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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pausa para o intervalo



Durante um tempo não teremos postagens. Sabe como é, exercícios físicos às vezes cansam um pouco. Vamos dar aquele aquecimento e voltaremos em breve. Aguardem e continuem torcendo por este blog campeão!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O futebol como obrigação social

No Brasil - e mais ainda no Rio de Janeiro - o futebol não é visto como mero lazer. Tem a sua importância bastante exagerada. Ganha status de dever, de algo que gera honra para aquele que segue. A supervalorização chega a tal ponto de transformar o futebol, uma mera forma de lazer, como integrante da etiqueta social. Não curtir o futebol é muito mal visto pelos que gostam.

A grande queixa daqueles que se acham no direito de não gostarem do esporte trazido por Charles Miller, é que quando assumem essa postura, notam que outras pessoas fazem cara feia, ficam incomodadas e num ato explícito de preconceito puro, chegam a tratar aquele que não gosta como "antipático", "doente", "anti-social" e até como uma ameaça à sociedade. No mínimo, o "anti-futebol" é tratado como um estranho.

O curioso é que se você chagar a essa pessoa e acusá-la de estar obrigando a gostar de futebol, ela vaio negar. Mas o incômodo que a mesma demonstra deixa claro que estava obrigando, sim, mesmo sem admitir.

A mídia e as regras sociais reforçam a crença de que é um dever do brasileiro ter algum time "no coração" e parar para torcer para o "Brasil" durante as copas. Isso é visto não como forma de diversão, mas como uma condição para que alguém mantenha-se sociabilizado e possa usufruir dos benefícios da vivência em grupo.

Por isso mesmo que muita gente que normalmente não curte futebol, sobretudo as mulheres (que com medo de ficarem sozinhas, vem aderindo em massa ao esporte bretão), passa a "curtir" em eventos importantes, para que não perca o direito de viver em sociedade. Algo que na minha opinião soa bastante hipócrita, pois significa abrir mão da personalidade para agradar aos outros, em troca de benefícios.

Eu prefiro ser eu mesmo, fazer aquilo que me dá prazer e não ligar para a opinião alheia. A Constituição Federal me garante a liberdade de não curtir futebol - que a mesma constituição nunca define como "dever" em um artigo sequer - e as pessoas que me obrigam a gostar são alienadas, preconceituosas e não sabem a diferença entre direitos e deveres.

Que o futebol seja apenas para os que apreciem de verdade.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O futebol, a busologia e as melhorias de fachada



Péssimo momento para organizarmos essa copa. A maior parte dos problemas cotidianos em nosso país nem começaram a serem analisados e as autoridades irresponsavelmente lançaram a candidatura do Brasil para esta inútil copa do mundo de futebol.

Os alienados celebraram, pois, graças ao tradicional fanatismo comumente associado ao - que deveria ser apenas um - esporte, acreditam que toda a humanidade virá para gastar em nosso país durante o evento, já que acreditam ingenuamente de que o "futebol está no sangue da humanidade". Tolinhos...

E nessa crença infantil vem junto a ideia de que teremos muitas melhorias por causa do evento. Que melhorias? Vão tapar o esgoto da minha rua por causa da copa? Os ricos vão doar suas fortunas aos pobres por causa da copa? O serviço hospitalar será mais eficiente por causa da copa? Bandidos passarão a ser mais bonzinhos durante a copa? Nada disso.

Nenhuma dessas melhorias reais acontecerão por causa da copa. Nem os empregos prometidos poderão ser utilizados como exemplos de melhoria, já que serão temporários, provisórios. Muitas dessas melhorias reais serão inclusive adiadas, para que o dinheiro destinado a elas possa ser transferido para a bela maquiagem que farão para tornar a cidade palatável para os - poucos - turistas que virão assistir.

Eu disse "poucos turistas"? Claro. Do contrário que muitos acreditam, copa do mundo é um evento específico. Só virão aqueles que curtem futebol. E nem é "toda a humanidade", como acreditam. Muito menos os mais classudos - futebol é esporte de gente jeca em qualquer parte do mundo -, que nos países evoluídos certamente não correspondem a maioria. Portanto, esperem um retorno financeiro infinitamente menor ao que passa na cabeça das autoridades que gastam sem medir para maquiar as cidades.

Busólogos felizes com a maquiagem

Dentre as propostas de maquiagem, está o conjunto de projetos conhecidos com o belo nome de "Mobilidade urbana". Um espetáculo adaptado para o trânsito que promete - e só promete - melhorar o sistema de transporte do país. Minhocas gigantes de aço rodando por vias exclusivas, é uma beleza. Como achar que os rebolados do Michael Jackson e os robôs do Spielberg pudessem tornar a sociedade mais inteligente e engajada.

Mas o transporte lindo que serve para fascinar os busólogos, que em sua maioria também são fanáticos por futebol - chamados pejorativamente por quem não curte, de Futebosteiros -, que unindo os dois fanatismos, defendem que o "futebol melhora a sociedade", está sendo usado para reforçar esse argumento e manter ainda mais o fanatismo que é interessante para as classes dominantes, que querem ver as massas ocupadas com aquilo que é fútil e inútil, para que não possam se rebelar contra as elites.

E dá-lhe mais minhocões de prata para alegrar as massas e dar a ilusão de que o futebol é cidadania, maquiagens são melhorias e que o Brasil vai renascer como uma fênix após ter gasto quase toda a sue verba nessa maquiagem inútil que só irá beneficiar aqueles que estão envolvidos com a organização desse festinha infantil. Grande , mas infantil.

E aí todos são enganados por melhorias de fachada, que junto com a alienação de um esporte criado apenas para ser uma forma de lazer e não um símbolo cívico, como está sendo, mantém a população inerte, crente nas ilusões que representam a falsa alegria de um povo de baixa auto-estima, que não consegue ser feliz de verdade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando os brasileiros irão aprender?

O futebol ainda é muito levado a sério pelos brasileiros, que o veem não como esporte ou forma de lazer, mas como "orgulho nacional" e "razão de viver", chegando a transformá-lo numa obrigação cívico-social que marginaliza quem não se interessa pelo esporte.

A provável origem de fanatismo incontrolável é graças ao - atualmente falso - mito de que somos os melhores do mundo no futebol - e apenas no futebol. Mas isso começa a ruir, com ídolos cada vez mais toscos, resultados manipulados e muito dinheiro e corrupção rolando nos bastidores. Algo que os fanáticos ainda não abriram os olhos para enxergar.

Quando Charles Miller trouxe o futebol para o país, certamente não foi com a intenção de transformá-lo em algo grandioso, algo que pudesse se sobrepor a qualidade de vida da população, desviando atenção e preservando uma letárgica alienação que ajuda a manter problemas e injustiças no lugar onde estão.

O futebol nasceu apenas como forma de diversão, para fazer com que as pessoas deem alguma risada durante 90 minutos e depois cuidar de sua vida. Seria legal que o futebol fosse visto desta forma, pois foi para isso que ele foi criado.

Mas isso não acontece. O futebol ainda é a razão de viver para muitos brasileiros e a mídia ainda explora isso com insistência, para ajudar a vender produtos, a criar gírias e transformar o futebol na carteira de identidade do brasileiro, que sem a auto-estima necessária para orgulhar de si mesmo, usa a fictícia alegria do futebol como motivo para orgulhar e se sentir feliz.

Enquanto o futebol não recuperar a sua vocação de lazer puro e continuar tomando o lugar de coisas realmente importantes para o país, a sociedade brasileira nunca se evoluirá, perpetuando problemas e se mantendo numa baixíssima auto-estima que daqui a alguns anos, nem a vitória de um time conseguira elevar.

Quem acha que futebol, que é de fato um mero lazer, extremamente importante e sério, ainda está preso na infância. Precisa amadurecer urgentemente.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ridículo, Ridículo, Ridículo!!!



O fanatismo do futebol não tem limites. Além de obrigar quase toda a população do país a aderir ao esporte, mesmo com boa parcela dela não gostando de fato, como se fosse um "dever cívico-social", os jogadores, um bando de analfabetos cuja única qualidade é chutar a bola em uma trave, tratado como se fosse um grande feito pela massa abestalhada, estão dando de lançar modismos imbecis que são imediatamente copiados pelos torcedores.

Ronaldinho veio com aqueles cordões ridículos que imitam os que os rappers americanos, um bando de grosseirões que pensam que fazem música, enquanto o Neymar(keting) veio com seu topete de pica-pau.

Para completar a festa, um anúncio de cerveja mostra os torcedores em coro cantando a excelente música Balada de um Louco, dos Mutantes. Eles conhecem mutantes? Claro que não.

E eu é que sou tachado de louco por estar totalmente a margem da obrigação futebolística.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desprezado por brasileiros, Mundial de handebol atrai turistas

OBS: Além da tradição facilitar a quase exclusividade do futebol na atenção esportiva do povo brasileiro, em tempos de apologia da pobreza, onde os pobres e analfabetos passam a dominar a "cultura" do país, favorecem ainda mais a perpetuação do futebol.

Esportes mais sofisticados, de público mais intelectualizado não tem vez em tempos de emburrecimento do povo brasileiro. Devem achar que handebol é esporte de "gente metida". Metida? Para mim, metidos são o poveco que quer mandar na cultura e aparecer na TV ser saber sequer o básico da história e da cultura brasileira e mundial.

Mas fico com o handebol, com suas belas jogadoras vindas de lugares evoluídos como a Escandinávia. Melhor do que cultuar o futebol e seus feiosos jogadores analfabetos que nem falar sabem e que só gostam de música brega e penteados ridículos.

Em tempo: com a escassez de mulheres interessantes disponíveis, acho urgente importar muitas mulheres escandinavas para alegrar os homens solitários. As autoridades deveriam incentivar o turismo feminino escandinavo para favorecer a vinda delas em massa para o Brasil.

As escandinavas que vieram assistir aos jogos deveriam fazer o mesmo que - infelizmente - muitos homens estrangeiros fazem quando vem pra cá: permanecer no Brasil.

Desprezado por brasileiros, Mundial de handebol atrai turistas

DANIEL BRITO - FOLHA DE SÃO PAULO

Um campeonato recebido com frieza nórdica pelos brasileiros ferve nas casas de Dinamarca, Noruega e Suécia.

Brasil é encarado como mercado a ser explorado
Torcedores recebem apostila com dicas de segurança em SP
Beldades nórdicas atraem brasileiros em Mundial de handebol

O Mundial feminino de handebol, disputado em São Paulo desde 2 de dezembro, foi capaz de trazer turistas europeus para cidades com pouco ou quase nenhum potencial turístico no Estado.

São Bernardo do Campo é a sede de Dinamarca e Suécia, que contam com o apoio de pelo menos 50 torcedores no ginásio Adib Moyses Dib.

Os noruegueses tiveram mais sorte. Caíram na chave em Santos, que possui mais atrativos para um turista escandinavo do que o ABC Paulista --são cerca de 250 fãs.

Cada torcedor desembolsou US$ 5 mil (cerca de R$ 8 mil) por transportes e hospedagem no Guarujá. Pelos ingressos para nove jogos, contando que a Noruega chegue à final, eles pagaram US$ 250. Um tíquete para um escandinavo custou US$ 27, ou seja, R$ 23 reais a mais que para um brasileiro. No site do Mundial, é possível comprar uma entrada por R$ 20.

"Não fosse por nossa torcida, esse ginásio estaria vazio", lamentou a ponteira norueguesa Camila Herrem, uma das melhores do último Mundial de 2009, na China.

A seleção feminina da Noruega é capaz de mobilizar quase um quarto da população do país diante da TV.

Pelos cálculos da TV2, cerca de 900 mil noruegueses assistiram à vitória da equipe sobre a Islândia, por 27 a 14, na última sexta, em Santos. O país tem aproximadamente 4,9 milhões habitantes.
Danilo Verpa - 6.dez.11/Folhapress
Torcedores da Dinamarca pintam o rosto com a bandeira do país no ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo
Torcedores da Dinamarca pintam o rosto com a bandeira do país, em São Bernardo do Campo

Os dinamarqueses rivalizam com os noruegueses como mais fanáticos. Pleiteiam para si o título de inventores da modalidade. Mas não conseguem mobilizar tamanha torcida fora da Europa.

Os irmãos Emilie, 20, e Anders Harritse Winther, 24, interromperam a volta ao mundo quando estavam na Guatemala para assistir ao torneio.

"Não estamos torcendo loucamente como fazem os noruegueses porque só estamos em três aqui", justificou Anders, ao lado da amiga Pernille Gotze Johansson, 20.

Eles pintaram o rosto com a bandeira dinamarquesa e incentivaram sua seleção na vitória por 23 a 19 sobre a Croácia, na última terça-feira.

O grupo de fãs suecos tem 200 pessoas a menos que o norueguês e é composto por pais e parentes das atletas. Com chapéus de vikings e caras pintadas, eles chamam a atenção no ginásio.

Frequentemente foram chamados para tirar fotos na arena. "É legal o Mundial em um país sem tradição. Desperta o interesse dos jovens", disse Jan Johansson, pai da sueca Ana Maria Johansson.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Internet mostra que existem muitos que detestam o futebol e que o número deles aumenta cada vez mais

Realmente a internet é o meio de comunicação mais democrático que existe. Na rede temos a oportunidade de conhecermos pontos de vista que não aparecem em outros meios, sobretudo na televisão, onde aparece apenas o ponto de vista dos donos.

Zarpando a procura de vários textos na internet para postar aqui, fiquei sabendo que aumenta cada vez mais pessoas que assumem não curtir futebol, se incomodando com o fanatismo maciço que é imposto à sociedade brasileira, que insiste em pensar que gostar de futebol é um dever cívico-social que nunca deve ser recusado. Ideia, aliás, defendida pelas redes de televisão.

Para quem usa a lógica, sabe que a maneira com que o torcedor de futebol se comporta é bastante ridícula. Isso pode, com o amadurecimento da sociedade, aumentar ainda mais o número de não-torcedores, fazendo com que aos poucos, a marca de "identidade nacional" do futebol possa desaparecer com o tempo, devolvendo a modalidade esportiva a sua função de origem: um mero passatempo para as horas de lazer.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Torcedores de Futebol: essa gente muito estranha...

Você conhece a fauna. Eles berram, pulam, bebem até cair. Para eles, seus times e a seleçoca são as coisas mais importantes do mundo. Apesar de fazerem questão de ter mulher, eles são mais fiéis aos seus times do que a elas, que são colocadas sempre em plano abaixo do futebol. Eles são os... TORCEDORES DE FUTEBOL!!!!

Gente teimosa que insiste em colocar o seu hobby favorito acime até mesmo da qualidade de vida. Para eles, só uma cerveja, uma TV de plasma (ligada no futebol, é claro!) e um carrinho para se divertir depois em engarrafamentos, é o que eles entendem como "qualidade de vida".

Como não costumam usar o cérebro, geralmente aposentado após uma dura semana de trabalho, passam a agir feito animais irracionais, grunhindo e pulando sem se preocupar se quem está por perto está gostando ou não do "espetáculo" gratuito oferecido pelo primata ensandecido.

E essa espécie geralmente mostra uma plumagem característica, nas cores de seu time "do coração". Aliás, eles só tem coração para os seus times. Pode-se trocar de esposa, mas mudar as cores de seu time, jamais. O Flamengo tentou mudar de cor, mas o rubro-negro teve que conviver com o azul-louro, para agradar a torcida que não goste de cor nem de hino, mas de qualquer coisa que sirva de identificação de seu time favorito.

Aliás o uso do cérebro dessa turma é tão inerte, que muitos desses, um pouquinho mais inteligentes, conseguem reverenciar os jogadores de futebol que, como sabemos, em sua maioria é uma classe composta por analfabetos que nunca pisaram em uma escola e não conhecem o significado da palavra "livro". Impressionante como muito torcedor com diploma de nível superior consegue abaixar a sua cabeça diante de um desses analfabetos que nem falar sabem.

E é essa espécie que domina em nosso país. E o fato deles serem torcedores lhes dá um privilégio marcante na sociedade brasileira. Eles ditam as regras sociais. A eles estão reservados os melhores empregos e as gatas mais belas. Autoridades e meios de comunicação dão o devido e - farto - respeito a eles. Torcedores mandam na sociedade.

Cuidado com eles. Não tente contrariá-los. Além de agitados e teimosos, eles mordem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Jogador de futebol nenhum é "gênio" ou "herói": nada além de um palhaço de circo

Quando lemos algum texto na mídia sobre algum jogador de futebol, o mesmo é sempre associados a elogios faraônicos, grandiosos, ligados a valores de honra, quando na verdade se trata apenas de um mero divertidor de pessoas. Um entertainer.

Jogadores de futebol nada tem a ver com "heroísmo" ou "genialidade". Chutar uma bolinha em uma trave nunca deve ser visto como algo que irá salvar as vidas das pessoas e nem como resultado de um esforço intelectual que só poucos tem. Qualquer retardado consegue chutar uma bola na trave, desde que tenha uma coordenação motora boa nas pernas.

Pelo que eu aprendi, herói é o que salva as pessoas e gênio é o que faz tudo com raciocínio intenso. E a função dos jogadores de futebol passa muito longe disso.

Esse negócio de transformar jogador de futebol - ou mesmo qualquer esportista - em grande coisa é desviar o esporte de sua finalidade original, divertir quem assiste e melhorar a saúde de quem pratica. Coisas que, sinceramente, não exigem nenhuma qualidade fora do comum.

Para mim, o que os jogadores fazem nada é mais do que os palhaços fazem no circo: divertir as pessoas e fazê-las soltar os seus ânimos. Nada mais. E isso não é atributo de nenhum gênio ou herói, normalmente ocupados com coisas que possam ser úteis a humanidade.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho: Tem futebol demais na TV

OBS: Também acho. O ideal é não ter nenhum. Quem quiser assistir, que vá ao estádio, que além de ser mais divertido, não enche o saco dos vizinhos que não curtem futebol.

Tem futebol demais na TV, diz Boni

NELSON DE SÁ - ARTICULISTA DA FOLHA - 04/12/2011 - 08h11

O Corinthians vai a campo neste domingo para resolver uma disputa que surgiu no final do Campeonato Brasileiro, não entre clubes, mas entre Globo e Band, que transmitem os mesmos jogos.

A penúltima rodada, que poderia ter decidido o campeão, registrou audiência baixa para a Globo, 20 pontos de média na Grande São Paulo, com Corinthians x Figueirense. A Band alcançou a metade, 10.

Neste ano, o Corinthians deu à Globo as cinco maiores audiências do Campeonato na Grande São Paulo, praça de maior interesse para o mercado publicitário. Em setembro, registrou o ibope mais alto, 30 pontos.

Cinegrafista trabalha na transmissão de um jogo do Campeonato Paulista deste ano, no Pacaembu
Cinegrafista trabalha na transmissão de um jogo do Campeonato Paulista deste ano, no Pacaembu

Também na Band o Corinthians liderou, mas o ibope mais alto foi exatamente o do último domingo, 10 pontos. Questionado sobre os motivos para a queda neste final de campeonato, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que comandou a Globo na fase de maior audiência, diz que a transmissão deveria ser mais seletiva.

"Tem muito futebol, muito jogo de má qualidade", afirma o executivo, hoje diretor da TV Vanguarda, retransmissora da Globo.

"A gente está transmitindo para cumprir tabela. E acho que a gente devia transmitir somente os bons jogos, os jogos mais interessantes. Eu sei que tem o custo disso, sei que é para diluir o preço dos direitos [de transmissão pagos pela rede aos clubes]. Mas eu acho que tem futebol demais".

Já a emissora rebateu, em resposta da Central Globo de Comunicação: "Em 2010, o Brasileirão registrou média de 20 pontos no PNT [Painel Nacional de Televisão, que indica a audiência nacional] e neste ano está com média de 21 pontos, sem contar a rodada final, que costuma gerar mais curiosidade do torcedor. Portanto, os dados acumulados até a penúltima rodada estão absolutamente dentro da média".

ÍDOLOS

Boni não vê maior problema no conteúdo. "As transmissões de futebol melhoraram muito, equipamentos, tudo. Estão muito próximas do que deve ser feito", diz.

"Mas eu acho que podem ser melhores, como espetáculo", acrescenta. "Como hoje os times trocam muito de jogadores e você não tem uma identidade com seus ídolos, você tem que promover mais. Tem que ter uma promoção maior, esforço para criar ídolos em cada time. A gente não pode viver só do Neymar".

Para a transmissão da rodada final, além do ex-ídolo corintiano Neto como comentarista, a Band anuncia "novidades" para manter sua ascensão. Vai despachar para o Pacaembu "mais câmeras, grua, 'steady-cam', câmera dando visão panorâmica do estádio". Começa às 14h30.

Já a Globo informa que, além do ex-ídolo corintiano Casagrande como comentarista, "estarão envolvidos mais de cem profissionais". No Rio, o mesmo número.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Novo técnico da seleção feminina deu palestra em meu curso

Soube ontem que a seleção feminina de futebol tem um novo técnico, Jorge Barcelos. Legal que tive a oportunidade de falar pessoalmente com esse cara, que deu, meses atrás, uma excelente palestra sobre liderança no auditório de meu curso de Técnico Administrativo no SENAC, em Niterói. Outras turmas também estiveram assistindo a palestra, promovida por um professor amigo dele que nos ensinou a disciplina de Organização de Empresas.

Barcelos usou sua experiência de treinador esportivo em várias categorias (ele ainda nunca treinou a principal categoria, conhecida como "a seleção", excessivamente idolatrada no Brasil) para mostrar como deve agir um líder ou um administrador. Ele preparou um ótimo slide de Powerpoint e como a maioria dos alunos gosta de futebol, eles entenderam direitinho as lições.

Após a palestra tivemos um lanche e todos foram tietar Barcelos. Até eu que não curto futebol aproveitei a oportunidade, já que Barcelos, pessoa humilde e bastante coerente e realista - ele não aprova o fanatismo, mesmo envolvido com o esporte - deu uma palestra impecável. Eu pessoalmente o parabenizei pela palestra, e recebi um agradecimento sincero e carinhoso de Barcelos, que é uma simpatia de pessoa.

Com larga experiência no exterior, ele aproveitou para contar para o pessoal do curso algumas curiosidades sobre o funcionamento de estádios nos EUA e Europa e realmente o poderio dos "cartolas" é impressionante também por lá. Mas isso não é assunto para agora. As curiosidades e as fotos que ele trouxe prenderam a nossa atenção.

Desejo boa sorte nesta nova fase de Barcelos e novamente agradeço a ele por ter nos proporcionado um dia muito agradável, que ajudou a quebrar a rotina do curso, além de facilitar bastante o entendimento da função de um líder em uma administração.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Premiação dos melhores do futebol é marcada or muitas gafes

OBS: Para um esporte marcado pela supervalorização de analfabetos que nem sabem falar direito, cujo único talento é chutar uma bola, é natural que hajam muitas gafes. Ninguém deveria se incomodar com isso, já que quem não sabe fazer, sempre dá mancada.

E sinceramente, nada mais "chocho" do que colocar o malaço do Huck para apresentar, com direito à presença de outro mala, o capo Teixeirinha, o melhor "jogador" da "seleção".

'Chocha' e com gafes, festa da CBF só premia dois corintianos

THIAGO BRAGA - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA - 05/12/2011 - 23h30
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A festa organizada pela CBF para premiar os melhores do Campeonato Brasileiro foi 'chocha'. Muito formal e sisuda. Até os apresentadores, os globais Tiago Leifert e Luciano Huck, citaram que o público não estava nada animado.

A noite teve direito a uma grande gafe. Escolhido craque da galera, com 46% dos votos, o vascaíno Dedé não subiu ao palco para receber o prêmio porque estava dando entrevista para Galvão Bueno, o narrador da Rede Globo.

Outro momento de desencontro foi quando o ministro do Esporte, Aldo Rebelo foi entregar o troféu para Ney Franco, técnico do sub-20 do Brasil campeão mundial, o político ficou perdido na hora de ler o roteiro no teleprompter (aparelho que fica acoplado à câmera de tv e permite ler textos).

Na hora de entregar o prêmio para o melhor meia, a atriz Christine Fernandes provocou uma saia-justa ao falar que o seu gol preferido era o de Bebeto, na final da Copa União de 1987, que ela disse ser mais um título da equipe carioca. Mas a CBF reconhece o Sport como campeão daquele ano.

Outro momento constrangedor foi quando o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi entregar o prêmio para o outro meia. O envelope com o vencedor não estava nas mãos dos apresentadores, que tiveram que improvisar e acabaram se enrolando. Depois que o envelope apareceu, o vascaíno Diego Souza venceu.

Um dos pontos altos foi a homenagem ao ex-jogador Sócrates e ao radialista Luiz Mendes, mortos. O ídolo corintiano, inclusive, foi aplaudido efusivamente.

Pentacampeão brasileiro, o Corinthians não se deu bem na entrega do prêmio Craque do Basileiro.

Dos cinco indicados --o goleiro Júlio César, o zagueiro Leandro Castán, os volantes Ralf e Paulinho e o técnico Tite--, apenas a dupla de marcação no meio de campo, unanimidade durante toda a competição por sua regularidade, saiu do Auditório do Ibirapuera na noite desta segunda-feira.

O Vasco, segundo colocado, teve o lateral direito Fagner, o zagueiro Dedé e o meia Diego Souza escolhidos para o onze ideal segundo os jornalistas, além da dupla Ricardo Gomes e Cristovão Borges, escolhidos como os treinadores do ano, prêmio entregue por Mano Menezes, comandante da seleção brasileira.

Para melhor árbitro, foi escolhido o gaúcho Leandro Vuaden. Na hora de entregar o troféu de campeão para o Corinthians, outro momento hilário. Primeiro Ronaldo foi chamado ao palco e demorou a aparecer. Depois, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira ouviu um gracejo de Huck, após a sua dificuldade para ler o texto do envelope.

"O senhor, como apresentador, é um ótimo dirigente", falou o apresentador.

Para finalizar a noite desastrosa, na hora de entregar a taça, o Teixeira, ao invés de passar o troféu para o capitão do time, o lateral direito Alessandro, entregou-o nas mãos de Andres Sanchez, mandatário alvinegro.

Os vencedores, que formarão a seleção do brasileirão de 2011:

Jefferson (Botafogo)
Fágner (Vasco)
Dedé (Vasco)
Réver (Atlético-MG)
Bruno Cortês (Botafogo)
Ralf (Corinthians)
Paulinho (Corinthians)
Diego Souza (Vasco)
Ronaldinho (Flamengo)
Neymar (Santos)
Fred (Fluminense)

Técnico: Cristóvão Borges e Ricardo Gomes
Craque: Neymar

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Explicando a polêmica aos amigos

No Facebook, postei isso:

Como é que não cansam? Só se fala nesse tal de "Vasco e Flamengo", como se a vitória de um pudesse melhorar a vida de seus torcedores!

Se o brasileiro tivesse, nos assuntos sérios, a mesma dedicação que tem no futebol, o Brasil se desenvolvia e os problemas acabariam.

Como isso não acontece, coloca-se a ilusão do futebol no lugar da qualidade de vida. E perpetuam-se os problemas, arrastando-os feito cachorro doente.

Aí vieram as respostas, primeiro a de Leonardo Ivo:

Marcelo, é impressão minha ou você está gostando de futebol? Como fica tudo o que Outra, espero que vc na esteja dando uma de Bruno Melo.

Marcelo Delfino escreveu outra depois:
Caramba, xará! O que você escreveu agora não foi o que você escreveu no mural do Ernesto Pina nesta semana, inflando a torcida doente dele pelo Vasco, como se fosse em defesa da ética contra Ric Teixeira e a CBF (a tal ética por conveniência). Como se não houvesse figuras como José Serra no lado do Vasco/Palmeiras e figuras como o saudoso Sócrates no lado do Corinthians.

Minha explicação, postada também no Facebook:

Calma, Ivo, não estou gostando, não. Respeito o futebol em si, mas o que não gosto é do fanatismo em torno dele. Leia todo o blog "Footilidades" e saberá. O futebosta era muito debochado e ofensivo. Criava muitas polêmicas com ele. Footilidades é mais sensato.

Se eu estivesse numa de "Bruno Melo", não teria colocado o q vc leu no Facebook.

Não estou torcendo pelo vasco por razões esportivas e sim por razões políticas. Ricardo Teixeira é um monstro e principal estimulador da alienação futebolística. Derrotar Teixeira é a meta. O presidente do Corinthians é seu herdeiro. Entenderam?

Se eu gostasse de futebol estaria com a cara grudada na TV neste momento. Estou no PC com o fone nos ouvidos, tentando fugir da gritaria.

Comentários anexos não publicados no Facebook:

Não curto futebol desde criança. Não é agora, aos 40 anos que vou passar a gostar.

Mas não vejo nada de errado no esporte em si, mas vejo na transformação do futebol em "identidade nacional", que coloca o meso num contexto muito acima do que realmente lhe foi atribuído. Um misto de orgulho nacional, compromisso cívico e obrigação social, que força muitos a aderirem quase que a força, por medo da solidão e da perda de privilégios sociais.

Mas não posso condenar o esporte em si, que se fosse cultuado de maneira moderada, seria mais salutar.

Além disso, temos que condenar as atividades dos cartolas, já que estes são os maiores beneficiados pelo fanatismo futebolístico estimulado pelas regras sociais.

Uma coisa: não tive a intenção de estimular o fanatismo do Ernesto Pina. Assumo que foi um erro meu escrever aquilo na postagem dele. Se ele se mata por causa do futebol, o problema é dele. Se ele vir a ter problemas um dia, ele que peça ajuda ao Vasco da Gama.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ex-jogador de futebol Sócrates faleceu

Hoje recebi a notícia do falecimento do ex-jogador de futebol Sócrates, por causa de danos causados pelo alcoolismo.

Sócrates era um dos raros jogadores de futebol realmente intelectualizados, de mentalidade progressista, politizado e que sabia como poucos discutir sobre tudo o que estava ao redor. Infelizmente a sua excelente capacidade intelectual e compreensão do mundo, não conseguiu desviar o jogador do triste, mas certeiro caminho traiçoeiro do consumo frequente de bebidas alcoólicas.

Sócrates deixa duas lições: uma pela sua capacidade intelectual de enxergar o mundo como ele é, não de maneira ilusória, como acontece na maioria dos jogadores, chegados a carros caros, farras e mulheres gostosas. Outra é que a vida irresponsável das drogas (álcool é uma droga, saibam disso), lícitas ou não, sempre leva a consequências desagradáveis.

Que Sócrates possa continuar em paz na dimensão espiritual.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Galvão, o Bobão da Corte da Rede Globo

OBS: Como é que a Globo ainda insiste em colocar o Galvão Bueno como narrador dos eventos esportivos mais importantes se ele, considerado o locutor mais chato da televisão brasileira, desagrada até quem é fanático pelos esportes que ele é colocado para a narração?

Saiba o que o ‘amigo da Rede Globo’ ouviu de Galvão no GP Brasil de F1

Por Rogerio Jovaneli | Blog da Redação Yahoo OMG! – 3 horas atrás


Com Galvão, 'a chuva é o Brasil na Formula 1'.

Título decidido beeem antes em favor do alemão Sebastian Vettel, sobrou pouca ou nenhuma emoção para o GP Brasil de Formula 1 deste ano. Mas a TV Globo se esforçou. Por toda a manhã, várias entradas ao vivo direto de Interlagos, entrevistas com personagens, Glenda e Tande andando de bicicleta na pista e... Galvão Bueno. E, com ele, o destaque da prova: a chuva, que o frustrou e não deu as caras no autódromo paulista.

O blog pretendia contar todas as vezes que a palavra foi pronunciada antes, durante e após a corrida, mas foi impossível, tantas foram as vezes que alguém da transmissão da emissora carioca disse "chuva". Não deu, mesmo. Perdemos a conta. Mas fizemos algo, digamos, mais divertido. Destacamos os "melhores momentos" (se é que se pode chamar assim) de Galvão Bueno e seus companheiros, Reginaldo Leme e Luciano Burti ao longo das 71 voltas do GP Brasil. Haaaaaja coração, amigo. Divirtam-se...

Antes de largar:
Galvão interrompe Luciano Burti: "Atenção. Vamos ouvir o rádio". "Desculpe. Não deu", responde, sem graça, o ex-piloto, lamentando não ter entendido o áudio, que é talvez a sua principal atribuição na transmissão das corridas de F1 na Globo.

Largada:
Galvão começa: "Primeira, luz, segunda, terceira, sob o giro dos motores, valeu, vambora. Felipe ganhou uma posição, Vettel vem na ponta, Bruno Senna querendo manter a nona posição, que largada linda, Rubens Barrichello perdendo muitas posições. Caiu para 20ª posição. Rubinho vai ter que remar".

Volta 2:
Galvão elogia manobra do hepta-campeão mundial de F1: "Olha o Schumacher. Êee Schumi".

Volta 9
Galvão lê informação para os telespectadores: "Não teremos chuva nos próximos 30 minutos". E comenta: "a chuva vai driblar o computador. Driblou ontem e vai driblar hoje".

Volta 10
Galvão: "Schumacher foi por fora. Bruno falou 'aqui não, tô em casa". Olha o Bruno. Schumacher ficou". E Reginaldo comenta: "Furou o pneu".

Volta 19
Galvão, defendendo piloto brasileiro: "Punição pro Bruno Senna. Eu discordo. Não concordo em hipótese alguma. No mínimo, [decisão] duvidosa dos comissários de prova. Pesa muito ser Schumacher. Sempre pesou".

Volta 24
Galvão elogia pista: "Interlagos é uma das três melhores pistas da Formula 1, juntamente com Spa-Francorchamps, na Bélgica, e Suzuka, no Japão. Não são esses circuitos modernos que andam fazendo".

Volta 35
Galvão e a meteorologia: "Chuva esperada a partir das 14h55. Se eu vi bem, então é daqui a sete minutos. Bom, vamos explicar direito. É entre 14h55 e 15h05. Dá uma confusão, amigo. Aí muda essa história toda. E chega a informação: em algum ponto lá na represa, já chegaram alguns pingos".

Volta 41
Galvão implora: "Webber vai pro boxe. Então é o seguinte: dos seis primeiros, só o Felipe não trocou. Cadê a chuva? Já chove em São Paulo nas zonas norte, leste e oeste. Onde nós estamos agora, mesmo? Ah tá, Zona Sul".

Volta 42
Galvão convoca a torcida: "Agora, sabe o que você [aí de casa] tem que fazer? Bate um tambor aí. Bate um tambor legal, amigo. Vamos pedir chuva. Tá faltando um minuto para as 3h [da tarde]. Cadê a chuva?"

Volta 45
Galvão na torcida pelo melhor para o piloto brasileiro: "Queremos o Felipe brigando por título em 2012. Queremos o Felipe assim...". E, de repente, a imagem corta para o piloto Maldonado, sentado, após abandonar a prova.

Volta 46
Galvão, após Massa sair do boxe na frente Hamilton: "E tome briga do Felipe contra o Hamilton". Burti alerta: "Problema com o Hamilton". Galvão: "Galera bateu o tambor legal. Hamilton abandonando".

Volta 52
Galvão se irrita com a falta de... chuva: "Não tô falando? A chuva driblou todo mundo, de novo. A informação que chega agora é que não chove nos próximos 20 minutos. Isso é Interlagos, amigo".

Volta 66
Galvão se confunde na hora de falar sobre a classificação dos pilotos no campeonato: "Quanto mais eu olho para o computador, mais maluco eu fico. Ah não, isso é posição que eles largaram na corrida. Primeiro [na classificação] é o Vettel, o segundo é o Button, o terceiro é o Webber, o quarto é o Alonso, o quinto é o Hamilton e o sexto é Felipe Massa. Essa é a posição do campeonato. Volta 66 e o Button vai abrindo caminho. É o terceiro colocado e, por enquanto, é o grande vencedor dessa batalha que serve para estabelecer o vice-campeão mundial".

Volta 69
Galvão, lamentando a falta de... chuva: "E não tem chuva nos próximos 30 minutos. Ê computador que tomou um passeio da chuva no fim de semana inteiro. Foi 10 a 0 para chuva contra o computador".

Antes do pódio
Galvão se anima com "zerinho" do brasileiro: "E o Felipe Massa fez uma graça pra galera, já que completou 100 corridas na Ferrari. Olha a gracinha dele. Fez um zerinho. Levantou fumaça e girou pra galera. Rrrrrecebeu os aplausos e foi pro boxe".

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Esporte estimula o egoísmo

Os praticantes e defensores de qualquer esporte vão ficar bastante revoltados com o título acima, mas quero dizer que se eles estão revoltados é porque não usaram a lógica. Esporte realmente estimula o egoísmo. Sabem como? Através da competitividade.

Competir é algo bastante primitivo. Significa impedir algum outro indivíduo de conquistar algum benefício desejado. Competição existe quando um determinado benefício é único ou escasso e não há possibilidade e nem vontade em repartir esse benefício.

Competir na verdade é empurrar o outro, para que ele caia e com isso, perca, de alguma maneira, a oportunidade de conquistar tal benefício. Curto e grosso: competir é não querer que o outro seja feliz.

A competitividade é, sem dúvida, a principal causa da violência no esporte, pois muitos acabam brigando por um benefício que só será concedido a um dos participantes. Se todos pudessem ter o mesmo benefício, ninguém brigaria.

Mas como ainda estamos na infância evolucional da humanidade, apesar da evolução tecnológica dar-nos a ilusão de que "estamos prontos e amadurecidos", muitos aspectos da vida instintiva dos povos primitivos ainda se mantem (mas adaptados ao nível evolucional atual) e muitos ainda acreditam em sua manutenção.

O ideal seria tirar o caráter competitivo dos esportes. Mas isso tiraria a graça dos esportes, embora fosse mais coerente com os argumentos de quem defende a atividade esportiva como forma de sociabilização.

O jeito é esperar ainda a humanidade a desenvolver e compreender o que é realmente amar ao próximo para entender que não podemos mais menter essa contradição "competitividade x sociabilização" nas atividades esportivas.

Pois nesse jogo "competitividade x sociablilização", a competitividade continua ganhando, excluindo muita gente através de derrotas de todos os tipos, o que só aumentará a violência, nem, que seja meramante psicológica, inerentes às atividades esportivas.

Agora, veja esse vídeo abaixo e reflitam comigo. Como é que portadores de Síndrome de Down, tidos como supostamente "retardados", possam agir com mais maturidade e inteligência que todos os "normais"? Esse vídeo mostra que dá para tirar a competitividade do esporte, fonte certa do sentimento de egoísmo que causa tantas perdas.