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sábado, 29 de outubro de 2011

Como se contrata um jornalista esportivo no Brasil

OBS: apesar do futebol ser tratado como algo além do esporte, quase um misto de dever cívico-social com religião, muita gente acha que esporte no Brasil é só o futebol, se esquecendo da existência das outras modalidades.

E é baseado nessa ideia que os jornalistas esportivos são formados e também contratados. Ignorar o futebol parece ser o maior pecado em nosso país, quase um crime.

Como se contrata um jornalista esportivo no Brasil

Bob Smith - Extraído do Orkut



TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 1: Eu gosto de Tennis, Atletismo e Karate!
TV CONTRATANTE: tchau!

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TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 2: Sou Eclético, gosto de todos os esportes sem nenhuma preferencia!
TV CONTRATANTE: Tchau!

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TV CONTRATANTE: Qual seu esporte favorito?
CANDIDATO 3: FUTEBOL!
TV CONTRATANTE: Fale mais sobre isso!
CANDIDATO 3: Eu amo futebol mais que tudo, desde criancinha sempre vivi chutando bola, jogando pelada na rua, sou muito fanatico pelo meu time!...teve um dia que meu time perdeu e eu quebrei a TV!
TV CONTRATANTE: Interessante.... mas vc conhece outros esportes, ou se interesa por outros esportes?
CANDIDATO 3: Não me interesso por nenhum outro esporte...Só conheco futebol, sei tudo, sei o nome de todos os jogadores de todos os times do brasil e do mundo, sei o que cada jogador faz nas suas folgas, sei qto cada jogador pesa, sei qto cada jogador come, sei aonde o jogador vai de fim de semana!
Tv CONTRATANTE: Genio! Genio!..olha o que ele fez! olha o que ele fez!
TV CONTRATANTE: gostamos do seu perfil é isso que nos buscamos...mas para finalizar, o que vc acha da seleção brasileira?
CANDIDATO 3: Eu amo! é a melhor seleção do mundo, são 190 milhoes de corações batendo na ponta da chuteira!!!
TV CONTRATANTE: Ta contratado!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

OBS: O futebol está arraigado na personalidade do brasileiro, que já nem considera mais o tal como esporte e sim como expressão máxima do seu jeito de ser. É triste ver que um simples lazer sem importância é a razão de ser para a maioria esmagadora dos brasileiros.

Parabéns para quem escreveu o belo texto, bastante didático.

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

Lemão - Extraído do Orkut - 16:22

Por Que O Brasil É O País Do Futebol?

Eu Daria Como Resposta Que O Futebol É A Distração Do Povo Brasileiro E É De Facílimo Incentivo Por Parte Do Poder Público. Também Desvia A Atenção Sobre A Realidade Do Pais. (CORRUPÇÃO, Aumento De Impostos, Etc).

Para Justificar, Primeiramente, Temos Que Analizar O Porquê Da Falta De Incentivos À Outros Esportes.

Alguém Já Se Perguntou Quanto Gastaria Com Politicas Públicas Para Incentivar, Por Exemplos:

1° O Tênis De Mesa. Seria Necessário Duas Raquetes, Uma Mesa E, No Mínimo Uma Bola Que Por Sinal Quebra Fácil. Com Isso Seria Possivel, Em Uma Partida, Distrair Apenas Dois Brasileiros E Em Um Campeonato Apenas Três São Premiados Com Três Medalhas (OURO, Prata E Bronze).

2° Da Mesma Forma O Judô Que Seria Necessario Tatamis, Kimonos , Faixas E Medalhas.

3° A Natação Então Nem Se Fale O Quanto Seria Gasto.

Pois Bem, No Futebol É Diferente, Politicas Públicas Nem É Mais Necessario Para Que O Brasileiro Goste Deste Esporte. A Propria Cultura Já Nos Direciona A Ele.

E O Que É Necessario Para Uma Partida?

Apenas Uma Bola, Que Pode Ser Feito Uma “VAQUINHA” Para Comprar, Ou Então, Uma Bola De Meia Mesmo, Quatro Tijolos Ou Chinelos E Um Pequeno Espaço Que Pode Ser, Um Terreno Ou Mesmo Na Rua (QUEM Ai Nunca Viu Quatro Tijolos Atrapalhando O Transito De Veículos Em Uma Rua ?).

Quanto A Premiação Nestas “PELADINHAS” É Apenas Status. “NÓS Somos Melhores Do Que Vocês”. Pronto, Começa Aí A Rivalidade Entre O Próprio Povo. Interessando, E Muito, Ao Poder Público, Pois Povo Desunido Não Se Rebela Contra O “REI”.

Cabe Também Reportar Que Os Times Oficiais Também Dividem O Povo E O Distraem. É Muito Comum Observarmos Discussões Sobre Um Time E Outro, Mas Muito Difícil É Ver Alguem Discutindo A Realidade Do Pais Ou Se Mobilizando Para Se Manifestar Sobre Algo. Sem Contar O Consumismo Que Os Patrocinadores Destes Clubes Proporcionam.

Em Segundo Lugar, A Fraca Educação Pública Também Contribui. É Mais Facil Entender De Futebol, Do Que De Politica Ou Cidadania, Embora Essa Conta Matemática De Classificação Em Um Campeonato Seja Complexa Para O Público Alvo. Mas O Que Importa Mesmo É A “FINAL”.

Já Vai, No Conteúdo Deste Texto, O Motivo De Eu Não Gostar De Futebol. Não É Nada Contra O Esporte E Sim Contra O Monopólio E A Alienação Causada Pela Falta De Politicas Públicas, Bem Como O Uso Dele Para Distrair Um Povo, Em Geral, Sem Cultura.

Considerando Que Essa Comunidade É Destinada À Pessoas Politizadas E Inteligentes, Recomendo Que Vejam Este Video E Façam Uma Análise.

---- (Video bloqueado pelo autor do vídeo) ---- 

Um Grande Abraço E Acoooooooorda Brasil !!!!!!!!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

João Revolta: cancelem a copa

Apesar de discordar de algumas coisas, gostei do vídeo. É o João revolta contra o João Sorrisão.

O Brasil não está nem em condições de organizar uma copa de futebol de botão, imagine uma copa de verdade.

Que ninguém se ofenda com os palavrões finais. A indignação é que permitiu isso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Blindagem do ministro Orlando Silva representa mais uma desmoralização para o Brasil na imprensa internacional

OBS: O pior é que as beatas do futebol querem que ocorra a copa de qualquer maneira, pois para eles representa o prazer de ver o maior evento de seus esporte favorito acontecendo na sua "casa".

Mas quem é esclarecido sabe que depois de uma grande festa, sempre há destruição. Quem assistiu às comédias americanas sobre festas de jovens sabe o que estou dizendo. Em 2014 o Brasil vai acabar!!!!

Blindagem do ministro Orlando Silva representa mais uma desmoralização para o Brasil na imprensa internacional

Carlos Newton - Tribuna da Imprensa, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 | 05:00

A preservação do ministro do Esporte, Orlando Silva, no cargo, em meio a gravíssimas acusações de corrupção que envolvem também seu antecessor, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal, representam mais um vexame internacional para os brasileiros.

Sem ter como responder, somos obrigados a aturar importantes jornais estrangeiros, como o espanhol “El Paíz” e o inglês “Financial Times”, a publicarem matérias que nos desmoralizam, dizendo que o governo do Brasil precisa combater a corrupção, o que significa afirmar que atualmente não o faz.

O pior é que, como dizia o genial cineasta Orson Welles quando esteve no Brasil, “it’s all true”, ou seja, é tudo verdade. Não há dúvida de que Lula fez um bom governo, superando inclusive uma grave crise internacional, e a sucessora Dilma Rousseff também está indo bem, administrativamente, se não levarmos em conta o problema da corrupção sistemática. E é tudo verdade.

A desmoralização do país se agrava em função da Copa do Mundo de 2014, que torna ainda mais escandalosas as notícias sobre gravíssimas irregularidades justamente no setor que cuida dos preparativos do campeonato esportivo mais importante do mundo. A imprensa britânica, ainda mordida porque a Fifa não aceitou fazer as próximas Copas na Inglaterra, vai deitar e rolar. Sexta-feira, o jornal “The Guardian” já repercutia as más notícias sobre o Brasil.

Os britânicos, que deveriam se contentar em difamar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, nos últimos tempos vivem a acusar também João Havelange, o dirigente esportivo internacional mais importante da História, como se ele fosse tão corrupto quanto seu ex-genro. Não sabem (ou não querem saber) que Havelange sempre foi um empresário de sucesso, um homem rico, dono da Viação Cometa, uma das maiores transportadoras do país, e de várias outras empresas. Jamais precisou se corromper para ganhar dinheiro, o maior erro de sua vida foi colocar o genro na CBF, e hoje paga caro por essa falha.

Na sexta-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, já considerava decidida a demissão do ministro Orlando Silva. Em coletiva para jornalistas de vários países, na sede da entidade em Zurique, Valcke disse que está pronto para conversar com um novo interlocutor da presidente Dilma, em novembro, quando virá ao Brasil para discutir a organização da Copa do Mundo de 2014.

“Terei um encontro com a nova pessoa indicada pela presidente para conduzir a Copa no plano governamental. Tenho a confiança de que a presidente tomará a decisão correta, independentemente do que acontecer com o ministro Orlando Silva”, anunciou.

O maior escândalo esportivo do Brasil, na verdade, não são as fraudes com as ONGs no Ministério do Esporte. O que mais nos desmoraliza são os inacreditáveis gastos com a construção e reforma dos estádios de futebol, que sairão quatro ou cinco vezes mais caros do que obras semelhantes que acabam de ser realizadas na Itália e na Alemanha.

Quase todas as reformas estão sendo feitas sem projeto previamente detalhados. Consequentemente, sem licitações sérias e disputadas com lisura. Os aditivos aos contratos se multiplicam, impunemente, enquanto os órgãos responsáveis pela fiscalização (os Tribunais de Contas da União e dos Estados) fazem seguidas denúncias que não adiantarão nada.

Em matéria de corrupção, ninguém tirará do Brasil o título de campeão mundial. Neste particular, a Copa de 2014 realmente está destinada a ficar na História. E repetindo Orson Welles, é tudo verdade.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Neymar perde a noção do ridículo e vira modelo de cuecas.

OBS: Esse moleque não tem o senso do ridículo e obedece direitinho a mídia que quer transformá-lo em uma onipotência, mesmo sem ter as qualidades de um homem de opinião e decisão.

Ou alguém ainda acha que chutar uma bolinha em uma trave é um grande feito para a humanidade?

Duro vai ser comprar uma cueca em uma loja e der de cara com o feioso quase pelado na embalagem. Um bom estímulo para um belo e grosso vômito. Eca!!!

Aviso: em respeito aos leitores deste blog, nenhuma foto da campanha será postada aqui. Deixo as fotos do Neymar de cueca para as festas de Halloween. Vai combinar direitinho.

Neymar posa só de cueca e fecha contrato de R$ 4 milhões com marca

Do EGO, em São Paulo - Segunda, 24/10/2011 às 9:29 atualizado há 5 horas

Jogador de futebol é garoto-propaganda da Lupo.

Neymar mostrou a barriga de tanquinho em ensaio só de cueca boxer para a marca de meias e roupas íntimas Lupo, realizado na quinta-feira, 20, em um estúdio de São Paulo.

Segundo a assessoria de imprensa, o contrato do jogador com a empresa é de R$ 4 milhões, até 2014.

Veja os comentários:

Vera GamaBelém, PA - Meu Deus, que falta de senso, o cara é ridículo... imaginem esse corpo exposto nos audoors que horroooorrr!!!!

Mari Luz - Muleque. A única pessoa que colocou ele em seu devido lugar foi Eike Batista. ei, mulheres, vamos gritar por Homens, não por projetos de Dinei!

Marina Oliveira - meu deus como ele teve coragem de tirar essas fotos ridiculoooooooo o pirralho feioooooooooooo ainda tem mulher q grita por isso bizarro

Rafael Soares, Joinville, SC - MUSCULOS ? KKKKKKKK ta mais pra ossada hahahaha, eu li que tiveram que fazer maquiagem no corpo dele para parecer definido

Raimundo Silva - só por que o cara ta cheio do dinheiro ele é bonito, bando de mulheres interesseiras

Suelen - Inveja do que , não tem nada nele que faz sentir inveja.. queria ver se ele fosse um gari se a galera iria sentir inveja.. Hipocresia mesmo rs...

Rossana DaitxTorres, RS - q horror...bonito não sei daonde..purfa!!!!


Natalia Arruda - Tá brincando?! Pelo amor de Deus, dá onde foi que tiraram que este criatura é bonito/lindo, sei lá o que.... Pessoal, fala sério! Concordo com a Rosa Filho, coloca uma essa foto dele aí do lado de Cauã Reymond, etc. Neymar com essa sunguinha tá mais pra o SID da Era do Gelo!! kkkkkkkkkkkkkk

Janaina Ferreira - PUTS QUE HORROR TINHA COISA MELHOR NÃO???

Renata Oliveira - EIIII LUPO ACHO QUE NEYMAR COMO GAROTO PROPAGANDA FOI UM TIRO NO PÉ...HOMEM QUE É HOMEM DE VERDADE, NÃO GOSTA DE USAR E NEM DE SER COMPARADO À ELE.COMO FALTA HOMEM DE VERDADE NO BRASIL..MEU DEUSSSS

Caroline Braz, Rio de Janeiro, RJ - Estrainho d +!!!!

Bruninho Costa - Não, dá liscensa, logo a Lupo... Bizarro isso, e pior que ainda tem "pessoas" que gritam, ficam loucas por isso, agora se me falarem que é por causa da fama e não por ele (que é obvio), aí sim eu acredito! tiariti dangerous

Rosa Filho - As mulheres que acham o neymar "lindo", coloquem ele do lado do Cristiano ronaldo, beckham, kaká... Assim dá pra ver o quanto ele é lindo... Cegas.

Suelen - Hahahahah.. não gostei, acho ele feioso pra caramba...

Rosa Filho - Fala sério. Coisa bizarra...

Charlotte So - Será que foi nesta foto a polêmica de que foi usada maquiagem para fazer músculos no jogador?

sábado, 22 de outubro de 2011

Precisa berrar para se sentir feliz?

Na comunidade do Orkut anti-futebol, muitos membros reclamavam do comportamento dos torcedores, comparando-os com a brutal plateia das lutas de gladiadores da Idade Antiga, o que demostrar que desde séculos e séculos, nada havia mudado. Futebol passou a ser uma diversão de catarse: quem gosta, adere para "soltar demônios", se liberar de instintos reprimidos em outras situações.

Mas isso incomoda quem convive com algum torcedor fanático e quer uma vida sossegada. Você quer estudar ou até meditar e vem um cara berrando feito um gorila no cio interrompendo o seu sossego. Porque ao invés de berrar, os torcedores não aplaudem? Não é melhor assim?

Ah, mas aí não tem graça. Até porque há uma suspeita que é justamente por isso que o futebol é bastante popular no país: ele dá a oportunidade do brasileiro agir como um animal selvagem, uma besta feroz, sem que isso pareça uma gafe ou desobedeça alguma regra de convívio social.

Se bem que ao gritar e acabar com o sossego alheio, embora não seja considerada gafe, fere as leis de silêncio. Pois ninguém é obrigado a escutar um "gorila" berrando em sua jaula porque alguém de seu time favorito (que não irá dar comida ou nenhum benefício ao "gorila" iludido) chutou uma mera bolinha em uma rede, algo que o bom senso poderia classificar como fútil e banal.

Ah, peço desculpas aos gorilas. Me esqueci que eles são mais civilizados que qualquer torcedor de futebol.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Globo sabota jogos Pan-Americanos

OBS: Pra quê reclamar. os olhos da Globo estão virados para a copa de 2014!!! Futebol sempre foi prioridade para a "Vênus Platinada". Qualquer coisa que difere de futebol será tratado com menos carinho e menos cuidado.

Globo sabota jogos Pan-Americanos

Por Altamiro Borges - segunda-feira, 17 de outubro de 2011

No momento em que setores da sociedade discutem a urgência de um novo marco regulatório da mídia, é emblemática a postura da prepotente TV Globo na cobertura dos jogos Pan Americanos, que ocorrem em Guadalajara, México. A emissora, que cochilou e perdeu o direito de exclusividade da transmissão para a TV Record, simplesmente decidiu invisibilizar o torneio. Ela está sabotando o Pan!

O caso é tão cavernoso que gerou protestos de telespectadores. Nas redes sociais, a emissora foi bombardeada. Diante da reação, o Jornal Nacional só rompeu o silêncio no sábado e reservou “longos” 20 segundos para falar das medalhas já conquistadas pelos brasileiros. Renata Vasconcelos, âncora do programa, relatou friamente as conquistas das medalhas no taekwondo e no pentatlo.

O crime será apurado?

Foi a primeira vez que o JN tratou dos jogos de Guadalajara - em pauta há vários meses. Na sexta-feira (14), dia da cerimônia de abertura oficial do Pan, a emissora simplesmente se fingiu de morta. Os jogos viraram “não notícia”, penalizando milhões de brasileiros que ainda assistem esta concessionária pública. Um crime que mereceria apuração, caso houvesse um órgão regulador da mídia no Brasil!

No artigo “O Pan olimpicamente ignorado”, publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Rogério Christofoletti já havia alertado para a gravidade do assunto. Reproduzo alguns trechos da sua crítica:

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O fato de a emissora de TV do Jardim Botânico não ter os direitos de transmissão da competição tem feito com que o evento seja simplesmente tratado como dispensável na pauta do seu noticiário. Pior que não ter comprado os direitos de transmissão é ter perdido a exclusividade para o grupo de comunicação que mais vem ‘incomodando’ com índices crescentes de audiência...

Alguém aí pode achar natural que não se coloque azeitona na empada alheia, já que estamos tratando de competidores em audiência e de rivalidade de mercado. Mas informação é um bem diferente de azeitonas em conserva ou empadas. Informação é uma mercadoria de alto valor agregado, que não se degrada com a sua difusão ou compartilhamento e que, muitas vezes, auxilia o seu portador a tomar decisões, escolher caminhos, reorientar-se no mundo.

Isto é, informação é um bem de finalidade pública, embora seja cada vez mais freqüente que empresas controladas por grupos privados a produzam e a façam circular. Independente disso, o produto carece de cuidados e atenções distintas.

Então, cobrir o Pan de Guadalajara é mais do que rechear a empada alheia. É garantir que o público tenha acesso a informações que julga relevantes e interessantes. Afinal, convenhamos, não se pode ignorar os Jogos Pan-Americanos. É uma competição tradicional – existe desde 1951 –, é importante – pois funciona como uma prévia regionalizada dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012 – e é abrangente por ser continental e reunir 29 modalidades esportivas. Esses argumentos bastariam para colocar o evento na pauta de qualquer veículo de comunicação que se preze.

No caso das Organizações Globo, ignorar a efeméride é simplesmente deixar de lado seus recém-anunciados Princípios Editoriais. No documento, os veículos do grupo se comprometem a produzir um jornalismo calcado no que consideram ser os atributos da informação de qualidade: isenção, correção e agilidade. No item que trata de isenção, os princípios são bastante claros, e cito alguns trechos que colidem com o atual comportamento do grupo:

... “(d) Não pode haver assuntos tabus. Tudo aquilo que for de interesse público, tudo aquilo que for notícia, deve ser publicado, analisado, discutido”…

“(n) As Organizações Globo são entusiastas do Brasil, de sua diversidade, de sua cultura e de seu povo, tema principal de seus veículos”…

“p) É inadmissível que jornalistas das Organizações Globo façam reportagens em benefício próprio ou que deixem de fazer aquelas que prejudiquem seus interesses”

Este é um caso típico de descolamento entre o dito e o feito. Claro que as Organizações Globo podem estar preparando coberturas especiais sobre o evento ou correndo para apresentar um material diferenciado às suas audiências. Tomara. Mas se for assim, os veículos do conglomerado estarão atrasados, contrariando outra lei de ouro de seus Princípios Editoriais, a agilidade.

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O exemplo da Argentina

Só para refrescar a memória e irritar os barões da mídia nativa: por motivos semelhantes, o governo da Argentina decidiu retirar do Grupo Clarín – tão arrogante e poderoso como a Rede Globo – o direito de exclusividade nas transmissões do campeonato de futebol. Uma concessão pública não pode realçar ou omitir o que lhe interessa. Daí a urgência da regulação da mídia no Brasil!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ricardo Teixeira comemora denúncias contra Orlando Silva

OBS: Era o que eu suspeitava. A cilada em que Orlando Silva, Ministro dos Esportes se meteu pode ter sido uma arapuca armada pela CBF para que ele perca o poder e saia do caminho para que a CBF, satisfaça seus interesses particulares e faça desta copa de 2014 a sua maior fonte de enriquecimento.

Muitos torcedores nem sabem disso. Se soubessem, abandonariam o futebol e passariam a gostar de outros esportes. CBF tem mais sujeira do que toda a politica no Brasil.

Ricardo Teixeira comemora denúncias contra Orlando Silva

Enviado por luisnassif, seg, 17/10/2011 - 15:28

Com escândalo, Fifa e CBF pretendem isolar Orlando Silva - Esporte - Notícia - VEJA.com

Envolvimento do ministro em caso de corrupção chegou a ser comemorado
O ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, na abertura do Seminário das Sedes da Copa do Mundo, no Hotel Grand Bittar, em Brasília - 22/2/2011

Orlando Silva e Ricardo Teixeira: escanteado pelo governo, presidente da CBF agora quer dar o troco (André Coelho/Agência O Globo)

Na Fifa, Orlando Silva é visto como um obstáculo aos interesses da entidade. Jerome Valcke já vinha evitando ter de negociar com ele

A Fifa e a CBF usam a crise que assola o Ministério dos Esportes por conta das suspeitas que pesam contra o ministro Orlando Silva para reconquistar o espaço que havia sido ocupado pelo governo na definição de leis da Copa do Mundo de 2014 - e, assim, impor suas exigências, que vinham sendo combatidas por setores do governo.

Na semana considerada como a mais crítica para a definição do Mundial no Brasil, o governo não foi sequer convidado a participar dos encontros em Zurique, que começam nesta segunda-feira. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ainda levará propostas que driblam a posição do governo. A situação fragilizada de Orlando Silva já abre espaço para que as ideias defendidas pelo Planalto enfrentem uma dura resistência.

Depois da publicação da reportagem de VEJA que envolve Orlando Silva numa suspeita de desvio de dinheiro, a cúpula da Fifa teme que o novo escândalo envolvendo o Ministério dos Esportes cause problemas para a definição de leis fundamentais para a Copa. A manobra da Fifa e da CBF, portanto, é a de isolar Orlando Silva e reduzir sua influência. Segundo fontes na Fifa, essa estratégia já começou a ser implementada.

Definições - Nesta semana, a Fifa anunciará as sedes da Copa, a agenda de jogos e mais detalhes sobre a Copa das Confederações. Apesar de toda a pressão política, o governo federal sequer foi convidado a participar das reuniões. Em Zurique, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, já vinha evitando ter de negociar com o ministro. Agora, a tendência é de que seu peso nas decisões seja reduzido.

Valcke não entendeu até hoje porque o ministro apresentou um projeto da Lei Geral da Copa no início do ano e, meses depois, modificou a proposta. Na Fifa, Orlando Silva é visto como um obstáculo aos interesses da entidade. Não por acaso, a crise no ministério chegou a ser comemorada em Zurique. Na prática, medidas que foram sugeridas pelo ministério já começam a ser desafiadas.

Benefícios - Ao contrário do que o ministro indicou à presidente Dilma Rousseff, a Fifa não irá aprovar nove sedes para a Copa das Confederações de 2013. Fontes na entidade garantem que serão apenas cinco ou seis e que levar o torneio para Cuiabá ou Manaus encareceria ainda mais o evento. A Copa das Confederações jamais deu lucros para a Fifa e a meta agora é a de reduzir custos.

Na Fifa, o alto escalão acusava Orlando Silva de tentar ampliar o torneio, justamente para garantir benefícios financeiros e políticos a outras prefeituras. Outra posição defendida pelo governo e que passa a ser minada é a da meia-entrada para os ingressos da Copa do Mundo. Teixeira vai propor que essa exigência do governo seja limitada a apenas alguns jogos e setores do estádio.

Repercussão - Teixeira, que na última reunião entre a presidente Dilma e Valcke não foi chamado a participar, dá agora seu troco no governo. Em Zurique, a polêmica envolvendo o governo brasileiro chamou a atenção dos parceiros comerciais da Fifa. A entidade já recebeu consultas de seus patrocinadores, querendo saber de que forma as suspeitas no Brasil afetam seus planos.

Clique aqui para ir à notícia

domingo, 9 de outubro de 2011

Blog não entrará de férias, mas vai diminuir postagens

Em novembro encaro mais uma prova de concurso. E para isso vou ter que me dedicar mais aos estudos e menos aos blogs.

O concurso que farei tem um excelente número de vagas e para a prova cairá assuntos que já venho estudando há anos. O salário é ótimo e o regime é estatutário, que garante estabilidade.

O blog não vai papar, mas terá muitos dias sem postagens. É que sou postarei aqui se achar necessário ou interessante e mesmo assim, tendo tempo para isso. Será um ritmo de postagens sazonais.

De qualquer modo, continuem prestigiando. Após o concurso volto ao ritmo de postagens diárias.

Agradeço a compreensão.

O Responsável.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Texto em jornal O Globo reconhece que futebol não é mais hegemônico

OBS: Apesar do claro tom de melancolia, como se o inútil fanatismo futebolístico fosse algo bastante positivo para nosso país, como uma criança que descobre que Papai Noel não existe, é o primeiro texto em um veículo das Organizações Globo que admite a decadência do mito da hegemonia e unanimidade do futebol brasileiro, sobretudo o da mitológica "seleção", considerada por muitos incautos como mais um de nossos símbolos pátrios, apesar de sua inutilidade para o desenvolvimento cotidiano de nossa população.

É um bom texto, mesmo com o tom de lamento, já que os autores, segundo o que afirmam no que foi escrito, preferissem que o fanatismo doente continuasse, como se fosse a "verdadeira felicidade" do povo brasileiro. Mas admite, mesmo tristemente, o fim da hegemonia da "seleção" no coração da população. Será o início do fim da paixão infantil pelo futebol: um sinal de amadurecimento da sociedade brasileira, que finalmente irá largar o seu brinquedinho favorito?

Que venha a democracia esportiva no Brasil e que reconheçam de uma vez por todas que futebol é apenas lazer e não melhora a vida de nenhum torcedor.

O país do futebol

Por Ronaldo Helal e Cesar Gordon - O Globo - 02/10/2011



Frequentemente escutamos e lemos na mídia o epíteto “Brasil, o país do futebol”. Repetido diversas vezes e vendido para o exterior como uma das imagens que melhor retratam o país, o epíteto merece uma investigação mais cuidadosa. Primeiro, por conter expressiva força simbólica que contribuiu para a construção da idéia de identidade brasileira. Segundo, porque até pouco tempo costumávamos rejeitar outras formas de nos reconhecer como nação. E terceiro porque, paradoxalmente, em certos momentos, o epíteto é usado com valor negativo, do tipo “este não é um país sério”.

É especialmente nas Copas do Mundo que o “país do futebol” ganha dimensão mais notável. A derrota na final para o Uruguai em 1950 e a conquista do tricampeonato em 1970 foram sentidas como derrota e vitória da própria nação brasileira. Recentemente, porém, as narrativas jornalísticas já não retratam o futebol como metonímia da nação. Os triunfos em 1994 e 2002 e os reveses em 1998, 2006 e 2010 não transcenderam o campo futebolístico e foram comemorados e sofridos como vitórias e derrotas esportivas. Comparando a situação atual com a carga emocional de 1950 e 1970 especulamos se estaríamos assistindo a um declínio do futebol como emblema da nação.

Capa do livro de Gilberto Freyre

O “país do futebol” foi uma construção social realizada por jornalistas e intelectuais em um momento de consolidação do “estado-nação”, acompanhada por formulações acadêmicas sobre a sociedade. Na obra clássica de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala, de 1933, a mistura racial passa a ser entendida como um valor positivo e força maior do povo brasileiro. Dentro do projeto nacionalista e integracionista do Estado Novo, esta forma de entender a cultura brasileira se consolida. Mário Filho, um dos fundadores do nosso jornalismo esportivo, foi fundamental nesse uso do futebol como meio de construir uma ideia de nação. Filho era amigo de Freyre, que prefaciou sua obra mais conhecida, O Negro no Futebol Brasileiro, onde a junção do futebol com a nação é evidente. A paixão pelo futebol é um fenômeno que ocorre em diversos países do mundo. O que nos diferencia, talvez, é a forma como nos utilizamos dele como matriz ideológica de nossa identidade imaginada.
Capa do livro de Mário Filho

Capa do livro de Mário Filho

Não negamos a força dessa representação, tampouco sua eficácia simbólica, mas questionamos seu papel nos dias de hoje. As vitórias e derrotas da seleção em Copas do Mundo ainda produzem celebrações e tristezas coletivas. No entanto, não são mais vividas como vitórias ou derrotas da nação brasileira como um todo. A seleção não é mais a “pátria de chuteiras” nos termos de Nelson Rodrigues, que cunhou e imortalizou a expressão. Há um conjunto complexo de razões para isso. E haverá os que lamentam e os que celebram. Mas seguramente o processo de consolidação da democracia e da organização da sociedade civil, nas últimas décadas, tem influência no declínio da pátria de chuteiras.

A modernização do país, a expansão do consumo e a segmentação das camadas médias refletem-se nas preferências esportivas. O futebol não reina mais absoluto, dividindo suas glórias com outros esportes. As identidades regionais e clubísticas também sobressaem. Hoje, notamos que alguns torcedores preferem ver o seu time campeão brasileiro do que a seleção ganhar a Copa.

Resta saber como os brasileiros irão se comportar diante de um evento como a Copa do Mundo organizada no país. Seremos testemunhas de um resgate simbólico de um nacionalismo exacerbado ou a espetacularização do evento nos moldes do capitalismo do século XXI diluirá a identificação nacional?

De todo modo, a sensação é que tão importante quanto a conquista do Hexa, será demonstrar nossa capacidade de organizar um evento desta grandeza dentro de um espírito republicano e com transparência democrática.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Gilberto Gil: "Façamos mais festas. Elas ajudarão a arruimar a casa" (sic)

Leia a frase acima, citada pelo cantor e ex-Ministro da Cultura de Lula, Gilberto Gil. O que ele quis dizer com "arrumar a casa". Arrumar a casa seria deixá-la mais bonita ou mais confortável? Embora as pessoas que digam isso não assumam, a resposta fica com certeza com a primeira alternativa.

Arrumar a casa não significa deixar ela mais pomposa, mas empetecada. Nada a ver com maquiagem. É resolver os problemas desta casa. é consertar a janela quebrada, a prateleira solta, é ver se falta águia, se a pia está vazando, se há poeira nas estantes,se o lençol não está amassado. Mas o que a população brasileira entende como "arrumar a casa" se limita a pintá-la e colocar artefatos tecnológicos na mesma.

O que adianta colocar BRTs, VLTs, monotrilhos e o escambau se não conseguimos resolver os tradicionais problemas do transporte que já existe. Acham que o BRT vai resolver tudo? Gosto do BRT, mas o BRT só vai resolver o BRT. O BRT será inútil se nada for feito para resolver outros tipos de transportes, sobretudo os ônibus. Colocar uma minhoca de aço gigante somente para maravilhar busólogos infantilizados é um desperdício incalculável. Há soluções mais baratas, mas de aparência mais modesta, o que pode parecer sem graça para quem espera coisas espetaculares.

O que faremos com os estádios? Bom, seria válido se os estádios pudessem ser multi-funcionais, de uso constante, pólos de lazer que não agradem apenas a quem curte futebol. Que possam ser utilizados também para eventos não-esportivos, como forma de interação social a pessoas de todos os tipos, inclusive quem despreza o futebol.

Mas "façamos mais festas para arrumar a casa", justificando que antes das festas costuma-se "arrumar a casa", não me parece convincente. Antes de qualquer festa, só se arruma as coisas que estão relacionadas com esta festa. Ninguém vai transformar, por exemplo, o Salgado Filho num hospital de primeiro mundo por causa dessa copa. É um gasto que, na opinião de autoridades, é supérfluo, já que a prioridade, infelizmente, é totalmente voltada para a copa. Para uma festa, é muito mais importante comprar um equipamento de som potente do que consertar, por exemplo, uma rachadura em uma parede que não é visível.

Precisamos de BRTs? Precisamos de Estádios? De Hotéis? Se essas obras são "para a população" porque ela não foi consultada para se conhecer a real necessidade? Será que realmente vão durar após os eventos? O Brasil não tem tradição de conservar aquilo que foi feito para uma "necessidade" momentânea.

A frase de Gil não foi uma frase feliz, pois se não tivéssemos festa, consertaríamos outros problemas desta "casa". Corremos o risco de ver uma belíssima casa colorida e high-tech com torneiras vazando, comento caindo e botijões de gás explodindo, já que os seus donos preferiram embelezá-la para satisfazer os frequentadores desta enorme festinha que só irá dar problemas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Porque eu gosto de "Uma Partida de Futebol", divertida canção do Skank

Estranho. Eu não curto futebol e me enojo com o fanatismo dado ao esporte, que o transforma em algo ultra-importante, como se fosse um compromisso e não uma forma de lazer. Mas adoro a música Uma partida de Futebol, composta por Samuel Rosa e Nando Reis e gravada pela banda mineira Skank, banda liderada por Rosa.

Com boas rimas e uma letra ágil que se encaixa com perfeição na melodia - algo que começa a não ficar mais comum, ela não estimula o fanatismo futebolístico, se limitando a descrever o prazer de que curte futebol. Curtir o futebol de maneira sadia é bem legal. Pena que o brasileiro não sabe curtir futebol com moderação, sempre resvalando para o fanatismo doente que coloca o futebol acima da própria vida.

A música é um dos maiores sucessos da fase alegre do Skank, que considero a melhor fase da banda mineira. Não que a outra fase fosse ruim - é ótima também. Mas ouvindo Uma Partida de Futebol e outras da mesma fase, percebe-se que a vocação do Skank é criar canções alegres, dançantes, animadas, feitas para fazer a plateia pular (como aconteceu em um show deles que pude assistir - muito legal). Nesta fase a criatividade do Skank aflora e sai verdadeiros clássicos como Uma partida de Futebol, uma canção perfeita, que diverte tanto que consegue sensibilizar inclusive pessoas que como eu, não curtem futebol.

Boa sacada de Samuel Rosa e Nando Reis que, inspirados, souberam criar uma das mais legais músicas que nosso país já conheceu. Canções como essa que consagraram de vez o Skank como uma de nossas melhores e mais honestas bandas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Atrasos em obras da Copa 2014 causam estouros no orçamento

OBS: Os gastos para esta copa já deram e ainda darão muito o que falar. Enquanto isso, setores importantes como a saúde e educação, que normalmente menos recebem verbas de governos, ficarão literalmente às moscas, para que os gastos destinados a esses possam ser utilizados para os grandes eventos feitos para enriquecer e projetar o ego de nossas autoridades e empresários.

Atrasos em obras da Copa 2014 causam estouros no orçamento

Agência Reuters - Reuters Limited - 28 de setembro de 2011 • 20:14

É um projeto que deveria simbolizar os benefícios transformadores de sediar a Copa do Mundo de 2014, um novo e elegante monotrilho passeando sobre Manaus, em plena selva amazônica. Entretanto, Athayde Ribeiro da Costa tem uma opinião diferente a respeito. A pouco menos de mil dias do pontapé inaugural do torneio no Brasil, o procurador-geral de Justiça do Amazonas considera a obra como parte de uma tendência de desperdício e mau planejamento, num momento em que o país se apressa para compensar o início lento dos preparativos.

"Estamos muito preocupados com os excessos de gastos", disse ele. "Somos a favor da Copa. Ela pode trazer muitas oportunidades para as pessoas e ajudar a resolver gargalos de infraestrutura, mas isso não pode ser feito com mau uso das verbas públicas ou corrupção."

Há crescentes preocupações de que a aceleração dos preparativos para a Copa irá alimentar a corrupção e gerar uma explosão nos gastos, que ficariam muito acima de outros megaeventos.

A África do Sul, por exemplo, gastou cerca de 4 bilhões de dólares para organizar a Copa de 2010. A estimativa oficial brasileira está em cerca de 13 bilhões de dólares, incluindo projetos nas áreas de transportes, construção de estádios e ampliações de aeroportos. Nesse ritmo, será a Copa mais cara da história.

Em março, a presidente Dilma Rousseff estimou que seriam gastos 33 bilhões de reais (18 bilhões de dólares) em investimentos, e algumas estimativas privadas já são bem superiores a esse valor, colocando a conta total em até 60 bilhões de dólares.

Processos judiciais também estão proliferando, conforme promotores como Costa investigam gastos excessivos e abusos durante processos de licitação. Costa comanda um grupo de 12 promotores que examina questões relacionadas ao evento, um em cada cidade-sede , e diz que há mais de 80 investigações em andamento no país inteiro.

Neste mês, um juiz federal de São Paulo ordenou a suspensão das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, por considerar que as regras para a contratação do serviço haviam sido ignoradas, sob o argumento de que havia urgência. Outro juiz revogou a decisão.

Os processos podem representar uma economia enorme para os cofres públicos, mas também geram o risco de mais atrasos num cronograma que já leva ao limite a expressão "em cima da hora".

"Se você tornar (o processo) mais transparente, pode retardá-lo, e portanto irá aumentar os custos", disse Christopher Gaffney, professor visitante de Urbanismo da Universidade Federal Fluminense. "Se não torná-lo mais transparente, com certeza vai aumentar os custos, porque todo mundo vai meter a mão."

O descontrole orçamentário é praticamente uma tradição em Copas e Olimpíadas. Neste caso, no entanto, isso é agravado por alguns problemas muito típicos do Brasil: a corrupção, os entraves burocráticos e judiciais, e o custo elevado da construção civil, resultante da falta de capacidade ociosa na robusta economia nacional.

Reprimendas

Alguns projetos, como um monotrilho em São Paulo, só devem ficar prontos algumas semanas antes do início da Copa, em junho de 2014. Os atrasos já motivaram reprimendas da Fifa, e levaram duas das 12 sedes (São Paulo e Natal) a serem excluídas da Copa das Confederações, um "ensaio geral" da Copa, que acontece em 2013.

As obras nem sequer começaram em 5 dos 13 aeroportos que precisarão ser ampliados para receber os visitantes durante um mês de torneio. O governo disse este mês estar confiante de que estádios e aeroportos ficarão prontos a tempo, mas que havia preocupação com o andamento de projetos de "mobilidade urbana", como o do monotrilho de Manaus. Sete cidades anfitriãs nem iniciaram os projetos planejados.

Os riscos do cronograma apertado ficaram claros neste mês, quando Dilma visitou Belo Horizonte para marcar o início da contagem regressiva dos mil dias, mas foi recepcionada por uma greve dos operários que trabalham na reforma do estádio Mineirão.

O governo Dilma impôs certa urgência aos preparativos, aprovando às pressas em julho no Congresso uma lei que simplifica as licitações para eventos relacionados à Copa e à Olimpíada de 2016, no Rio.

Isso desagradou entidades voltadas para a transparência e promotores públicos, para quem a mudança abre as porteiras para o desperdício e a corrupção. "O risco de termos projetos sem os procedimentos corretos e sem transparência está crescendo exponencialmente", disse Caio Magri, consultor de políticas públicas do Instituto Ethos, voltado para a promoção da responsabilidade corporativa.

"O montante gasto não importa - 50 bilhões de reais seria pouquíssimo para compensar as carências das cidades brasileiras. Não é o tamanho que importa, é o legado."

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já pediu ao Supremo Tribunal Federal que declare a inconstitucionalidade das novas regras de licitação, alegando que há risco de que se repita em grande escala o que ocorreu na preparação para os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, quando o gasto chegou a dez vezes o orçamento original.

Monotrilho na Selva

Em 2009, a Confederação Brasileira de Futebol estimou que a construção e a reforma dos 12 estádios usados na Copa custariam cerca de 2,2 bilhões de reais, cifra que dois anos depois já parece ultrapassada. O governo agora calcula que o custo com estádios atingirá 6,9 bilhões de reais, mais do que o triplo da estimativa inicial.

O caso do Maracanã, palco da final da Copa, é emblemático. Seu orçamento dobrou em relação a 2009, chegando a 859 milhões de reais, e o Tribunal de Contas da União disse em fevereiro que falta transparência ao projeto, e que seu orçamento estava "beirando a ficção".

Outro fator que pode elevar os gastos é a inflação, que já está em torno de 7 por cento ao ano, levando consigo os gastos em material de construção e salários. Desde janeiro, o custo dos projetos da Copa cresceu mais de 10 por cento, chegando a 26,5 bilhões de reais, segundo um estudo do Senado.

O procurador Costa vê todas essas forças agindo na sede amazônica da Copa. Ele diz que o projeto do monotrilho de 20 quilômetros, orçado em 1,46 bilhão de reais, é "totalmente ilegal", porque foi aprovado pelo governo estadual sem estudos suficientes a respeito da demanda potencial, do número de estações e do valor da tarifa.

Segundo ele, o projeto também subestima os custos, dos quais grande parte serão bancados por empréstimos subsidiados do BNDES, o que deixa uma ampla margem para custosas adições durante as obras.

"Ele terá incontáveis adições, com um grande risco de ser paralisado por falta de recursos", afirmou.

Miguel Biango, coordenador da entidade organizadora da Copa no Amazonas, disse à Reuters que um estudo minucioso foi realizado, com a conclusão de que o monotrilho será a melhor solução para as demandas da população manauara. Ele disse que as críticas do procurador a respeito da falta de estudos relacionados à estrutura tarifária estão sendo avaliadas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O primeiro dos moicanos

Gozado. Quando o corte moicano era associado a cultura punk, ninguém se atrevia a usar o penteado. Ser visto como "subversivo" é algo bem reprovado pela sociedade até hoje e assumir uma atitude subversiva pode representar encrenca para o nosso povo tão conservador.

Mas foi apenas um jogador de futebol, representante do esporte mais popular do país, usar um penteado similar para que ele fosse seguido pela camada semi-analfabeta, como sinônimo de "boa aparência".

Essa moda do corte moicano entre os pobres é uma prova de como anda o fanatismo futebolístico e como os valores como estética, bom senso estão completamente esquecidos, em prol da diversão pura atrelada ao mau gosto da cultura popularesca, que muita gente "culta" adere sem saber.

sábado, 1 de outubro de 2011

Neymar, o Feio



Estão enchendo a boa desse moleque inútil, que na verdade, merecia mesmo uns bons cascudos! Argh!