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sábado, 2 de julho de 2011

A "seleção" deveria ter vencido em 2010. E não é para agradar torcedores

Estive pensando. Era melhor a "seleção" ter vencido a copa de 2010 na África do Sul. Ia ser chato ver todo mundo de amarelo, berrando, tocando vuvuzelas e falando muita asneira. Mas era mesmo melhor ter vencido. Para o bem da "nação"? Nada disso.

Vocês se lembram do episódio da entrevista que Dunga não quis dar aos repórteres que trabalham para o seu patrão (a empresa Organizações Globo é a dona da CBF, saibam disso) e que rendeu um enorme bafafá? Os cartolas decidiram que para desmoralizar o Dunga, que desobedeceu ordem superiores - talvez estipuladas em contrato -, deveriam deixar a "seleção" perder, para que Dunga, e não a Rede Globo, saísse de vilão no episódio.

E aí, aconteceu: ao encontrar a primeira seleção que não era fraca, a da Holanda, os amarelos levaram uma surra, seguindo o oposto do script costumeiro dos jogos (a "seleção" amarela perde no início, faz suspense e vira no segundo tempo, ganhando no final), ameaçando ganhar no inicio e perdendo no final do jogo. Desta vez não houve mutreta, Galvão e Ricardo Teixeira largaram os "joysticks", para que os amarelos perdessem.

Mesmo que os amarelos jogassem bem e tentassem ganhar, aí a mutreta entraria para favorecer o outro lado, já que a derrota, neste caso, era ruim para Dunga e excelente para a Globo, que não sairia de vilã na copa.

Vitória da "seleção" desmoralizaria a Rede Globo e patrocinadores

E se a "seleção" tivesse ganho a copa de 2010? Ficaria difícil acusar Dunga, já que a derrota ocorrida foi a desculpa para jogar a população contra o técnico, ainda mais que a maioria é formada por gente sem informação, de baixa escolaridade e altíssima credulidade.

Com a vitória, Dunga sairia fortalecido, as denúncias contra a Rede Globo e os amigos-cartolas teriam vazado, todos descobririam que as vitórias anteriores eram forjadas e o futebol poderia entrar em uma fase de honestidade, algo que a derrota não permitiu, pois cada vez mais tomamos conhecimento de manipulação de resultados nos esportes, devidamente escondidos pela mídia compactuada com os cartolas e patrocinadores.

Mas a realidade mostra que Dunga nunca foi vilão. Foi na verdade um misto de herói e vítima. Herói, por ter enfrentado a poderosa Vênus Platinada, a hipnotizante Rede Globo, que manda até nos costumes sociais de nossa população. Vítima, porque foi colocado numa emboscada que o desmoralizou injustamente, além de perpetuar e consagrar os conchavos que fazem do futebol o esporte mais corrupto deste país.

Pala primeira e talvez única vez, uma situação em que a vitória da "seleção" iria realmente beneficiar o nosso país.

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