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sábado, 26 de novembro de 2011

Esporte e patriotismo: um erro que todos insistem em manter

A humanidade leva muito o esporte a sério. Mas a sério demais. Algo que foi criado para ser uma mera diversão, ganhou contornos de importância exagerada que desviou de seu foco originalmente lúdico.

Talvez pelo caráter competitivo (que infelizmente estimula o sentimento de egoísmo, do contrário que os defensores do esporte como instrumento de socialização argumentam), as pessoas, com aquela ilusão infantil de imaginar benefícios fictícios, resolveu que em jogos de competidores ou seleções nacionais (principalmente em esportes coletivos, o que dá a ilusão de "compromisso social"), deve se tocar o hino do país de cada time/atleta, como se fosse o hino do esportista em si.

Ora bolas, porque cada seleção ou atleta não tem seu próprio hino? Associar esporte a hinos não seria uma ofensa à pátria, através da futilização de um de seus símbolos? Os jovens de hoje, por exemplo, acham que o Hino Nacional Brasileiro é o hino da CBF, de tanto ouvirem em jogos da "seleção", pode?

E isso não acontece só no Brasil e só no futebol. Nos EUA é muito comum celebridades cantarem o Star Spangled Banner, o hino nacional deles, em eventos esportivos. Esta semana, no Dia de Ação de Graças, o mais importante feriado ianque, há o hábito de realizar várias partidas esportivas, com muita gente famosa cantando o tal hino.

Essa associação entre patriotismo e esporte dá um caráter sério para isso, dando a impressão de que, além de divertir e melhorar o físico, a vitória de um time/atleta, vai salvar a humanidade. Como se a tola vitória da "seleção" fosse me dar melhores condições de vida, o que a experiência provou ser impossível.

Sempre é bom lembrar que os atletas não representam o país. É um erro de interpretação. Eles representam na verdade o esporte do país. Isso é que deveria estar claro. Não é o país que está indo competir, nem a sociedade desse país, mas alguns meros atletas. Algo bem específico.

Mas temos que esperar a humanidade aparecer. Estamos ainda na infância da humanidade e como sabemos, crianças sempre priorizam diversão. Levar uma brincadeira a sério é um grande sinal de que ainda estamos engatinhando e que existe muita coisa para se aprender.

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