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sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu não odeio futebol

Parece que para todo mundo ou é oito, ou oitenta: ou você ama desesperadamente ou odeia mortalmente. Nada disso. Existem inúmeros níveis de admiração ou de repulsa.

Eu particularmente acho válida a a existência do futebol. É um esporte, é divertido e as pessoas precisam se divertir. Eu não curto, acho tedioso, não me dá prazer, mas não chego a odiar.

O que eu acho chato também é o fanatismo que gira em torno do futebol. As pessoas parecem que não gostam de futebol para se divertir, mas como obrigação social. Parece que estão mais interessadas nos gritos de "goool" e na comemoração de final de jogo do que no futebol em si. Gostam de futebol porque sabem que a maioria das pessoas gosta. Há o clima de festa, que não existe em outros esportes. Como brasileiro é doido por festas, são grandes as chances disso ser verdade.

E há a obrigação "cívica" de gostar de futebol. Se você não gosta, é anti-patriota, anti-social, antipático e muitas vezes rotulado de inimigo. Diga que não torce para nenhum time e já estarão te olhando atravessado, como se você fosse uma ameaça aos outros.

Esse fanatismo é estimulado pela mídia, já que torna as pessoas mais vulneráveis a propagandas e induções ideológicas. E também mantém o povo ocupado. Legal para as autoridades saberem que o povo, ao invés de estar lutando pelos seus direitos, está com a cara grudada na TV durante o jogo de seu time ou da $ele$$ão. Uma verdadeira aula prática de hipnose.

Portanto, quando eu digo que não curto futebol, não me odeiem. Se ponham em meu lugar. Gostam de hockey no gelo? Não? Então!

Vivemos numa democracia e todos tem o direito de gostar ou não de alguma coisa. Só não tem o direito de serem manobradas e enganadas pela mídia e pelas regras sociais. Porque aí já não é o gosto salutar, é submissão e alienação puras.

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