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terça-feira, 28 de junho de 2011

Os torcedores brasileiros não conhecem os "cartolas"

A gigantesca parte da população brasileira que curte futebol é realmente alienada. Se não fosse, teria largado o futebol há muito tempo. Eles não sabem que nos bastidores do futebol há mais corrupção e mentiras que um milhão de Congressos Federais juntos. Mas como essa parcela é alienada, prefere acreditar em lendas positivas, para que o esporte não seja visto com vilania.

Pesquisas na internet, nas comunidades do Orkut ou em conversas no cotidiano, mostram que boa parcela dos torcedores desconhece quem são ou se existem "cartolas", os donos das equipes de futebol que controlam as regras que regem - e principalmente as que não regem - o esporte.

Os fanáticos por futebol se comportam como se a CBF, na figura da "seleção", pertencesse à população brasileira e provavelmente controlada ou pelos próprios jogadores ou por três nerds punheteiros que vivem em uma favela em qualquer localidade do país. Dos times pensam a mesma coisa.

Mas não. O futebol é controlado por gente tão suja quanto os políticos, conhecidos como "cartolas". Inclusive alguns políticos acabam também sendo cartolas de futebol para que o seu poder possa ser estendido ao futebol, que no Brasil, se mostrou excelente instrumento de manipulação e exemplo de sucesso na hipnose da população, que prefere morrer de fome do que deixar de assistir a um jogo.

No Brasil ainda não há casos de grandes times controlados por políticos. Os líderes do poder executivo na Itália e no Chile também são cartolas futebolísticos. No Brasil, se o futebol não está na mão de políticos, pelo menos os cartolas agem como políticos.

Mas saber da existência desses cartolas tira o romantismo infantil daqueles que adoram futebol. É melhor para a população fingir que os cartolas não existem. E para os cartolas também, pois ignorada a sua existência, podem roubar à vontade, desviando verbas e manipulando resultados, como na copa de 2002, em que a "amada e idolatrada" "seleção" teve que roubar para entrar na copa e roubar para ganhar o título na mesma. Ou alguém acha que o "país do jeitinho" ia abrir mão do "jeitinho" para vencer um campeonato?

Para a população é mais confortável acreditar na lenda dos três punheteiros favelados. Isso gera identificação na população. Para quem não sabe ou não quer lutar pela verdadeira felicidade, o conforto ilusório do futebol compensa qualquer fracasso.

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