importante para os ufanistas que chega a ser motivo de feriado, além de estar presente em muitos assuntos alheios ao mesmo esporte e de ser respeitado por autoridades políticas.

Mas o futebol não passa de uma forma de lazer, hiperestimada pela mitologia brasileira que enxergou neste esporte uma importância infinitamente maior que a real. Jogadores tratados como soldados heróicos. Técnicos de futebol recebendo tratamento de Ministros de Estado. O uniforme da CBF e os hinos de futebol tratados como símbolos cívicos. Tudo para transformar uma mera forma de lazer em orgulho nacional de quem não tem um motivo real para orgulhar de ser brasileiro. Ou seja, uma ilusão. O maior motivo de orgulho do brasileiro é uma ilusão.

E porque um médium de suposta elevação espiritual, considerado representante de uma doutrina surgida cientificamente, vai tratar como motivo de felicidade real dos brasileiros, uma mera ilusão?

A declaração atribuída a Xavier é perfeita para os espiritólicos futebolistas, já que dá uma pseudo-autenticidade ao futebol, graças a suposta aprovação espiritual, além de "confirmar" e "legitimar" a associação entre o futebol e o patriotismo - que para mim não passa de mero ufanismo sentimentalóide.

Conhecendo o caráter ufanista de vários espiritos que se comunicaram através do famoso médium, é compreensível que a data escolhida fosse a mesma data do penta, já que isso reforçaria e muito a crença absurda do Brasil como um paraíso espiritual, apesar de evidências mostrarem que o Brasil na verdade é um purgatório espiritual, onde espiritos de intelectualidade e moral atrofiados tentam resgatar suas dívidas.

Futebol e religião: parceiros na alienação da população

O esporte - no Brasil, principalmente o futebol - e a religião são excelentes instrumentos de alienação. Ambos impedem qualquer racionalidade, defendendo ideias absurdas, além de lançarem mão de preconceitos.

As elites conhecem muito bem o poder alienador do esporte e da religião, que mantém a população ocupada durante o seu tempo livre, impedindo o surgimento de subversivos que possam ameaçar a "tranquilidade" gerada pela manutenção das injustiças tão comuns em nossa sociedade.

Muitas vezes, as duas coisas são unidas para reforçar ainda mais a imobilização social, impedindo que os indivíduos questionem sobre as coisas da vida durante o tempo em que não estão dedicados a satisfazer interesses de patrões e clientes.

Como explicar a morte de Xavier?

A estranha morte de Chico Xavier parece não ter uma explicação lógica. Pode ter sido uma mera coincidência. Mas para os defensores do misticismo espírita, não houve coincidência.

Para os místicos, é ótima a associação da morte do médium à copa do mundo de futebol, até porque traz a ilusão de que a espiritualidade - que segundo os místicos é composta apenas de espíritos de elevação máxima, se esquecendo de que, como os livros da codificação mostram, existem incontáveis níveis diferentes de evolução - aprova o futebol brasileiro e sua atuação nas copas. Os fanáticos por futebol que dizem seguir a doutrina encontraram um motivo a mais para continuar no seu fanatizante vício.

E vale lembrar que a copa do penta foi uma copa conquistada sem honestidade, com muita fraude, com a "seleção" jogando muito mal e pagando adversários para perderem, num processo que já começou mal, nas eliminatórias fraudulentas que deram a oportunidade da "seleção" entrar na tal copa mesmo sendo a penúltima colocada, o que lhe garantiria a primeira copa sem brasileiros de toda a história do futebol, o que seria péssimo para os ufanistas futebolistas. Pois para manter o ufanismo vivo, vale tudo, até mesmo ganhar roubando. E como é que um médium associado a valores elevadíssmos, ia aprovar uma copa ganha com desonestidade?

Tudo isso está mal contado. Já começo a crer na hipótese de que o "anjo" Ismael, patrono do Roustainguismo pode ter decidido pela data de falecimento de Xavier, para que a associação ufanista ao movimento espírita, consagrado pela obra Brasil, Coração do Mundo, pudesse ser mantida e até fortalecida, fazendo com que a doutrina espírita perdesse seu caráter original de ciência e pudesse se tornar tão dogmática quanto as outras crenças, mantendo também os que se dizem espíritas presos na epidêmica alienação, impedindo que surjam subversivos também nos ambientes espíritas.

Ainda vai surgir uma explicação plausível para a estranha morte de Chico Xavier. Mas a explicação de "povo feliz" não convence a ninguém que tenha o bom senso bem desenvolvído.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Deixem o futebol... no futebol

É sempre assim: entrevista de celebridade não ligada ao esporte - de repente fala sobre futebol. Há novela sobre futebol. Filme sobre futebol. Num site de humor, lá está o futebol. Clipe musical: Futebol! Propaganda de banco? Futebol! De TV por assinatura? Lá está o futebol! Dia de santo? Futebol, É futebol, futebol e futebol em todos os setores da sociedade, sobretudo os setores que nada tem a ver com o tal esporte.

Isso não enche o saco, não? É incrível como a sociedade não consegue se enjoar de um esporte tão insistentemente martelado na cabeça de todo mundo através de uma avalanche de referenciais ao mesmo batido esporte. Brasileiro não gosta de variar, não?

E quem não gosta? Aqueles que procuram fugir da maçante martelada futebolística assistindo a outras coisas e de repente, aparece uma referência ao futebol, algo de que eles estavam tentando fugir.

Sabe de uma coisa? Deixe o futebol limitado aos 90 minutos de um joguinho. E só. Reserve apenas para aqueles que se matam pelo esporte ficarem alucinados durante uma partida de algum campeonato.

Futebol foi feito apenas para quem gosta e obrigar todos os brasileiros a aturarem esse esporte, só porque ele representa a nossa "auto-estima" (que cá pra nós anda muuuito baixa) é algo que nada combina com a democracia em que vivemos.

domingo, 15 de abril de 2012

Pausa para o intervalo



Durante um tempo não teremos postagens. Sabe como é, exercícios físicos às vezes cansam um pouco. Vamos dar aquele aquecimento e voltaremos em breve. Aguardem e continuem torcendo por este blog campeão!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A adoração por Adriano e o desprezo pelo caráter

Já havia escrito em outro blogue que as pessoas não admiram mais ninguém pelo caráter e sim pelo que elas são capazes de fazer pelos conhecidos. Mesmo que alguém prejudique a humanidade inteira, esse mesmo alguém pode ser admirado por quem não é prejudicado por ele.

Num mundo sem valores como o atual, isso é bem comum. E isso estimula ainda mais as pessoas a não desenvolverem suas personalidades, se tornando pessoas mais altruístas ou intelectualizadas.

Isso é triste, pois estimula a manutenção de defeitos, há o acúmulo de erros e a pessoa de caráter duvidoso que é admirada, se sentindo valorizada, nunca evolui a sua personalidade, se acreditando um ser "perfeito" pelo simples fato de ser admirada.

E é nesse caso que se encontra o jogador Adriano, notório encrenqueiro, amigo de gente de má vida e um homem com baixa formação intelectual. Ou seja, um exemplo a NÃO ser seguido.

Mas como joga bem e faz gols, o caráter dele passa a não ter importância, fazendo com que todos o admirem, por mais erros que ele cometa fora dos campos.

Os flamenguistas querem Adriano, de qualquer maneira

Está havendo uma campanha pela volta de adriano ao Flamengo. Me perguntem se alguém se manifestou contra, por conta do caráter duvidoso do craque. Não. Todos querem Adriano, mesmo que ele suje a imagem do time e da modalidade esportiva - tão cheia de exemplos pitorescos de rapazes "sem noção" - através dos escândalos que ele é capaz de aprontar pela vida afora.

Mas como se diz naquela música do Rappa: "Eu quero ver Gol". Como se qualquer sacrifpcio fosse válido para ver o ídolo golear em campo, mesmo que ele faça um estrago na sociedade, servindo de péssimo exemplo aos jovens que o idolatram, já que perderam o senso ético no momento em que a sociedade brasileira vive sem valores sólidos.

A impunidade somada a grande admiração dada a um irresponsável como Adriano, pode servir de péssimo exemplo aos jovens, gerando um grave dano a formação da personalidade de seus admiradores, fazendo com que a sociedade, em franca queda de valores, se perca ainda mais, desprezando o intelecto, o respeito ao próximo e outros valores esquecidos que ajudariam muito a sociedade a se evoluir.

A admiração dada a esse cidadão conhecido como Adriano é uma infeliz prova de que a sociedade não está disposta a respeitar ninguém. Essa sociedade faz questão de respeitar aqueles que nunca mereceram respeito, por não respeitarem nem a si próprios, só porque fazem o que é esperado.

Adriano merecia o desprezo total, por não oferecer nada positivo à sociedade. Pois gols não melhoram a vida de ninguém. Só a de quem fez os tais gols.