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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Explicando a polêmica aos amigos

No Facebook, postei isso:

Como é que não cansam? Só se fala nesse tal de "Vasco e Flamengo", como se a vitória de um pudesse melhorar a vida de seus torcedores!

Se o brasileiro tivesse, nos assuntos sérios, a mesma dedicação que tem no futebol, o Brasil se desenvolvia e os problemas acabariam.

Como isso não acontece, coloca-se a ilusão do futebol no lugar da qualidade de vida. E perpetuam-se os problemas, arrastando-os feito cachorro doente.

Aí vieram as respostas, primeiro a de Leonardo Ivo:

Marcelo, é impressão minha ou você está gostando de futebol? Como fica tudo o que Outra, espero que vc na esteja dando uma de Bruno Melo.

Marcelo Delfino escreveu outra depois:
Caramba, xará! O que você escreveu agora não foi o que você escreveu no mural do Ernesto Pina nesta semana, inflando a torcida doente dele pelo Vasco, como se fosse em defesa da ética contra Ric Teixeira e a CBF (a tal ética por conveniência). Como se não houvesse figuras como José Serra no lado do Vasco/Palmeiras e figuras como o saudoso Sócrates no lado do Corinthians.

Minha explicação, postada também no Facebook:

Calma, Ivo, não estou gostando, não. Respeito o futebol em si, mas o que não gosto é do fanatismo em torno dele. Leia todo o blog "Footilidades" e saberá. O futebosta era muito debochado e ofensivo. Criava muitas polêmicas com ele. Footilidades é mais sensato.

Se eu estivesse numa de "Bruno Melo", não teria colocado o q vc leu no Facebook.

Não estou torcendo pelo vasco por razões esportivas e sim por razões políticas. Ricardo Teixeira é um monstro e principal estimulador da alienação futebolística. Derrotar Teixeira é a meta. O presidente do Corinthians é seu herdeiro. Entenderam?

Se eu gostasse de futebol estaria com a cara grudada na TV neste momento. Estou no PC com o fone nos ouvidos, tentando fugir da gritaria.

Comentários anexos não publicados no Facebook:

Não curto futebol desde criança. Não é agora, aos 40 anos que vou passar a gostar.

Mas não vejo nada de errado no esporte em si, mas vejo na transformação do futebol em "identidade nacional", que coloca o meso num contexto muito acima do que realmente lhe foi atribuído. Um misto de orgulho nacional, compromisso cívico e obrigação social, que força muitos a aderirem quase que a força, por medo da solidão e da perda de privilégios sociais.

Mas não posso condenar o esporte em si, que se fosse cultuado de maneira moderada, seria mais salutar.

Além disso, temos que condenar as atividades dos cartolas, já que estes são os maiores beneficiados pelo fanatismo futebolístico estimulado pelas regras sociais.

Uma coisa: não tive a intenção de estimular o fanatismo do Ernesto Pina. Assumo que foi um erro meu escrever aquilo na postagem dele. Se ele se mata por causa do futebol, o problema é dele. Se ele vir a ter problemas um dia, ele que peça ajuda ao Vasco da Gama.

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