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domingo, 28 de agosto de 2011

Torcedores: preconceituosos e intolerantes

Quem gosta de futebol tem a sensação de que o mesmo esporte é uma unanimidade, por quase não conhecer alguém que não curta o esporte. Mesmo que não seja maioria absoluta, quem gosta de futebol ainda é um número muito alto de pessoas e nesse grupo inclui muita gente influente.



E essa falsa unanimidade dá a ilusão de que o gosto pelo futebol:

- É biológico, "está no sangue", fazendo parte da condição humana.

- É uma obrigação cívico-social, que deve ser seguida por todos, sendo inclusive parte da etiqueta social.



Por isso mesmo, quando alguém que curte futebol recebe a "novidade" da existência de quem não curte, toma um choque. E aí começa a fluir o preconceito, já que para quem gosta de futebol, os que não gostam passam a ser visto como ameaça à "ordem social".



Quem não gosta de futebol sofre muito preconceito. Os brasileiros já não costumam aceitar as diferenças, justamente por ser um povo modista e submisso a regras e autoridades. Aceitar uma pessoa que não curte o mais popular esporte do país exige uma revisão de conceitos, o que significa um esforço de raciocínio.



O gozado que os torcedores de futebol possuem esportes que eles não gostam, como o beisebol, por exemplo. Poderiam usar esses exemplos para tentar entender porque existem pessoas que não gostam de futebol.



Infelizmente, nossas crianças já são educadas desde cedo a curtirem futebol, não por ser uma forma de lazer, mas como a razão de existir: um compromisso que deve ser honrado rigorosamente. E isso estimula vários defeitos:



- Fanatismo: dar uma exagerada importância a um mero lazer que não interfere na vida da população.

- Alienação: usar o futebol para fugir dos problemas ou às vezes acreditar que os mesmos serão resolvidos pela vitória de um time.

- Preconceito: não compreender a diversidade de gostos e ideias e condenar ou depreciar quem não curte o futebol.



Esses problemas que eu citei, só poderão ser resolvidos por uma diversidade esportiva, um amadurecimento social que saiba diferir lazer de obrigação e a diminuição da importância do futebol, devolvendo-o a seu caráter puramente lúdico e dissociando da "esperança do povo", que na verdade deve ser conquistada com atividades mais serias.



Enquanto o fanatismo do futebol continuar, o Brasil nunca vai crescer, a sociedade se manterá alienada, fanática e preconceituosa e o lazer, que deveria ser motivo de união entre as pessoas, vai continuar criando discórdia, muitas vezes resultando em violência e privação de direitos.

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